Pesquisa Mafarrico

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sexta-feira, 30 de março de 2012

DECLARAÇÃO DO INSTITUTO LUIZ CARLOS PRESTES

DECLARAÇÃO DO INSTITUTO LUIZ CARLOS PRESTES


O Instituto Luiz Carlos Prestes, entidade de perfil cultural, cujo objetivo é preservar e difundir a memória desse grande brasileiro - patriota, revolucionário e comunista, contando com o apoio de companheiros e amigos do Cavaleiro da Esperança, declara de público sua indignação e repulsa à atitude oportunista do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), que vem lançando mão da manipulação grosseira da memória histórica dos comunistas brasileiros e, em particular, da trajetória revolucionária de Prestes com vistas a prestigiar-se perante a opinião pública nacional.

Assim, em seus programas eleitorais difundidos em rede nacional pela TV, o PCdoB vem utilizando de maneira indevida e inaceitável imagens de Luiz Carlos Prestes na tentativa de associar sua atuação à frente do PCB com suposta participação na história do PCdoB. Na realidade, o PCdoB foi criado em 1962, resultando de cisão com o PCB e com Luiz Carlos Prestes, então secretário-geral deste partido. Prestes jamais ingressou no PCdoB ou lhe concedeu qualquer apoio, sendo que o PCdoB durante anos o combateu com extrema virulência.


quinta-feira, 29 de março de 2012

FARC-EP desfazendo os mitos sobre a guerrilha



Novo livro sobre as FARC-EP desfaz mitos sobre a guerrilha


Jornal  A VERDADE



O livro Revolutionary social change in Colombia – The origin and direction of the FARC-EP (Pluto Press, EUA, 2010), do sociólogo canadense James J. Brittain, foi considerado pelo também sociólogo James Petras como o “estudo definitivo das FARC-EP, o qual será uma referência básica” pelos próximos anos.

Ainda sem previsão de lançamento para o português, o prefácio da obra, de autoria de James Petras, foi traduzido com exclusividade para o Jornal A Verdade. Além de fornecer uma visão geral da obra, este trecho desfaz alguns mitos sobre as FARC-EP, esclarecendo um pouco de sua história e de sua atual situação.



quarta-feira, 28 de março de 2012

Bento XVI - apenas insolente....ou senil?

Bento XVI - apenas insolente....ou senil?


Já passaram mais de 50 anos sobre um crime hediondo cometido contra o povo cubano. Foi planeado e levado a cabo pela CIA e pelo Vaticano, com o empenhamento pessoal dos padres católicos a operar em Cuba, nessa época maioritariamente de origem espanhola e franquistas. O crime ficou conhecido como “Operação Peter Pan.

A partir de um boato, apoiado num “documento” forjado, segundo o qual o governo revolucionário se prepararia para aprovar uma lei que tiraria aos pais a tutela sobre os seus filhos menores de idade, conseguiram, com o infeliz apoio de milhares de familiares, sequestrar quase quinze mil crianças, que foram enviadas (principalmente) para os EUA.

A ESTRATÉGIA NACIONAL-LIBERTADORA E O REFORMISMO NA HISTÓRIA DO PCB

A ESTRATÉGIA NACIONAL-LIBERTADORA E O REFORMISMO NA HISTÓRIA DO PC

Escrito por Anita Leocadia Prestes

Em artigo publicado ainda em 1980, intitulado “A que herança os comunistas devem renunciar?”, tive a oportunidade de mostrar que, desde os anos 20, a estratégia do PCB – a revolução democrático-burguesa, agrária e anti-imperialista ou nacional e democrática, como foi denominada posteriormente, – tinha um caráter reformista burguês. Tratava-se, na luta contra o imperialismo, de realizar uma revolução nacional-libertadora, que viesse a propiciar um desenvolvimento capitalista autônomo no Brasil, livre, portanto, da dominação do imperialismo. Tal desenvolvimento capitalista deveria propiciar as condições para a realização de uma segunda etapa da revolução, a etapa socialista. Não se percebia que o capitalismo em nosso país encontrava novas formas de expandir-se, nas condições de subordinação aos grandes grupos internacionais e de manutenção de relações de produção não capitalistas na agricultura. (Prestes, A.L.,1980)

terça-feira, 27 de março de 2012

a verdade sobre a Grécia

Para a opinião pública internacional: a verdade sobre a Grécia




Rebelión - [Tradução do Diário Liberdade] Este chamado foi enviado por Mikis Theodrakis no domingo, dia 12 de fevereiro de 2012, na ocasião da grande manifestação da Praça Sintagma em Atenas, durante o debate parlamentar sobre a adoção do novo Memorando imposto pela Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e o FMI) à Grécia. Quando Theodorakis, 86 anos, e Manolis Glézos, 90 anos, pediram aos policiais (foto) da unidade especial antimobilizações (MAT) para se dirigirem à multidão desde as escadarias do Parlamento, a única resposta destes últimos foi um disparo denso de gases lacrimogêneos que parecia uma tentativa de assassinato. É assim que se tratam neste país “entroikizado” os homens que, no Japão, seriam como “tesouros vivos”.

