Pesquisa Mafarrico

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domingo, 29 de abril de 2012

Brasil: Estado máximo, só para os bancos


A gestão do capitalismo no governo da srª Dilma 
Estado máximo, só para os bancos

por Maria Lucia Fattorelli [*]
Em meio a insistentes ataques da grande mídia à "corrupção" de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança…

E muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.

Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobrás possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até estrangeiras? Por que privatizar os hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos, sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se corta recursos destas áreas? O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões?



sábado, 28 de abril de 2012

Colômbia: Sem mais cartas na manga, Santos!

Sem mais cartas na manga, Santos!
Timoleón Jiménez
Comandante do Estado-Maior Central das FARC-EP
Montanhas da Colômbia
(resumo)


Não se equivoquem. Um processo de paz com as FARC não pode ser secreto nem às costas do país, há de ser num cenário em que o povo colombiano possa voltar a denunciar e conseguir, por fim, justiça por tanta barbaridade sofrida.



Cada vez que os de baixo pronunciamos as palavras democracia, justiça ou equidade social, se irritam furiosamente os poderosos capitalistas que assimilam o crescimento de suas fortunas às custas dos demais cidadãos. Tudo já está definido, repetem, presunçosos e zombeteiros. Isso, precisamente, é o que discutimos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Que Devemos a Lénine

Revisitando Álvaro Cunhal - parte III

O Que Devemos a Lénine



Assinalando os 142 anos do nascimento de Lénine (22 de Abril de 1870), O Mafarrico publica um artigo do grande comunista português  Álvaro Cunhal e recorda textos de Lénine alusivos a Portugal.    


Por Álvaro Cunhal
(Publicado no Pravda, Abril 1970)

Quando, em 28 de Maio de 1926, um golpe militar reaccionário pôs fim à República parlamentar em Portugal, o Partido Comunista Português, fundado cinco anos antes, era um pequeno partido, com reduzida influência. Desde então, ao longo dos 43 anos de ditadura fascista, a repressão caiu com particular ferocidade sobre os comunistas. Como se explica então que todos os partidos democráticos existentes em 1926 tenham soçobrado sob a repressão e o Partido Comunista, nas mais difíceis condições, se tenha tornado um influente partido e indiscutivelmente a maior força política da Oposição antifascista? O facto explica-se porque o PCP, partido da única classe verdadeiramente revolucionária, se forjou e temperou através de duras provas, como um partido revolucionário guiado e inspirado pela teoria científica do proletariado revolucionário — o marxismo-leninismo.

Horror no Iraque : A barbárie Americana

Consequência das armas de destruição massiva
Horror no Iraque
 
 
 
"As armas de destruição massiva usadas pelos EUA no Iraque durante a guerra de invasão e ocupação provocam consequências devastadoras entre a população civil e pesam com horror sobre as novas gerações."

De acordo com informações apuradas pela rede IraqSolidaridad, disponíveis no rebelion.org, algumas dessas consequências são tangíveis na martirizada cidade de Fallujah, nomeadamente as respeitantes ao aumento dos casos de crianças que nascem com malformações congénitas atribuíveis à exposição da população local a bombas termobáricas, a fósforo branco ou a projécteis contendo urânio empobrecido (cujos efeitos se prolongam, em média, por 4,5 milhões de anos).
 
 
Apesar de ser muito difícil contabilizar com rigor o número total de afectados – já que «as famílias enterram os recém-nascidos [com malformações] em segredo logo que estes morrem», explicou o doutor Nadim al-Hadidi –, os casos observados em Fallujah são o exemplo acabado de um cenário de horror.
 

A nacionalização

A nacionalização

Por Jorge Cadima



"O que provoca tamanha indignação é a perda de uma teta para espremer"




"A razão de tanta indignação perante a renacionalização parcial da empresa petrolífera argentina (criada em 1923 como empresa estatal) nada tem a que ver com «acordos rasgados». Os trabalhadores portugueses sabem-no bem. Os troikeiros que choram lágrimas de crocodilo pelo «incumprimento de acordos» todos os dias rasgam acordos e contratos que garantem salários, pensões, serviços públicos. O que provoca tamanha indignação é a perda de uma teta para espremer."

terça-feira, 24 de abril de 2012

Por Abril, sempre!

