Pesquisa Mafarrico

Translate

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Portugal : Maior roubo de sempre nos salários, pensões e reformas

Maior roubo de sempre nos salários, pensões e reformas

por CGTP-IN
As medidas fiscais constantes no Orçamento do Estado para 2013 representam o maior assalto fiscal aos trabalhadores, reformados e pensionistas da história da democracia.
 
 
Pretendendo escamotear a brutal redução do rendimento da generalidade dos portugueses, o Governo, por via dos exemplos que fez transmitir pela comunicação social, propagandeia que a maioria dos trabalhadores irá ver aumentado o seu rendimento mensal líquido. Nas contas que publicou, o Governo omite deliberadamente que os trabalhadores portugueses, ao final do ano com repercussões em 2014, vão perder uma parte do seu rendimento anual.
 
O aumento das taxas de retenção e sobretaxa de 3,5%
 
As tabelas de retenção publicadas revelam um aumento das taxas de retenção que varia entre 2 e 4,5%, a que se soma a sobretaxa de 3,5% a incidir sobre todos os rendimentos.
A título de exemplo verificamos que:
 
- Um agregado familiar, com dois trabalhadores com salário base de 1205€ (casado, 2 dependentes) passa a reter na fonte 4.884€ por ano, mais 32% do que em 2012, e paga ainda 346€ de sobretaxa. No total, tem um aumento de impostos na ordem dos 41%, o que determina uma perda de rendimento anual de 1.528€;
 
- Um agregado familiar, com dois trabalhadores com salário base de 1700€ (casado, 2 dependentes) passa a reter na fonte 9.622€ por ano, mais 19% do que em 2012, e paga ainda 1.244€ de sobretaxa. No total tem um aumento de impostos na ordem dos 27%, o que determina uma perda de rendimento anual de 2.806€;
 

O País aguenta uma banca privada?

O País aguenta uma banca privada?
por Vasco Cardoso
 

"Com este Governo, com este PR, com esta política (que o PS partilha), com esta UE, os banqueiros estão, como agora se costuma dizer, na sua zona de conforto. Ganham com a dívida pública e a especulação, com o crédito à habitação e ao consumo, com as PPP e o garrote às empresas públicas. E quando perdem, não perdem. Ou melhor, entra o Estado com milhares de milhões como aconteceu no BPN ou no BPP. "


Num momento em que se discute, ou melhor, se afirma de forma massacrante que o País não comporta o Estado social, que para não aumentar mais os impostos é urgente cortar na despesa; que há escolas, creches, hospitais, juntas de freguesia, estradas, tribunais, teatros e museus a mais; que há que reduzir funcionários públicos e acabar com os que, na preguiça, vivem à conta de subsídios, há que perguntar se o País aguenta manter uma banca privada. É que a brincadeira tem saído cara!

A recente decisão de entregar mais de 1100 milhões de euros de recursos públicos ao BANIF (pouco antes tinham sido o BCP e o BPI em cerca de 5 mil milhões), foi apenas mais uma, de muitas outras que revelam ao serviço de quem está o Estado, e por maioria de razão, ao serviço de quem estão os brutais sacrifícios, toda a exploração e empobrecimento impostos ao povo português.

Com este Governo, com este PR, com esta política (que o PS partilha), com esta UE, os banqueiros estão, como agora se costuma dizer, na sua zona de conforto. Ganham com a dívida pública e a especulação, com o crédito à habitação e ao consumo, com as PPP e o garrote às empresas públicas. E quando perdem, não perdem. Ou melhor, entra o Estado com milhares de milhões como aconteceu no BPN ou no BPP.

 

domingo, 27 de janeiro de 2013

A desigualdade nos Estados Unidos.: Era uma vez o sonho americano...

A desigualdade nos Estados Unidos.
Era uma vez o sonho americano...
Por Santiago O’Donnell

"A autora cita um estudo de 23 países desenvolvidos, realizado pelo economista Richard Wilkinson e a antropóloga Kate Pi-ckett, no qual os Estados Unidos aparecem como o mais desigual em termos de renda por pessoa. Neste estudo, os Estados Unidos também figuram em primeiro lugar nos índices de encarceramento, de mães menores de idade, da mortalidade infantil, de crianças obesas, do custo pela cobertura médica, do gasto militar e do uso de drogas ilegais. Por outro lado, aparece em último lugar nas avaliações educativas, na expectativa de vida e no cuidado com o meio ambiente."

O sonho americano acabou. Um artigo da professora da Universidade de Stanford, Terry Karl , mostra como os Estados Unidos se tornaram um dos países mais desiguais do planeta. Segundo o trabalho, dos 34 países mais desenvolvidos, que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ( OCDE), só a China, o México e a Turquia possuem maiores desigualdades na renda, que os Estados Unidos.

O artigo, intitulado “Desigualdade: lições latino-americanas para os Estados Unidos”, está baseado em diferentes estudos sobre a questão. Afirma que nos Estados Unidos os 10% mais ricos ganham quinze vezes mais que os 10% mais pobre. A diferença tem crescido muito nas últimas décadas, e fica ainda mais evidente se for levado em consideração o 1% mais rico, em que a média é de uma renda de 1,3 milhão de dólares anuais, e que conta com quatro quintos das pessoas que aumentaram as rendas, entre todos os estadunidenses, de 1980 até 2012. Os grandes ricos, que representam 0,1% dos estadunidenses, são os que mais se beneficiaram com esta tendência. Eles acumulam uma renda anual na média de 27,3 milhões de dólares. Os que representam 0,01% da população recebem 6% do total da renda das famílias estadunidenses.
  
A enorme diferença entre ricos e pobres, que aparece nas rendas anuais, multiplica-se quando é medida a riqueza acumulada, destaca o artigo. Os 20% mais ricos são donos de 87% da riqueza de todos os estadunidenses, e o 1% mais rico tem 69% da riqueza. As quatrocentas famílias mais ricas têm o mesmo que a metade mais pobre, ou seja, dois mil indivíduos têm tanto quanto o capital acumulado por 150 milhões de pessoas.
 
Em termos raciais, o quadro é o seguinte: em média, uma família branca ganha dois terços a mais e tem uma riqueza doze vezes maior do que uma família negra. Metade dos hispânicos e quase dois terços dos negros não possuem ativos financeiros. No entanto, a diferença da desigualdade total, em termos econômicos relacionados à questão racial nos Estados Unidos, tem encurtado nas últimas décadas.

A autora cita um estudo de 23 países desenvolvidos, realizado pelo economista Richard Wilkinson e a antropóloga Kate Pi-ckett, no qual os Estados Unidos aparecem como o mais desigual em termos de renda por pessoa. Neste estudo, os Estados Unidos também figuram em primeiro lugar nos índices de encarceramento, de mães menores de idade, da mortalidade infantil, de crianças obesas, do custo pela cobertura médica, do gasto militar e do uso de drogas ilegais. Por outro lado, aparece em último lugar nas avaliações educativas, na expectativa de vida e no cuidado com o meio ambiente.
 