Um complô internacional está em andamento, com o objetivo de levar a cabo a destruição de meu país. Os assaltantes começaram em 1975, com o foco na cultura grega moderna, depois continuaram a decomposição de nossa história recente e de nossa identidade nacional e, hoje, tentam nos exterminar fisicamente mediante o desemprego, a fome e a miséria. Se o povo grego não se levanta para pará-los, o risco de desaparecimento da Grécia é bem real. Eu o vejo chegar nos próximos dez anos. O único elemento que vai sobreviver de nosso país é a memória de nossa civilização e de nossas lutas pela liberdade.

Declaração conjunta do Partido Comunista da Grécia (KKE) e do Partido Comunista dos Povos de Espanha (PCPE)

Declaração conjunta do Partido Comunista da Grécia (KKE) e do Partido Comunista dos Povos de Espanha (PCPE)


KKE/PCPE




Nenhum “polo de bancos estatais”, nenhuma suposta transformação do BCE em benefício dos povos e nenhum suposto “fundo social” também alegadamente em benefício dos povos pode constituir uma saída para a classe operária e os setores populares pobres.


O Partido Comunista da Grécia (KKE) e o Partido Comunista dos Povos de Espanha (PCPE), perante os complexos desenvolvimentos da crise capitalista e a selvagem ofensiva do capital contra a classe operária e os setores populares pobres, tanto na Grécia como em Espanha, assim como em toda a Europa, decidiram emitir uma declaração conjunta.

O capitalismo não pode resolver os problemas do povo

As causas da crise, que é uma crise do próprio modo de produção capitalista, uma crise de sobreacumulação de capital, salientam os limites do sistema capitalista e a necessidade da sua derrota, assim como a vigência e oportunidade do socialismo.

domingo, 25 de março de 2012

Os efeitos da guerra suja

Mãe chora morte de filho no Iraque martirizado.
Os efeitos da guerra suja

Intervenção na sessão do Tribunal-Iraque em Guimarães
 
Haifa Zangana
Fonte: TMI


Em Dezembro 2011, o Presidente dos EUA, Barak Obama, anunciou a retirada das forças militares do Iraque. A retirada parcial deixa uma destruição de infraestruturas e da vida humana com efeitos de longo prazo. Vou hoje falar-vos sobre a destruição humana que continua no Iraque.

 
A “guerra suja” engloba duas definições. 

 
Uma, é o “desaparecimento forçado” daqueles que sempre se opuseram a um regime brutal, como na Argentina (1976-1983), quando a junta militar, naquele que auto-intitulou “Processo de Reorganização Nacional”, levou a cabo uma repressão sistemática, dos opositores. É também o que acontece hoje no Baluchistão (Paquistão), onde corpos mutilados e visivelmente torturados continuam a aparecer, entre eles juristas, estudantes e trabalhadores agrícolas. Isto é descrito como a guerra suja secreta do Paquistão.

 
A outra, é a utilização de armas proibidas ou armas de destruição em massa. São apresentadas pelos média e definidas por alguns estados como o tipo de armas usadas pelos grupos ou organizações “terroristas” (frequentemente “islâmicas”), para não mencionar o terrorismo de estado aplicado no Iraque desde a invasão e a ocupação em 2003, a acrescentar ao seu anterior uso em 1991 durante a primeira guerra do Golfo.

 
Qualquer destas definições se aplica ao Iraque.

Preparação da III Guerra Mundial

Preparação da III Guerra Mundial
por Jorge Messias





«Eu sei, porque ando a investigar isto há muito tempo, que está a ser construída toda uma fortaleza militar à volta da China, no mar, na península da Coreia – e o país está cercado, pelo menos na sua fronteira ao Sul. A China não é uma ameaça mas os EUA são uma ameaça à segurança da China.

E estamos também numa situação de guerra fria. Menciono isto porque é importante para a União Europeia que os EUA ameaçam no que toca à sua postura financeira, bancária, militar e petrolífera. Os EUA encontram-se por trás da desestabilização do sistema bancário europeu ...» (M. Chossudvosky, «Towards a World War III»).

«As guerras espalhadas à volta da Terra não resolvem os problemas do capitalismo.
 
Mas por isso mesmo, é possível ver-se que estão a ser preparados os cenários de uma Terceira Guerra Mundial. Alguns militares norte-americanos já começam a argumentar que é legítimo usar armamento nuclear contra qualquer país» (Istvans Meszaros, filósofo húngaro).

«Não sei que armas serão usadas na Terceira Guerra Mundial. Posso porém garantir-vos que a Quarta Guerra será travada com paus e com pedras» (Albert Einstein, judeu alemão, físico e «pai» da Teoria da Relatividade).
 