Por Abril, sempre!
Para que as velhas, atuais e novas gerações de portugueses e portuguesas se reconheçam nesse dia.


Uma violenta ofensiva feita em nome do " combate ao défice " e para "acalmar os mercados", quando na verdade, se trata de mais um ataque aos direitos de quem trabalha e produz riqueza, para servir os lucros e previlégios dos grupos econômicos e financeiros.
 
Este é o rumo que o PSD, PS e CDS- PP têm seguido há mais de três décadas e que está a conduzir o país para o desastre.

Esta é a política que produz desemprego, recessão econômica, que destroi a produção nacional, agrava o endividamento e a dependência externa.

Por isso tudo, precisamos de ABRIL de novo !
 

Sobre a concepção marxista do Estado

Sobre a concepção marxista do Estado
Por Albano Nunes





A questão do Estado ocupa um lugar particularmente importante no marxismo-leninismo, na ciência do materialismo histórico em geral, e na teoria da revolução em particular.

Isso é motivo mais do que suficiente para que os quadros comunistas procurem conhecer e assimilar os principais trabalhos dos clássicos nesta matéria, assim como ulteriores desenvolvimentos resultantes da evolução social e da prática revolucionária.

Mas nas actuais circunstâncias da vida nacional e internacional, a questão do Estado adquire redobrada atualidade e uma importância de carácter eminentemente prático, nomeadamente por três razões fundamentais.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Homenagem a Staline

Stalin e Lenin


Homenagem a Staline



Em lugar do prefácio

por Carlos Costa


[“Pelo Socialismo” procedeu à reedição em livro – que já se encontra disponível – da obra de I. V. Stáline “Princípios do Leninismo”, publicada em 1972 por José Ricardo (pseudónimo), traduzida de uma edição francesa, tradução agora revista, cotejada com o original russo e de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Esta obra tem uma introdução de Carlos Costa, que aqui transcrevemos.]


Hoje há um conjunto apreciável de livros e estudos de qualificados investigadores e historiadores que desmentem documentalmente as calúnias contra Stáline e clarificam as causas fundamentais das derrotas do Socialismo na Europa. Sem reconhecer estes factos, além de satisfazer outras condições de natureza ideológica, política, organizativa e de ligação às massas nenhum Partido Comunista poderá definir uma estratégia adequada à situação atual.

Friedrich Engels : Introdução à Edição de 1891 do livro de Karl Marx "A Guerra Civil em França "

Friedrich Engels : Introdução à Edição de 1891 do livro de Karl Marx "A Guerra Civil em França "



Chegou-me inesperadamente a solicitação para editar de novo a Mensagem do Conselho Geral internacional sobre A Guerra Civil em França e para a acompanhar de uma introdução. Por isso só posso tocar aqui, em poucas palavras, os pontos mais essenciais.

Faço preceder o referido trabalho, mais extenso, das duas Mensagens, mais curtas, do Conselho Geral sobre a guerra franco-alemã
(1*). Por um lado, porque na Guerra Civil é referida a segunda, ela mesma não inteiramente compreensível sem a primeira. Mas também porque estas duas Mensagens, igualmente redigidas por Marx, são provas eminentes, em nada inferiores à Guerra Civil, do maravilhoso dote do autor, demonstrado pela primeira vez em O 18 de Brumário de Louis Bonaparte, de apreender claramente o carácter, o alcance e as consequências necessárias de grandes acontecimentos históricos, ao tempo em que estes acontecimentos ainda decorrem diante dos nossos olhos ou apenas acabaram de se consumar. E, finalmente, porque ainda hoje temos de sofrer, na Alemanha, as consequências, anunciadas por Marx, daqueles acontecimentos.

sábado, 21 de abril de 2012

Lénine Obras escolhidas : Teses e Relatório Sobre a Democracia Burguesa e a Ditadura do Proletariado

I Congresso da Internacional Comunista
Teses e Relatório Sobre a Democracia Burguesa e a Ditadura do Proletariado
V. I. Lénine - 4 de Março de 1919


