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domingo, 28 de abril de 2013

Portugal 2013, o direito à rebelião

Portugal 2013, o direito à rebelião
por Miguel Urbano Rodrigues


"A história ensina que na vida dos povos vítimas de uma opressão intolerável, as grandes lutas fermentam por tempo variável ate que eles se levantam em explosões sociais vitoriosas. Então exercem o direito de resistência e à rebelião - direito que é antiquíssimo e consta do artigo 2º da Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão promulgada pela Revolução Francesa de 1789. É o direito à resistência contra a opressão económica e social, direito que, após os horrores da segunda guerra mundial, foi incluído na Declaração Universal dos Direitos do Homem (artigos 22 a 25). A Constituição da Republica Portuguesa menciona-o no artigo 21,um direito que o PSD e o CDS, em sucessivas revisões, não conseguiram eliminar da nossa Lei Fundamental."


 
O desemprego galopante, a miséria de centenas de milhares de famílias, numa sociedade onde a fome já é uma realidade, a convergência de uma multiplicidade de sofrimentos numa angústia colectiva anunciam a proximidade de uma situação de ruptura, num desembocar da indignação das massas.

A Assembleia da Republica, no dia 25 de Abril, tornou-se cenário de um espetáculo que foi ofensa ao povo português.

Para comemorar a data, Cavaco Silva e a presidente da Assembleia pronunciaram ali discursos que foram exercícios de hipocrisia.

Assunção Esteves, numa fala ridícula, com pretensões académicas e literárias, ao evocar a jornada de Abril fez a apologia da liberdade e da democracia para ligar ambas ao momento que se vive hoje em Portugal. Na contrarrevolução identifica progresso, continuidade do processo libertador.

Cavaco Silva excedeu-a no cinismo. Em tom grandiloquente abriu com uma ode a Abril para fechar, sob os aplausos frenéticos das bancadas do PSD e do CDS, com a justificação e a defesa da política do governo. Fez recordar, pelo farisaísmo, discursos de Salazar.

No final, de cravo ao peito, os coveiros de Abril, cantaram Grândola Vila Morena.

Numa manhã de pesadelo, o anfiteatro do palácio que faz de Parlamento foi transformado em palco de um teatro de absurdo.

Horas depois, nas ruas de Lisboa, descendo a Avenida da Liberdade, uma multidão representativa do povo português respondeu à farsa reacionária, exigindo a demissão da camarilha que oprime e desgoverna o país.

sábado, 27 de abril de 2013

O que quer a Coreia do Norte?

O que quer a Coreia do Norte?
por Elias Jabbour *




"Os nortecoreanos querem ter o direito de ser o que eles decidiram ser desde a explosão das primeiras revoltas camponesas contra a ocupação japonesa, ainda na década de 1910 do século passado. Ao invés de buscarmos dar lições de democracia, civilidade e de governo para uma nação milenar, seria mais interessante entender como um país exposto àquelas condições pode alcançar um nível de desenvolvimento tecnológico capaz de projetar e lançar satélites artificiais, mísseis intercontinentais e mesmo bombas nucleares, algo que nem nossos amigos do Irão e seus imensos recursos petrolíferos conseguiram até hoje."


Nem sempre imagens têm mais valor do que mil palavras. No caso em questão, as imagens e o retorcimento da retórica explanada pelo governo da Coreia do Norte são parte de um grande jogo de ridicularização de um regime cujo único objetivo é a autodefesa. Também existe uma ponta de luta pela sobrevivência. Sobrevivência que significa a própria sobrevida de uma nação milenar. E para mim isso basta.
 
Perguntemos a qualquer letrado, ou especialista. Você sabia que enquanto a Europa se ensanguentava em guerras religiosas, a Coreia já era uma nação com todos os traços que poderiam a classificar como um Estado Nacional precoce e anterior ao nascimento de Cristo?

Você sabia que houve uma guerra entre os lados norte e sul da península coreana entre os anos de 1950 e 1953? Você sabia que foi a primeira vez, desde a independência dos EUA (1776) que os norteamericanos assinaram um armistício, ou seja, foram derrotados pela primeira vez em quase 200 anos? Você sabia que desde 1776 os EUA nunca ficaram longe de uma guerra, fora dos seus domínios, por mais de dez anos? Você sabia que na Guerra da Coreia caiu, sobre o lado norte da península, o correspondente a dez bombas nucleares testadas em Hiroshima e Nagasaki? Você sabia que, desde 2001, estão apontadas, à capital da Coreia do Norte (Pionguiangue), cerca de 60 mísseis carregados de ogivas nucleares

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Roteiro hollywoodiano das ‘revoluções coloridas’ ainda não vingou na Venezuela


Roteiro hollywoodiano das ‘revoluções coloridas’ ainda não vingou na Venezuela
  Escrito por Renán Vega Cantor

" Os símbolos utilizados são similares, sobressaindo uma mão empunhada, e costumam ser da cor que se dá à “revolução”, sendo portados por jovens, em geral de classe média, que se comunicam pelo telefone celular, usam o twitter e se expressam através das redes sociais. Esses jovens começam a atuar antes de uma eleição presidencial e de antemão se sabe que sua finalidade é declará-la ilegal e fraudulenta, caso não triunfe seu candidato preferido. A “imprensa livre” do mundo faz eco de tais denúncias e, desde semanas antes das eleições, põe em dúvida a legalidade dos resultados. No dia da eleição, cria-se um ambiente de pânico e medo entre os eleitores, sabotam-se sistemas eletrônicos e se difundem todo tipo de mentiras e calúnias contra os inimigos da “democracia” e da “liberdade”, tal e como as entendem os opositores da “sociedade civil”, obviamente incondicionais às ordens dos Estados Unidos."


O que vem se apresentando em termos políticos na Venezuela desde muito antes de 14 de abril – quando se celebraram eleições presidenciais – faz parte de uma estratégia calculada pela chamada “oposição” e seus porta-vozes midiáticos no plano mundial, e, sem nenhuma dúvida, é o resultado de um roteiro estabelecido nas usinas intelectuais do imperialismo, que se conhece pelo eufemismo das “revoluções coloridas”, uma típica estratégia made in USA.

As “revoluções” coloridas


O primeiro caso de uma pretendida revolução colorida (na verdade, uma contrarrevolução) se apresentou em 1989 na antiga Tchecoslováquia, quando os dissidentes e opositores substituíram o governo existente mediante uma manobra que denominaram a “revolução de veludo”. Os personagens que dirigiram o acontecimento rapidamente mostraram seu verdadeiro rosto e converteram a República Tcheca em um país incondicional aos interesses de Washington e ao capitalismo, o que rubricaram com a implantação de um modelo abertamente neoliberal e privatizante, com sua participação militar nas guerras imperialistas no Oriente Médio, seu racismo contra os ciganos e respaldo à política anticubana dos Estados Unidos e da União Europeia, que se sustenta na pretendida defesa dos “direitos humanos”.