Grécia precisa de mais financiamento

Grécia precisa de mais financiamento
"Este responsável afirmou que existe um buraco nas projecções preliminares para 2015-2016 que pode chegar aos 9,5 mil milhões de euros, salientando que «os europeus sabem que existe esse buraco e que vão ter de preenchê-lo», uma vez que a dívida grega «não é viável» sem transferências directas por parte da União Europeia."

A Grécia vai precisar de mais «ajuda» dos seus parceiros europeus para conseguir controlar o enorme peso da sua dívida em 2016, declarou, dia 18, Poul Thomsen, que lidera a missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) naquele país.

Este responsável afirmou que existe um buraco nas projecções preliminares para 2015-2016 que pode chegar aos 9,5 mil milhões de euros, salientando que «os europeus sabem que existe esse buraco e que vão ter de preenchê-lo», uma vez que a dívida grega «não é viável» sem transferências directas por parte da União Europeia.

Segundo revelou, a UE assumiu em Dezembro um compromisso nesse sentido, razão pela qual o FMI decidiu desbloquear, na semana passada, mais um pacote de 3,2 mil milhões de euros.

O Estado ultraliberal e a Igreja em Portugal

O Estado ultraliberal e a Igreja em Portugal
por Jorge Messias

"No caso da Igreja católica, a Concordata em vigor mostra a cada passo as suas virtudes. Os cortes e as cargas fiscais só funcionam em terrenos laicos: o imenso Estado dentro do Estado, constituído por empresas, fundações, instituições não-lucrativas, patrimónios de ordens religiosas e de Misericórdias, transacção de terrenos, comércio de obras de arte, etc., etc., fazem parte dos direitos e liberdades cujo reconhecimento está assegurado pela Concordata entre o Estado português e a Santa Sé, em nome da Santíssima Trindade. Tudo é pago com o dinheiro dos contribuintes. A Igreja não arrisca um tostão do seu fabuloso erário."
«A sociedade somos todos nós e a Igreja faz parte dela. Simplesmente, a Igreja, como grupo religioso organizado, aparece também como com uma capacidade muito grande de se organizar para servir e tem o seu poder próprio. O poder que ela tem, para além do poder sagrado – que é para quem acredita e o aceita – é o de poder servir, e mais nada!» (D. José Policarpo, cardeal-patriarca, Reunião com ex-deputados da Assembleia da República, 2006).

 
«Está-se a assistir à construção de um novo paradigma de resposta social... Todos os dias as IPSS se reinventam, se adequam às novas exigências, encontram novas formas de chegar a quem precisa e, por isso, faz todo o sentido que o Estado, ciente das suas limitações, com elas contratualize uma resposta social de confiança e parceria como até hoje Portugal não teve» (Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e Segurança Social, no acto de assinatura do Protocolo de Cooperação para 2013/2014).

 
«A aliança entre a religião e o Estado surge de forma natural sempre que a religião se considere como um elemento de unidade social. Desde porém que a religião divida os homens em vez de os unir, o Estado deve separar-se dela sob pena de se tornar, ele próprio, um agente da desordem civil. Deve laicizar-se. Porque esta laicização põe claramente em evidência o conteúdo profano da política: somos aqui políticos e não teólogos» (K. Marx, «Os marxistas e a religião», Michel Verret).


Sem dúvida que, no essencial, a visão política do alto clero liberal se ajusta às grandes linhas do projecto tecnocrático capitalista. Destruição acelerada das estruturas da sociedade antiga. Eliminação das classes médias. Esmagamento do proletariado. Formação de poderosas corporações capitalistas assentes sobre a centralização dos bancos, de forma a que se possam fundir num só os poderes político e financeiro. Depois se verá, quanto às religiões.

O Vaticano encontra-se profundamente empenhado nesta mudança. Ainda há poucos dias apresentou nos centros de decisão do movimento capitalista mundial duas propostas básicas integradas nas teses da Nova Ordem da globalização: um governo único para a Europa e uma só administração política e financeira para os grandes bancos da comunidade europeia. O arame farpado de um gigantesco campo de concentração e extermínio. A bênção sobre o golpe final na Democracia.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Mulheres: Bruxas na noite

Marina Raskova - Heroína da URSS
Bruxas na noite
por Miguel Huertas Maestro

Entre as múltiplas faces do heroísmo manifestado pelo Exército Vermelho no decurso da 2ª Guerra Mundial – a Grande Guerra Pátria – existem muitos rostos de mulher, nomeadamente das mulheres piloto da aviação soviética. Devem ser recordadas não apenas como heroínas, mas também como exemplos de conquista da igualdade, que apenas a sociedade socialista poderá efectivamente concretizar.

“Para nós era simplesmente incompreensível que os pilotos soviéticos que nos criavam tantos problemas fossem … mulheres. Estas mulheres não temiam nada: vinham, noite após noite, nos seus desajeitados aviões e não nos deixavam dormir”. (Hauptmann Johannes Steihoff, piloto de guerra nazi)
 

A Alemanha invade a União Soviética a 22 de Junho de 1941, e boa parte da aviação soviética foi destruída nos primeiros momentos. Enquanto os aviões nazis continuam a dominar os céus, milhares de jovens, muitos membros dos clubes civis de aviação, acorrem a alistar-se para lutar contra os ataques fascistas.

Muitas eram mulheres e depararam-se com uma rejeição inicial, mas em Outubro de 1941 já estavam, como recrutas, a treinar na base aérea do povo de Engels, a norte de Stalingrado. Sob as ordens da sua instrutora, a Major das Forças Aéreas Soviéticas Marina Raskova, as futuras aviadoras começaram a treinar.

Enfrentaram muitas dificuldades, a primeira das quais foi a desconfiança e desdém de alguns dos seus companheiros, que consideravam que eram de fiar e que, inclusivamente, recusavam voar juntamente com elas. Além disso, os uniformes estavam feitos para homens, e houve que fazê-los de novo para que elas os pudessem vestir; o mesmo aconteceu com as botas, que tiveram que ser cheias com papel de jornal para que se adaptassem ao pé, normalmente mais pequeno, das combatentes. Em muitos casos também os aviões tiveram de ser modificados pois as novas recrutas não chegavam aos pedais. E ainda tiveram que cortar o cabelo até um máximo «de duas polegadas», quando em muitas regiões da URSS era tradição deixá-lo crescer até à cintura. Embora nos nossos dias possa parecer trivial uma mulher cortar o cabelo muito curto, em 1941 isso revelava um compromisso total.

Treinavam mais de dez horas por dia, pois com as tropas alemãs a avançar na Frente Oriental, tinham que aprender em dias o que outros se podiam dar ao luxo de aprender em meses ou anos.

Depois de seis meses de duríssimos treinos, Marina Raskova enviou as jovens recrutas para a linha da frente em três regimentos: o 586º de Caças, o 587º de Bombardeamento e o 588º de Bombardeamento Nocturno.