"Só a organização soviética do Estado está em condições de efectivamente demolir de um só golpe e de destruir definitivamente o velho aparelho burocrático e judicial, isto é, o aparelho burguês, que se manteve e que devia inevitavelmente manter-se sob o capitalismo, mesmo nas repúblicas mais democráticas, e que constitui de facto o maior entrave à realização da democracia para os operários e os trabalhadores. A Comuna de Paris deu o primeiro passo de importância histórica mundial neste caminho, o Poder Soviético deu o segundo. "

"A supressão do poder de Estado é o objectivo que se colocaram todos os socialistas, Marx incluído e à cabeça. A verdadeira democracia, isto é, a igualdade e a liberdade, é irrealizável sem a realização deste objectivo. Mas só a democracia soviética ou proletária conduz na prática a este objectivo, porque, chamando as organizações de massas dos trabalhadores à participação permanente e necessária na administração do Estado, começa a preparar imediatamente a extinção completa de todo o Estado."

sexta-feira, 20 de abril de 2012

As bolsas, as troikas e as concordatas

As bolsas, as troikas e as concordatas
por Jorge Messias


«A Bolsa de Valores Sociais reproduz o ambiente de uma Bolsa de Valores e o seu papel é facilitar o encontro entre ONG criteriosamente seleccionadas (com trabalhos reais e comprovados na área da Educação e do Empreendorismo) e investidores sociais (doadores) dispostos a apoiar essas Organizações através da compra das suas acções» (do Ante-projecto subscrito por Fundações como a Atitude, a Gulbenkian, a EDP, a Caixa Geral dos Depósitos, a Melvox, etc.).

«O nascimento de um sistema capitalista exige uma revolução moral. Muitos indivíduos têm de optar por uma nova forma de vida, orientada por um sistema de escolha mais exigente. O Capitalismo ou é uma revolução moral ou nada é… Se perdermos as nossas almas nesse processo, de nada servirá a salvação dos pobres do mundo inteiro» (Michael Novak, «A Ética católica e o espírito do Capitalismo»).

«Na República democrática a riqueza exerce o seu poder de forma indirecta mas tanto mais segura, isto é: por um lado, pela corrupção directa dos funcionários, como acontece nas Américas; e também pela aliança permanente entre os Governos e as Bolsas de Valores» (Lenine citando Engels na obra «O Estado e a Revolução») . 

 O correr dos tempos salta aos olhos quando se fala abertamente em doutrina social da Igreja. Em termos históricos, dois ou três séculos atrás (ou seja, ainda «ontem», na memória dos homens), a hierarquia romana tecia a sua imagem em torno de meia-dúzia de mitos como «o milagre», a «tradição», a «caridade», a «diabolização do inimigo» ou a «subsidiaridade»...

O que está na ordem do dia na América Latina?

PC do México: O que está na ordem do dia na América Latina?

Seminário apresentado em nome do PCM (Partido Comunista de México) no Seminário Internacional do PCB, na Semana dos 90 Anos do PCB, por Diego Torres, Segundo Secretário do Bureau Poítico do Comitê Central do PCM.



Queridos camaradas,

É uma grande honra para nós celebrar com nossos irmãos de classe os 90 anos de existência do Partido Comunista Brasileiro e, nesse marco, participar do
Seminário Internacional: Crise do Capitalismo. A ofensiva imperialista e a luta pelo socialismo.

A crise se aprofunda.

O contexto geral, sem nenhuma dúvida, continua sendo o desenvolvimento da crise de superacumulação e o seu agravamento. Nos últimos meses, temos assistido claramente dois de seus sintomas mais graves. O colapso social, que pode ser apreciado em vários lugares na Europa, principalmente na Grécia, Espanha, Irlanda, na região do Báltico, etc, e as crescentes tensões bélicas entre os centros imperialistas, sobretudo na região do Oriente Médio, mais especificamente na perigosa luta pelo controle dos fluxos de gás, que começa a se delinear sobre o terreno da Síria e Irã.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Karl Marx e o nosso tempo

Revisitando Cunhal - parte II
Karl Marx e o nosso tempo


Por Álvaro Cunhal


"A vida tem mostrado que quem abandone o marxismo-leninismo não ganha novas possibilidade de um trabalho teórico criativo, de uma acção revolucionária inovadora, antes se priva da base fundamental e de um instrumento indispensável para a criatividade da teoria e na acção revolucionária."