Tortura nas prisões colombianas: sistematismo e impunidade revelam uma lógica de Estado

Tortura nas prisões colombianas: sistematismo e impunidade revelam uma lógica de Estado
por Azalea Robles


"A tortura inscreve-se numa lógica de Estado, de dominação através do medo; não se trata de casos isolados: a impunidade que a encobre perpetua-a ao mesmo tempo que evidencia o seu carácter de instrumento de terror. Há uma utilização sistemática da tortura que conduz inclusive á morte de presos políticos, e chega ao desaparecimento forçado e homicídio de familiares."

 "Presos políticos aleijados, paralíticos, cegos ou doentes são submetidos diariamente a tortura ao serem colocados em recreios no meio de para-militares para aí receberem pauladas e sovas numa situação de total indefesa, e são privados de medicamentos e assistência médica, para que as doenças os destruam: são mensagens que procuram paralisar a empatia social. Trata-se de demonstrar que a crueldade sem limites exercida por um Estado goza de total impunidade. "
 

Introdução 


 Para terminar este Dossier** sobre a realidade dos 9.500 presos políticos na Colômbia, abordamos um capítulo mais amplo sobre a tortura, por esta ter um carácter sistemático: representa uma mensagem de terror enviado à sociedade no seu conjunto.
 
É o "castigo" contra o pensamento crítico, a reivindicação social, e a empatia. Dos milhares de presos políticos amordaçados nos cárceres colombianos estima-se que 90% sejam civis presos com o objectivo de desmantelar a organização social, e que 10% são presos políticos e de guerra, membros das organizações insurrectas.
 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

«O caminho do euro» – segundo o FMI

«O caminho do euro» – segundo o FMI
Por Aurélio Santos
 
 
"Conclusão da sra Christine Lagarde, directora do FMI, que muito «dignamente» se passeia com carteiras da Hermès (que chegam a atingir os 35 000 dólares americanos) e com sapatos Louboutin (que custam mais de 1000 euros): «A Letónia ensinou à Europa o caminho do euro»."



Muito se falou em Portugal sobre a situação da Grécia, que se confronta hoje com um desemprego de mais de 27%, com um desemprego jovem de quase 60%, e onde os hotéis que foram à falência servem hoje de abrigo a cidadãos que antes dos chamados «ajustamentos» tinham trabalho, casa, dignidade.

Porém, pouco ou nada se disse sobre a Letónia, uma história que vale a pena conhecer, porque, como diz o ditado, nos dos outros vemos as nossas.

Quando em 2007 começou a crise, a Letónia tinha um crescimento do PIB de quase 10%, uma dívida soberana inferior a 8% e um desemprego de cerca de 5%.

A exposição dos bancos letões (o filme repete-se em todos os países) levou a Letónia a pedir ajuda à UE e ao FMI, que impuseram as suas habituais «medidas de austeridade».

A drástica austeridade imposta, muito ao género da portuguesa, levou na Letónia ao encerramento de hospitais, à redução de salários e reformas entre 25% a 30%, a uma tributação fiscal de 25% (taxa universal), à redução do estado social, etc.

Consequência: o desemprego disparou de 5% para 20%, o PIB contraiu 20% (situação de que não há memória em nenhum país), a dívida soberana passou de 8% para mais de 40%.

Na população, 5% emigrou e mais de 40% caiu na mais absoluta pobreza sem qualquer esperança de dela sair.

Conclusão da sra Christine Lagarde, directora do FMI, que muito «dignamente» se passeia com carteiras da Hermès (que chegam a atingir os 35 000 dólares americanos) e com sapatos Louboutin (que custam mais de 1000 euros): «A Letónia ensinou à Europa o caminho do euro».

Que «economia» é essa que mata, destrói e exclui quase metade dos cidadãos de um país?

Maiakovski: 130 anos do poeta da revolução proletária

Maiakovski: 130 anos do poeta da revolução proletária
por Jonatas Henrique
 
"Maiakovski trabalhou febrilmente pela Revolução. Seu objetivo maior era forjar uma arte renovada, tanto na forma como no conteúdo, capaz de elevar a cultura geral das massas e prepará-las para os enormes desafios da nova pátria soviética. No poema “O poeta-operário”, afirma que a arte é um trabalho, uma produção que deve ter um sentido concreto, imediato, um valor social útil, tal como a produção dos bens materiais da sociedade. Por isso, defendia a opinião de que o artista revolucionário deve encarar-se como um trabalhador, um operário das artes, “a esculpir a tora da cabeça humana” e a “pescar homens vivos”. Somente assim conseguirá fundir-se com o povo e transformar sua obra artística em produtos de consumo úteis para os trabalhadores."



Há 130 anos, no dia 19 de julho de 1893, numa pequena aldeia de Bagdádi, na Geórgia, nascia Vladimir Vladimirovitch Maiakovski. Filho de Vladimir Konstantinovitch e Aleksandra Aleksieievna – ambos camponeses pobres –, Maiakovski tinha duas irmãs mais velhas: Liudmila e Olga.

A infância miserável – sobretudo após a transferência forçada de sua família para Moscou, após a morte de seu pai, em 1906 – e o contato precoce com o movimento revolucionário que despontava na Rússia marcariam para sempre a vida de Maiakovski.

Nessa época, todo o Império Russo foi sacudido pelas lutas sociais. Em 1905, após o massacre da polícia czarista a milhares de trabalhadores – também conhecido como o “Domingo Sangrento” – explodiram em vários cantos do País manifestações de operários, camponeses e soldados exigindo o fim da monarquia e a instauração de uma República Democrática. Era a Revolução de 1905. Maiakovski, com apenas 12 anos, que então já acompanhava os acontecimentos políticos através de jornais e panfletos socialistas, integrou-se ativamente às manifestações.

A partir daí, o jovem Maiakovski passa a ler vorazmente a literatura marxista. Em 1908, abandona o ginásio e entra para a ala bolchevique do Partido Operário Social-Democrata da Rússia (POSDR). Executa tarefas de propaganda em círculos operários. Chegou a ser eleito para o comitê municipal de Moscou. Era conhecido como camarada Constantin.

Maiakovski é preso pela primeira vez em 1908 numa tipografia clandestina, mas logo depois é liberado. Após se envolver na libertação de um conjunto de militantes do Partido que cumpriam pena, é preso novamente em 1909. Seu cárcere dura onze meses. Na prisão, lê muito, principalmente os clássicos da literatura – Dostoievski, Tolstoi, Gogol, Pushkin – e escreve poemas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

"O que fizeram do nosso 25 de abril seus filhos da puta?"

"O que fizeram do nosso 25 de abril, seus filhos da puta?"
por Mafarrico Vermelho



Eça de Queiroz, ao final do século 19, já referia que Portugal e Grécia estavam irremediavelmente falidos e não tinham futuro. No entanto o povo português, quase um século depois, foi capaz de fazer uma revolução democrática, que além de enterrar o fascismo em cova profunda, liberou nosso povo para conquistar com muitas lutas, direitos sociais e laborais que eram negados até então.
 
