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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Ato em apoio à CGTP(Portugal ) que se realizará em São Paulo-Brasil



ATO DIA 29 DE MAIO





junto ao Monumento “As Portas Que Abril Abriu”, localizado na Pça. Mestre de Aviz na av. Ibirapuera em S. Paulo



Ato de apoio aos trabalhadores portugueses e a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) neste momento de crise que Portugal enfrenta.


Contamos com a sua presença e de seus amigos, no ato cívico a se realizar por iniciativa do CC25A, do PCP e do CDU junto ao monumento na Pça Mestre de Aviz, conforme convite abaixo, para apoiar a luta dos trabalhadores e da CGTP, neste momento em que o povo português e em especial os trabalhadores, estão sendo mais uma vez os pagadores da conta criada pela burguesia reacionária portuguesa, muito bem representada pelo governo do PS liderado por José Sócrates e com o apoio do PSD e CDS/PP, que provocaram a maior recessão no pós 25 de Abril, retirando do bolso dos portugueses milhões e milhões de euros para cobrir os desmandos e os rombos criados pelos governos liderados por esses partidos e sempre aliados aos banqueiros, que jogaram Portugal no caos econômico e no descrédito internacional.
Sua presença representa um não solidário a essa situação.

Pelo núcleo do PCP no Brasil
Ildefonso Garcia
Julio Filipe
Luis Botelho
Maria Felix




CONVITE



O Centro Cultural 25 de Abril, convida a Comunidade Portuguesa de São Paulo a comparecer dia 29 de maio de 2010, (sábado) às 11:00h junto ao Monumento “As Portas Que Abril Abriu”, localizado na Pça. Mestre de Aviz na av. Ibirapuera em S. Paulo e erguido em homenagem à Revolução dos Cravos de 25 de abril de 1974, para participarem de ato cívico de apoio aos trabalhadores portugueses e a CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) neste momento de crise que Portugal enfrenta.

CENTRO CULTURAL 25 DE ABRIL

Nacionalizações e democracia económica



Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, Setúbal, Sessão Pública sobre "Nacionalizações e democracia económica"


As severas medidas de austeridade que acabam de ser anunciadas a pretexto da crise e do défice das contas públicas e no seguimento das que foram avançadas há dois meses pelo governo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), não revelam apenas o carácter de classe de uma política anti-social e anti-popular e de abdicação nacional, são igualmente a expressão concreta da política de direita e de recuperação capitalista que tem conduzido e continua a conduzir o país para o desastre económico e social.


O momento que vivemos e os problemas que o país enfrenta – desemprego, desigualdades, dívidas, défices e agravadas dependências – não podem ser desligados da concretização de uma política que tem como uma das suas orientações nucleares a privatização de todos os domínios da nossa vida colectiva, visando a reconstituição, criação e reforço de grandes grupos monopolistas e a promoção da centralização e concentração da riqueza do país nas suas mãos.


De facto, o agravamento da situação económica geral do país se é o resultado das políticas económicas e sociais de sucessivos governos dos últimos anos e das opções de integração comunitária, é, particularmente, consequência das políticas de destruição do sector empresarial do Estado, da alienação da sua capacidade e dos seus instrumentos de intervenção e de destruição dos sectores produtivos que conduziram à financeirização crescente da economia nacional e à captura de sectores estratégicos pelos grandes grupos económicos e o capital multinacional.


Por muito que os grandes interesses o neguem e se adense o rol de mistificações acerca do papel da propriedade social e do Estado na economia e na promoção do desenvolvimento, são as privatizações que estão no centro do declínio e estrangulamento da economia portuguesa, dos principais défices estruturais e desequilíbrios produtivos, da perda de recursos públicos e de soberania em sectores e serviços estratégicos.


Aqui no distrito de Setúbal residem alguns dos mais gritantes exemplos de uma política de declínio nacional e de abandono dos interesses do país, desta região e dos seus trabalhadores, designadamente com a liquidação da indústria naval, da indústria química e siderúrgica.


O debate que agora se abre certamente não deixará de colocar em evidência todo o trajecto e consequências trágicas dessa política que sustentou a ofensiva de recuperação do capital monopolista que atravessou as duas últimas décadas e que tem no PEC 2010/2013 um novo e criminoso surto, tal como a necessidade objectiva das nacionalizações há trinta cinco anos atrás. Mas também a importância e actualidade da existência de sector público, nos sectores estratégicos, como condição chave para a manutenção em mãos nacionais de alavancas económicas decisivas ao desenvolvimento do país e para assegurar um Portugal de progresso e de justiça social.


O processo de nacionalizações de 1975, cujo aniversário comemoramos, constituiu uma inapagável realização de Abril, da classe operária, dos trabalhadores e do povo português que resultou não de um qualquer acto voluntarista, mas de uma necessidade objectiva de defesa da democracia nascente, de resposta à sabotagem económica da contra-revolução e à indispensabilidade de dotar o país de um instrumento capaz de promover o seu desenvolvimento com justiça na distribuição da riqueza nacional.



As nacionalizações que no final do primeiro semestre de 1976 abrangiam quase de duas centenas e meia de empresas, com particular destaque para os sectores da banca e seguros, energia, transportes, metalurgia e metalomecânica pesada, químico, celulose, entre outros, permitiram não apenas liquidar os monopólios – que com os latifúndios constituíam a base de sustentação do fascismo – mas também criar uma sólida alavanca para acelerar o progresso económico do país.

Uma realidade e um património que representavam uma transformação profunda nas estruturas económicas e sociais em Portugal e que abria uma perspectiva completamente nova à evolução da nossa economia e da nossa sociedade.


Perspectiva que se experimentou com sucesso, mas posta em causa desde muito cedo pela acção da contra-revolução e pela política de recuperação capitalista e restauração monopolista, promovida pelo PS, PSD e CDS-PP em permanente articulação, promiscuidade e cumplicidade entre si e o poder económico monopolista em reconstrução.

Uma política sustentada por uma intensa e mistificadora campanha ideológica que passou a denegrir e a utilizar de forma sistemática a mentira contra tudo o que é público e serve o interesse de todos.

Desde logo a mentira dos prejuízos do Sector Público, peremptoriamente desmentida pelo Livro Branco das nacionalizações no qual se demonstrou que elas foram financeiramente vantajosas para o Estado português.


Uma campanha que escondeu deliberadamente o facto das nacionalizações terem atingido empresas, em grande parte, descapitalizadas, endividadas e sem viabilidade económica e que acabariam por ser posteriormente cedidas, já consolidadas financeiramente e com boas condições de rendibilidade, por via da privatização a baixo preço.


Foram várias as justificações que, em momentos diferentes, alimentaram o processo privatizador. Disseram, como dizem novamente hoje, que era para combater o défice e abater a dívida pública.


Mas a verdade é que quem olha para a dívida pública portuguesa e compara a sua evolução desde o inicio das privatizações no final dos anos oitenta, verifica que depois do Estado ter alienado uma centena das principais empresas públicas, a dívida pública não só não melhorou, como se agravou.


No início dos anos noventa, a dívida pública representava 57,8 por cento do PIB. Dezoito anos e após o Estado ter encaixado mais de 27 mil milhões de euros, a dívida pública atinge os 77,2 por cento do PIB. Isto é, foram-se as empresas e aumentou a dívida.


Entretanto, os lucros acumulados no período que quase coincide com o início do actual governo pelos grupos económicos e financeiros criados a partir de empresas que foram privatizadas, e considerando apenas as ligadas à banca, à energia, às comunicações, cimentos e transportes, envolvendo 12 grandes grupos, somaram o valor que essas empresas renderam ao Estado quando foram vendidas.


Quem não se lembra da muita propaganda e das enganadoras justificações que anunciavam a necessidade de privatizar importantes empresas na base da ideia das inquestionáveis vantagens para os consumidores, com a baixa dos preços e a elevação da qualidade do serviço e dos produtos que o fim dos monopólios e mais concorrência iriam garantir?


Hoje, bastaria ver o que se passa nos diversos sectores, mas com evidente clareza no sector dos combustíveis e da energia eléctrica para constatar a falácia de tal tese e das desvantagem quer para os trabalhadores, quer para os consumidores com a privatização das principais empresas de tais sectores.


Com as privatizações liquidaram-se directamente mais de 100.000 postos de trabalho, agravou-se a distribuição da riqueza, atacaram-se direitos dos trabalhadores, generalizou-se a precariedade e a subcontratação e os consumidores passaram a ter preços superiores aos que são praticados na Europa, onde os salários são o dobro ou triplo dos salários dos portugueses.

Nem acabaram os monopólios, nem o serviço melhorou, nem tão pouco a prometida baixa de preços se confirmou. O que se confirmou foram os milhões de euros de lucro, sempre em crescendo à custa também da própria competitividade do conjunto da economia portuguesa.

Na verdade com as privatizações, comprometeu-se o papel de empresas que sob o controlo do Estado constituíam alavancas estratégicas essenciais para a aplicação de uma política de desenvolvimento nacional e que, assim, ficaram subordinadas aos interesses privados e à lógica de maximização do lucro.


Com as privatizações, reduziu-se a receita do Estado e limitou-se a sua capacidade na resolução dos problemas do país.


Uma das principais causas do défice das contas públicas de hoje que o Governo afirma querer combater, está no desvio de muitos milhares de milhões de euros de lucros e de impostos, de empresas altamente rentáveis que entretanto foram privatizadas.