Extracto da intervenção de Álvaro Cunhal na Conferência Científica Internacional, Berlim (RDA), 13 de Abril de 1983




Com a elaboração dos fundamentos do materialismo dialéctico e do materialismo histórico, com as suas descobertas no domínio da filosofia e da economia, Marx, em estreita colaboração com Engels, deu à classe operária, aos povos, a todas as forças do progresso, um poderoso instrumento de análise e uma arma de luta e combate.

As causas profundas da evolução da sociedade tornaram-se conhecimentos científicos com as descobertas de Marx sobre o carácter fundamental de base económica, a interacção das infra-estruturas e das superestruturas e o papel da luta de classes.

O desenvolvimento e o carácter transitório do capitalismo e a passagem ao socialismo revelaram-se como inevitabilidades históricas com a descoberta das leis do modo de produção capitalista, designadamente da mais-valia e da acumulação, e do papel da classe operária, força motora da liquidação do capitalismo e da construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.

Venezuela : Um candidato à medida da direita fascista

Capriles - a horrorosa face do fascismo Venezuelano


Um candidato à medida da direita fascista
por Pedro Campos




Henrique Capriles Radonski é o candidato da oposição.

A família é proprietária de um império mediático, industrial, imobiliário e de um dos principais circuitos de salas de cinema do país. Iniciou-se em política em 1998 – diz-se que a família lhe comprou o lugar de deputado – pela mão do partido democrata-cristão com o qual romperia pouco depois porque aquela tinha sido «uma relação muito conjuntural (...) através de uma relação com o meu primo direito». Estalou igualmente o verniz da sua ligação ao partido social-democrata, o que levou Ixora Rojas, sua colega de parlamento, a escreve-lhe numa carta: «O senhor é a expressão pura do pior que fizemos na IV República: (...) privilegiar o poder económico sobre a trajectória humana (...) levar ao poder nulidades vaidosas e pensar que com montes de dinheiro se podia comprar tudo...».

Profundamente antinacional, já avisou que não duvidaria em privatizar «um pedaço» da companhia petrolífera hoje finalmente ao serviço das grandes maiorias.

 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

O anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa

O anticomunismo, arma estratégica da ideologia burguesa

Por Manuel Gusmão





A ideologia burguesa é a ideologia da burguesia. Dizer isto parece ser uma banalidade sem consequências ou uma mera tautologia Mas talvez não o seja. É que uma das características básicas da ideologia burguesa consiste em recusar que seja uma ideologia e que seja referida a um sujeito social preciso, a burguesia.

Assim, a maior parte das vezes, a ideologia burguesa tenta fazer-se passar por uma espécie de senso comum, ou por uma difusa doxa, uma espécie de «opinião pública» que atravessasse as fronteiras entre as diferentes classes. Todas essas formas de se considerar a si mesma, comportam gestos que visam recusar e dificultar a sua percepção como ideologia, ou seja, um conjunto de representações, imagens do mundo e valores que exprimem os interesses e as necessidades de reprodução das condições de existência de uma determinada classe social.

A ideologia burguesa funciona, assim, como um conjunto de «evidências» destinadas a promoverem uma (falsa) consciência de si no mundo e na sociedade, por parte de indivíduos vivendo numa sociedade de classes antagónicas.



A revolução de Outubro e a questão do Estado

A revolução de Outubro e a questão do Estado 

Revisitando os textos do grande comunista português Álvaro Cunhal


A forma da Ditadura do Proletariado instaurada pela Revolução de Outubro foi o poder dos sovietes de deputados operários, soldados e camponeses. No próprio dia 7 de Novembro de 1917, discursando pela primeira vez depois do triunfo da revolução, Lénine proclamou: «O velho aparelho de Estado será radicalmente destruído e será criado um novo aparelho de direcção na pessoa das organizações dos Sovietes.»(«Relatório sobre as tarefas que incumbem ao poder dos Sovietes»,Obras, edição francesa, vol. 26, p. 245)