As mulheres do 588º pilotavam aviões Polikarpov U-2, biplanos desenhados originalmente para treino e fumigação, que só tinham capacidade para duas bombas (pelo que tinham de fazer várias viagens) e não podiam comparar-se nem em velocidade nem em potência de fogo com os aviões alemães.

No entanto, rapidamente se tornaram num pesadelo para os aviadores nazis.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cunhal e a luta em defesa do papel de vanguarda do PCP

Cunhal e a luta em defesa do papel de vanguarda do PCP
por José Paulo Netto

"No curso dessas décadas, Cunhal travou um incessante combate em defesa do caráter marxista-leninista do seu partido. A luta no plano político-ideológico para preservar e consolidar o papel de vanguarda do PCP foi, para ele, uma luta sem quartel."



O Partido Comunista Português (PCP) foi fundado em 1921. Obrigado à clandestinidade na sequência do golpe militar (1926) de Gomes da Costa, que abriu o caminho para a ditadura de Salazar, o partido foi reorganizado por Bento Gonçalves (1902-1942), seu primeiro secretário-geral, assassinado pelo salazarismo no campo de concentração do Tarrafal.

Na história do PCP, a figura de Álvaro Cunhal é absolutamente central. De fato, o PCP que se constituiu como a força mais importante na longa resistência democrática ao regime fascista de Salazar e na vanguarda mais consequente do processo da “Revolução dos Cravos” (25 de abril de 1974) foi construído por um coletivo em que a liderança de Cunhal emergiu e se consolidou por décadas, sem quaisquer contestações por parte da militância de base – esta reconheceu no secretário-geral de 1961 a 1992 (depois, tornou-se Presidente do Conselho Nacional do PCP) a coragem pessoal, a firmeza ideológica e a qualificação teórica que, enfim, tornaram-no o próprio símbolo do comunismo lusitano. Compreende-se, pois, que o Comitê Central do PCP tenha agendado para 2013, ano do centenário de nascimento de Cunhal, uma série de eventos e atividades para evocar o notável “filho adotivo do proletariado português”.


A luta por um partido marxista-leninista

Toda a vida de Cunhal – nascido a 10 de novembro de 1913 e falecido a 13 de junho de 2005 (pouco depois da morte de outro grande nome da “Revolução dos Cravos”, o general Vasco Gonçalves, aos 84 anos) – foi dedicada ao PCP, no qual ingressou, como líder estudantil, nos inícios dos anos 1930.

Articulador da juventude comunista, Cunhal integra a direção do PCP a partir de 1936. Passa com ímpar dignidade pelas prisões fascistas em 1937 e 1940. Entre 1940 e 1941, protagoniza um novo processo de reorganização do PCP: tratou-se mesmo de uma autêntica refundação do partido, no marco da qual se constituiu um sólido núcleo dirigente e se estabeleceu a estrutura clandestina que o fascismo salazarista jamais pôde destruir. Foi Cunhal cérebro e mãos desse processo: teórico e militante, sua intervenção intelectual e sua corajosa prática política conferiram nova dinâmica ao PCP, tornado desde então, na mais estrita acepção, um partido marxista-leninista. Por isto, já em meados da década de 1940 seus camaradas reconheciam o caráter singular da personalidade do líder que se afirmava – caráter em que se conjugavam a qualificação teórica e o talento organizativo.

Japão: Um Ministro fascista destilando seu ódio eterno à humanidade

 Taro Aso - Um Ministro Japonês fascista destilando seu ódio à humanidade

 Fonte: Cantigueiro


 

Uma onda reacionâria percorre o mundo. Cabe aos povos inverter a situação. A juventude no Japão e o povo em geral ê muito inculto. Numa pesquisa , a juventude japonesa pensava que foram os Russos que lançaram a Bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki. Assim,não ê de estranhar a votacão num velho fascista Japonês, que afirmou o que os governantes ocidentais já fazem com suas "políticas de austeridade", impostas aos seus povos, gostariam de dizer:

«Os cuidados de saúde para doentes mais idosos significam um custo desnecessário para o país e a estes pacientes deveria ser permitido morrer rapidamente para aliviar a pesada carga financeira que representa o seu tratamento na economia japonesa». (Taro Aso - Ministro Japones)

 
 
Estas são as ideias do novo ministro Taro Aso, do governo recentemente empossado no Japão, oriundo da direita mais reaccionária e cavernícola.
A notícia nem tem por onde ser comentada! O energúmeno pertence a uma longa linhagem de imperiais canalhas que, e só para folhear a página da História mais recente, se aliou a Adolf Hitler... com os resultados trágicos que se conhecem.
É uma marca d’água! Sempre que esta estirpe de direita chega ao poder, seja em que lugar do mundo for... acontecem coisas “prodigiosas”.
Igualmente uma marca d’água é o facto de juntarem a hedionda canalhice à cobardia, como se pode ver pelas tentativas de “explicar melhor” aquilo que disse.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mali : Mais uma guerra imperialista

Mais uma guerra imperialista
por Ângelo Alves

"No quadro do aprofundamento da crise do capitalismo, da intensificação das contradições inter-imperialistas e da crescente presença chinesa na realidade económica do continente africano, o Mali, ex-colónia francesa, assim como toda a região do Sahel-Sahara, adquire uma importância estratégica fundamental para o imperialismo. No caso do Mali falamos de um país com o dobro do tamanho da França com uma abundância milionária de riquezas naturais, com uma posição estratégica determinante no que toca às rotas de matérias primas, nomeadamente energéticas, e inserido numa região onde, por exemplo, se desenvolvem gigantescos planos em torno do aproveitamento da energia solar. "
 
O Mali está a ser alvo de uma intervenção militar estrangeira imperialista. A França, a sua aviação e legião estrangeira são a face mais visível de uma intervenção que envolve várias outras potências da NATO – como a Alemanha e os EUA. A guerra é apresentada como uma «ajuda» às autoridades do Mali para combater organizações que espalham o terror e impõem a Sharia no Norte do Mali, ou seja mais uma «guerra contra o terrorismo». Nada mais longe da verdade.

É um facto inegável que várias organizações radicais islâmicas, com ligações que vão desde a CIA até às monarquias do Golfo, passando por serviços secretos de países africanos, actuam desde há muito no Norte do Mali, tirando partido dos movimentos independentistas protagonizados por movimentos Tuareg, originalmente laicos e seculares, cuja expressão política e militar mais recente é o MNLA – Movimento de Libertação do Nacional de Azwad (a região Norte do Mali), e que mais recentemente se «converteu» ao islamismo, se aliou às suas organizações e por elas foi esmagado. Mas é também inegável, e já comprovado, que aqueles que são hoje considerados terroristas no Mali, são os mesmos que foram «rebeldes libertadores» e aliados da França na guerra de agressão à Líbia e que são considerados a «oposição democrática» na Síria.

Então, é necessário olhar para a realidade do Mali para compreender o que de facto está por detrás da intervenção militar imperialista. É necessário desde logo compreender que a França, antiga potência colonial no Mali, sempre tentou pelas mais variadas vias manter o controlo político e económico sobre as suas antigas colónias.
 