A generalidade dos observadores políticos já não põe em causa aquilo que começaram por chamar «teorias conspirativas». Com efeito, o desenvolvimento do capitalismo arrasta consigo o desencadear de guerras em cadeia. Guerras «limitadas», que culminam num conflito generalizado e se ligam, invariavelmente a crises económicas profundas. Se o sistema capitalista tiver êxito relativo, a guerra mundial em que culmina e tem origem na luta pelo poder travado entre monopólios antagónicos confirmará a vitória de um dos antagonistas. Se o sistema falhar radicalmente (entrar em crise geral prolongada, não for capaz de resolver as falhas de organização social ou de produção e desabar), o recurso à guerra de aniquilação apresentar-se-a como saída desesperada para os interesses financeiros em risco e como estratégia única para quebrarem o anel de aço que cerca a sociedade e eles próprios fabricaram.

Dívida externa de quem, cara pálida?

Dívida externa de quem, cara pálida?

DISCURSO DE ÍNDIO SURPREENDEU CHEFES DE ESTADO NA REUNIÃO DA CÚPULA EUROPEIA EM 2002


Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia. A conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caribe, em maio de 2002, em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exatidão histórica que lhes fez Guaicaípuro Cuatemoc, cacique de uma nação indígena da América Central.


 
Eis o discurso:

"Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu da alfândega pediu-me um papel escrito, um visto, para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financeiro europeu pede-me o pagamento – ao meu país –, com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu explica-me que toda a dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem lhes pedir consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.


segunda-feira, 19 de março de 2012

Aos trabalhadores, ao povo português

Aos trabalhadores, ao povo português


A Comissão Política do Comité Central do Partido Comunista Português apela aos trabalhadores, aos jovens, ao povo português para que participem na Greve Geral convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 22 de Março.

Contra o pacote laboral, o retrocesso social e civilizacional, contra a exploração e o empobrecimento, pela mudança de política, por um Portugal com futuro.

Passaram dez meses desde a assinatura do Pacto de Agressão, subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP e o FMI, a UE e o BCE, com o apoio do Presidente da República, ao serviço do grande capital.

Dez meses passados, é cada vez mais visível que a concretização do Pacto de Agressão promove o aumento da exploração e das desigualdades sociais e o afundamento do País.

Encerram dezenas de milhares de empresas, os despedimentos multiplicam-se, o desemprego atinge 1 milhão e 200 mil trabalhadores, regressa a praga dos salários em atraso, a pobreza alastra atingindo cada vez mais famílias.


Marx: mais vivo e atual que nunca, nos 129 anos de sua morte.

Marx: mais vivo e atual que nunca, nos 129 anos de sua morte.

Por Atilio A. Boron


Num dia como hoje, há 129 anos, morria placidamente em Londres, aos 65 anos de idade, Karl Marx.

Teve a mesma sorte de todos os grandes gênios, sempre incompreendidos pela mediocridade reinante e o pensamento acorrentado ao poder e às classes dominantes.

Como Copérnico, Galileo, Servet, Darwin, Einstein e Freud, para mencionar apenas uns poucos, Marx foi insultado, perseguido e humilhado. Foi ridicularizado por medíocres intelectuais e burocratas acadêmicos que não chegavam aos seus tornozelos, e por políticos complacentes com os poderosos de turno, que repugnavam suas concepções.


domingo, 18 de março de 2012

Brasil privatizado e desnacionalizado

Bancada evangélica no Congresso é aliada do Gov. Dilma
Brasil privatizado e desnacionalizado
Por Adriano Benayon


Algumas das razões pelas quais é muitíssimo enganosa a comemoração de o Brasil ter, agora, o sexto maior PIB do mundo



Cada vez mais, o nosso país vai sendo enredado na trama da oligarquia financeira e belicista imperial, cujo programa, no tocante ao Brasil, é evitar seu desenvolvimento, mantendo-o fraco, alienado e desarmado para sofrer, sem reação, o saqueio de seus recursos. Apontei, em artigo recente, algumas das razões pelas quais é muitíssimo enganosa a comemoração de o Brasil ter, agora, o sexto maior PIB do mundo.

Algumas reflexões sobre os desenvolvimentos na UE e a situação nacional


Durão Barroso: Lacaio e estafeta de Merkel e Sarkozy
Algumas reflexões sobre os desenvolvimentos na UE e a situação nacional

João Ferreira

A situação nacional degrada-se a cada dia que passa. Na sua evolução pesam dois factores indissociáveis: por um lado, a evolução da situação na União Europeia (UE) e a gestão que o directório franco-alemão (hegemonizado pela Alemanha) vem fazendo da crise na (e da) Zona Euro; por outro lado, a aplicação do conteúdo do programa de agressão do FMI e da UE, subscrito pelo PS, PSD e CDS. Como pano de fundo, temos o fogo cruzado de uma guerra monetária, que é expressão dos desenvolvimentos da crise do capitalismo à escala internacional.