Com as privatizações aumentou igualmente o domínio do Capital estrangeiro na vida nacional, agravou-se a balança de pagamentos, perderam-se importantes elementos da soberania nacional, milhares de milhões de euros de riqueza produzida, foram e são, transferidos diariamente para os bolsos do capital estrangeiro com o acontece com os lucros da GALP, da CIMPOR, ou do Banco Totta.


Justificaram em dado momento as privatizações, como o fez António Guterres, com o argumento de que os novos grupos privados eram os elementos racionalizadores das transformações económicas e da modernização do país.


Também nesta matéria bastaria olhar para a evolução da primeira década deste nosso século XXI para contactar as cada vez mais patentes debilidades estruturais do país e de uma economia subcontratada, fragilizada, dependente e assente num modelo de mão-de-obra barata e precária para se ver o efeito racionalizador e modernizador da acção dominante dos grandes grupos económicos na sociedade portuguesa.


Concentrados predominantemente na produção de bens não transaccionáveis e alargando de forma crescente o seu domínio em áreas como as da saúde e educação, estes grupos passaram a assumir, de facto, em muitos sectores de actividade um carácter monopolista reforçado pela destruição e absorção de concorrentes nacionais, por associações de participações cruzadas e de concertação de preços e pela aliança com poderosas transnacionais, constituindo um factor não de modernização, mas de estrangulamento económico, de agravamento das desigualdades, de intensificação da exploração dos trabalhadores e de ruína das pequenas empresas.O estrangulamento e a ruína de milhares de pequenas empresas ao longo destes anos, explica-se em grande medida pelo sistemático agravamento dos custos da energia, das taxas de juro, dos seguros, das telecomunicações, das portagens, etc. que passaram a engordar o grande capital monopolista.


Trinta e seis anos depois da Revolução de Abril, os grandes grupos económicos acabaram por reassumir um papel dominante e determinante na economia portuguesa e constituir-se como uma poderosa oligarquia, tecendo entre si e com o capital estrangeiro e outros sectores da grande burguesia nacional uma densa rede de ligações económicas, financeiras, sociais e políticas que passaram a decidir o conjunto das opções de política económica e social e o próprio rumo do país. Alguém lhes fez o serviço!


Num processo que contou ao longo dos anos com a nomeação de conselhos de administração que se constituíram como comissões liquidatárias de algumas dessas empresas, que promoveu o estrangulamento financeiro de empresas e o desvio de verbas para financiar o Orçamento de Estado, que transformou empresas públicas em sociedades anónimas, que promoveu a especulação bolsista e a promiscuidade entre membros de governos e administrações dos grupos económicos das empresas privatizadas.


O poder ostentado e exercido pelos grandes grupos económicos assume uma ilegítima dimensão política e económica, que subverte totalmente o princípio constitucional da subordinação do poder económico ao poder político e põe em causa a Constituição da Republica e o próprio regime democrático.


As privatizações anunciadas no PEC, envolvendo 17 empresas do sector empresarial do Estado vão agravar todos os problemas decorrentes das anteriores privatizações. Empresas onde se onde se incluem os CTT, a TAP, a ANA, aquilo que resta da presença do Estado na REN, na GALP, na EDP, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, a CP Carga, a EMEF, parte da Caixa Geral de Depósitos (designadamente a sua componente de seguros), entre outras empresas, isto para além da concessão a privados da exploração das ligações ferroviárias mais lucrativas, ficando a parte que dá prejuízo nas mãos do Estado.


Trata-se na realidade de um novo atentado aos interesses nacionais e uma nova fonte de negócio e domínio para os grandes grupos económicos e financeiros.


Um novo atentado que é acompanhado por um violento roubo nos salários, o aumento do IVA, o corte no subsídio de desemprego, o abandono do investimento público, incluindo de projectos de interesse nacional, mas importantes para o desenvolvimento deste distrito de Setúbal, o corte no apoio às empresas públicas e da redução das verbas destinadas às autarquias locais, num momento em que se impunha apoiar e dinamizar também os pequenos investimentos para criar emprego e combater a crise económica.


Uma séria e grave ofensiva só pode ter como resposta a mais veemente condenação do nosso Partido e que se traduzirá, por decisão ontem do nosso Comité Central, na apresentação de uma moção de censura ao governo, dando resposta e sequência ao protesto de largas camadas do nosso povo, mas também à luta que tem na acção nacional da CGTP do próximo dia 29, um momento alto do combate que é necessário travar contra esta medidas.


A luta do dia 29 de Maio é a maior e mais eficaz censura às medidas violentas que resultam da associação PS/PSD. Dirigimos por isso um forte apelo aos trabalhadores e à população do distrito para participarem em massa na manifestação, recusando a resignação, censurando e combatendo esta caminhada para o desastre social e nacional!


Uma censura à política de mentira de PS e PSD que estão a fazer o contrário do que prometeram ao povo.


Uma censura que é expressão clara de rejeição de um caminho de estagnação e retrocesso que PS e PSD estão dispostos, a não serem impedidos, a manter e a agravar.


A dimensão e profundidade dos problemas nacionais reclamam, não a persistência na mesma política errada e injusta como a que é proposta no PEC, mas uma ruptura com a política de direita e a concretização de uma política patriótica e de esquerda.


Uma ruptura e uma mudança que passam pela decidida afirmação da propriedade social do Estado em sectores básicos e estratégicos com a reversão ao sector público, por nacionalização e/ou negociação adequada, de empresas e de sectores que foram privatizados.


O PCP considera que aquilo que o país precisa é de um Sector Empresarial do Estado forte e dinâmico, ao serviço da democracia e do desenvolvimento que constitua um instrumento para responder aos problemas do país, para manter em mãos nacionais alavancas económicas para promover uma política de emprego e a elevação das condições de vida.


Um Sector Público, num quadro de uma economia mista, com uma dimensão e peso determinantes nos sectores básicos da economia nacional, desde logo na banca e seguros; na energia, comunicações e telecomunicações; água, saneamento e resíduos; transportes e vias de comunicação; indústria e outros sectores estratégicos, designadamente nas áreas da comunicação, da investigação e desenvolvimento tecnológicos.


Se algumas das privatizações previstas no PEC se concretizassem elas significariam pura e simplesmente o desaparecimento de algumas dessas empresas, o despedimento mais que certo de milhares de trabalhadores, a tomada pelo capital estrangeiro de novos sectores estratégicos, o aumento dos custos dos bens e serviços prestados às populações, o agravamento das assimetrias regionais e injustiças sociais que existem no país.


Mas ao contrário do que aquilo que PS, PSD e o grande capital pretendem fazer crer, o PEC não é lei.


Todas e cada uma das medidas aí previstas podem e devem ser derrotadas. As privatizações podem e devem ser derrotadas, assim se mobilizem em primeiro lugar os trabalhadores e as suas estruturas representativas. As privatizações podem e devem ser derrotadas assim se empenhem as populações na luta em defesa dos serviços públicos.

As privatizações podem e devem ser derrotadas assim se manifestem todos os patriotas e democratas que aspiram a um país de progresso, de justiça social, a uma pátria soberana, livre e democrática.




sexta-feira, 21 de maio de 2010

SAIBA O QUE É O CAPITALISMO



SAIBA O QUE É O
CAPITA
LISMO
Atílio Borón*


O capitalismo tem legiões de apologistas. Muitos o fazem de boa fé, produto de sua ignorância e pelo fato como dizia Marx, “o sistema é opaco e sua natureza exploradora e predatória não fica evidente, perante os olhos de homens e mulheres do mundo” Outros o defendem porque são seus grandes beneficiários e arregimentam enormes fortunas graças a suas injustiças e iniqüidades.


Há também outros (gurus, financistas, opinólogos, jornalistas especializados, acadêmicos bem pensantes e diversos representantes do pensamento único) que conhecem perfeitamente o que o sistema impõe em termos de custos sociais, degradação humana e do meio ambiente, mas como estão muito bem remunerados procuram omitir essas questões em seus relatos. Eles sabem muito bem, que a “batalha de idéias” que foi convocada por Fidel Castro é algo que pode ser perigoso para as ideologias que no intimo defendem e por isso não se empenham em denunciar as mazelas do capitalismo.

Para contraditar a proliferação de versões idílicas sobre o capitalismo e de sua capacidade de promover o bem estar geral examinemos alguns dados obtidos de documentos oficiais das ONU. Eles são sumamente didáticos quando se lê, principalmente em relação à crise atual – indicando que a solução dos problemas do capitalismo se obtém com mais capitalismo; ou que o G20, o FMI, a OMC e o BIRD, arrependidos dos erros do passado – irão efetivamente resolver os grandes problemas que afetam a humanidade. Todas essas instituições são incorrigíveis e irreformáveis e qualquer esperança de mudanças em seus comportamentos não é nada mais do que pura ilusão. Seguem propondo o mesmo, somente que o discurso é diferente e adotando uma estratégia de “relações públicas” desenhada para ocultar suas verdadeiras intenções. Quem tenha dúvidas que constate o que estão propondo para “solucionar” a crise na Grécia: as mesmas receitas que aplicaram e seguem aplicando na América Latina e África desde os anos oitenta do século passado.


Em continuação, podemos citar alguns dados com suas respectivas fontes recentemente sistematizados pelo Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza localizado na Universidade de Bergen, Noruega, que fez um grande esforço para, desde uma perspectiva crítica, combater o discurso oficial sobre a pobreza elaborado desde mais de trinta anos pelo Banco Mundial e reproduzido incansavelmente pelos meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e “especialistas” variados.