E vale tudo para manter esse poder: o apoio a ditaduras cujo poder assenta na corrupção generalizada e nos tráficos mais variados, nomeadamente de droga e de seres humanos, como foi o caso do clã do ex-presidente Touré, posteriormente deposto num golpe militar prortagonizado por gente ligada ao Pentágono; a intervenção militar directa, como o comprovam as mais de sessenta intervenções que a França desencadeou nas suas ex-colónias após os processos de descolonização; ou a imposição dos programas de ajuste estrutural do FMI que como no caso do Mali serviram para entregar às multinacionais os mais variados sectores da economia (desde o mineiro, ao têxtil, passando pelas comunicações e eletricidade) e para impedir a construção do Estado no Mali, seja do ponto de vista da estrutura económica e social seja de soberania e capacidade militar.

Os espectros e a História da Humanidade

Os espectros e a História da Humanidade
por Sérgio Ribeiro



"O funcionamento inevitável e não humanizável do capitalismo, as contratendências que procura e os expedientes que inventa para confrontar leis, podem levar a actos tresloucados, para os quais se foram criando condições.
O armamento e o militarismo juntam-se à necessidade de destruição das forças produtivas como saídas temporárias para as crises, com o enorme risco que advém do seu crescente poder de tudo arrasar."



A questão da terminologia e do seu rigor não é despicienda, mas não pode esconder (ou perturbar) a confirmação da existência de uma lei como a da queda tendencial da taxa de lucro e os esforços para a contrariar. Antes de tudo, naturalmente, as primeiras «causas contrariantes» são a «elevação do grau de exploração» e a «compressão do salário para baixo do seu valor» porque são intrínsecas ao modo de produção e à formação social, ao capitalismo, agravando a exploração, baseada naquilo em que (como já se referiu) «repousa toda a compreensão» do imprescindível contributo de Marx.

Mas essas «causas contrariantes» – que se travestizam de austeridade, e o Governo português tão obedientemente protagoniza – têm os seus limites absolutos de suportabilidade social (ou de insuportabilidade), que são também relativizados pela correlação de forças na luta de classes. No entanto, o capitalismo é resistente, não a partir de decisões «geniais» vindas de gabinetes confortáveis e assépticos, mas de dinâmicas que o seu próprio funcionamento desencadeia (no quadro da correlação de forças sempre mutável), e que lhe agravam as contradições. As outras «causas contrariantes» relevantes são, dir-se-ia, expedientes que se juntam às próprias contradições internas da lei, cujo estudo – no capítulo 15.º da 3.ª secção do tomo VI – é de grande interesse.

Serviços secretos portugueses assassinaram Amílcar Cabral

Amilcar Cabral - heroi africano
Serviços secretos portugueses assassinaram Amílcar Cabral
por Carlos Lopes Pereira
A importância do pensamento de Amílcar Cabral, líder africano desaparecido há quatro décadas, foi reafirmada por estudiosos e investigadores de três continentes num colóquio internacional, na cidade da Praia. Reunido de 18 a 20 de Janeiro na capital cabo-verdiana, o Fórum Amílcar Cabral, sob o lema «Por Cabral, sempre», foi também ocasião para uma reflexão crítica sobre o caminho percorrido pela República de Cabo Verde e sobre as perspectivas futuras dos países africanos.

O evento, que assinalou os 40 anos do assassinato de Cabral, a 20 de Janeiro de 1973, em Conakry, e deu início a um conjunto de actividades para comemorar o 90.º aniversário do seu nascimento, em 2014, levou à Praia cientistas sociais de África (Guiné-Bissau, Senegal, Angola), das Américas (Cuba, Estados Unidos, Canadá) e da Europa (Portugal, Itália) que, com políticos e académicos de Cabo Verde, debateram diferentes facetas do legado teórico cabraliano. Uma das comunicações mais interessantes – sobre o ideal renovado do pan-africanismo – foi a do sociólogo guineense Carlos Lopes, secretário-geral adjunto das Nações Unidas e secretário executivo da Comissão Económica da ONU para África.

Na abertura do fórum, o anfitrião e presidente da Fundação Amílcar Cabral, Pedro Pires, explicou as razões que levaram o colonialismo português e os seus agentes a assassinar barbaramente o líder da gesta libertadora da Guiné-Bissau e de Cabo Verde.

O comandante de brigada Pedro Pires – um dos principais dirigentes cabo-verdianos da luta armada e, depois da independência, primeiro-ministro durante os primeiros 15 anos e, mais tarde, presidente da República ao longo de uma década –, lembrou que, no começo de 1973, «do lado das autoridades coloniais, estava em curso uma campanha militar desesperada, lançada pelo seu comando político-militar, na tentativa de reverter a seu favor o estado de equilíbrio militar, portador de muitos riscos, que vinha prevalecendo, apostando na recuperação das regiões libertadas, o que estava a ser muito difícil, conjugada com uma intensa e diversificada campanha sócio-política demagógica, em torno da chamada Guiné Melhor.»

 
Sem referir o nome de Spínola, comandante militar português da Guiné nessa altura, Pires foi claro: «O recurso ao assassinato do líder do PAIGC insere-se na busca da saída para o grave dilema que vivia o poder colonial, precisamente, quando sentia que estava em vias de perder a guerra, com consequências desastrosas para o futuro do império colonial. Nada melhor do que decapitar o PAIGC, solução experimentada em outras guerras coloniais. Reside aí a razão principal da decisão última de avançar com a operação do assassinato de Amílcar Cabral pelos serviços secretos portugueses e por seus homens de mão.»

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A conspiração do sagrado silêncio

A conspiração do sagrado silêncio
por Jorge Messias

«A próxima guerra terá tais proporções que só uma super-potência, os EUA, a poderá vencer... Esta é a razão por que a União Europeia está a ser encaminhada no sentido de se transformar num super Estado único. Terá de ser um Estado único, coerente… Oh, quantas vezes tenho sonhado com esse dia... Então, o controlo do petróleo dominará as nações e o acesso aos alimentos domesticará os povos» (Henry Kisinger, secretário de Estado do Governo de Nixon, 1973).

«O crescimento económico deve conseguir-se mesmo que à custa da erosão da função social do Estado» (Bento XVI, Janeiro de 2013).

«A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo» (Karl Marx, “Crítica à Filosofia de Hegel”).

«O PCP opõe-se ao processo de integração capitalista europeu e luta para romper com tal processo, defendendo o direito soberano e inalienável de Portugal e dos portugueses de definirem o seu próprio caminho de desenvolvimento» (Jornal Avante!, 27.12.2012).

 

É evidente que existe um plano secreto para lançar o mundo no caos. É o plano dos ricos. A miséria e a fome esmagarão os oprimidos. As novas armas de destruição eliminarão boa parte dos que ficarem: biliões de bocas inúteis que nada acrescentam aos lucros dos grandes monopólios. Na Terra, um só poder, uma só religião, um só monopólio global.