 
 
"Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim (*)"
 
 
Ficamos orgulhosos e confiantes num futuro cada vez melhor, que nossos direitos eram inalienáveis, que a Constituição os garantiria. Pois é, nos enganamos!
 
 
 "Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente nalgum canto de jardim
( (*) Chico Buarque - Tanto mar )"
 
 
Assistimos acomodados a escumalha do PSD, PS, CDS se alternar no poder nos últimos 38 anos. Votamos ora no PS, ora no PSD/CDS , esquecendo que são "farinha do mesmo saco", servem ao mesmo patrão e gerenciam o país da mesma forma. Os ataques à Constituição para retirar nossos direitos e proporcionar um lucro maior ao Capital eram a tônica desses governos. Aderiram a UE e ao Euro e seus tratados, que impuseram aos povos da Europa.e, especialmente, em países economicamente mais débeis, como Portugal e Grécia, cada vez mais miséria, privações sociais e retirada de direitos laborais.
 

Se os EUA não fizermos o que Israel diz-que Deus disse... Estamos fritos!


Se os EUA não fizermos o que Israel diz-que Deus disse... Estamos fritos!
por Paul Craig Roberts


"Americanos, orgulhem-se! Estamos cumprindo nosso dever com nossa arrogante hegemonia sobre o mundo e também nosso dever com Israel, que já alugou o governo dos EUA. Temos todo o direito de nos impor como potência hegemônica no planeta Terra, passando pelo Mar Mediterrâneo. Portanto... Washington tem todo o direito de destruir a Síria... para acabar com a base naval russa! Os romanos jamais toleraram que potência estrangeira tivesse base naval ali. Não podemos deixar por menos! Afinal, não somos estado-pateta, com medo da própria sombra. O Mediterrâneo foi mare nostrum – nosso mar – dos romanos. Agora é nosso. Portanto... temos todo o direito de destruir a Síria. "


Os governos dos EUA estão em guerra há 11 anos. Os militares norte-americanos destruíram o Iraque, deixando em ruínas o país e milhões de vidas, e abriram as porteiras do sectarismo sanguinário que o governo secular de Saddam Hussein mantivera bem contido. Qualquer dia que se observe o Iraque hoje “libertado”, o número de mortos é maior do que durante o auge da tentativa norte-americana para ocupar o país.

No Afeganistão, depois de 11 anos de tentativas norte-americanas para ocupar o (outro) país, o sucesso é ainda menor que depois de uma década de tentativas soviéticas. Os afegãos não se entregam, apesar de duas décadas de guerra contra duas superpotências. Como os soviéticos, os norte-americanos também deram jeito de matar muitas mulheres, crianças e velhos, mas número bem menor de valentes combatentes, que continuam vivos. Em lugar do governo fantoche dos soviéticos, há lá um governo fantoche dos EUA. Só isso mudou, e o fantoche dos norte-americanos é ainda mais frágil que o fantoche dos soviéticos.

Na Líbia, Washington usou seus fantoches corruptos da OTAN e bandidos recrutados pela CIA para derrubar outro governo estável, de Muammar Gaddafi, e deixou a Líbia entregue à violência sectária. Um país estável e próspero foi simplesmente destruído por governos ocidentais que muito falam sobre respeito aos direitos humanos e tanto condenam China e Rússia por não fazer o que eles fazem.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

O "partido" do Chá (tea party) no Brasil

O "partido" do Chá (tea party) no Brasil



«A religião é a arte de atordoar os homens com o fanatismo para os impedir de compreenderem os males que descarregam sobre eles neste mundo os que os governam.» ( Holbach )


«O homem não é um ser abstracto, exterior ao mundo. O homem é o mundo do homem, o Estado, a Sociedade, os quais produzem a religião, consciência corrompida do mundo… Os princípios sociais do cristianismo pregam a necessidade de uma classe dominante e limitam-se a fazer votos piedosos de que a primeira seja caridosa com a outra… Os princípios sociais do cristianismo são servis e o proletariado é revolucionário !». ( V.I. Lénin )

"Os fascistas cristãos defendem com veemência, a erradicação dos “desviantes sociais”, a começar pelos homossexuais, e avança sobre os imigrantes, os humanistas seculares, feministas, muçulmanos e aqueles que rejeitam como "cristãos nominais", como são denominados os fiéis que não aceitam a sua interpretação pervertida e herética da Bíblia. Os que se opõem a este movimento de massas são condenados por constituírem uma ameaça à saúde e higiene do país e da família. Todos devem ser expurgados" ( Evangelho da Intolerância )
 
 
No Brasil é visível a real influência das seitas cristãs( Evangélicos e Católicos ) na política. A afirmação que o estado Brasileiro é laico, seria até engraçado, não fôsse trágico. Digo trágico, porque, a influência dessa gente, dita religiosa, trava o desenvolvimento social e humano , acabando por provocar sofrimentos ao povo brasileiro, especialmente às mulheres, negros e homossexuais. Religiosos que com sua mentalidade cavernícola querem nos impor uma nova idade média.

domingo, 21 de abril de 2013

Nova Evangelização, Nova Ordem ou Monopólio Mundial?

Nova Evangelização, Nova Ordem ou Monopólio Mundial?
por Jorge Messias
 
"Para nós, comunistas e socialistas marxistas, a fome mundial resulta das políticas capitalistas do poder e da criminosa distribuição da riqueza. Fome é privação do essencial, por falta de meios, e é a exclusão social do cidadão na sua própria pátria. É um contra-valor que está na base da luta de classes que travamos, visto que no decorrer da história, sobretudo na fase actual do capitalismo, o poder pertence aos mais ricos que tudo procuram roubar aos outros, proletários e classes médias. Lutamos contra este regresso ao passado."
 
«Mais de 100 mil pessoas morrem devido à fome, todos os dias e em todo o mundo. De quatro em quatro minutos, uma criança fica cega por falta de “Vitamina A”. Em cada 7 segundos, um menor de 10 anos sucumbe devido a desnutrição. Este verdadeiro genocídio ocorre apesar de o mundo ter capacidade para produzir alimentos para 12 biliões de pessoas ou seja, o dobro da população actual» (Jean Ziegler, «Relatório da ONU para o Direito à Alimentação», Agosto 2006).
 
«Em 2011 as campanhas de recolha em supermercados contribuíram apenas com 10% do valor dos produtos recolhidos pelo Banco Alimentar de Lisboa. A indústria agro-alimentar, reciclando os seus excedentes, doou 43%. Os excedentes da União Europeia, corresponderam a 22%. Os excedentes do Mercado Abastecedor de Lisboa, com 11%. Os excedentes do IFAP, com 6%. Ou seja: o escoamento dos excedentes no mercado constituíram 82% dos produtos distribuídos» (João José Cardoso, «O Banco Alimentar haja fome»).
 