População mundial: 6,8 bilhões de habitantes em 2009.
1,02 bilhão de pessoas são desnutridos crônicos (FAO,2009);
2 bilhões de pessoas não tem acesso a medicamentos (http://www.fic.nih.gov/);
884 milhões de pessoas não têm acesso à água potável (OMS/UNICEF 2008);
925 milhões de pessoas são “sem teto” ou residem em moradias precárias (ONU Habitat 2003);
1,6 bilhões de pessoas não tem acesso à energia elétrica (ONU Habitat, Urban Energy);
2,5 bilhões de pessoas não são beneficiados por sistemas de saneamento, drenagens ou privadas domiciliares (OMS/UNICEF 2008);
774 milhões de adultos são analfabetos ( http://www.uis.unesco.org/ );
18 milhões de mortes por ano devido à pobreza, a maioria de crianças menores do que cinco anos de idade (OMS);


218 milhões de crianças entre 5 e 17 anos de idade, trabalham em condições de escravidão com tarefas perigosas ou humilhantes, como soldados da ativa atuando em guerras e/ou conflitos civis, na prostituição infantil, como serventes, em trabalhos insalubres na agricultura, na construção civil ou industria têxtil (OIT: “La eliminación Del trabajo infantil, un objetivo a nuestro alcance” 2006);


Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população mundial reduziram sua participação no produto interno bruto mundial (PIB mundial) de 1,16% para 0,92%; enquanto os opulentos 10% mais ricos acrescentaram fortunas em seus bens pessoais passando a dispor de 64% para 71,1% da riqueza mundial. O enriquecimento de uns poucos tem como seu reverso o empobrecimento de muitos;


Somente esses 6,4% de aumento da riqueza dos mais ricos seriam suficientes para duplicar a renda de 70% da população mundial, salvando muitas vidas e reduzindo os sofrimentos dos mais pobres. Entendam bem: tal coisa somente seria obtida se houvesse possibilidade de redistribuir o enriquecimento adicional produzido entre 1988 e 2002 dos 10% mais ricos da população mundial, deixando ainda intactas suas exorbitantes fortunas. Mas nem isso passa a ser aceitável pelas classes dominantes do capitalismo mundial.

CONCLUSÃO


Não se pode combater a pobreza (nem erradicá-la) adotando-se medidas capitalistas. Isso porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, o que concentra a riqueza e aumenta incessantemente a pobreza e as desigualdades sócio-econômicas a nível mundial.

Depois de cinco séculos de existência é isto e somente isto que o capitalismo tem para oferecer ao mundo! Que esperamos então para mudar o sistema? Se a humanidade tem futuro, esse será claramente socialista! Com o capitalismo, não haverá futuro para ninguém! Nem para os ricos, nem para os pobres! A sentença de Friedrich Engels e também de Rosa Luxemburg: “socialismo ou barbárie” é hoje mais atual do que nunca. Nenhuma sociedade sobrevive quando seu impulso vital reside na busca incessante do lucro e seu motor é a ganância, a usura. Mais cedo ou mais tarde provocará a desintegração da vida social, a destruição do meio ambiente, a decadência política e a crise moral. Todavia estamos ainda em tempo para reverter esse quadro – então vamos à luta!


*Atilio Borón, doutor em Ciência Política pela Harvard University, é professor titular de Filosofia Política da Universidade de Buenos Aires, Argentina, e ex-secretário-executivo do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).



Tradução: Jacob David Blinder


Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una
licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

Este artigo veja também em : http://www.pcb.org.br/

COLÔMBIA: Os “falsos positivos”: explicação necessária para os povos do mundo



por Iván Márquez

O comandante das FARC,
Iván Márquez,
explica neste artigo
os denominados
“falsos positivos”,
pessoas assassinadas pelos militares colombianos.

Resumen Latinoamericano/ANNCOL – No jargão militar e policial da Colômbia, um “positivo” significa captura ou eliminação de pessoas consideradas inimigas do Estado. Tais “positivos” sempre foram premiados com ascensos, recompensas em dinheiro e férias. Foi este abominável procedimento do Estado, ligado à Doutrina de Segurança Nacional, o que detonou na Colômbia os “falsos positivos” ou crimes de lesa humanidade. Desde sempre, como antes no Vietnã ou em El Salvador, na Colômbia se assassina civis e logo os apresentam como guerrilheiros.


Durante a administração do presidente narco paramilitar Álvaro Uribe Vélez, estes “falsos positivos” chegaram ao degrau mais alto da perfídia humana mediante o pagamento de milionárias somas de dinheiro, promoções no escalão e franquias a integrantes das forças armadas oficiais, por pessoas mortas ou capturadas, material apreendido ou informação.
No marco de sua política de segurança, Uribe deu a sinal verde ao Ministério de Defesa para a aplicação da diretiva ministerial permanente, numero 29, de novembro de 2005, “que desenvolve critérios para o pagamento de recompensas pela captura ou abatimento em combate de dirigentes das organizações armadas à margem da lei, material de guerra, intendência ou comunicações e informação que sirva de fundamento para a continuação do trabalho de inteligencia e posterior planejamento de operações”.


Dita Diretiva, firmada por seu então Ministro de Defesa, Camilo Ospina Bernal, estabelece os seguintes montantes para pagar recompensas:


2.500.000 dólares por lideres máximos;
859.550 dólares por lideres de estruturas maiores de relevância nacional;
95.500 dólares por lideres de estruturas rurais e urbanas a nível regional;
34.380 dólares por lideres de estruturas rurais e urbanas a nível local;
1.900 dólares por lideres e membros de guerrilhas, esquadras ou rasos responsáveis de aciones a nível local.


Estas recompensas foram difundidas em todas as unidades militares com a lista das pessoas incluídas nos níveis I E II.


Removeram o valor da vida e pusera preço para a morte. Mediram o êxito de sua política criminosa de segurança em litros de sangue. Como consequência desta Diretiva, os noticiários de radio e televisão, e os titulares da imprensa se encheram de mortos, quase todos apresentados pelos militares como “chefes de finanças” da guerrilha, “mão direita” do comandante tal, ou simplesmente, “terrorista” morto em combate...


As Brigadas Militares acionaram seus gatilhos para receber as recompensa em dinheiro, promoções na hierarquia e férias remuneradas, oferecidas pelo governo.


O sucedido na municipalidade de Soacha e emblemático: dezenas de jovens desempregados foram recolhidos por contatos do exército nas esquinas com ofertas de trabalho e em menos de 24 horas apareceram nos noticiários como guerrilheiros mortos em combate, em outro extremo da geografia nacional. Foram vestidos com uniformes e armas para fazer crível a noticia. O estranho é que, enquanto seus uniformes apareciam intactos, os corpos das vitimas pareciam uma peneira, pelo efeito das balas. Esta bárbara história se repetiu impunemente durante os últimos anos banhando com sangue inocente o território da pátria.


Em seus comparecimentos ante a Procuradoria Geral da Republica os chefes militares confessaram que entregaram milhares de pessoas assassinadas por eles ao exército para cobrar a recompensa e mostraram eficiência em sua luta antisubversiva. Assim foram tecendo a fábula da derrota e do fim da guerrilha.


Quando estalou o escândalo, quando já era impossível ocultar a barbárie, saiu Uribe, o cérebro e autor intelectual da Diretriz criminosa, a rasgar-se hipocritamente as vestimentas, e com ele fizeram o mesmo seus ministros de Defesa Camilo Ospina Bernal e Juan Manuel Santos (hoje candidato à Presidência da República), os generais Padilla de León e Mario Montoya, comandantes das forças Militares e do exército respectivamente, e o Diretor da policia nacional, general Oscar Naranjo.


Tentaram fazer crer que se tratava de fatos isolados que não comprometiam a instituição, para elucidar assim sua responsabilidade penal. Contudo, a Diretiva 29 do Ministério da Defesa é uma mentira incompatível com os assassinatos e uma denúncia ao mundo de que os “falsos positivos” são o resultado direto de uma politica oficial de terrorismo de Estado.


Nenhum dos suspeitos está atrás das grades. Os militares de menor patente que estavam sendo processados pela Procuradoria, todos foram liberados. Os generais suspeitos simplesmente foram destituídos, enquanto sua responsabilidade penal começa a afundar no esquecimento.


Onde estao os autores intelectuais destes crimes de lesa-humanidade?


Os pagamentos foram realizados com recurso da nação e outros provenientes da cooperação econômica nacional e internacional, com a consigna da Diretiva.


O mesmo documento oficial reconhece textualmente que “se criou um comitê técnico de seguimento da Diretiva conformado por um delegado de Divisão Administrativa e um analista do J-2 do comendo geral das forças militares, o Chefe da divisão administrativa da Direção de inteligencia do Exercito Nacional, o chefe nacional da JINA da Armada Nacional, o chefe administrativo da JIN da Força Aérea Colombiana, dos funcionários da policia nacional (DIPOL-DIJIN), um analisara do DAL e um analista do CTI da Procuradoria.


Quem são estes senhores? Por que não foram chamados a juízo? Todos eles devem comparecer ante os tribunais acompanhados de seu chefe , o presidente Uribe.