III guerra mundial ou «guerra dos monopólios»

III guerra mundial ou «guerra dos monopólios»
por Jorge Messias

«A terceira guerra mundial deverá ser fomentada através do aproveitamento dos conflitos promovidos pelos agentes iluminatti entre o Sionismo político e os dirigentes do mundo muçulmano. A guerra deve ser orientada de tal forma que o Islão e o sionismo político se destruam mutuamente enquanto outras nações se vejam obrigadas a entrar na luta, até ao ponto de se esgotarem física, mental, espiritual e economicamente...» (cartas trocadas, no século XIX, entre Albert Pike da Maçonaria e Giuseppe Menzinne, dirigente da Carbonaria).

«O primeiro a defender que a época capitalista das reformas estava esgotada foi Lénine; fê-lo quando tal vaticínio era, no mínimo temerário. Lénine concluiu que a ruína da política de “paz armada” corresponderia ao fim do período de cedências capitalistas ao proletariado. Por outras palavras: todo e qualquer sistema vive perante a necessidade de realizar mudanças. Todavia, nem todas as mudanças são reformas. Reformas são aquelas que permitem uma melhor distribuição da riqueza, maior encurtamento das desigualdades e a ampliação das liberdades democráticas, sociais e culturais entre a maioria da sociedade» (Valério Arcady, «Lénine, Imperialismo e Revoluções»).
 

Uma síntese, ainda que muito incompleta, da actual situação sócio-económica mundial pode fazer-se recordando que a presente fase de desenvolvimento do capitalismo resulta do abandono da tese da livre concorrência, da concentração brutal dos capitais privados e da acelerada formação de poderosos grupos financeiros, cada vez mais ricos mas em número cada vez menor. Esta concentração da riqueza só se tornou possível através da instalação de monopólios que não apenas ofendem frontalmente os direitos adquiridos pelas lutas dos trabalhadores mas que absorvem, também, grupos de empresas mais vulneráveis, mercados de matérias-primas, centros de controlo das políticas de preços e os patrimónios detidos por influentes camadas sociais, com destaque para as classes médias burguesas. A nova etapa do imperialismo capitalista procura abrir caminho à globalização das sociedades civis e apropriar-se de nichos de interesses (ou clusters) que passarão a vergar-se às ordens incontestáveis dos monopólios.

sábado, 17 de março de 2012

a Síria não é uma luta entre democratas e autoritários

A Síria não é uma luta entre democratas e autoritários

Rebelión - [CX36 Radio Centenario] 12 de março de 2012. Efraín Chury Iribarne entrevista James Petras, que afirma que a Síria “não é uma luta entre democratas e autoritários, é uma luta entre duas variações de autoritarismo”.




Chury: Muito bem, e o que fazemos a partir deste momento é simplesmente te dar a palavra. Estou te escutando...

Petras: Comecemos com as eleições na Rússia onde o candidato Putin ganhou por 2/3 dos votos, com 65% da votação e com uma participação de 64% do eleitorado, que é 30% mais do que os que votam nas eleições americanas.

As acusações sempre refletem o esforço dos países ocidentais em demonizar Putin, porque Putin tem uma política independente. Tem relações com a Síria, tem relações com o Irã, com a Venezuela, com toda a América Latina. É uma política que não aceita a dominação norte-americana.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quem está por trás de Yoani Sánchez?

Quem está por trás de Yoani Sánchez?

Salim Lamrani - La Jornada



Sozinha, blogueira cubana não teria capacidade financeira e nem técnica para manter seus ataques ao governo de Havana


Yoani Sánchez, famosa blogueira de Havana, é uma personagem peculiar no universo da dissidência cubana. Jamais nenhum opositor se beneficiou de uma exposição midiática tão massiva e nem de um reconhecimento internacional de semelhante dimensão em tão pouco tempo.  
Após emigrar para a Suíça em 2002, decidiu retornar a Cuba dois anos depois, em 2004. Em 2007, adentrou o universo da oposição em Cuba ao criar o blog Generación Y*, tornando-se uma detratora ferrenha do governo de Havana. Jamais nenhum dissidente em Cuba – quiçá no mundo – conseguiu tantas premiações internacionais em tão pouco tempo, com uma característica particular: tais prêmios deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba o resto de sua vida.

quarta-feira, 14 de março de 2012

O imperialismo e a crise mundial

O imperialismo e a crise mundial
por Jorge Cadima

Revista O Militante


O momento actual é de enormes perigos para a Humanidade. Os acontecimentos sucedem-se a ritmo vertiginoso. No curto espaço de 20 anos, a euforia da vitória do imperialismo sobre o campo socialista transformou-se numa crise do sistema capitalista de proporções históricas e os limites do sistema capitalista são hoje uma evidência difícil de negar. O recurso à lei da força e da guerra como prática corrente nas relações internacionais – a tradicional política da canhoneira – é de novo a norma. A estagnação ou crise aberta nos velhos centros imperialistas (EUA e Europa), e também no Japão, contrasta flagrantemente com a emergência de novas potências, como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A incapacidade das velhas potências imperialistas para ultrapassar a sua profunda crise (evidenciada nos últimos três anos) faz ressurgir os mais reaccionários ímpetos agressivos. É clara a opção por uma autêntica guerra contra os seus próprios povos, visando destruir as conquistas sociais que a luta de classes havia imposto em décadas anteriores. E estas políticas são inseparáveis duma escalada autoritária e de cariz fascista (quaisquer que sejam as formas exteriores de que se revista) no plano interno.