«Não podem ser culpados os países pobres por esta tragédia. Não foram eles que conquistaram e saquearam durante séculos continentes inteiros, nem instalaram o colonialismo, nem restabeleceram a escravatura, nem inventaram o imperialismo moderno. Foram, sim, vítimas de tudo isto. Por isso, a principal responsabilidade de financiar o seu próprio desenvolvimento pertence àqueles que, por razões óbvias, disfrutam dos benefícios tornados possíveis pelas atrocidades cometidas. O mundo dos mais ricos deve condenar a dívida externa e conceder novos empréstimos, em suaves condições de pagamento, para financiar o desenvolvimento dos países pobres...» (Fidel Castro, «Discurso de Monterrey», 2002.
 
 
O Vaticano atravessa tempos de grande confusão. Dá-nos essa ideia aquilo que observamos. Mas não será talvez de confusão que se trata. O problema básico é o do entrechoque entre várias tendências religiosas com objectivos diferentes entre si. Ao fim e ao cabo, os mesmos males que afligem o mundo capitalista no qual o Vaticano se enquadra.

sábado, 20 de abril de 2013

Obama, o matador

Obama, o matador
por Fausto Arruda 

Obama levando morte aos povos do mundo. Mas, as vêzes.........

encontram severa resistência dos povos agredidos, e aí, os imperialistas tomam no cu...... 

EUA: "América Latina é o nosso pátio das traseiras"

Obama mirando "traseiras". Será que ela é latinoamericana?
John Kerry, secretário de Estado dos EUA:
"América Latina é o nosso pátio das traseiras"

"Durante um discurso ante o Comitê de Assuntos Exteriores da Câmera de Representantes, e seguindo a velha Doutrina Monroe, sem se importar com a soberania dos países latino-americanos, Kerry considerou estes como seu "pátio das traseiras" e acrescentou que planeja mudar a atitude de algumas destas nações."



Estados Unidos -[Tradução do Diário Liberdade] O secretário de Estado estadounidense, John Kerry, chamou, na quarta-feira, a América Latina como o "pátio das traseiras" dos Estados Unidos.


Durante um discurso ante o Comitê de Assuntos Exteriores da Câmera de Representantes, e seguindo a velha Doutrina Monroe, sem se importar com a soberania dos países latino-americanos, Kerry considerou estes como seu "pátio das traseiras" e acrescentou que planeja mudar a atitude de algumas destas nações.

Assim mesmo, o chefe da Diplomacia estadunidense, disse que em um futuro próximo o presidente Barack Obama partirá rumo a alguns países latinos, sem nem lembrar os nomes deles, depois de viajar ao México.

"O hemisfério ocidental é nosso pátio das traseiras (sic), é de vital importância para nós. Com muita frequência, muitos países do hemisfério ocidental sentem que os Estados Unidos não põe suficiente atenção neles e em ocasiões, provavelmente, é verdade. Precisamos uma maior aproximação e planejamos fazê-lo. O presidente viajará logo ao México e depois ao sul, não lembro a que países, mas vai ir à região", afirmou John Kerry.

Brasil: As empregadas e a escravidão

As empregadas e a escravidão
por Urariano Mota.*
 

"Quantas vezes vemos nos restaurantes jovens casais com suas lindas crias, tendo ao lado as escravas, que nem sequer têm direito a provar da bebida e da comida? Isso nos domingos e feriados, pois esses são os dias das patroazinhas se divertirem. É justo, não é? O feminismo se faz para que mulheres sejam cidadãs, mas a cidadania só alcança os iguais, é claro."



Por caminhos tortos, Joaquim Nabuco teve uma das suas iluminações quando escreveu: “A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. Sim, por caminhos tortos, porque depois de uma frase tão magnífica – de gênio do futuro –, Joaquim Nabuco, sem pausa, continuou num encanto que esconde a crueldade:

“Ela [a escravidão] espalhou por nossas vastas solidões uma grande suavidade; seu contato foi a primeira forma que recebeu a natureza virgem do país, e foi a que ele guardou; ela povoou-o como se fosse uma religião natural e viva, com os seus mitos, suas legendas, seus encantamentos; insuflou-lhe sua alma infantil, suas tristezas sem pesar, suas lágrimas sem amargor…”.


Penso na primeira frase de Nabuco (a da escravidão como característica do Brasil) nesses dias em que o Congresso dá um primeiro passo para a superação da herança maldita. Não quero falar aqui sobre as conquistas legais para as empregadas domésticas, da nova lei sobre a qual os jornais tanto têm falado como num aviso: “patroas, cuidado: domésticas agora têm direitos”. Falo e penso nas empregadas que vi e tenho visto no Recife e em São Paulo. No aeroporto de Guarulhos eu vi Danielle Winits, a famosa atriz da Globo, muito envolvida com o seu notebook, concentradíssima, enquanto o filhinho de cabelos louros berrava. Para quê? A sua empregada, vestida em odioso e engomado uniforme, aquele que anuncia “sou de outra classe”, cuidava para que a perdida beleza da atriz não fosse importunada. Tão natural… os fãs de telenovelas não viam nada de mais na mucama no aeroporto, pois faziam gracinhas para o bobinho lindinho.

Em outra ocasião, numa terça-feira de carnaval à noite, vi no Recife uma jovem à minha frente, empenhada em ver a passagem de um maracatu. Tão africano, não é? Junto a ela uma senhora – desta vez sem uniforme, mas carregando no rosto e modos a servidão – abrigava nos braços um bebê. Os tambores, as fantasias, eram de matar qualquer atenção dirigida à criança, que afinal estava bem cuidada, sob uma corda invisível que amarrava a empregada. Então eu, no limite da raiva, oferecei o meu lugar à sua escrava sobrevivente, com a frase: “a senhora, por favor, venha com o seu filho aqui para a frente”. A empregada quis se explicar, coitada, morta de vergonha, enquanto a doce mamãe não entendia o chamamento irônico, pois me olhava como se eu fosse um marciano. Espantada, parecia me dizer: “como o meu filho pode ser dessa aí?”.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Máquinas de controle social

Máquinas de controle social 
por César Príncipe*
 
 
"Reduzi tudo a cifras. Comprai, vendei, agiotai. No fim disto tudo o que lucrou a espécie humana? E eu pergunto aos economistas-políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à penúria absoluta, para produzir um rico." Almeida Garrett

 
Máquinas da comunicação. Domínio da opinião. Em Portugal, as máquinas pesadas são 11: Cofina, Controlinveste, Estado, Igreja Católica, Igreja Universal do Reino de Deus, Impala, Impresa, Média Capital, Sojormédia, Sonaecom, Zon Multimédia. Por detrás destes títulos tecnológicos e teológicos escondem-se centenas de estações e publicações. Quase tudo o que circula por terra e ar, o que se vê, escuta e lê. Em papel, hertz, on-line. O programa dos 11 é só um: formatação do publicado e controlo do público. Imposição do uniforme, sob a capa do colorido e do ruidoso, e de algum contraditório de baixa intensidade.
 