No município de La Macarena, no terreno adjacente à base militar do lugar, foi descoberto recentemente uma grande vala comum com mais de 2 mil cadáveres. Nos últimos anos, numa ininterrupta e ruidosa procissão de morte, os helicópteros do exercito descarregaram ali os assassinados. Esses mortos são a parte da vitoria da politica de segurança de Uribe e de seus “falsos positivos”.


Durante o governo de Uribe as Forças Armadas oficiais foram convertidas em uma fria máquina de matar inocentes. Estes crimes de guerra e de lesa-humanidade têm como responsáveis os altos funcionários do Estado colombiano. Não há provas em contrário. Eles constituem um fato notório.


Estes crimes foram complementados com o encarceramento nos primeiros quatro anos de Uribe, através de rodadas massivas, de mais de 150 mil pessoas sob a falsa acusação de apoiar a insurgência.


A Colômbia vive um drama humanitário e reclama a solidariedade das nações do mundo.
Montanhas da Colômbia, maio de 2010.



Traduzido por Dario da Silva

terça-feira, 18 de maio de 2010

Colômbia: Estado de Terror em Nome da Paz


Colômbia: Estado de Terror em Nome da Paz




Introdução
A primeira vítima de um estado de terror é a corrupção da linguagem, a invenção de eufemismos, onde as palavras significam o seu oposto e os slogans ocultam crimes graves. Já não há um consenso mundial de condenação dos crimes contra a humanidade. Isto porque os crimes em massa e assassínios garantem a segurança dos «investidores», porque os índios são expropriados para que as minas possam ser exploradas, os trabalhadores do petróleo desapareçam de modo que o petróleo possa correr, e a imprensa financeira internacional louva o êxito do «el Presidente» por ter «pacificado o país».


Quando os narco-presidentes são abraçados pelos líderes da América do Norte e da Europa, é evidente que os criminosos se tornam respeitáveis e os respeitáveis passam a ser criminosos.
Mas outras vozes de outras regiões põem na justiça os criminosos de guerra, passados e presentes. Na Argentina, os generais dos desaparecidos têm passado os seus últimos anos por detrás das grades. Em Espanha, no Dubai e noutros lugares foram emitidos mandados de prisão contra comandantes militares israelitas. Tony Blair, cúmplice no genocídio de Bush no Iraque, foge de ser preso na Malásia pelos seus crimes de guerra. A Colômbia, os Estados Unidos e Israel, estão sós na Assembleia-Geral das Nações Unidas, condenados, mas ainda não estão a ser julgados. Os seus dias de impunidade estão a chegar ao fim. Guerras sem fim, corrupção por toda a parte, extensas falcatruas financeiras - podridão interior - estão a corroer as fachadas exteriores do poder militar.


Escritores e intelectuais têm um papel a desempenhar na aceleração deste processo, expondo as mentiras que sustentam as máquinas da morte.


Continuemos.


Mentiras dos Nossos Tempos


Doutrina de Segurança Democrática

(nem democrática nem para segurança pessoal):
A corrupção da linguagem acompanha qualquer grande crime político. A noção de «Segurança Democrática» não é excepção. No actual contexto colombiano, assassinar líderes de movimentos sociais para garantir a reeleição de um partido de assassinos políticos é democrático. «Segurança» é o eufemismo para cemitérios escondidos, de sepulturas não assinaladas, de pessoas sem nome. «Liberdade dos Media» existe quando anuncia solenemente outro «importante triunfo militar»…, o assassínio de camponeses desarmados a trabalhar nas suas terras.


Os economistas são «peritos» quando proclamam que a economia está a crescer… só o povo é que sofre. Os políticos são «estadistas» quando declaram que estão «com o povo» - excepto para os 4 milhões expropriados à força e os 300.000 membros das famílias dos mortos e desaparecidos; os mortos e os expropriados estão ainda para apreciar aquele que afirma que «está com o Povo.»


Quando «el Presidente» declara que a guerra é paz, militarização é segurança, desigualdades são justiça social: só aqueles que não conseguem compreender estas Verdades Oficiais é que receiam que lhes batam à porta à meia-noite.


A Definição Oficial de Terrorista


É uma pessoa ou pessoas que não compreendem que o caminho para a paz é através de biliões gastos em aviões de combate, navios com helicópteros, bases militares e a subcontratação de conselheiros militares e mercenários.


Inimigos das conversações de paz


Segundo o «el Presidente», estes grupos dos direitos humanos que se opõem à matança dos adversários e que propõem diálogos em vez de monólogos são os inimigos da paz; só os monólogos asseguram que há só uma «verdade oficial».


O Preço da Prosperidade


Segundo o «el Presidente» e o Fundo Monetário Internacional (FMI), a pobreza, o desemprego e os baixos salários são o preço a pagar pela democracia e a prosperidade… mas apenas os trabalhadores e os camponeses é que pagam o preço e só os ricos é que prosperam.


Uma Original Definição de Soberania


Segundo o «el Presidente», ceder território a uma potência imperial estrangeira para construir sete bases militares regidas pelas suas própria leis e jurisdição é a nova definição de soberania. Soberania igual a ocupação estrangeira.


Nova Definição de Subversão


Segundo o «el Presidente», acordos humanitários e iniciativas de paz são pretextos para a subversão; os seus defensores sabem imediatamente que serão rejeitados pelo Estado. Em vez disso, desumanizar o inimigo e os defensores da paz, facilitar o bombardeamento das aldeias subversivas, os «verdadeiros» inimigos da paz.

Louvor e Condenação


O que nos diz acerca de um Presidente que é condenado por todos os grupos de direitos humanos e movimentos sociais e louvado por toda a imprensa financeira e instituições militares?


Um Presidente de Recordes Mundiais


Não há qualquer dúvida que o Presidente Uribe deve ser inscrito no Livro dos Recordes Mundiais do Guinness.

Recordes Mundiais


«El Presidente» é apoiado por mais narco-congressistas do que qualquer outro Presidente ou Primeiro Ministro a nível mundial (incluindo o Afeganistão).

«El Presidente» dirige a deslocação de mais pessoas (4 milhões de refugiados) no tempo mais curto (8 anos) do que qualquer outro Presidente a nível mundial (Israel levou meio século).

«El Presidente» concedeu mais bases militares aos EUA do que todos os presidentes juntos da América Latina.


«El Presidente» dirigiu a matança de mais activistas sindicais e líderes do que qualquer outro líder mundial (1.500). Por cada morte e expropriação, o Presidente Uribe merece um novo galardão, o Prémio Ignóbil.


Mas ele não está só. Três Presidentes dos EUA, Democratas e Republicanos, Clinton, Bush e Obama concederam biliões de dólares em armamento e centenas de conselheiros para a promoção de 30.000 narco-assassinos dos esquadrões da morte e 300.000 soldados que são os autores das realizações de Uribe nos «recordes mundiais».


É preciso lembrarmo-nos e castigar os crimes passados e presentes contra a humanidade, mas há que ir em frente na procura do diálogo com aqueles que desejem, porque eles são a maioria, que acreditam na paz através da Justiça.



* James Petras, Professor da Universidade de Nova Iorque, é amigo e colaborador de odiario.info.


Tradução de João Manuel Pinheiro


original encontra-se no sítio :http://www.odiario.info/?p=1600


sábado, 15 de maio de 2010

HAVERÁ LIMITE PARA O SOFRIMENTO DAS CRIANÇAS IRAQUIANAS???





















SOLDADO PRYSNER E A DESUMANA E IMORAL INVASÃO DO IRAQUE:


Guerra é uma fábrica de dinheiro, lucro certo, independente de quantos morram em favor da Guerra das Armas.



A cruel máquina Militar Americana: Matando e torturando o Povo Iraquiano.



Veja o depoimento do Soldado Prysner - falando do sofrimento do povo Iraquiano, no link abaixo:




para ver diretamente no youtube ......... http://www.youtube.com/watch?v=SGsXRTZlGxs

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Comemorar a vitória , Lutar pela paz



Comemorar a vitória, lutar pela paz


As comemorações do aniversário do fim da Segunda Grande Guerra Mundial têm sido o pretexto para a grande burguesia, através dos seus agentes de desinformação de massas, lançar vigorosas investidas ideológicas visando promover o capitalismo e denegrir o socialismo e o comunismo como o futuro da humanidade.

Parte dessa ofensiva são as violentas campanhas de revisão da história que, deturpando, omitindo ou branqueando os factos, têm como objectivo ocultar a natureza de classe das ditaduras nazi-fascistas, ignorar os seus crimes e a cumplicidade das potências imperialistas; varrer da memória dos povos a acção determinante da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) na vitória sobre o nazi-fascismo e na ulterior construção de um mundo mais pacífico, próspero e justo; abafar o papel do proletariado organizado, dos comunistas, dos resistentes antifascistas e dos democratas de várias nações no combate à expressão mais violenta e brutal do capitalismo.


Procurando rescrever a verdade sobre os acontecimentos, o imperialismo difunde uma concepção superficial e acrítica da história e do mundo, cujo objectivo é convencer as massas da inevitabilidade do aumento da exploração e da perda de direitos, liberdades e garantias duramente conquistados pela luta, e impor novas guerras de rapina convencendo os povos da ausência de um projecto de superação do sistema de dominação de classe.No actual contexto de crise do capitalismo - da qual o imperialismo pode aspirar sair através de uma nova escalada belicista de consequências imprevisíveis -, é urgente esclarecer e mobilizar os trabalhadores e as massas progressistas para o combate pela verdade, contribuindo, assim, para a formação de uma ampla consciência sobre os perigos que o actual sistema comporta e para a difusão das lições históricas que evitem a repetição dos acontecimentos. A dinamização de amplas lutas pela paz, contra o militarismo e a guerra, e pela exigência da dissolução do mais perigoso bloco político-militar contemporâneo, a NATO, é uma das tarefas actuais.