Os sovietes não foram uma criação artificial, decidida por teóricos num trabalho de gabinete. Os sovietes foram uma criação da classe operária e das massas trabalhadoras no decurso da luta revolucionária. Nascidos nas grandes batalhas políticas da Revolução de 1905-1907, reapareceram com o triunfo da revolução democrático-burguesa de Fevereiro de 1917 e ganharam tal amplitude que constituíram durante meses, até Julho de 1917, um órgão de poder paralelo do governo provisório da burguesia. O mérito de Lénine e do Partido Bolchevique não foi terem «inventado» os sovietes, mas terem sabido descobrir nesses organismos revolucionários criados pelas massas o órgão do poder no Estado proletário. Com a Revolução de Outubro, o poder do Estado passou para os sovietes. O primeiro Estado proletário foi e ainda é um Estado soviético.

terça-feira, 17 de abril de 2012

As insurreições no Oriente Próximo e as tentativas imperialistas de desestabilizar a região.

As insurreições no Oriente Próximo e as tentativas imperialistas de desestabilizar a região.


Leila Ghanem[1]


INTERVENÇÃO DE LEILA GHANEN NO SEMINÁRIO INTERNACIONAL DOS 90 ANOS DO PCB (Partido Comunista Brasileiro)


Mais uma vez o Oriente Médio (o Mundo Árabe, em específico), mostra que é capaz de gerar movimentos de resistência (Líbano, Iraque, Palestina), de transformar as aventuras coloniais em derrotas militares categóricas e dar início a um ciclo de revoltas populares (e se trata de um ciclo que foi interrompido pelo Escudo do Golfo[2]) no Iêmen, Jordânia, Bahrein, Marrocos, ocasionando uma intervenção militar imperialista na Líbia e as tentativas ainda em curso na Síria... Desde então estes eventos não são mais um assunto local e seu impacto diz respeito a todos nós...

Faço, aqui, uma distinção na minha análise entre os casos sírio e líbio, sujeitos a manobras colonialistas específicas do eixo EUA / França / Escudo do Golfo.

 


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Dívida espanhola atinge 165% do PIB, mas igreja e rei não sofrem austeridade

O fascista, também chamado de Rei da Espanha, matando elefantes por esporte e Espanhóis por convicção política.

Dívida espanhola atinge 165% do PIB, mas igreja e rei não sofrem austeridade




A dívida soberana espanhola atingiu no final de 2011 o valor de 1,775 bilhões de euros, correspondente a 164,5 por cento do PIB, porcentagem que corresponde à que produziu as cruéis intervenções de austeridade na Grécia. Os dados foram divulgados pelo Banco da Espanha no mesmo dia em que o governo de Rajoy anunciou mais cortes de despesas pública, atingindo a saúde pública e a educação.

A relação entre a dívida soberana e o PIB na Espanha é das mais altas do mundo. As normas da União Europeia estabelecem uma dívida externa máxima de 60 por cento do PIB; quando se iniciou a intervenção na Grécia a dívida grega era de 120 por cento do PIB, verificando-se que a política de austeridade adotada a fez subir em menos de dois anos para quase 170 do PIB. O governo direitista de Rajoy, em associação com a senhora Merkel e a Comissão Europeia, segue essa mesma política na Espanha, que poderá significar um desempregado a cada quatro espanhóis no fim deste ano. A dívida espanhola é sobretudo externa; só 16 por cento correspondem a dívida pública.

A restauração do modo de produção capitalista na União Soviética

A restauração do modo de produção capitalista na União Soviética 

publicado originalmente em Rapporti Sociali  n.º 8, em Novembro de 1990



A tese de que os revisionistas modernos restauraram, na União Soviética, durante os anos 50 (sob a direcção de Khruchov), o modo de produção capitalista foi mantida nos anos 60 e 70 por grupos marxistas-leninistas, no contexto da denúncia da linha de reacção anticomunista e de restauração capitalista adoptada pelos revisionistas modernos, que dirigiam a URSS e grande parte dos países do Leste da Europa. Esses grupos consideravam que a União Soviética era um país socialcapitalista e socialimperialista, ou seja, socialista nos discursos dos dirigentes e nas declarações de intenções que faziam para defender as suas iniciativas ante as massas, mas capitalista e imperialista «de facto».