O grupo estatal, com acrescidas responsabilidades constitucionais, legais e estatutárias, embora cumpra os serviços mínimos, há muito que se tem vindo a desvincular do contrato de cidadania, subjugando-se à agenda do Bloco Central de Interesses (BCI). De facto, ao BCI corresponde um Bloco Central Mediático (BCM). O chamado arco do poder é assessorado pelo arco do dizer. Grande parte do mundo vive em apagão informativo. A consciência nacional está sob sequestro mediático.
 
Por cá, temos – é certo – algumas compensações. A ignorância lusófona é inesgotável. Muitas vezes de cordel. Por vezes de bordel. Conheço pivôs das 20 horas e opinadores de todas as horas capazes de traduzir J`accuse de Zola por Jacuzzi de Berlusconi. Infelizmente as 11 máquinas conseguem ocupar a caixa craniana de milhões de telespectadores, radiouvintes, leitores. A política de redução de cabeças tem sido condição de sucesso eleitoral, lúdico e publicitário. O capitalismo é redutor por vocação e decapitador por ambição.

A Privataria Petista

PT  de Dilma e Lula cada dia mais parecido com o PSDB de FHC.
A Privataria Petista
por Emanuel Cancella

"Dilma serve uma sopa para os miseráveis do país e faz banquete para os ricos do mundo. Em termos de valores, os petistas devem chegar à frente dos tucanos: só a 11ª rodada de leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, a ser realizada nos dias 14 e 15 de maio, envolve, segundo a própria ANP, algo estimado em 30 bilhões de barris de petróleo ou equivalente a três trilhões de dólares. No entanto, a Agência espera arrecadar com o leilão apenas bilhão de dólares."



Vamos sugerir ao jornalista Amauri Ribeiro Junior que escreva um novo livro sobre a “Privataria Petista”. Apesar de boicotada pela grande imprensa e proibida de circular pelos tucanos, a publicação foi um sucesso de vendas. A edição do segundo volume dessa história de privatizações seria importante para comparar os métodos tucanos e petistas, apontando aqueles que foram favorecidos. Quem foi prejudicado já se sabe, o povo brasileiro.

Dilma serve uma sopa para os miseráveis do país e faz banquete para os ricos do mundo. Em termos de valores, os petistas devem chegar à frente dos tucanos: só a 11ª rodada de leilão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, a ser realizada nos dias 14 e 15 de maio, envolve, segundo a própria ANP, algo estimado em 30 bilhões de barris de petróleo ou equivalente a três trilhões de dólares. No entanto, a Agência espera arrecadar com o leilão apenas bilhão de dólares.

Todos os valores envolvidos na “Privataria Tucana”, somados (Vale do Rio Doce, CSN, Telebrás, Eletrobrás etc) não atingiriam os valores do que presidente Dilma, do PT, já está privatizando e ainda pretende privatizar, o que inclui aeroportos, portos, estradas e agora o petróleo.

Além dos leilões marcados pela ANP – com reservas que equivalem a pelo menos duas Petrobrás – existe o plano de “desinvestimento” criado pela presidente da companhia, Graça Foster, que inclui o repasse a iniciativa privada de termoelétricas, usinas eólicas, pequenas centrais hidrelétricas e campos de petróleo.

Foster já está colocando em prática a venda de ativos. Em novembro de 2012 repassou para Eike Batista 40% do campo BS 04, da Bacia de Santos. O governo tucano, que chegou a dividir a Petrobrás em unidades de negócio para vendê-la fatiada, não conseguiu seu intento, mas Graça Foster já começou a venda de ativos. Já está vendendo o patrimônio da Petrobrás.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ciganos na Europa, uma história de perseguição

Ciganos na Europa, uma história de perseguição
 


"A maior parte dos 10 milhões de ciganos na UE são cidadãos de países membros desse mecanismo( UE ), mas pertencem a uma espécie de segunda categoria, estão fora do chamado "estado de bem-estar", e carecem de emprego, saúde, educação e liberdade de mobilização."

Paris (Prensa Latina) Assentados na Europa desde os alvores da alta idade média, ao redor do ano 1400 de nossa era, os ciganos constituem a maior minoria étnica do continente e também a mais perseguida, vítima de preconceitos, discriminação e maltratos.

Sua presença ao longo do tempo é inegável e mostra-se em várias manifestações artísticas, como a música, a pintura e a literatura, mas a percepção da sociedade sobre este grupo humano está permeada por uma série de preconceitos, errôneos a maioria deles.

Influem nisto vários fatores, como as incógnitas sobre sua origem, seu isolamento e sua negativa a aceitar outras normas de vida que não sejam as próprias.

Sabe-se que partiram de algum lugar do norte da Índia, possivelmente fugindo das invasões mongóis e muçulmanas, e depois de 600 anos chegaram ao Bósforo e dali ao sul da Grécia, numa região chamada o "pequeno Egito".

Uma das teorias sobre seu nome reforça esta hipótese pois ao chegar a terras da península ibérica foram denominados como "egiptanos", palavra que derivou na atual designação de "gitanos", ainda que entre eles se definem como "roms" segundo seu próprio idioma, o romani.

Sua indocilidade a acatar as autoridades locais, sobretudo as rígidas normas religiosas da época, e o caráter transumante fizeram que lhes começasse a imputar todo tipo de males associados a sua presença, como roubos, mortes, desaparecimento de crianças e até doenças e más colheitas.

Brasil : Mais um golpe no Sistema Único de Saúde

Mais um golpe no Sistema Único de Saúde
por Ludmila Outtes
 
"É preciso, desde já, despertar em cada um de nós a necessidade de lutar contra esta e outras injustiças, sempre almejando uma sociedade igualitária, na qual a saúde seja vista como um direito e não uma mercadoria."


O Sistema Público de Saúde (SUS) é o responsável pela assistência preventiva e curativa nos postos de saúde, clínicas populares e hospitais gerais.

A Presidência da República anunciou, em fevereiro, a redução dos impostos cobrados dos planos de saúde privados. Sabemos que o dinheiro proveniente dos impostos é a principal fonte de arrecadação da União; então, por que favorecer a ampliação dos planos de saúde em lugar de investir na melhoria do SUS?

Hoje, para garantir uma real qualidade dos serviços prestados, o investimento do Governo na Saúde Pública deveria ser de, no mínimo, 10% da receita da União, mas, na prática, atinge pouco mais que a metade disso. Vale salientar que, além da insuficiência de recursos, tem destaque também a gestão ineficaz, que atualmente sucateia a saúde com a burocratização e o desvio de verbas.

Ao se reduzirem os impostos dos planos de saúde, além de se reduzirem indiretamente os recursos do SUS, alimenta-se o mercado dos planos privados, que transformam a saúde em mercadoria e visam apenas ao lucro das empresas.