O projecto avança por entre gigantescas contradições. Tudo estava pensado. De repente, em contra-mão, surge na estrada a crise geral do capitalismo. A miséria e o desemprego mostram-se incontroláveis. O escândalo financeiro foi pai e mãe do descalabro geral: estoiraram crises sobrepostas na economia, na saúde, na cultura, na Segurança Social, etc. Hoje, ninguém se entende. O caos agrava-se com a prática generalizada daquilo a que os iluminados chamam crise de valores ou de paradigmas: os capitalistas traem-se uns aos outros e todos mentem descaradamente. A crise do capitalismo não tem solução. É material, social e ética. Envolve o grande capital, a banca e as bolsas, as sociedades secretas e a Igreja.

O Vaticano, poderoso monopólio, alinha-se com as estratégias dos mais ricos, procura ocupar os vazios do poder e aumentar os seus lucros materiais. No caso português, crescem os índices da miséria a par do peso político da Igreja dotada, há já 73 anos, de uma Concordata leonina que torna possível ao clero fazer o que bem entende. Caso incompreensível, visto que o Estado português se proclama respeitador da legalidade democrática e separado de qualquer religião. Caso duplamente inaceitável no momento actual, com um povo na miséria, uma elite multimilionária, a submissão clara ao estrangeiro e a destruição de valores com que a Igreja desde sempre tem acenado, tais como os paradigmas da Família e da justa distribuição da riqueza. Mas a austeridade é para os «outros». Tudo quanto fique ao abrigo da Concordata é intocável.

O Socialismo e a Religião

O Socialismo e a Religião
V. I. Lenin
 

"Mas o escravo que tem consciência da sua escravidão e ergueu-se para a luta pela sua libertação já semideixou de ser escravo. O operário consciente moderno, formado pela grande indústria fabril, educado pela vida urbana, afasta de si com desprezo os preconceitos religiosos, deixa o céu à disposição dos padres e dos beatos burgueses, conquistando para si uma vida melhor aqui, na terra. O proletariado moderno coloca-se ao lado do socialismo, que integra a ciência na luta contra o nevoeiro religioso e liberta os operários da fé na vida de além-túmulo por meio da sua união para uma verdadeira luta por uma melhor vida terrena."


A sociedade contemporânea assenta toda na exploração das amplas massas da classe operária por uma minoria insignificante da população, pertencente às classes dos proprietários agrários e dos capitalistas. Esta sociedade é escravista, pois os operários “livres”, que trabalham toda a vida para o capital, só “têm direito” aos meios de subsistência que são necessários para manter os escravos que produzem o lucro, para assegurar e perpetuar a escravidão capitalista.


A exploração econômica dos operários causa e gera inevitavelmente todos os tipos de opressão política, de humilhação social, de embrutecimento e obscurecimento da vida espiritual e moral das massas. Os operários podem alcançar uma maior ou menor liberdade política para lutarem pela sua libertação econômica, mas nenhuma liberdade livrá-los-á da miséria, do desemprego e da opressão enquanto não for derrubado o poder do capital.
 
A religião é uma das formas de opressão espiritual que pesa em toda a parte sobre as massas populares, esmagadas pelo seu perpétuo trabalho para outros, pela miséria e pelo isolamento. A impotência das classes exploradas na luta contra os exploradores gera tão inevitavelmente a fé numa vida melhor além-túmulo como a impotência dos selvagens na luta contra a natureza gera a fé em deuses, diabos, milagres etc.
 
Àquele que toda a vida trabalha e passa miséria a religião ensina a humildade e a paciência na vida terrena, consolando-o com a esperança da recompensa celeste. E àqueles que vivem do trabalho alheio a religião ensina a beneficência na vida terrena, propondo-lhes uma justificação muito barata para toda a sua existência de exploradores e vendendo-lhes a preço módico bilhetes para a felicidade celestial. A religião é o ópio do povo. A religião é uma espécie de má aguardente espiritual na qual os escravos do capital afogam a sua imagem humana, as suas reivindicações de uma vida minimamente digna do homem.

domingo, 20 de janeiro de 2013

França abriu no Mali «as portas do Inferno»

Rebeldes em Mali
França abriu no Mali «as portas do Inferno»
por Carlos Lopes Pereira

 


"Nada de novo, pois. O imperialismo continua a evidenciar a sua natureza criminosa também em África, instigando golpes de Estado, promovendo revoltas ou intervindo militarmente, sempre com o propósito de perpetuar a exploração das riquezas do continente e a dominação dos seus povos. "


A França, com apoio dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e de outros países ocidentais, desencadeou uma intervenção militar no Mali em socorro do governo de Bamako, cujas tropas enfrentam «grupos islamitas armados» que controlam o Norte do país.

Na passada quinta-feira, forças rebeldes – uma frente constituída por três formações, a Ansar al-Dine, a al-Qaeda do Magreb Islâmico (Aqmi) e o Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental (Mujao) – ocuparam a localidade de Konna e ameaçaram avançar em direcção à capital, no Sul, que poderia cair «em poucos dias».

No dia seguinte, o exército regular maliano, apoiado por soldados nigerianos e pela aviação francesa, lançou uma contra-ofensiva a partir de Sévaré, no centro do país, e reconquistou a cidade.

Os franceses levam desde então a cabo operações de intenso bombardeamento de bases, campos de treino, depósitos e outras infra-estruturas dos insurgentes e estão a utilizar aviões de combate e helicópteros deslocados das suas bases militares no Chade e em Burkina Faso.


Os ataques aéreos são a componente «essencial» da intervenção, mas a operação implica forças especiais no terreno para ajudar os aviões a localizar os seus alvos. Paris enviou também tropas de elite para Bamako a fim de garantir a protecção da capital e a segurança dos seis mil franceses que ali vivem.

EUTANÁSIA ECONÓMICA




Alemanha de Merkel se desnudando:
EUTANÁSIA ECONÓMICA
por Robert Kurz



"Até o diagnóstico médico se torna uma mercadoria, que está sob pressão da concorrência. O objectivo não é a saúde e o bem-estar das pessoas, mas o doping para a "produtividade", por um lado, e a gestão das doenças, por outro. ... na Alemanha, a esperança de vida dos mais mal pagos baixou de 77,5 para 75,5 anos desde 2001."



Na ideologia da economia política, o dinheiro é uma ferramenta sofisticada para fornecer da melhor maneira bens materiais e serviços sociais à sociedade; precisamente por isso, ele seria irrelevante no verdadeiro sentido económico, não passando de um "véu" sobre a produção e a distribuição reais.
 
Marx, no entanto, mostrou que o dinheiro, como autovalorização do capital, é um fim em si mesmo fetichista, que submeteu a si a satisfação das necessidades concretas. Os bens reais apenas são produzidos se servirem para esse fim em si da multiplicação do dinheiro; caso contrário a sua produção é parada, embora seja tecnicamente possível e constitua mesmo uma necessidade vital. Isto é particularmente evidente em áreas como as pensões e os cuidados de saúde, que em si não são suportes da valorização do capital, mas têm de ser financiadas com os salários e os lucros.
 