A derrota do nazi-fascismo alemão, há 65 anos, foi uma derrota do imperialismo no seu conjunto. Foi, simultaneamente, uma vitória de todas as forças populares, progressistas, democráticas e revolucionárias à escala mundial. Essa é uma conclusão que a vida e a situação mundial têm vindo a confirmar, num contexto ainda marcado pelo refluxo das forças progressistas e por retrocessos civilizacionais, mas, paralelamente, prenhe de potencialidades de resistência e de afirmação de alternativas anti-imperialistas e, até, anticapitalistas.


Fontes consultadas e citações:


V.I. Lénine, O imperialismo, fase superior do capitalismo, Editorial «Avante!», Lisboa, 2000


Álvaro Cunhal, Obras Escolhidas, Tomo I (1935-1947), Editorial «Avante!», Lisboa, 2007


Kurt Gossweiler, Hitler - Ascensão Irresistível?, Editorial «Avante!», Lisboa, 2009


Vassíli Riabov, O grande feito do povo soviético e do seu exército, Edições Progresso, Moscovo, 1983


Mário Sousa, Mentiras sobre a história da União Soviética – De Hitler e Hearst a Conquest e Solzjenitsyn, 1998, disponível em www.hist-socialismo.netDossier do PCP para a comemoração do 40.º Aniversário do fim da II Guerra Mundial


Exposição do PCP para a comemoração dos 65 anos da vitória sobre o nazi-fascismo



terça-feira, 11 de maio de 2010

AINDA SÔBRE O FACÍNORA- "Salazar - O maior Facínora Português de Sempre"





AQUI, PARA GOVERNAR, UM SAFANÃO É QUANTO BASTA



Extracto de uma biografia de António de Oliveira Salazar (1889-1970). O pensamento de Salazar é colocado aqui na primeira pessoa pela ficção de Fernando Correia da Silva..«....





Os grandes homens, os predestinados, os grandes chefes, não se embaraçam com preconceitos, com fórmulas, com preocupações de moral política. A violência pode ter vantagens mas não na nossa raça nem nos nossos hábitos. Em Portugal não há homens sistematicamente violentos. Aqui, há que governar tendo sempre em conta esse sentimentalismo doentio a que chamamos bondade. Para defender a Pátria, aqui não é preciso usar da violência. Um safanão a tempo é quanto basta..

Nas revistas e nos jornais e nas emissoras radiofónicas e nos teatros e nos cinemas, o lápis azul e a tesoura da Censura prévia cortam os textos e as imagens fora de prumo, há regras a cumprir, safanão a tempo. Nas livrarias, a polícia apreende os livros subversivos, há regras a cumprir, safanão a tempo..

Se abandonados à liberdade, os homens logo se convertem em libertinos. Reforço a proibição das greves e em 1933 fundo a PIDE - Polícia de Vigilância e Defesa do Estado. Agentes italianos e depois uns alemães, com as suas técnicas, virão ajudar-nos a torná-la mais eficaz. Rapidamente a PIDE estende uma rede de informadores de norte a sul da Nação, nas cidades, nas vilas e até em aldeias. É fácil, muita gente ambiciona ganhar mais uns tostões..

A função primeira da PIDE é prevenir as tentações de libertinagem, é intimidar não só os ímpios e os incautos à beira da impiedade, mas também os respectivos pais, e cônjuge, e filhos, e irmãos, e colegas, e amigos, todos os que estejam em perigo de contágio. Subversão é peste, há que meter a Nação em quarentena. E meto, mas alguns escapam, danados que tentam danar os outros, cães raivosos. Reorganizo as forças militarizadas, a GNR - Guarda Nacional Republicana, a PSP - Polícia de Segurança Pública, e a Guarda Fiscal. E chamo ao meu gabinete, primeiro o Agostinho Lourenço, director da PIDE; mais tarde o Silva Pais, director da PIDE. Alerto: - Mais vale um safanão a tempo do que deixar o Diabo à solta no meio do povo..

Contam-me como fazem. Localizam onde pousa um dos suspeitos. A meio da noite arrombam a porta, dão-lhe voz de prisão e uns sopapos, arrastam-no para a sede, interrogatório, safanão primeiro. Se o subversivo conta o que sabe, é porque já está a caminho da salvação. Se não fala, safanão segundo, espancamento. Se calado continua, safanão terceiro, é a penitência da estátua, dias e noites obrigado a ficar sempre de pé, até que as suas pernas se transformem em dois trambolhos. Variante do terceiro safanão é a penitência do sono, dias e noites sem dormir; quando cabeceia, logo acendem um holofote contra os seus olhos. Um dos possessos, ao fim de quinze dias e quinze noites sem dormir, começou a beijar a parede, alucinações, pensava que estava na cama com a mulher. Depois entrou em coma. Normalmente, depois do terceiro safanão, os inconfessos entram em coma. Ninguém os mata, eles é que se deixam morrer porque se negam à salvação.

Alguns sobrevivem ao terceiro safanão, mas nada mais podemos fazer por eles, almas penadas já são em vida. Com ou sem julgamento são despejados em masmorras. Em 1936 inauguro as colónias penais do Tarrafal e de Peniche. É no Tarrafal que vai morrer Bento Gonçalves, secretário do Partido Comunista. Outros seguem-lhe o exemplo; no Tarrafal e em Peniche, no Aljube e em Caxias.

Não, não é preciso usar da violência, somos um povo de brandos costumes. Aqui, para governar, um safanão a tempo é quanto basta....»

"Casa de Brigadeiro"


O MAFARRICO

sexta-feira, 7 de maio de 2010

AS MENTIRAS DA REVISTA VEJA


ABA divulga
nota
contra ataque da
revista reacionária
Veja
aos povos indígenas


Nota da diretoria da Associação Brasileira de Antropologia sobre "matéria" publicada pela revista Veja (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010).



Frente à publicação de matéria intitulada ‘A farra da antropologia oportunista’ (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), a diretoria da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), em nome de seus associados, clama pelo exercício de jornalismo responsável, exigindo respeito à atuação profissional do quadro de antropólogos disponível no Brasil, formados pelos mais rigorosos cânones científicos e regidos por estritas diretrizes éticas, teóricas, epistemológicas e metodológicas, reconhecidas internacionalmente e avaliadas por pares da mais elevada estatura cientifica, bem como por autoridades de áreas afins.

A ABA reserva-se ao direito de exigir dos editores da revista semanal ‘Veja’ que publique matéria em desagravo pelo desrespeito generalizado aos profissionais e acadêmicos da área.”

“Nota da Comissão de Assuntos Indígenas-CAI/ ABA

A reportagem divulgada pelo último número da revista ‘Veja’, provocativamente intitulada “Farra da Antropologia oportunista”, acarretou uma ampla e profunda indignação entre os antropólogos, especialmente aqueles que pesquisam e trabalham com temas relacionados aos povos indígenas. Dados quantitativos inteiramente equivocados e fantasiosos (como o de que menos de 10% das terras estariam livres para usos econômicos, pois 90% estariam em mãos de indígenas, quilombolas e unidades ambientais!! !) conjugam-se à sistemática deformação da atuação dos antropólogos em processos administrativos e jurídicos relativos a definição de terras indígenas.
Afirmações como a de que laudos e perícias seriam encomendados pela Funai [Fundação Nacional do Índio] a antropólogos das ONGs e pagos em função do número de indígenas e terras “identificadas” (!) são obviamente falsas e irresponsáveis. As perícias são contratações realizadas pelos juízes visando subsidiar técnica e cientificamente os casos em exame, como quaisquer outras perícias usuais em procedimentos legais. Para isto o juiz seleciona currículos e se apóia na experiência da PGR e em consultas a ABA para a indicação de profissionais habilitados. Quando a Funai seleciona antropólogos para trabalhos antropológicos o faz seguindo os procedimentos e cautelas da administração pública. Os profissionais que realizam tais tarefas foram todos formados e treinados nas universidades e programas de pós-graduação existentes no país, como parte integrante do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. A imagem que a reportagem tenta criar da política indigenista como uma verdadeira terra de ninguém, ao sabor do arbítrio e das negociatas, é um absurdo completo e tem apenas por finalidade deslegitimar o direito de coletividades anteriormente subalternizadas e marginalizadas.

Não há qualquer esforço em ser analítico, em ouvir os argumentos dos que ali foram violentamente criticados e ridicularizados. A maneira insultuosa com que são referidas diversas lideranças indígenas e quilombolas, bem como truncadas as suas declarações, também surpreende e causa revolta. Subtítulos como “os novos canibais”, “macumbeiros de cocar”, “teatrinho na praia”, “made in Paraguai”, “os carambolas”, explicitam o desprezo e o preconceito com que foram tratadas tais pessoas. Enquanto nas criticas aos antropólogos raramente são mencionados nomes (possivelmente para não gerar demandas por direito de resposta), para os indígenas o tratamento ultrajante é na maioria das vezes individualizado e a pessoa agredida abertamente identificada. Algumas vezes até isto vem acompanhado de foto.