Tiro pela culatra

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Estado social é totalmente auto-sustentado por quem vive do salário

Passos Coelho: Judas do povo Português e lacaio da Troika.
O Estado social é totalmente auto-sustentado por quem vive do salário
por Raquel Varela
 
"O dogma neoliberal é um dogma porque assume a economia como uma ciência a-histórica, ou seja, o homem não seria artífice da sua história, não faria escolhas na forma como a sociedade produz e se reproduz, ou seja, não escolheria as suas relações de trabalho, mas estaria fadado a aceitar a produção para o lucro, o desemprego, as dívidas “públicas” como se de inexoráveis leis da gravidade se tratasse."
 

Nas últimas semanas fortaleceu-se um discurso, que vem de longe, sobre a impossibilidade de os Portugueses pagarem o Estado social.

O aumento da dívida pública é associado à impossibilidade de sustentar os gastos sociais do Estado. Primeiro-ministro, ministros vários, comentadores dos media assumem esta premissa como verdadeira, com escasso contraditório. Mas ela é falsa. Quem vive do salário em Portugal (e não de lucro, renda ou juro) paga todos os seus gastos sociais.

O argumento do peso «excessivo» do Estado-providência deve ser rebatido com factos. Num estudo que publicámos (Quem Paga o Estado Social em Portugal?, Bertrand, 2012) calculámos quanto quem trabalha e vive do salário entrega ao Estado em contribuições e impostos (directos e indirectos) e quanto recebe deste em serviços públicos prestados (saúde, educação, segurança social, transportes, desporto, espaços públicos, cultura). Chegámos à conclusão de que os défices do Estado não podem ser imputados aos gastos sociais e na maioria dos anos há mesmo um excedente, isto é, os trabalhadores entregam mais ao Estado do que recebem dele em gastos sociais. Não nos surpreenderam os resultados, estando Portugal neste campo a par de outros países da OCDE, onde foram já realizados estudos semelhantes, como o do economista norte-americano Anwar Shaikh, que traduzimos no referido livro.

Acrescenta-se nas nossas conclusões que, em Portugal, o rendimento dos trabalhadores correspondia já em 2010 e 2011 a cerca de 50% do PIB (incluindo os pagamentos para a Segurança Social, tanto dos trabalhadores como a TSU, e antes de impostos); mas cerca de 75% da tributação entregue ao Estado provinha desses mesmos trabalhadores

Sobre o imperialismo e a pirâmide imperialista

Sobre o imperialismo e a pirâmide imperialista
por Aleka Papariga*



"O termo “imperialista” ficou recentemente muito em moda na Europa e na Grécia entre forças que não o utilizavam com frequência ou tão facilmente nos anos anteriores. O problema é que o imperialismo é apresentado como algo diferente e distinto do capitalismo, como um conceito político separado da base económica, uma posição que foi fortemente respaldada pelo pai do oportunismo, Kautsky. O oportunismo é, entre outras coisas, incapaz de se modernizar; repete-se Kautsky, utilizam-se argumentos anticientíficos, centra-se deliberadamente no superficial e não na essência. Não é de seu interesse e, portanto, não pode ver o panorama inteiro da economia capitalista mundial nas suas relações internacionais mútuas. Ele, que não quer entender a essência económica do imperialismo e ver nessa base a superestrutura ideológica e política, no final absolve-o, apoia-o e semeia ilusões entre as massas trabalhadores e populares de que existe capitalismo bom e mau, de que existe gestão burguesa boa e eficaz."


A política de pilhagem, de anexações, da conversão de Estados em protectorados, a política de desmembramento de Estados, não é o resultado da imoralidade política por parte dos imperialistas poderosos, nem é uma questão de subordinação e de covardia por parte da burguesia do país que experimenta a dependência. É um assunto que tem a ver com a exportação de capitais e com a desigualdade inerente ao capitalismo a nível nacional e internacional.
 

Uma das questões propagadas pelo oportunismo contra o Partido é sobre a nossa avaliação (que, aliás, não é nova, sendo mencionada no programa actual e tendo sido elaborada no 15º Congresso, em 1996) de que o capitalismo grego está na fase imperialista de desenvolvimento e ocupa uma posição intermediária no sistema imperialista internacional, com uma forte dependência dos EUA e da União Europeia.

Eles atacam a nossa posição de que a luta pela defesa das fronteiras, dos direitos soberanos da Grécia, do ponto de vista da classe trabalhadora e sectores populares, está indissoluvelmente ligada à luta pelo derrube do poder do capital. O povo grego não deve defender os planos de guerra de um ou outro polo imperialista, a rentabilidade de um ou outro grupo monopolista.

terça-feira, 16 de abril de 2013

E viva Pyongyang!

E viva Pyongyang!
por Alipio Freire
 
"Cansativa também, a arenga de pacifistas de ocasião que, a qualquer rosnar dos EUA (e apenas nesses momentos), empunham a bandeira da não proliferação das armas nucleares – palavra de ordem sempre dirigida contra os inimigos das elites estadunidenses."
 

O presidente Kim Jong-un não está blefando. Mais que ninguém, ele conhece os trunfos de que dispõe. O presidente Kim Jong-un não está ameaçando a paz mundial. Ele está defendendo a integridade territorial e a soberania do seu país – como cabe a um estadista 
 
Enfim, alguém paga pra ver, frente às ameaças da Casa Branca.

É insuportavelmente cínica a postura de Washington: não abre mão de “aperfeiçoar” seu arsenal nuclear e, ao mesmo tempo, tenta impor limites aos países que desenvolvem programas atômicos.

Cansativa também, a arenga de pacifistas de ocasião que, a qualquer rosnar dos EUA (e apenas nesses momentos), empunham a bandeira da não proliferação das armas nucleares – palavra de ordem sempre dirigida contra os inimigos das elites estadunidenses.

A chantagem atômica se firmou desde agosto de 1945, com o maior e mais hediondo crime da Segunda Guerra: Hiroshima e Nagasaki. A guerra contra o Japão estava ganha desde julho. As bombas de agosto foram um recado para todos os povos do Mundo: surgia um novo Império, que não admitiria ser contrariado em seus objetivos de dominar o Planeta. Usaria o terror sempre que quisesse e considerasse necessário. A bomba atômica soviética de 1949 (29.08), não somente criou um freio para o terror semeado pelos EUA, como também foi fator fundamental para a vitória dos comunistas na China (1º.10.1949) .

Lembramos ainda: nos anos 1950 os EUA não ocuparam toda a Península Coreana, graças à ação militar da então jovem República Popular da China (com o apoio do Kremlin) que fez as tropas estadunidenses recuarem até o paralelo que define hoje a fronteira entre as duas Coreias.
 