Consideramos que esta tese só é justa no sentido em que a linha seguida pelos revisionistas modernos, embora encoberta com palavras comunistas», levava na realidade à restauração do capitalismo e tornaria a URSS num país imperialista. Não obstante, esta tese é errónea ao pretender que esse resultado já tinha sido alcançado.
Consideramos o seguinte:

quinta-feira, 12 de abril de 2012

União Europeia, é uma mentalidade de campo de concentração e de trabalho escravo que se pretende legalizar com a palavra de ordem «mais Europa».

União Europeia, uma ameaça à democracia
 
por Rui Paz

 
Uma parte significativa das elites federalistas que hoje é obrigada a distanciar-se da euforia com que saudou o euro, o Tratado de Lisboa e outras etapas do processo de integração da União Europeia (UE), continua a defender que a solução para a actual crise política, económica e social passa por «mais Europa!». Critica, e com razão, a chanceler da Alemanha como ditadora pelas suas ameaças e actos contra a soberania dos povos, mas repete as palavras de ordem que conduzem exactamente àquilo que o grande capital alemão pretende, o reforço do seu poder de intervenção na orientação política dos governos dos outros estados. «Mais Europa!» significa na realidade mais aprofundamento do federalismo, mais hegemonia alemã, mais retrocesso social e ataques à democracia, mais militarismo.

Na verdade, a UE, à medida que prossegue o seu aprofundamento, transforma-se cada vez mais numa verdadeira ameaça contra a soberania da maior parte dos estados-membros e num perigo mortal para as conquistas democráticas e sociais obtidas pela luta dos trabalhadores e dos povos após a derrota do nazi-fascismo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Limpeza étnica promovida pelo Sionismo na Palestina

Palestina Livre !!
 Mapas secretos mostram os reais objetivos de Israel na Palestina
por Baby Siqueira Abrão




Mapas secretos liberados na semana passada mostram que os sionistas podem expandir suas colônias e inviabilizar em definitivo a constituição do Estado palestino. Também mostram que, ao contrário do que as autoridades israelenses afirmam há anos, a construção do muro teve como objetivo o confisco de terras palestinas e não a segurança de Israel.

Mapas secretos obtidos por um pacifista israelense indicam que Israel planeja construir novas colônias ilegais na Cisjordânia, numa área superior a 627 mil m2 (correspondente a quase 153 campos de futebol). Os mapas foram liberados pela Administração Civil, órgão ligado ao Ministério da Defesa sionista, por ordem judicial, depois que o ativista Dror Etkes, ex-diretor da ONG Peace Now, ganhou, na justiça israelense, uma ação baseada na Lei da Liberdade de Informação.

 
A notícia, publicada no jornal israelense Haaretz de 30 de março, não surpreende. Embora a Administração Civil de Israel tenha informado que os mapas mostram as alterações referentes a um banco de dados atualizado de tempos em tempos, e que não indicam a existência de planos de expansão das colônias – hoje ocupando mais de 9,5% da Cisjordânia –, é preciso lembrar que, ao longo de mais de 100 anos, as lideranças sionistas nunca esconderam o objetivo de tomar toda a Palestina histórica para a constituição do Grande Israel, país que se estenderia também para Líbano, Síria, Jordânia e Iraque. E que o programa do Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyhau, defende esse mesmo projeto, partilhado por outras forças políticas dentro e fora de Israel.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os movimentos sociais e os processos revolucionários na América Latina:uma crítica aos pós-modernistas

Os movimentos sociais e os processos revolucionários na América Latina: uma crítica aos pós-modernistas

Edmilson Costa*

Os anos 90 do século passado e os primeiros dez anos deste século foram marcados por intenso debate entre as forças de esquerda sobre o papel dos movimentos sociais, das minorias, das lutas de gênero e das vanguardas políticas nos processos de transformação econômica, social e política da sociedade. Colocou-se na ordem do dia a discussão sobre novas palavras de ordem, novos agentes políticos e sociais, novas formas de luta, novas concepções sobre a ação prática política.