Pensar o Passado é construir o Futuro

Papa Bento 16
Pensar o Passado é construir o Futuro
Por Jorge Messias


Jornal Avante




«As SS nazis foram criadas ao abrigo da Concordata com o III Reich, em 1933. Era Comandante em Chefe, ou Reichfuherer SS, Heinrich Himmler, da Sociedade Jesuíta que, nos termos concordatários, passou a ser reconhecido pelo Vaticano como Cardeal Católico Romano jubilado» (Wikipedia Projecto de História, Ordens Religiosas e Militares SS).

«A globalização é o cenário do desenvolvimento desigual. É problemática e contraditória. Dissolve espaços e tempos e impõe ao indivíduo padrões e valores desconhecidos » (Valmar Lima Almeida, «Globalização e participação política»).

«Embora a perspectiva do papa Bento XVI sobre a economia global seja uma combinação desconcertante de mercado livre e de ideias de bem estar social, o que causou surpresa foram os seus pensamentos sobre a política internacional. Na Secção 67 de “Caridade na Verdade”, o papa soltou uma bomba ideológica: propôs «uma Autoridade Mundial para administrar a Economia, realizar “oportunamente” o Desenvolvimento e garantir a Segurança Alimentar e a Paz». A referência a uma Autoridade Política Mundial ficou muito clara e o papa explicou que deve ser dado a este órgão internacional o poder de imposição de se fazer obedecer, isto é, a força real (E.D. Dionne, «The Washigton Post»).



Utilizando palavras que continuamos a reclamar como nossas, importa que mantenhamos uma reforçada vigilância revolucionária sobre o que se passa no mundo. As economias capitalistas continuam a tentar o equilíbrio instável sobre o fio da navalha. Tendências e forças de pressão, dadas já como extintas, surgem aqui e além dotadas de novas tecnologias. Guerras «localizadas» e revoltas populares «espontâneas» explodem fora de tempo. Muitos ainda aspiram às chefias fortes e à segurança pública. A Igreja cala-se e vai acumulando capitais.


terça-feira, 13 de março de 2012

Em risco a sobrevivência da humanidade


Em risco a sobrevivência da humanidade

Por:Raymundo de Oliveira


Não há registro na história da humanidade de uma nação relativamente tão poderosa quanto os atuais Estados Unidos. Quantas bases militares tem a China no exterior? E a Rússia? E o Irã? E a Síria? E o Brasil, Cuba, Venezuela, Japão, Alemanha?Posso afirmar que não têm nenhuma base militar no exterior. Por quê, com que direito os EUA têm dezenas de bases militares em todas as partes do mundo?

América Latina

Não há um só país na América Latina que não tenha sido vítima da agressão dos EUA, direta ou indiretamente. O golpe de Pinochet, no Chile, foi diretamente apoiado pelo governo americano. O golpe de 64, no Brasil, tinha a Quarta Frota norte americana preparada para a eventualidade de não dar certo.

““O México foi esquartejado pelos EUA no século XIX e quando Cárdenas resolveu nacionalizar o petróleo, a pressão foi imediata e direta, ficando célebre a expressão:” México, triste México, tão longe de Deus e tão próximodos Estados Unidos”. Hoje a NAFTA está destruindo a indústria mexicana. A ALCA, no restante da América Latina, tinha o mesmo objetivo, felizmente afastado.

LEI GERAL DA COPA: um “chute no traseiro” do povo brasileiro

Ronaldo "fenômeno", um dos membros do comitê local.
LEI GERAL DA COPA: um “chute no traseiro” do povo brasileiro



Nota de Repúdio à Aprovação da Lei Geral da Copa na Comissão Especial
Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP) - O Secretário Geral da FIFA Jerome Valcke, em entrevista, disse que precisaria “chutar o traseiro” dos governantes brasileiros para que agilizassem os trâmites relacionados à organização da Copa do Mundo de 2014.

Agilidade, para Valcke, significa rapidez para aprovar medidas que garantam os interesses mercantis da FIFA. Definitivamente, acelerar a superação das mazelas da saúde pública, ou o atendimento às dezenas de milhares de pessoas atingidas pelas chuvas, ou mesmo pelas obras relacionadas aos mega-eventos esportivos não é a sua preocupação. Tampouco interessa à entidade agilizar a redução da histórica desigualdade social do país ou do déficit habitacional que assola suas cidades. Quanto à nossa justiça, notoriamente morosa, celeridade para a FIFA diz respeito aos procedimentos extraordinários e aos tribunais de exceção para julgar os crimes especiais que pretende criar. A entidade visa, portanto, apenas seus interesses/lucro em detrimento do bem comum e das necessidades da população. Também os congressistas e os nossos governantes parecem pouco se importar com os direitos sociais dos brasileiros. Onde está o suposto “legado social” dos jogos? Até agora, nada encontramos que permita justificar as dezenas de bilhões já investidos em nome da Copa e das Olimpíadas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Se o mundo fosse comunista....