Plano desestabilizador avança: hordas fascistas assassinam chavistas e incendeiam sedes do PSUV

Plano desestabilizador avança:
hordas fascistas assassinam chavistas e incendeiam sedes do PSUV
 
 
 
Grupos de choque do fascismo opositor, apoiado pelo imperialismo norte-americano e europeu, ocupam ruas e atacam revolucionários e revolucionárias em diferentes cidades venezuelanas.
 
Venezuela - Hordas fascistas pró-Capriles assassinam a quatro chavistas e incendeiam sedes do PSUV, petrocasas e centros médicos.

Informações preocupantes chegam da Venezuela, confirmando os planos denunciados pelo governo sobre a preparação do ambiente que favoreça um golpe fascista contra a institucionalidade revolucionária.

O apelo do líder direitista Capriles Radonski para que a base social de apoio à burguesia ocupe as ruas do país foi seguido de atuações de grupos fascistas que incendiaram vários Centros de Diagnóstico Integral (CDI), sedes do Partido Socialista Unido de Venezuela PSUV, Petrocasas, moradas de militantes do PSUV, entre outros atos vandálicos.

A sede de TeleSur terá sido rodeada também por grupos de fascistas, que ameaçaram os trabalhadores e trabalhadoras.

Além desses ataques, ao menos quatro pessoas morreram assassinadas em ações dos grupos de fascistas que tentam tomar conta das ruas de diferentes cidades.

Assim, em Táchira, resultou assassinado o ativista chavista Henry Rangel Aroza, segundo revelou o governador Vielma Moura.

Em Miranda, estado governado pelo próprio Capriles, hordas opositoras assassinaram o chavista Luis Ponce.

Na Limonera, município Baruta, outro militante revolucionário faleceu como resultado de ataques perpetrados por hordas pró-Capriles.

Em Palo Verde, ao este de Caracas, foi incendiado outro centro médico (CDI).

Nos setores Oropeza e Trapichito de Guarenas, opositores atacaram um CDI e os médicos cubanos que fazem serviço internacionalista na região.

143 anos do nascimento de Lenin

143 anos do nascimento de Lenin




"Lenin dedicou sua vida ao proletariado russo e internacional. Seu trabalho infatigável e sua abnegação sem limites, somadas aos constantes ataques da reação e atentados de que foi alvo por parte da reação, levaram a sua morte prematura, aos 53 anos de idade, no dia 1 de janeiro de 1924. Mesmo com a saúde bastante debilitada, Lenin foi até seu último suspiro o gigante de espirito indomável, homem de ciência e ação, titã do combate revolucionário e de inquebrantável fé nas massas e no futuro luminoso da humanidade."
 
 


Vladimir Ilitch Ulianov Lenin, dirigente do Partido Bolchevique, condutor da primeira revolução socialista, criador do Estado Socialista Soviético, grande mestre da ciência marxista, nasceu em Simbirsk (cidade russa que, após sua morte, em 1924, passou a se chamar Ulianovsk).

Ao ingressar na faculdade de direito, aos 17 anos, foi preso e expulso da universidade por participar de manifestações estudantis contra o czarismo. Na ocasião, um policial lhe disse: "Estás a lutar contra um muro de pedra", o que foi respondido prontamente pelo jovem Lenin: "Um muro sim, mas apodrecido e cairá com um pontapé".

Como organizador do primeiro círculo marxista em Samara, no final dos anos de 1890, Lenin destacou-se pelo profundo conhecimento da ciência do proletariado, pela dedicação ao estudo e pela incansável luta por aplicar o marxismo às condições concretas da Rússia, desenvolvendo-o a uma nova e segunda etapa com a realização e triunfo da revolução socialista.

Sob sua direção, deu-se a unificação de todos os círculos operários marxistas de Petersburgo na ‘União de Luta pela Emancipação da Classe Operária’, primeiro gérmen do partido proletário revolucionário na Rússia.

Perseguido pela reação, no desterro, no outono de 1900 criou o primeiro jornal político dos marxistas para toda a Rússia, a Iskra (a Centelha). E foi através da Iskra que Lenin travou o mais implacável combate contra todo tipo de oportunismo, tal como o economicismo e o espontaneísmo que grassavam no seio do movimento operário russo e europeu.

O trabalho hercúleo de organização da luta prática do proletariado não foi obstáculo para que Lenin produzisse sua vasta obra, muito ao contrário, enfatizou que "sem teoria revolucionária não pode haver prática revolucionária". Em março de 1902 foi publicado o Que fazer?, que aplastou o economicismo e lançou as bases ideológicas e políticas para a construção do partido revolucionário do proletariado russo como partido de novo tipo.

Portugal : Vamos comer os velhos!

Isto é Insustentável. Vamos comer os velhos!
por Raquel Varela
"Os desempregados, Ricardo Araújo Pereira, propõe, num texto magnífico, dar-lhes um tiro na cabeça. Discordo. Não será competitivo. Porque sem desempregados os que estão empregados perdem o medo e vão exigir um salário acima da reprodução biológica, cai a produtividade!"

Há mais de 200 anos Jonathan Swift fez uma proposta para resolver a fome na Irlanda: comer as crianças.

Em primeiro lugar os filhos dos mendigos e, logo de seguida, os filhos dos pobres, o que teria múltiplas vantagens, entre elas o facto de as mulheres grávidas deixarem de levar pancada – hábito então – porque carregavam no ventre algo que tinha saída no mercado, e não mais um pedinte a gritar com fome.

Creio que é hora de, nós portugueses, nos levantarmos e propormos medidas com este grau de sabedoria. Vai ser duro mas é um sacríficio necessário para reencontrar a nossa credibilidade nos mercados.

Comer as 100 00 mil crianças que estão em risco em Portugal, comer também as que estão a ser acolhidas em casas de famílias pobres que estão a recebê-las, não para tratar delas mas para ficarem com o magro rendimento que a segurança social lhes transfere por isso. Fazer um guisado de pensionistas, esses perdulários, que descontaram toda a vida e agora querem descansar, o que está obviamente acima das possibilidades daquilo que Ulrich aguenta. Pegar fogo aos lares, o que tinha como efeito colateral criar emprego no sector dos bombeiros – chama-se a isto empreendedorismo. Podemos estender a ideia às casas vazias. Pega-se fogo e logo a seguir o preço dispara com efeitos óbvios no rating do país. O Grupo Mota Engil recupera as casas e cria emprego – dinamismo empresarial.

Os desempregados, Ricardo Araújo Pereira, propõe, num texto magnífico, dar-lhes um tiro na cabeça. Discordo. Não será competitivo. Porque sem desempregados os que estão empregados perdem o medo e vão exigir um salário acima da reprodução biológica, cai a produtividade!