A linguagem utilizada é unicamente acusatória, servindo-se extensamente da chacota, da difamação e do desrespeito. As diversas situações abordadas foram tratadas com extrema superficialidade, as descrições de fatos assim como a colocação de adjetivos ocorreram sempre de modo totalmente genérico e descontextualizado, sem qualquer indicação de fontes. Um dos antropólogos citado como supostamente endossando o ponto de vista dos autores da reportagem afirmou taxativamente que não concorda e jamais disse o que a revista lhe atribuiu, considerando a matéria “repugnante”. O outro, que foi presidente da Funai por 4 anos, critica duramente a matéria e destaca igualmente que a citação dele feita corresponde a “uma frase impronunciada” e de “sentido desvirtuante” de sua própria visão. Como comenta ironicamente o jornalista Luciano Martins Costa, na edição de 03-05-2010 do Observatório da Imprensa, “Veja acaba de inventar a reserva de frases manipuladas”.

A agressão sofrida pelos antropólogos não é de maneira alguma nova nem os personagens envolvidos são desconhecidos. Um breve sobrevoo dos últimos anos evidencia isto. O antropólogo Stephen Baines em 2006 concedeu uma longa entrevista a Veja sobre os índios Waimiri-Atroari, população sobre a qual escrevera anos antes sua tese de doutoramento. A matéria não saiu, mas poucos meses depois, uma reportagem intitulada “Os Falsos Índios”, publicada em 29 de março de 2006, defendendo claramente os interesses das grandes mineradoras e empresas hidroelétricas em terras indígenas, inverteu de maneira grosseira as declarações do antropólogo (pg. 87). Apesar dos insistentes pedidos do antropólogo para retificação, sua carta de esclarecimento jamais foi publicada pela revista. O autor da entrevista não publicada e da reportagem era o Sr. Leonardo Coutinho, um dos autores da matéria divulgada na última semana pelo mesmo meio de comunicação.

Em 14-03-2007, na edição 1999, entre as pgs. 56 e 58, uma nova invectiva contra os indígenas foi realizada pela Veja, agora visando o povo Guarani e tendo como título “Made in Paraguai – A FUNAI tenta demarcar área de Santa Catarina para índios paraguaios, enquanto os do Brasil morrem de fome”. O autor era José Edward, parceiro de Leonardo Coutinho, na matéria citada no parágrafo anterior. Curiosamente um subtítulo foi repetido na matéria da semana passada – “Made In Paraguay”. O então presidente da ABA, Luis Roberto Cardoso de Oliveira, solicitou o direito de resposta e encaminhou um texto à revista, que nem sequer lhe respondeu.

Poucos meses depois a revista Veja, em sua edição 2021, voltou à carga com grande sensacionalismo. A matéria de 15-08-2007 era intitulada “Crimes na Floresta – Muitas tribos brasileiras ainda matam crianças e a FUNAI nada faz para impedir o infanticídio” (pgs. 104-106). O subtítulo diz explicitamente que o infanticídio não teria sido abandonado pelos indígenas em razão do “apoio de antropólogos e a tolerância da FUNAI.” A matéria novamente foi assinada pelo mesmo Leonardo Coutinho. Novamente o protesto da ABA foi ignorado pela revista e pode circular apenas através do site da entidade.

Em suma, jornalismo opinativo não pode significar um exercício impune da mentira nem práticas sistemáticas de detratação sem admissão de di reito de resposta. O mérito de uma opinião decorre de informação qualificada, de isenção e equilíbrio. Ao menos no que concerne aos indígenas as matérias elaboradas pela Veja, apenas requentam informações velhas, descontextualizadas e superficiais, assumindo as características de uma campanha, orquestrada sempre pelos mesmos figurantes, que procuram pela reiteração inculcar posturas preconceituosas na opinião pública.

No acima citado comentário do Observatório da Imprensa o jornalista Luciano Martins Costa aprendeu muito bem e expôs sinteticamente o argumento central da revista no que concerne a assuntos indígenas: “A revista afirma que existe uma organização altamente articulada que se dedica a congelar grandes fatias do território nacional, formada por organizações não governamentais e apoiada por antropólogos. Essa suposta “indústria da demarcação” seria a grande ameaça ao futuro do Brasil.” Este é o argumento constante que reúne não só a matéria da semana passada, ma s as intervenções anteriores da revista sobre o tema. Os elos de continuidade fazem lembrar uma verdadeira campanha.
Numa análise minuciosa desta revista, realizada em seu site, o jornalista Luis Nassif fala de uma perigosa proximidade entre lobistas e repórteres nas revistas classificadas como do estilo “neocon”. A presença de “reporteres de dossier” é uma outra característica deste tipo de revista. À luz destes comentários caberia atentar para a lista de situações onde a condição de indígenas é sistematicamente questionada pela revista. Aí aparecem os Anacés, que vivem no município de São Gonçalo do Amarante (onde está o porto de Pecem, no Ceará); os Guarani-M’bià, confrontados por uma proposta do megainvestidor Eike Batista de construção de um grande porto em Peruíbe, São Paulo; e os mesmos Guaranis de Morro dos Cavalos (SC), que lutam contra interesses poderosos, sendo qualificados como “paraguaios” (tal como, aliás, os seus parentes Kayowá e Nandevá do Mato Grosso do Sul, em confronto com o agro-negócio pelo reconhecimento de suas terras).

Como o objetivo último é enfraquecer os direitos indígenas (que naturalmente se materializam em disputas concretas muitas vezes com poderosos interesses privados), os alvos centrais destes ataques tornam-se os antropólogos, os líderes indígenas e os seus aliados (a matéria cita o Conselho Indigenista Missionário/CIMI por várias vezes e sempre de forma igualmente desrespeitosa e inadequada).

É neste sentido que a CAI vem expressar sua posição quanto a necessidade de uma responsabilização legal dos praticantes de tal jornalismo, processando- os por danos morais e difamação. Neste momento a Presidência da ABA, está em conjunto com seus assessores no campo jurídico, visando definir a estratégia processual de intervenção a seguir.

Dada a assimetria de recursos existentes, contamos com a mobilização dos antropólogos e de todos que se preocupam com a defesa dos direitos indígenas para , através de sites, listas na Internet, discussões e publicações variadas, vir a contribuir para o esclarecimento da opinião pública, anulando a ação nefasta das matérias mentirosas acima mencionadas. Que não devem ser vistas como episódios isolados, mas como manifestações de um poder abusivo que pretende inviabilizar o cumprimento de direitos constitucionais, abafando as vozes das coletividades subalternizadas e cerceando o livre debate e a reflexão dos cidadãos. No que toca aos indígenas em especial a Veja tem exercitado com inteira impunidade o direito de desinformar a opinião pública, realimentar velhos estigmas e preconceitos, e inculcar argumentos de encomenda que não resistem a qualquer exame ou discussão.”

João Pacheco de Oliveira

Coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas/CAI

Aqui o link para o PDF (no site da ABA):
http://www.abant. org.br/conteudo/ 005COMISSOESGTS/ Documentos% 20da%20CAI/ NotaCAI-ABA. pdf



Comunicado do Partido Comunista da Grécia (KKE)











POVOS DA EUROPA : LEVANTEM-SE!

Aos Partidos Comunistas e Operários

O capital e os governos que o representam levaram a cabo em todo o espaço do continente europeu, uma nova ofensiva, em plena crise económica capitalista. A redução substancial nos salários e nas reformas, a implementação de novos impostos, o desmantelamento gradual dos diferentes sistemas de segurança social, e os ataques sistemáticos contra o Código do Trabalho, encontram-se na vanguarda desta ofensiva comum. Estas medidas foram tomadas com a crise como pretexto e não se trata de decisões cujos efeitos irão ser temporários, mas sim permanentes pois foram encomendadas há muitos anos atrás, apoiando-se nos tratados da União Europeia, sendo o primeiros dos quais a inspirar tais políticas o Tratado de Maastricht, e até, posteriormente, à mais recente Estratégia de Lisboa.

Com estes condicionalismos, há diversas forças que optaram por uma solução de compromisso contra o mundo do trabalho ou seja parte do movimento sindical que defende junto dos trabalhadores a concertação social e a colaboração eivada do seu espírito de classe, encenando hipocritamente a oposição a todos estes ataques e o aparente combate às medidas daí resultantes. Essas forças são a CES e a CSI, assim como as confederações que optam pelo tal compromisso e que são a GSEE, ou seja a Confederação dos Trabalhadores do sector privado na Grécia e a ADEDY, a Confederação dos Trabalhadores do sector público, que participaram todos e oficialmente nas conversações com a União Europeia e com as outras organizações imperialistas e ao longo de décadas, traduzindo-se essa proximidade em colaborações e decisões tomadas ao lado dos grandes monopólios e para se ir aferindo em conjunto, a melhor forma de se aplicar estas medidas anti-populares em cada um dos países visados.

Para se transformar esses esforços em letra de lei, inúmeras fundações, como por exemplo a Fundação Ebert social-democrata, contribuíram com o financiamento necessário, actuando igualmente através de tentativas de coacção dos sindicatos, procurando-se desse modo obter um consenso geral.