Se o mundo fosse comunista....





Se o mundo fosse comunista não existiriam guerras. Não existiriam a fome e a pobreza; não haveriam pobres nem ricos. A riqueza seria de todos. Não existiria o analfabetismo. Não existiria o flagelo do desemprego. Haveria igualdade social; saúde, educação e moradias para todos. A terra seria de Todos. Não existiriam os maltratos, o abuso e a impunidade. Todos seríamos irmãos.

Soberania e independência nacional - Uma questão central do nosso tempo

Soberania e independência nacional - Uma questão central do nosso tempo
Por Pedro Guerreiro

Revista O Militante - Nº 317 - Mar/Abr 2012 • Tema




Face ao aprofundamento da crise do capitalismo – que resulta da agudização das suas insanáveis contradições –, este lança-se numa sistemática e ampla ofensiva contra os direitos e as conquistas sociais históricas dos trabalhadores, a soberania dos povos e a independência dos Estados.

Sem a opressão da democracia, da soberania e independência nacionais, o imperialismo – o capitalismo na sua fase monopolista – não poderia impor o seu domínio político e económico, assegurar a exploração e a gigantesca transferência da riqueza criada pelo trabalho para o capital monopolista.

Sem salvaguarda da soberania e independência nacionais não será possível assegurar a ruptura com os instrumentos de exploração e opressão do imperialismo e levar a cabo um efectivo processo de transformação social – isto é, a questão de classe e a questão nacional andam de braço dado no caminho da conquista da emancipação dos trabalhadores e dos povos.

sábado, 10 de março de 2012

Lénine e as tarefas de propaganda - Contribuições para a intervenção do PCP

Lénine e as tarefas de propaganda - Contribuições para a intervenção do PCP


Por Ana Pato


Revista O Militante - Nº 316 - Jan/Fev 2012 • Organização







As tarefas de propaganda e agitação são estruturais e estruturantes para um partido revolucionário. A estas tarefas Lénine dedicou grande atenção, nomeadamente no quadro da edificação do partido da classe operária e na definição das suas principais tarefas. Por isso, quando nos debruçamos sobre o trabalho de propaganda do PCP e as tarefas que se nos colocam no dia de hoje, revela-se do maior interesse ter presente as reflexões de Lénine.

A natureza de classe do chamado Estado social

A natureza de classe do chamado Estado social

Por Alexandrino Saldanha

O Diario.info


A ofensiva que a ditadura da burguesia tem em curso significa que decidiu prescindir da variante social-democrata, atropelando o que a própria burguesia apelidava de “estado de direito”, liquidando direitos, intensificando brutalmente a exploração, e aprovando medidas de cariz repressivo e fascizante.

Nesta situação, aumentam as condições objetivas para a compreensão, por parte da grande massa dos trabalhadores e das camadas pobres, de que é necessário derrotar o capitalismo, a ditadura da burguesia, e lutar por uma alternativa: o socialismo. E aumenta a responsabilidade das personalidades e forças políticas e sociais de massas progressistas (de que se destaca o movimento operário e popular) na criação das condições subjetivas para o desenvolvimento dessa luta.

Resposta à carta do presidente do PEE e secretário-geral do PCF publicada no Morning Star


As lágrimas de crocodilo devem parar!
  por KKE


É verdade que o desenvolvimento da crise capitalista na Grécia tem sido acompanhado por um assalto sem precedentes aos direitos da classe trabalhadora e dos extractos, assim como consequente aguçamento intenso da luta de classe, o que tem chamado a atenção dos trabalhadores em outros países. Dentro deste quadro, mesmo forças políticas burguesas, as quais arcam com enorme responsabilidade por esta ofensiva anti-povo, declaram que "simpatizam" com o povo grego, tomando todo o cuidado de esconder as causas dos problemas que o povo experimenta: a crise capitalista, o aprisionamento do país em uniões imperialistas como a NATO e a UE, a exploração capitalista.

O representantes da "Nova Esquerda" estão a fazer declarações dentro deste contexto, como a carta do presidente do Partido de Esquerda Europeu (PEE) e secretário-geral do PCF, Pierre Laurent, sobre o caso da Grécia, as quais publicaram na secção de cartas (20/2/2012).

sexta-feira, 9 de março de 2012

Repressão brutal contra os povos

Repressão brutal contra os povos nos Estados Unidos, México e Estado espanhol

Por Pedro Echeverría, Tradução do Diário Liberdade




1. No mundo todo, os selvagens gendarmes "da ordem" - sob mandatos de governos fascistas - abastecidos e armados até os dentes, submetem campesinos, operários, estudantes, o povo, que protesta para defender suas condições de vida.