No plano puramente factual estão disponíveis recursos suficientes para fornecer à população alimentos e cuidados médicos, mesmo que seja cada vez maior a proporção de não activos profissionalmente. Mas, sob os ditames do fetiche dinheiro, esta possibilidade objectiva torna-se "infinanciável". 

Sistemas de pensões e seguros de saúde estão indirectamente subordinados aos ditames da valorização abstracta. Sob condições de financiamento difíceis eles são "economificados".
 
Isso significa que eles mesmos devem agir de acordo com critérios económicos, a fim de poderem participar nos fluxos financeiros. Até o diagnóstico médico se torna uma mercadoria, que está sob pressão da concorrência.
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

EUA: Os assassinatos preventivos de Obama

Obama, guerra permanente e John Brennan na CIA
 Kevin Gosztola

"O critério para incluir indivíduos naquela “matriz de descarte” é de uso exclusivo do Centro Nacional de Contraterrorismo, ao qual, em julho do ano passado, o governo Obama assegurou o direito de “recolher e reavaliar continuamente”, por até cinco anos, informação relacionada a cidadãos norte-americanos inocentes. Sugere vasta expansão do Estado de Vigilância e erosão profunda do devido processo legal, contra todos os povos do mundo, porque essa “inteligência” é coletada para eliminar, por assassinato premeditado, pessoas que o círculo presidencial decida que representam ameaça e, assim, não consigam obter autorização para continuarem vivas, estejam onde estiverem. "

John Brennan, que foi conselheiro para contraterrorismo do presidente Obama no primeiro mandado, foi indicado para presidir a CIA. É sinal, não só de que Obama planeja manter o programa de assassinatos autorizados, principalmente no Iêmen, Paquistão e Somália, mas, também, de que a “Guerra Global ao Terror” continua, sem término à vista.

Perfil escrito por Karen DeYoung para o Washington Post publicado em outubro do ano passado, anotava que Brennan foi responsável por “compilar as regras para uma guerra que o governo Obama crê que ultrapassará em muito sua permanência na Casa Branca, sejam só mais alguns meses ou mais quatro anos.” Foi o homem que concebeu o “manual” – a tal “matriz de descarte”, distópica – que incluiu “procedimentos administrativos em andamento” que consistem em definir como alvo de assassinato premeditado alguns indivíduos que o governo dos EUA creia que sejam, ou apenas desconfie que sejam, membros da Al-Qaeda e de grupos afiliados ou que tenham com eles qualquer laço, por mínimo que seja.

O critério para incluir indivíduos naquela “matriz de descarte” é de uso exclusivo do Centro Nacional de Contraterrorismo, ao qual, em julho do ano passado, o governo Obama assegurou o direito de “recolher e reavaliar continuamente”, por até cinco anos, informação relacionada a cidadãos norte-americanos inocentes. Sugere vasta expansão do Estado de Vigilância e erosão profunda do devido processo legal, contra todos os povos do mundo, porque essa “inteligência” é coletada para eliminar, por assassinato premeditado, pessoas que o círculo presidencial decida que representam ameaça e, assim, não consigam obter autorização para continuarem vivas, estejam onde estiverem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Evangélicos - Enriquecendo em Cristo e servindo ao CAPETA(L)

Os cinco pastores mais ricos do Brasil [Glória a Deus nas alturas e aos salafrários na terra! e o capi(e)tal num paraíso fiscal!]


Ligar a televisão no horário nobre e ver um líder religioso utilizando o espaço para pregar e buscar clientes (fiéis) é algo que parece fora do lugar. E é. Não por ser uma manifestação religiosa, algo que é parte da cultura brasileira, mas por tornar evidente que um espaço público está sendo utilizado para fins privados

Deve-se permitir canais inteiramente controlados por grupos religiosos, o que é proibido na maioria das democracias? Deve-se permitir o arrendamento de espaço – ou mesmo de canais inteiros – no rádio e na TV? Será que essa prática não configura uma verdadeira grilagem eletrônica, pela apropriação privada de um espaço público? Sejam quais forem as respostas, o nome de Deus não pode ser usado como álibi para enriquecer essa escumalha religiosa.

O que vemos hoje no Brasil, em diversos canais da televisão aberta, uma profusão de seitas evangélicas, com um discurso ultra-conservador, atingindo milhares de pessoas diáriamente, vendendo falsos milagres,falsas curas e falsos prodígios, que beiram o ridículo.
 
Silas Malafaia
Operam milagres inexistentes, para ampliar o seu poder de persuasão dos trabalhadores e do povo pobre, jogando areia dos ditos "milagres" em seus olhos. Fazem tudo para que os pobres e oprimidos do mundo não enxerguem a realidade da opressão e da miséria em que vivem.

Essas religiões, seitas, enfim , as ditas ' obras de Deus " são todas muito parecidas .È difícil enxergar diferenças reais nelas.

Na verdade, analisando bem seus discursos e práticas, veremos que não passam de meros estabelecimentos comerciais, que usam suas pequenas diferenças organizacionais e litúrgicas e as diferentes formas de realizar os ditos "milagres" para conquistar clientes e enriquecer seus líderes.

A história dos esquadrões da morte dos Estados Unidos

A história dos esquadrões da morte dos Estados Unidos
por Michel Chossudovsky


"Por seu turno, a CIA assim como a MI6 estavam superintendendo unidades da "Al Qaeda no Iraque" envolvidas em assassinados de alvos demarcados e dirigidos contra a população Shiite. É importante de se ressaltar que os esquadrões da morte foram integrados assim como aconselhados, encoberta e dissimimuladamente, pelas Forças Especiais dos Estados Unidos."



Estados Unidos - Pátria Latina - [Michel Chossudovsky, tradução de Anna Malm] O recrutamento de morte-esquadrões, ou seja, esquadrões da morte, faz parte de uma agenda de inteligência militar bem establecida, nos Estados Unidos. Há uma longa história de fundação e apoio, dissimulado, as brigadas de terror e aos assassinatos de alvos políticos, que vêem do tempo da guerra do Vietnam.


As forças governamentais sírias, ainda hoje estão confrontando o auto-proclamado "Exército Livre da Síria" –FSA. No contexto atual isso exige o focusar das raízes históricas da guerra, por já encoberta, do ocidente contra a Síria, guerra essa que já resultou em inúmeras atrocidades. As raizes históricas da situação serão então aqui estruturadas e encaradas.

Desde o começo, em março de 2011, os Estados Unidos e seus aliados tem apoiado a formação de esquadrões da morte, assim como a invasão do território da Síria por brigadas terroristas. Trata-se de um trabalho organizacional, cuidadosamente planejado.

O recrutamento e o treino de brigadas terroristas tanto no Iraque quanto na Síria, foram modelados na denominada "Salvador Option", aqui traduzida como "A Opção de El-Salvador". Esse é um m modelo terrorista, para mortes e assassinatos em massa, efetuados por um governo estabelecido. Em El-Salvador, na América Central, o cenário visualizado pelo modelo "Salvador Option" foi implementado pelos esquadrões da morte patrocinados pelos Estados Unidos.