Todas estas partes interessadas puseram-se do lado da plutocracia europeia, deixando todo este poder fazer tudo o que era possível para desmontar o movimento social e para atacar os direitos dos trabalhadores. Ao longo de anos a fio, assinaram com os capitalistas acordos cujas consequências foram a redução dos salários e das reformas, a eliminação de programas sociais, e a concessão de inúmeras facilidades fiscais para o patronato. Semearam ilusões deixando o povo acreditar que um capitalismo de rosto humano pudesse ser possível, que a economia de mercado conseguisse ser regulada e controlada, e que seria eficaz um combate à especulação, que por sua vez, consiste numa questão imanente e a regra do jogo seguida neste sistema político de exploração. Propuseram reivindicações que favorecem os interesses do patronato e a sua obsessão pela maximização dos lucros, enquanto que ao mesmo tempo, reforçavam amplamente uma frente de batalha que prometia uma ainda melhor optimização dos lucros obtidos pelo capital ou seja, apostando na oposição de fachada. As forças reformistas e oportunistas, as forças do sindicalismo amarelo, apoiadas pela CSI, consideram que as mobilizações de inúmeros participantes para as manifestações de 24 de Março, e que se encontram em perfeita sintonia com os objectivos do capital europeu, não passam de mais uma “etapa”.

No entanto, não se trata aqui tão somente da constatação do facto de essas forças serem incapazes de organizar a luta dos trabalhadores. Essas forças procuram, igualmente, deixar transparecer a ideia de identificação social entre alguns trabalhadores com as classes sociais dominantes, ou então desorientando-os, até se colocarem numa posição antagónica aos interesses do povo. Na realidade encontram-se no outro lado da barricada. Este posicionamento político tem de ser desmascarado, mesmo se estes fariseus alardearem intenções hipócritas, sob a pressão das posições políticas dos interesses de classe e dos trabalhadores que desse modo irão acabar sempre por inspirar a desilusão e a desmobilização das forças operárias e populares.

A própria experiência do KKE na sua luta pela Grécia comprova que a emancipação e a união entre os operários, torna necessário a afirmação do combate contra os representantes do capital, e que é muito melhor escutada através do movimento sindical. Os trabalhadores devem reforçar aqueles que lutam pela sua classe social, e fortalecer a sua organização nos locais de trabalho, ao mesmo tempo que a batalha contra a plutocracia e as medidas anti-populares forem decorrendo. O movimento popular nada deverá esperar de positivo da parte da CES ou da CSI. Têm estado ao serviço do capital e certamente, continuarão a agir desse modo no futuro. As suas iniciativas e as suas mobilizações têm o objectivo de alcançar o controle total da resposta dos trabalhadores , manipulando-os para que desse modo o consequente aprofundar da luta de classes, nunca seja correctamente interpretado pelo povo.

A necessidade da definição de uma estratégia unida das diferentes forças intervenientes devidamente articuladas e com a mesma posição de classe, e a sua coordenação no plano internacional mediante a Federação Sindical Mundial (FSM), está a ser muito debatida actualmente. O conflito existente entre as forças que têm uma leitura de luta de classes e as diversas forças do consenso da concertação social e do reformismo, impõem esta urgência. Este conflito acabará por reforçar de forma decisiva a FSM, e poderá ajudar à emancipação das forças que defendem o povo.

A experiência adquirida demonstra a necessidade de coordenação das acções de massas, nos locais de trabalho, assim como nos bairros populares, para contribuir com uma resposta consciente ao ataque coordenado pelo capital europeu e do governo pequeno burguês. Os trabalhadores são aqueles que produzem a riqueza e deveriam reivindicar por isso mesmo o seu retorno.


Nota do Tradutor:CES, Confederação Europeia dos Sindicatos; CSI Confederação Sindical Internacional.

Este texto foi publicado em http://fr.kke.gr/news/2010news/2010-03-symvivasmenoi/

Tradução de João Hinard de Pádua

Texto publicado em português em http://www.odiario.info/?p=1587

Comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP



Derrotar uma nova e perigosa ofensiva contra os
trabalhadores e a
soberania nacional


1. O PCP, perante a intensa e perigosa operação de carácter especulativo dirigida a partir dos centros de decisão do grande capital, chama a atenção para a inquietante manobra que PS e PSD – associados aos círculos e interesses do capital financeiro e dos grupos económicos – têm em curso para intensificar o ataque às condições de vida e direitos dos trabalhadores e prosseguir a sua politica de desastre económico e social. A Comissão Política do Comité Central do PCP sublinha que a situação em que o País se encontra é resultado da desastrosa política de direita e da sua submissão aos interesses e à chantagem do grande capital nacional e internacional e reitera que a resposta aos problemas nacionais exige uma urgente ruptura com esta política e uma nova política, patriótica e de esquerda.


II


2. Os recentes movimentos especulativos do capital financeiro visando a economia portuguesa, a par de operações similares direccionadas contra outros países europeus, são expressão do carácter estrutural e sistémico da crise actual do capitalismo.Desmentindo categoricamente os discursos da «retoma» e da «luz ao fundo do túnel», a situação internacional continua a ser marcada por uma persistente recessão económica e um previsível largo período de estagnação – acompanhado pelo aumento do desemprego, pela evolução negativa da procura, pela desindustrialização e pelos crescentes défices públicos –, deixando antever novas e ainda mais perigosas explosões de crise, de derivas securitárias, militaristas e antidemocráticas do sistema e de agudização de rivalidades inter-imperialistas.


3. A «onda» de especulação financeira visando as economias mais vulneráveis e dependentes da zona Euro é resultado da financeirização da economia mundial, da destruição dos tecidos produtivos destas economias e expressão da volatilidade dos mercados financeiros. Tendo como elemento mais visível a acção das Agências de Notação (Rating), ela é também expressão de uma maior e decisiva questão – o processo de integração capitalista e os instrumentos que lhe estão associados: promoção da livre e desregulada circulação de capitais; liberalização dos mercados e crescente financeirização da economia; redução do investimento público a pretexto do Pacto de Estabilidade e Crescimento; desregulamentação das relações laborais e desvalorização dos salários enquanto factores de aumento da exploração; liberalização e privatização dos serviços públicos; concentração de poder económico e político quer no plano mundial quer europeu. As «classificações» das Agências de Notação, de que Portugal, a Grécia e a Espanha são o alvo recente, traduzem uma clara opção sobre o momento e os alvos da dramatização artificial e selectiva dos défices públicos e da especulação financeira a ela associada. Mas são também inseparáveis das decisões políticas do grande capital e das grandes potências (como aliás a reacção da Alemanha e da União Europeia o revelam) e expressam o carácter subalterno que economias como a portuguesa têm no quadro dos interesses dominantes da União Europeia e do Euro.A nova «onda» especulativa é igualmente inseparável de uma nova fase qualitativa no desenvolvimento da actual crise do capitalismo, com a intensificação dos processos de concentração e centralização do capital e o aprofundamento das contradições inter-imperialistas na área económica e em particular na questão monetária entre potências europeias, como a Alemanha e os Estados Unidos da América. Os discursos da «responsabilidade» e da «regulação» propagandeados há poucos meses foram rapidamente abandonados na voragem especulativa e exploradora da actual crise do capitalismo. Os «especuladores» contra os quais alguns se parecem indignar não são mais do que os idolatrados mercados de ontem, que esses mesmos dizem querer «acalmar» satisfazendo mais uma vez as suas imposições.


4. O PCP chama a atenção para a vasta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e dos povos visando fazer emergir da actual crise um novo quadro nas relações entre Capital e Trabalho ainda mais favorável aos processos de exploração. O que está verdadeiramente em curso é um inaceitável e criminoso processo de concentração e centralização capitalista operada em conjunto pelo grande capital transnacional e pelas maiores potências capitalistas mundiais. O tal capital financeiro que recebeu dos cofres dos estados milhões de milhões de euros é exactamente o mesmo que agora especula sobre a fragilidade das contas públicas criada por esses mesmos apoios e pela dependência económica. Os mesmos governos que acorreram a salvar o capital financeiro na primeira explosão da actual crise são os mesmos que, lamentando «os ataques especulativos e a turbulência dos mercados», correm a aprovar novos planos de exploração capitalista que estendam o tapete ao saque do capital financeiro e transfiram para os trabalhadores e os povos os custos do roubo. O que fica claro com os mais recentes acontecimentos e decisões – como é bem patente no caso da Grécia – é que o grande capital pretende aumentar a exploração dos trabalhadores e dos povos e potenciar os seus lucros (contando para tal com a colaboração activa de governos submissos) e não «ajudar» ou «apoiar» as economias mais debilitadas, como falsamente tem sido invocado. Perante as notícias das inaceitáveis medidas impostas à Grécia pela União Europeia e o FMI, e aprovadas e defendidas pelo governo grego, a Comissão Política do PCP expressa ao povo e aos trabalhadores da Grécia, ao seu movimento sindical de classe e aos comunistas gregos a sua solidariedade.


III


5. Na União Europeia a crise é usada para a concentração do poder económico e político, para maiores avanços na liberalização dos mercados e para a consolidação do directório das grandes potências. Um a um, os dogmas da União Europeia e os instrumentos destinados a impor a acelerada integração capitalista caem por terra: do Plano de Estabilidade e Crescimento até às questões orçamentais, do papel e orientação política do Banco Central Europeu ao próprio Euro. O carácter profundamente neoliberal da anunciada Estratégia 2020; a dramatização selectiva dos défices das contas públicas e o modelo em teste na Grécia; as insultuosas propostas, ingerências e ultimatos (como os de Angela Merkel) revelam bem o grau de falsidade dos discursos da solidariedade, da coesão e da «Europa social» e põem em evidência para que servem de facto os instrumentos contidos nos tratados e nas políticas comuns.