2. Nas fotos,vemos os valentes estudantes de Barcelona, Madri e Valência, que saíram às ruas resistindo aos selvagens policiais do governo espanhol franquista de Rajoy para expressar sua indignação frente ao governo diante de cortes e medidas de austeridade que estão - disseram – "hipotecando nosso futuro". Ocorre no Estado espanhol, na Grécia, na Itália e nos estados Unidos. Em Nova York, as chamadas forças da ordem capitalista atacaram aos jovens de Wall Street e Madison que protestavam diante dos bancos e na estação central. No México, com o pretexto da luta contra o narcotráfico, se reprime a campezinos, operários e forças de esquerda. Mas as batalhas de resistência continuam.

Alemanha, o passado e o presente

Merkel manda até a conta deste chopp à Portugal e Grécia
Alemanha, o passado e o presente
Por Rui Paz

Jornal Avante nº 1997, 8.03.2012





É nos momentos de crise que a natureza reacionária dos estados imperialistas se revela. Um Estado como a Alemanha Federal, fundado sob a proteção militar da NATO(OTAN) por «democratas» que serviram um regime de terror, reflectirá forçosamente na sua doutrina e comportamento princípios avessos à igualdade de direitos e ao respeito pela soberania dos povos.


quinta-feira, 8 de março de 2012

Homenagem a todas as mulheres


8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
 Blog Entre linhas entre gente





Em homenagem a todas as mulheres que ao longo dos anos lutaram (em particular aquelas que antes do 25 de Abril sem desfalecimentos e com determinação enfrentaram os agrários e as forças fascistas) para que hoje seja possível viver em liberdade e democracia e reflectir sobre aquele tempo de miséria e opressão, continuando a lutar contra as políticas de direita que hoje nos empurram para situações quase iguais, às que se passavam naquele tempo. 





Desorientação e «tacticismo»


Cavaco,P. Coelho e Paulo Portas com o "Belzebu de Sta Comba" em seus corações e mentes


Desorientação e «tacticismo»


A manifestação de 11 de Fevereiro, pela participação e combatividade, foi um «claro sinal da acentuada erosão da base social de apoio» do Governo do pacto de agressão. A evolução devastadora da recessão, do desemprego, da exploração, da regressão social e da pobreza, que se revela neste pico de morte antecipada de idosos mais fragilizados (afinal é o capitalismo que «mata os velhinhos»), resulta no avanço significativo da luta de massas e num quadro em que são cada vez mais «os de baixo» que «não querem continuar» a viver como até aqui.

A inutilidade mais bem paga em Portugal

O mentiroso compulsivo ou a inutilidade mais bem paga do Portugal Democrático




O destruidor do tecido produtivo português dos anos 80, o líder de anos e anos de repressão policial, o Pai do Monstro do Défice, o padrinho de uma troupe de vigaristas, ladrões e assassinos que hoje estão presos ou andam fugidos, transformou-se na maior inutidade do Portugal Democrático. Ainda assim, uma nulidade muito bem paga e que sai caríssima aos cofres do Estado.





terça-feira, 6 de março de 2012

O massacre Colombiano

O massacre Colombiano
por Dan Kovalik

ODiario.info


Julgava-se que a Guatemala detinha o primeiro lugar no continente americano no que diz respeito a massacres de massas. Mas o regime colombiano pulverizou este record e os EUA estão perfeitamente informados sobre a situação. Mais, são colaboradores, apoiantes e cúmplices activos dos fascistas colombianos que estão a levar a cabo o genocídio de populações indígenas.
 

PCP- 91 ANOS DE LUTA

HOMENAGEM  AO PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
06-março-1921 - 2012
 





Viva os 91 anos do partido necessário e insubstituível aos trabalhadores e ao povo português.


Longa vida ao PCP!



Pelo Socialismo, pelo Comunismo! 



Partido da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses.


segunda-feira, 5 de março de 2012

“EXIGIMOS O FIM DA PRECARIEDADE E DO DESEMPREGO! EXIGIMOS TRABALHO COM DIREITOS!”

“EXIGIMOS O FIM DA PRECARIEDADE E DO DESEMPREGO! EXIGIMOS TRABALHO COM DIREITOS!”

  

Hoje, encontram-se em situação de desemprego, inactividade e desemprego cerca de 1.200.000 trabalhadores, sendo que, de acordo com os dados oficiais, estavam registados, no final do mês de Janeiro, 815 mil mil trabalhadores, 35,1% de jovens até aos 25 anos, sendo que mais de 40% destes trabalhadores caem em situação de desemprego por via da “não renovação” dos seus contratos de trabalho.


Comunicado de Imprensa n.º 022/2012 - CGTP-IN

sábado, 3 de março de 2012

Partidos Comunistas dos 5 países com os níveis mais elevados de desemprego da UE apelam à luta!

