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terça-feira, 10 de março de 2015

População carcerária nos EUA: Negócio rentável ou uma nova forma de escravidão?

População carcerária nos EUA: Negócio rentável ou uma nova forma de escravidão?
por RT


[Tradução do Diário Liberdade]

"Os magnatas que investiram na indústria das prisões não precisam se preocupar com as greves ou em pagar o seguro desemprego ou férias. Todos os seus empregados trabalham em tempo integral, nunca chegam tarde ou se ausentam por problemas familiares. Por outro lado, se não aceitarem trabalhar por 25 centavos a hora, são presos na solitária, de acordo com o Global Research."
"Nas prisões federais e privadas dos Estados Unidos há aproximadamente 2 milhões de presos. Segundo o California Prision Focus, em "nenhuma outra sociedade na história humana se prendeu tantos de seus próprios cidadãos". Os EUA superam em meio milhão o número de presos da China e representam 25% da população carcerária de todo o mundo."

O uso de presos como força laboral nos EUA segue preocupando várias organizações sociais e de direitos humanos. Enquanto isso, não só as companhias privadas das prisões desfrutam deste tipo de empregados, mas também as grandes empresas de alimentos e de telecomunicações, que o fazem a fim de reduzir seus custos de fabricação.

As companhias privadas dos presídios obtêm benefícios da prisão em massa, ainda que não sejam as únicas, escreve o portal Alternet. Enquanto organizações de direitos humanos condenam o que consideram uma nova e desumana forma de exploração nos Estados Unidos, onde a população carcerária alcança dois milhões de pessoas, grandes indústrias seguem valendo-se do seu trabalho. O portal menciona nove indústrias que se beneficiam das prisões em massa e das longas sentenças.

Empresas de alimentos, de telecomunicações e de saúde tiram um proveito significativo graças à colaboração com os presídios. Assim, uma empresa de telecomunicações que opera como um monopólio em muitas prisões, a Global Tel Link (GTL), estaria obtendo 500 milhões de dólares anuais de benefício graças a seus contratos exclusivos com a longa lista de presídios, lembra o Alternet.

Segundo o portal, os presidiários dos EUA também trabalham para call centers. Assim, na prisão Snake River Prision no Oregon, os réus recebiam de 120 a 185 dólares ao mês por trabalhar em tempo integral, conforme se revelou em 2004.

Fabricantes têxteis, empresas de tecnologia, agentes de finanças, assim como companhias de processamento de alimentos e de embalagens também figuram na lista. Entre as companhias que se viram envolvidas no uso de presos como força laboral pode-se encontrar Victoria's Secret e Exmark, que presta serviços à Microsoft.

prisao

Os magnatas que investiram na indústria das prisões não precisam se preocupar com as greves ou em pagar o seguro desemprego ou férias. Todos os seus empregados trabalham em tempo integral, nunca chegam tarde ou se ausentam por problemas familiares. Por outro lado, se não aceitarem trabalhar por 25 centavos a hora, são presos na solitária, de acordo com o Global Research.

Nas prisões federais e privadas dos Estados Unidos há aproximadamente 2 milhões de presos. Segundo o California Prision Focus, em "nenhuma outra sociedade na história humana se prendeu tantos de seus próprios cidadãos". Os EUA superam em meio milhão o número de presos da China e representam 25% da população carcerária de todo o mundo.

"A contratação privada de presidiários para o trabalho fomenta incentivos para prender as pessoas. As prisões dependem dessas entradas e os acionistas corporativos que lucram com o trabalho dos presos fazem lobby a favor das penas mais longas a fim de ampliar sua força laboral. O sistema alimenta a si mesmo", reza o estudo do Partido Trabalhista Progressista, que condena a indústria das prisões por ser "uma imitação da Alemanha nazista a respeito dos campos de concentração e o trabalho forçado de escravos".






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