6. Euro e União Económica e Monetária mais não visam do que servir os interesses do capital financeiro e das grandes potências europeias. Não é a cooperação e o desenvolvimento equilibrado e sustentável de todos os povos que se pretende, mas sim o fortalecimento da capacidade dos mais poderosos para impor as suas leis e para continuar a rapina dos recursos e intensificar a troca desigual, com a manutenção de uma Europa de exploração, desemprego e pobreza. O nosso País não está condenado à inevitabilidade da rendição perante o capital financeiro e as grandes potências. Recuperar a soberania nacional, a capacidade de intervenção sobre a nossa própria economia, desenvolver e proteger o nosso tecido produtivo, criar emprego, apostar num forte e dinâmico sector empresarial do Estado, tirar partido das nossas vantagens comparativas, diversificar as relações económicas, nomeadamente com as chamadas economias emergentes, intervir decididamente por uma alteração de fundo do actual rumo da União Europeia, são decisões que estão ao alcance do povo português e que constituem a única linha real de combate à vulnerabilidade da nossa economia.


IV


7.O PCP alerta para a manobra que PS e PSD preparam: a pretexto da situação e a coberto de uma condenável atitude de capitulação pretendem dar novos e mais gravosos passos na ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e as condições de vida do povo português. O encontro que reuniu José Sócrates e Passos Coelho e o indisfarçável comprometimento mútuo que daí resultou em prosseguir e acelerar todas e cada uma das ameaças contidas no PEC desfazem o encenado distanciamento com que o PSD procurou iludir a total identificação com as opções essenciais assumidas pelo PS e é um sinal claro de que o que se prepara são novos sacrifícios e não a resposta aos problemas. Em nome da ameaça especulativa o que PS e PSD têm em vista – numa elucidativa confluência de interesses do grande capital – é a entrega de mais dinheiro aos especuladores. O PCP chama a atenção para que a fantasiosa ideia vendida por José Sócrates e Passos Coelho sobre sinais de confiança para «acalmar» os mercados não só é uma manifesta confissão de capitulação nacional como uma antecipada declaração de que PS e PSD se preparam para premiar quem especula e chantageia. Quando se exigia uma nova política, uma enérgica tomada de posição contra as restrições da União Económica e Monetária e a exigência do fim da especulação, que estão a arrastar o País para o desastre, o que o grande capital reclama e que PS e PSD adoptam são novos cortes nos salários, no subsídio de desemprego e noutras prestações sociais, o alargamento da jornada de trabalho, a privatização de serviços e empresas do Estado. O PCP denuncia as novas restrições agora anunciadas para o subsídio de desemprego que, para lá da desprezível indiferença perante a dignidade humana que patenteia, se afirma como um deliberado instrumento ao serviço do aumento da exploração, da baixa de salários e de incentivo ao despedimento reclamados pelo grande patronato.


8. Como o PCP há muito vem alertando, o problema central do País não é o défice público ou a dívida pública mas sim a dívida externa global (pública e privada) em consequência da desindustrialização, da degradação do aparelho produtivo, das privatizações, do domínio do capital estrangeiro e de uma política monetária e cambial conduzida pelo BCE, altamente penalizante das nossas exportações e actividades produtivas. A saída para os problemas nacionais é inseparável de uma forte afirmação da nossa soberania, que pressupõe um decidido combate à especulação, uma aposta no nosso aparelho produtivo, a valorização dos salários, a dinamização do investimento público. Uma política que inverta o sentido único de agravamento das desigualdades e injustiças e que imponha ao capital financeiro, aos grandes lucros e à especulação bolsista uma tributação que acabe com o chocante regime de mordomias e benesses fiscais. Mas exige também uma corajosa e patriótica atitude de afirmação dos interesses nacionais e de exigência na União Europeia de medidas que possam responder à especulação e ao ataque à nossa soberania. Uma atitude que defenda a ruptura com o rumo neoliberal e federalista da União Europeia que preside às orientações da sua política económica e monetária e exija o fim do «Pacto de Estabilidade e Crescimento». Uma atitude que tenha como eixo central a ruptura com as políticas anti-sociais da União Europeia bem patentes na proposta de «Estratégia 2020». Uma atitude que defenda uma real convergência fundada no progresso social, no apoio à produção nacional, no investimento público, no reforço dos serviços públicos, no emprego com direitos. Uma atitude de firme combate à «livre» circulação de capitais, exigindo nomeadamente o fim dos paraísos fiscais e dos produtos financeiros derivados, assim como o real combate à especulação financeira e bolsista.


9. O que a situação impõe é uma patriótica afirmação da soberania nacional e de exigência da defesa dos interesses nacionais. O que a situação impõe é uma política de esquerda que rompa decididamente com o rasto de declínio e retrocesso que os sucessivos governos têm imposto ao País. O que a situação impõe é, rejeitando e condenando a atitude de traição nacional das classes dominantes perante os interesses das grandes potências, afirmar um outro rumo capaz de defender o desenvolvimento soberano do País, elevar as condições de vida dos trabalhadores e do povo, promover o progresso e a justiça social.



V


10. A Comissão Política do PCP sublinha o papel decisivo que a luta de massas – em particular a luta da classe operária e dos trabalhadores – pode e deve assumir para resistir a esta nova ofensiva. A grandiosa jornada de luta do 1.º de Maio e a acção nacional convocada pela CGTP-IN para 29 de Maio são expressão do movimento de protesto e da firme determinação em dar combate e resistir aos novos projectos de intensificação da exploração dos trabalhadores. A Comissão Política do Comité Central do PCP apela a todos os militantes para que, pela sua acção, esclarecimento e mobilização contribuam para ampliar a corrente dos que lutam e resistem contra novos ataques a direitos e afirmem pela sua acção uma inabalável confiança num País mais justo, desenvolvido e soberano.


11. A acção do PCP centrada na denúncia do PEC, na afirmação de uma outra política e de um outro rumo para o País, com o objectivo de realizar 500 iniciativas até ao fim do Verão, constitui um elemento central no esclarecimento e mobilização populares para resistir aos projectos do Governo e para apontar ao País e aos portugueses uma política alternativa, de esquerda e patriótica capaz de responder aos principais problemas nacionais.


3 de Maio de 2010


PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ainda sôbre o fascista SALAZAR


Ainda sôbre Diabo de Santa Comba - O SALAZAR


25 DE ABRIL SEMPRE !!


Das profundezas do inferno, Salazar, ainda perturba as conturbadas mentes de suas "viúvas chorosas".Homens que não se cansam de relembrar os tempos em que o facínora e sua escumalha fascista oprimiam o povo Português.
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Época onde canalhas como - Santos Costa, Julio Botelho Moniz, Mario de Figueiredo, Marcelo Caetano e outros crápulas, participavam do Govêrno fascista.
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Mas, os verdadeiros donos do país eram os - Champalimaud, Mello da CUF, Espirito Santo, Cupertino de Miranda e mais alguns poucos. Esses faziam a festa de milionários sob o fascismo. A ostentação, a corrupção e o esbanjamento definiam o modo de vida desses beneficiários do regime e dos seus lacaios e serventuários fascistas.
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Meia dúzia de grandes monopolistas dominavam toda vida econômica de Portugal sob o facínora Salazar. A acumulação de riquezas num reduzido grupo de beneficiários do regime teve uma contrapartida: a condenação da maioria do povo à mais extrema miséria.
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Ora senhores, falar que o Diabo de Santa Comba era honesto, é uma grave ofensa a todo português que pensa e lê ,ou, é minimamente informado. Somente os Comendadores, ou , os que tinham e tem aspirações de receber medalhas e comendas, são os que não pensam ou são safados. Tanto é que no Brasil, por causa da extrema burrice dos ditos "comendadores e assemelhados", os imigrantes portugueses receberam a pecha de "burro", injustamente, e acabamos virando piada.
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O Mafarrico, Coisa Ruim , Mequetrefe , Cramulhão, Belzebu ou quaisquer outros nomes que se queiram dar ao Diabo de Santa Coma Dão, cuja obra para a eternidade são - as prisões de Patriotas Portugueses, os assassinatos, as intimidações, o exílio de milhares de compatriotas, a diàspora por opressão econômica e social.


Dessas obras, acho desnecessário falar prolongadamente . Até porque, quem a desconhece ou a ignora, é muito mouco, ignorante e extremamente perverso.
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Hoje em dia, não existe mais espaço para sucessores do mesmo tipo do canalha de Sta. Comba, esse mequetrefe faz parte da longa noite escura , das trevas a que Portugal e os Portugueses foram submetidos por 50 anos. Passou.
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Os fascistas atualmente são de novo tipo, embora igualmente perversos. Não usam mais camisas negras ou castanhas. Na verdade usam ternos(fatos) novos italianos, tem assentos em orgãos de governo, gostam de falar em modernidade e estão em partidos variados como: CDS/PP, PNR , PSD e outros , até cogitam fundar uma novo partido com o nome de "Liberdade".
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Só não conseguem esconder o fedor pestilento que todo fascista exala- O fedor de morte e miséria- e acalentam diariamente seu ódio eterno à humanidade.


VIVA O 25 DE ABRIL !!


25 DE ABRIL SEMPRE !!



CARLOS ALBERTO COUTINHO DO RÊGO ( BETO )