Esse modelo de recrutamento e treino de brigadas terroristas, por governos constituidos, foi implementado no próprio El Salvados no apogeu da resistência contra a ditadura militar no país. O resultado final foi avaliado em cerca de 75.000 mortes.

A luta anti-imperialista e a afirmação da soberania e da independência nacional

A luta anti-imperialista e a afirmação da soberania e da independência nacional
por Pedro Guerreiro

"Uma agenda de ingerência e de guerra que os Estados Unidos, a NATO e a União Europeia levam a cabo e que comporta o risco de uma ainda maior escalada de confrontações militares."
 
A soberania e independência nacionais são uma questão central do nosso tempo.

O capitalismo, face à agudização das suas insanáveis contradições, lança-se numa ampla ofensiva contra as conquistas históricas dos trabalhadores, a soberania dos povos e a independência dos estados.

Se sem a opressão e a subversão da democracia, da soberania e independência nacionais, o imperialismo (o capitalismo na sua fase monopolista) não poderia impor o seu domínio político e económico e assegurar a exploração, de igual forma, sem o pleno exercício da soberania e a salvaguarda da independência nacional não será possível aos trabalhadores e aos povos romper com os instrumentos de exploração e opressão imperialistas e levar a cabo reais processos de transformação social e revolucionários.

Com o seu cortejo de atrocidades e destruição, através de guerras declaradas e veladas, do terrorismo de Estado, do assassinato e da tortura, da ingerência e da conspiração, do bloqueio e do boicote económico e político, o imperialismo procura impor a sua vontade aos trabalhadores e aos povos e, se possível, impedir a sua emancipação e desenvolvimento soberano.

Procurando tirar partido da actual correlação de forças, o imperialismo leva a cabo uma autêntica escalada recolonizadora, que é acompanhada pela completa subversão da Carta da ONU, que após a derrota do nazi-fascismo estabeleceu os princípios que regem as relações entre os estados.

Uma agenda de ingerência e de guerra que os Estados Unidos, a NATO e a União Europeia levam a cabo e que comporta o risco de uma ainda maior escalada de confrontações militares.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O capitalismo e a economia política da mudança climática

O capitalismo e a economia política da mudança climática

Aqueles que procuram nos governos ocidentais uma resposta eficaz encaram dois desafios. Primeiro, em face do aquecimento global, a premissa do capitalismo, que os indivíduos agindo em seus interesses individuais produzam bons resultados coletivos, é comprovadamente falsa. Este sistema tem aparentemente produzido o pior de todos os resultados: falha ambiental catastrófica que ameaça a maior parte da vida no planeta. O artigo é de Rob Urie.
 

Em relatórios, 2012 foi o ano mais quente da história registrada nos EUA. A última década foi a mais quente já registrada globalmente. Mesmo para aquelas que sustentam outras hipóteses também se encaixam o aquecimento global, a consistência do aquecimento, a probabilidade conjunta em termos estatísticos, deve dar uma pausa, porque as consequências estão (1) muito longe e (2) são potencialmente catastróficas em relação a experiência humana anterior. Hipóteses alternativas não só precisam ser plausíveis em um sentido geral, eles exigem explicações específicas de como consistentemente o clima se aqueceu. Na verdade, não há outras explicações plausíveis para ambas a direção e a consistência das mudanças climáticas.

A hipótese do aquecimento 'causado pelo homem' se encaixa razoavelmente bem no cronograma do crescimento do capitalismo industrial. A indústria não capitalista, mais recente na história, porém existente, no entanto, acompanhou o imperialismo capitalista - a propagação do capitalismo global como um sistema de controle, dominação e expropriação. Em certa medida o crescimento do setor não capitalista tem sido uma reação à ameaça do imperialismo capitalista. Ele representa uma ameaça tanto interna como externa para as economias não capitalistas, na medida em que elas ainda existem. Na verdade, o capitalismo foi concebido para trazer uma ordem política alternativa e parece ter feito bastante sucesso.

O capitalismo é apresentado como um modo de organização social que gera muita riqueza. Que o imperialismo capitalista conseguiu desapropriar vasta riqueza é muito evidente. Se as consequências catastróficas do aquecimento global acontecerem, essa riqueza terá provado ser uma ilusão. Em um sentido filosófico, parece uma metáfora que entramos neste mundo com nada e deixá-lo-emos com nada, por que então a dedicação de vidas inteiras para aquisição de material constitui uma explicação plausível para a existência como capitalistas a tem? E por que um sistema baseado em racionalidades locais, esforço econômico pessoal, como Adam Smith, proprietário de uma pequena loja organizada dentre corporações globais, seria esperado a levar às racionalidades globais - resultados coletivos positivos, fora da lógica interna da ideologia capitalista?

Mercados e Mitos

Mercados e Mitos
por Carlos Carvalhas

"Se os Bancos privados e as grandes empresas são tão eficientes e o Estado tão ineficiente porque será que os ditos mercados deixaram de lhes emprestar e foi o Estado que angariou os empréstimos e os recursos para que estes não tivessem ido à falência? Porque será que o mercado interbancário deixou de funcionar? Porque será que os bancos não confiam uns nos outros? "

Sugeriram-me uma intervenção sobre os mercados, essa identidade mítica que nos é apresentada como algo que decide pelos povos, pelas nações, apesar de não ter sido eleita nem escrutinada.

Para que o mito funcione – os mercados são sempre referenciados de forma abstracta, «divina» – julgando o bem e o mal decidido.

Mas esses ditos mercados têm bilhete de identidade e são no essencial os Bancos, as Companhias de Seguros e os diversos fundos especulativos (os mercados financeiros) em que assentou e assenta a monumental especulação desta economia de casino!

Disseram-nos que para podermos ir aos mercados financiarmo-nos «teríamos de cumprir!», isto é, pagar os juros usurários e aplicar as medidas de extorsão!

Mas os mercados, o que vão fazer é o que sempre têm feito: procurar sugar o máximo. Até à intervenção da troika foram cobrando juros cada vez mais elevados a pretexto dos défices públicos; amanhã continuarão a especular a pretexto de que o crescimento económico é cada vez mais insuficiente!

Com o euro e com a decisão ditada pela Alemanha de o Banco Central Europeu não financiar os estados (o que não acontece nos EUA, Japão, Inglaterra) a especulação deslocou-se das taxas de câmbio para as taxas de juro. Portugal deixou de poder contar com o Banco de Portugal para se financiar e tal como no século XIX ficou dependente dos ditos mercados. Meteram a raposa no galinheiro.

Com a crise e com todos os estados a irem em socorro dos Bancos à beira da falência, a procura de meios de financiamento aumentou exponencialmente, permitindo aos detentores de liquidez a especulação sem freio, contando ainda com a preciosa ajuda das Agências de Notação.