Declaração Conjunta dos Partidos Comunistas e Operários dos 5 países com os níveis mais elevados de desemprego da UE



"Organização e luta por emprego estável com direitos. Medidas imediatas a favor dos desempregados. Luta por uma sociedade sem desemprego, exploração e capitalistas. A resposta é o socialismo.”
 

sexta-feira, 2 de março de 2012

Guerra pelo petróleo – a militarização do Atlântico Sul

Guerra pelo petróleo – a militarização do Atlântico Sul
Por Wladmir Coelho

Jornal A VERDADE




A militarização do Atlântico Sul, efetivada pela 4ª Frota dos Estados Unidos, recebe um reforço da Armada Inglesa. Tudo para garantir o controle do petróleo da América do Sul.

A dupla Estados Unidos e Inglaterra movimentam suas tropas para garantir o controle colonial das áreas produtoras ou detentoras de grandes reservas petrolíferas ainda não exploradas em sua plenitude.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Camponeses lançam manifesto pela Reforma Agrária após encontro histórico

Camponeses lançam manifesto pela Reforma Agrária após encontro histórico
Da Página do MST


Os movimentos sociais do campo, que fizeram uma reunião no começo desta semana em Brasília, lançaram um manifesto em defesa da Reforma Agrária, do desenvolvimento rural com o fim das desigualdades, da produção e acesso a alimentos saudáveis, da agroecológica e da garantia e ampliação de direitos sociais aos trabalhadores rurais.

As entidades mais representativas do meio rural no Brasil consideraram a reunião "um momento histórico, um espaço qualificado, com dirigentes das principais organizações do campo que esperam a adesão e o compromisso com este processo".

No manifesto, foi criticado também o modelo de produção de commodities agrícolas baseado em latifúndios, na expulsão das famílias do campo e nos agrotóxicos.

"O agronegócio representa um pacto de poder das classes sociais hegemônicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeirização e na acumulação de capital, na mercantilização dos bens da natureza, gerando concentração e estrangeirização da terra, contaminação dos alimentos por agrotóxicos, destruição ambiental, exclusão e violência no campo, e a criminalização dos movimentos, lideranças e lutas sociais", afirmam no manifesto.


Os abutres cobiçam o Irã

Irã: Os abutres o cobiçam
Irã

Por
Albano Nunes
Jornal Avante



"O imperialismo não suporta quem se lhe não submeta inteiramente"
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Ainda nem os EUA nem a Alemanha, potências imperialistas que se arrogam o direito de dar lições ao mundo, existiam como nação e como país, e já a Pérsia era há milénios uma civilização avançada, com uma identidade própria e notáveis realizações no campo da ciência, da arte e da cultura. O mesmo sucedeu com o Iraque no quadro do mundo árabe ou com a China, por exemplo. Trata-se de realidades que mostram como é irregular e acidentado o processo de desenvolvimento de nações e civilizações. O próprio exemplo de Portugal ilustra bem como aquilo que num momento histórico é avançado e progressista («Descobrimentos») se pode tornar factor de atraso e submissão.

Tudo isto deveria aconselhar menos arrogância aos países mais desenvolvidos e proibir-lhes quaisquer manifestações de superioridade de cariz racista. Esta não é porém uma questão da esfera do pensamento racional mas da natureza do sistema sócio-económico. Os EUA e a Alemanha são potências imperialistas que só podem existir intensificando a exploração dos trabalhadores, sugando as riquezas e os frutos do trabalho dos povos de todo o mundo, defendendo com unhas e dentes uma supremacia que vêem escapar-lhe (os EUA, sobretudo) ou procurando colocar o seu poder militar e influência geopolítica ao nível do seu poder económico (a Alemanha de quem se diz que é um «gigante económico mas um anão político»). É isto que essencialmente determina a perigosa escalada agressiva no Médio Oriente e Ásia Central, com os EUA e a União Europeia rivalizando e coordenando a sua acção para dominar os seus povos e recursos, e alterar o quadro geoestratégico em direcção ao Extremo-Oriente.


O KKE considera que sem questionar o poder do capital, a luta não terá perspectiva nem resultados. Por isso apela ao derrube do sistema capitalista, à tomada do poder pelos trabalhadores e ao controlo dos meios de produção, em benefício do povo.

Grécia arde em chamas
«A tristeza dos gregos mistura-se com a revolta»


Entrevista com João Ferreira, deputado do PCP ao Parlamento



Jornal Avante

Na passada semana, dias 23 e 24, João Ferreira esteve na Grécia integrado numa delegação do Grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), a convite do Partido Comunista da Grécia (KKE). Ao Avante!, o deputado dá conta da situação no país e do espírito de indignação e revolta das massas populares.
  

Avante! – Que impressões trazes desse país mergulhado numa profunda crise económica e social?
João Ferreira – A Grécia e o seu povo foram empurrados por um caminho desgraçado, até à situação insustentável em que hoje se encontram. Ninguém o ignora. Apesar disso, com uma violência inaudita, a classe dominante grega e as potências da União Europeia insistem na imposição, a todo o custo, desse mesmo caminho.

Entre o povo grego, a tristeza mistura-se com a revolta.