Podemos claro optar por transformar os desempregados em soldados. Aí sim, o PIB cresce. Transformamos a Auto-Europa numa montadora de tanques –com motores feitos na Alemanha para ter o apoio da comissão de trabalhadores da Wolkswagen de lá. E invadir os espanhóis, que estão com o mesmo problema, 4 milhões de desempregados a manifestar-se a toda a hora. Trata-se de cumprir a nossa palavra com os nossos parceiros e não nos deixarmos ficar mal no estrangeiro. Os professores desempregados que não forem para a frente de guerra, podem ir para a fronteira ajudar à comunicação entre os generais portugueses e espanhóis. Os feridos, faz-se um acordo de cooperação com Espanha para dividir o tratamento deles, 1/3 pelo menos nos hospitais da CUF para garantir a rentabilidade do Grupo Melo e da Siemens. Os funerais idem, ser enterrado sem dar lucro é uma regalia.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O Evangelho da intolerância

O Evangelho da intolerância

"Os fascistas cristãos defendem com veemência, a erradicação dos “desviantes sociais”, a começar pelos homossexuais, e avança sobre os imigrantes, os humanistas seculares, feministas, muçulmanos e aqueles que rejeitam como "cristãos nominais", como são denominados os fiéis que não aceitam a sua interpretação pervertida e herética da Bíblia. Os que se opõem a este movimento de massas são condenados por constituírem uma ameaça à saúde e higiene do país e da família. Todos devem ser expurgados"


Dezenas de milhões de cidadãos pelos EUA e BRASIL, reunidos em um movimento difuso e rebelde conhecido como a direita cristã, começam a desmantelar o rigor científico e intelectual do Iluminismo. Eles estão tentando criar um Estado teocrático, baseado na lei bíblica, e buscam aniquilar a todos aqueles que definem como inimigos. Esse movimento, que vai cada vez mais se aproximando ao fascismo tradicional, procura forçar um mundo recalcitrante à submissão ante uma América imperial. 

Eles defendem a erradicação dos “desviantes sociais”, a começar pelos homossexuais, e avança sobre os imigrantes, os humanistas seculares, feministas, muçulmanos e aqueles que rejeitam como "cristãos nominais", como são denominados os fiéis que não aceitam a sua interpretação pervertida e herética da Bíblia. Os que se opõem a este movimento de massas são condenados por constituírem uma ameaça à saúde e higiene do país e da família. Todos devem ser expurgados.
 
 

O Emirado Islâmico do Siriastão

O Emirado Islâmico do Siriastão
por Pepe Escobar
 
 
"É como se o recém nascido Emirado Islâmico do Iraque e do Levante mal pudesse esperar para retornar àqueles dias macabros, sinistros, de 2004 a 2008, quando o número de cadáveres empilhados fazia tremer qualquer Bruce Willis. E o que poderá fazer um Pentágono que já bate em retirada? Mais operação choque-e-pavor, tudo outra vez? Não, claro que não. Essa opção não está na mesa para o Iraque, nem para o Emirado Islâmico do Siriastão: só está na mesa para o Irã."


Síria - E agora, as mais recentes notícias, recém chegadas do Emirado Islâmico do Siriastão. Esse programa chega até vocês graças ao alto patrocínio da empresa CCGOTAN (o Conselho de Cooperação do Golfo, também chamado Conselho Contrarrevolucionário do Golfo; e a Organização do Tratado do Atlântico Norte). Não deixem de assistir, please, à mensagem de nossos patrocinadores: os governos dos EUA, Grã-Bretanha, França, Turquia, além da Casa de Saud e do Emir do Qatar.

Tudo começou nos primeiros dias dessa semana, com uma proclamação de um elusivo líder da al-Qaeda Central, Ayman "O Doutor" al-Zawahiri, de algum local desconhecido nas áreas tribais do Paquistão (não se sabe é como O-O-Obama, com lista & licença para matar e toda aquela esquadrilha de drones, não consegue encontrá-lo).

Al-Zawahiri conclamou todas as brigadas islamistas envolvidas no Jihad-business de lutar contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad, a fundar um emirado islâmico, passport du jour que levará a um califato islâmico.

Dois dias depois, o Estado Islâmico do Iraque – "al-Qaeda no Iraque", para todas as finalidades práticas – anunciou, em vídeo estrelado pelo líder Abu Bakr al-Husseini al- Qurashi al-Baghdadi, um espetacular affair de fusão & aquisição: doravante, a al-Qaeda de al-Baghdadi operará unida com o grupo jihadista Jabhat al-Nusra, da oposição síria. A nova empresa atenderá pelo nome de "Estado Islâmico do Iraque e Levante".

domingo, 14 de abril de 2013

A ganância do deus mercado

A ganância do deus mercado
 por Beatriz Paganini [*]


"Como não acabam com a especulação (que é um falso argumento do falso deus) provocam crises financeiras que forçam os pobres a ser mais pobres, e vários estados que acreditavam ser soberanos, a alienar as suas riquezas naturais e o seu património cultural. "

 
 O que aconteceu neste mundo?

A ganância do deus mercado, como diz um escritor do meu mundo, Eduardo Galeano, destruiu tudo.

E as guerras fizeram desaparecer a paz.

E alguns, com o pretexto de a procurar (à paz) continuam guerreando e chegou-se ao absurdo de premiar com o Nobel aquele que dirige a Guerra como se fosse emissário da Paz.

Enquanto isso:
 


Estão devastando as florestas.

O sustento dos ricos - Cortes sociais na Grã-Bretanha penalizam pobres

Cortes sociais na Grã-Bretanha penalizam pobres
 O sustento dos ricos
 
"O ministro do Trabalho e Pensões, Iain Duncan Smith, e o titular da Economia, George Osborne, ambos conservadores, insistem em que as medidas são «justas», uma vez que incentivam as pessoas a procurar trabalho em vez de permanecerem dependentes dos subsídios do Estado."

O orçamento aprovado pelos conservadores e liberais britânicos prevê os maiores cortes sociais da história do país, mas reduz a carga fiscal sobre os rendimentos mais elevados.


O carácter de classe do orçamento do Estado que entrou em vigor no início do mês é bem patente na redução de cinco pontos percentuais da tributação dos rendimentos superiores a 175 mil euros por ano (de 50 para 45%), bem como no alívio do imposto sobre os lucros das empresas de 24 para 23 por cento.

Em contrapartida, o governo de David Cameron decidiu aplicar cortes sem precedentes nas prestações sociais e no Serviços Nacional de Saúde, onde serão despedidos 20 mil funcionários.

Os controversos cortes são criticados pela generalidade das organizações de beneficência, pelas quatro grandes confissões religiosas, incluindo a Igreja anglicana da Escócia, bem como pela oposição trabalhista. Todos afirmam que o governo prejudica os mais vulneráveis.

Em réplica, o ministro do Trabalho e Pensões, Iain Duncan Smith, e o titular da Economia, George Osborne, ambos conservadores, insistem em que as medidas são «justas», uma vez que incentivam as pessoas a procurar trabalho em vez de permanecerem dependentes dos subsídios do Estado.

A falácia é porém evidente. Não só o desemprego já atinge a taxa de oito por cento, como as prestações em causa afectam não só desempregados como também pessoas incapacitadas.