É necessário sublinhar e recordar que Portugal antes da crise (2007) não só tinha uma dívida pública inferior a boa parte dos países europeus (França, Bélgica, Itália…) como se financiava a taxas de juro inferiores à média europeia.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nuremberg, a memória na história


Fascismo na atualidade - Tortura no Iraque praticada por fascistas "made USA"
Nuremberg, a memória na história
por Miguel Urbano Rodrigues

O imperialismo contemporâneo empenha-se em apagar da história a memória do fascismo. Daí a atualidade permanente do belo livro de Arkadi Poltorak sobre o Processo de Nuremberg.

Na Europa, as campanhas de branqueamento do fascismo ganharam amplitude nos últimos anos. Em livros, na televisão e em mesas redondas, historiadores, politólogos e sociólogos esforçam-se por negar, em Portugal, na Espanha, na Hungria e na Roménia que Salazar, Franco, Horthy e Antonesco tenham sido ditadores e qualificam os seus regimes de “autoritários”, afirmando que praticaram políticas musculadas. A própria ação das polícias políticas é minimizada. Os fascismos ibéricos, nomeadamente, teriam sido uma invenção dos comunistas.

Na Itália, os políticos de direita vão mais longe. Partidos neofascistas têm exercido o poder e Mussolini é apresentado por destacados intelectuais como um estadista progressista, autor de uma obra revolucionária.

Assim se tenta apagar a memória em agressão à História.

Reli há dias um livro que adquiri na União Soviética e que então me lançou em profunda meditação sobre a “elite nazi” responsável pela tragédia da II Guerra Mundial: “O Processo de Nuremberga”, de Arkadi Poltorak, o juiz que foi chefe do secretariado soviético do Tribunal Internacional que julgou os grandes criminosos de guerra nazis naquela cidade alemã*.

Foram 22 os militares e civis então julgados. Onze, entre os quais Goering, Keitel, Jodl, Ribbentrop, Rosenberg, Streicher, Kaltenbrunner, Seyss Inquart, Sauckel, Frank e Frick foram condenados à morte e enforcados.**

Rudolf Hess foi condenado a cumprir prisão perpétua.

Os almirantes Raeder e Doenits, Albert Speer, Schirach e Neurath, condenados em penas pesadas, foram mais tarde anistiados e faleceram em liberdade.

Hitler, Goebbels e Himmler suicidaram-se nos últimos dias da guerra para escapar do castigo. Ley suicidou-se no cárcere nas vésperas da audiência. Bormann, foragido, foi também condenado à morte.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Operação "Chumbo Fundido" - A bárbara agressão Sionista à Gaza faz 4 anos

Operação "Chumbo Fundido" - A bárbara agressão Sionista à Gaza foi há 4 anos



No quarto aniversário do início da operação "Chumbo fundido" o MPPM denuncia a continuada agressão israelita contra as populações dos territórios ocupados e convida ao reforço da solidariedade com a causa palestina 


Neste mesmo dia 27 de Dezembro, há quatro anos atrás, o mundo testemunhou o início de uma acção militar de crueldade sem precedentes no século em que vivemos, levada a cabo por um exército, dos mais modernos e sofisticados no mundo, sobre uma população indefesa. A operação Chumbo Fundido, assim foi baptizada pelo Estado de Israel aquela ofensiva sobre a população palestina da faixa de Gaza, prolongou-se por vinte e três dias, e saldou-se num total de cerca de mil e quatrocentos mortos – trezentos e dezoito dos quais eram crianças – e mais de cinco mil feridos.
 
Segundo dados das Nações Unidas, perto de seis mil e quatrocentas habitações foram totalmente destruídas ou sofreram danos estruturais profundos. Organizações não-governamentais estimam em vinte mil pessoas – a grande maioria das quais refugiados – o número de pessoas desalojadas. As infra-estruturas de electricidade e água foram duramente atingidas.
 
Instalações das Nações Unidas – entre as quais o centro de operações da UNRWA na cidade de Gaza – perto de trezentas escolas e jardins de infância totalmente ou parcialmente destruídos, hospitais e centros de saúde, mesquitas, inúmeros edifícios e serviços públicos, nada escapou à fúria dos bombardeamentos do exército israelita. Investigações ulteriores levadas a cabo no âmbito das Nações Unidas, assim como inúmeros relatos de imprensa e relatórios de diversas organizações de direitos humanos convergem na denúncia da prática de crimes contra a humanidade, entre os quais avultam o massacre deliberado de famílias inteiras – o mais grave dos quais, a família Samouni, envolvendo cerca de cem pessoas – ataques contra ambulâncias ou visando cidadãos, empunhando bandeiras brancas, e a utilização de armas com poluentes químicos, como tungsténio e, sobretudo, fósforo branco. 

Nicolas Sarkozy mandou assassinar o presidente da Venezuela Hugo Chávez

Nicolas Sarkozy mandou assassinar o presidente da Venezuela Hugo Chávez
por Red Voltaire - Caracas (Venezuela)
 
 



"No julgamento, Bouquet admitiu ter recebido treino em Israel e ser um agente dos serviços secretos franceses (DGSE). Também reconheceu que estava a preparar um atentado para assassinar o presidente constitucional da Venezuela, Hugo Chávez." 


A Ministra dos Serviços Penitenciários da Venezuela, Iris Varela, anunciou na sua conta no Twitter a expulsão de um cidadão francês, identificado como Frederic Laurent Bouquet, em 29 de dezembro de 2012.

O Sr. Bouquet havia sido preso em Caracas, em 18 de junho de 2009, juntamente com três cidadãos dominicanos e em posse de um verdadeiro arsenal. No apartamento comprado por Bouquet, a Polícia Científica Venezuelana encontrou 500 gramas de explosivo plástico C4 (de uso militar), 14 carabinas de assalto – 5 delas equipadas com mira telescópica, 5 com sistemas de pontaria laser e 1 com silenciador – assim como cabos especiais, 11 detonadores eletrónicos, 19.721 cartuchos de diversos calibres, três metralhadoras, quatro pistolas de diferentes calibres, 11 aparelhos de comunicação de rádio, 3 walkie-talkies e uma base de rádio, cinco espingardas de caça de calibre 12, 2 coletes blindados, 7 uniformes militares, 8 granadas, 1 máscara antigás, 1 faca de combate e nove recipientes de pólvora de canhão. 

No julgamento, Bouquet admitiu ter recebido treino em Israel e ser um agente dos serviços secretos franceses (DGSE). Também reconheceu que estava a preparar um atentado para assassinar o presidente constitucional da Venezuela, Hugo Chávez. 

No final do processo, Bouquet foi condenado a quatro anos de prisão por "ocultação de armas de guerra". Ao terminar a sua condenação foi retirado da cela, em cumprimento da ordem n.º 096-12 da juíza Yulismar Jaime e expulso da Venezuela por "ameaça à segurança nacional", nos termos do artigo 39, parágrafo 4, da Lei dos Estrangeiros e Migração da Venezuela.