Esses temas e concepções ocuparam o vazio político nesse período em funções de uma série de fenômenos que ocorreram na década de 80 e 90, como a queda do Muro de Berlim, o colapso da União Soviética e dos países do Leste Europeu, o refluxo do movimento sindical, a redução das lutas operárias nos principais centros capitalistas, a perda de protagonismo dos partidos revolucionários, especialmente dos comunistas, além da ofensiva da ideologia neoliberal em todas as partes do mundo, sob o comando das forças mais reacionárias do capital.

O processo de concentração e centralização do capital

O processo de concentração e centralização do capital

Por Pedro Carvalho



«Algumas dezenas de milhares de grandes empresas são tudo, os milhões de pequenas empresas não são nada», afirmava Lénine no seu livro «O Imperialismo, fase superior do capitalismo», enquanto dava exemplos da época do processo notavelmente rápido de concentração da produção em empresas cada vez maiores, da elevação do nível de aperfeiçoamento técnico e do que aí decorria de aumento da produtividade do trabalho, de redução dos custos unitários de trabalho e do aumento da taxa de exploração. Do que isso significava de ganho sobre outros capitalistas no livre jogo da concorrência, de anexação de capitais de menor rentabilidade e apropriação das mais-valias geradas pela força de trabalho que «comanda(va)m». Do grau de desenvolvimento das forças produtivas que criam um excedente de capital para localização produtiva, para exportação, para explorar outras forças de trabalho, para expandir o processo de valorização do capital para além das fronteiras nacionais. Exportar capitais para reexportar mercadorias. Gerar «superlucros» para estabilizar as taxas de lucro, para contrariar a tendência para sua baixa. Este é o retrato do monopólio. O monopólio marca assim a fase de transição do capitalismo para sua fase superior.

domingo, 8 de abril de 2012

Os caminhos da "democracia à maneira dos EUA" são sinistros e fatais

O império mundial da violência contra-insurgente

por Gilberto Lopez y Rivas [*]


Através da Wikileaks tive acesso ao Manual de Campo 31-20-3 – Tácticas, técnicas e procedimentos de defesa interna para as Forças Especiais no estrangeiro , que é o terceiro de uma série produzida pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para treinar e guiar a sua soldadesca nas tarefas intervencionistas e repressivas de âmbito mundial, sob a capa propagandística de ajudar outros governos "a libertar e proteger as suas sociedades da subversão, da desordem e da insurreição". O que seria de nós se os bons rapazes do tio Sam não estivessem sempre prontos para nos salvar do caos?

Recorda-se que os intelectuais do Pentágono inventaram uma quimera eufemística-política-ideológica a que eles chamam de "país anfitrião", isto é, governos subservientes aos EUA, que enfrentam situações de desestabilização de vários tipos, mas principalmente insurreições armadas e movimentos sociais que têm apoio popular, ante as quais recorrem à ajuda altruísta da contra-insurreição dos Rambos das forças especiais. Assim, o Manual de campo afirma: "Uma premissa básica da nossa política externa é que a segurança dos EUA, suas instituições e os seus valores (leia-se: o capitalismo) serão melhor preservados e fortalecidos fazendo parte de uma comunidade de nações realmente livres e independente (leia-se: sujeitas à órbita imperial). A este respeito, os Estados Unidos esforçam-se por incentivar outros países a fazer a sua parte na preservação dessa liberdade e independência (leia-se: o regime autoritário e renúncia de soberania). O objectivo é apoiar os interesses dos EUA através de um esforço conjunto (mais claro nem a água). Onde os interesses nacionais dos Estados Unidos estiverem envolvidos (leia-se: corporações, petróleo, territórios geo-estratégicos) os EUA fornecerão assistência militar e económica para complementar os esforços desses governos (leia-se: para manter a ordem estabelecida)". Em resumo, o propósito político do manual é defender os interesses imperialistas dos EUA através de aconselhamento e treino em contra-insurreição de tropas de cipaios do "país anfitrião".
 

A guerra dos EUA-Israel ao Irão: O mito de uma campanha limitada

A guerra dos EUA-Israel ao Irão: O mito de uma campanha limitada

por James Petras

A crescente ameaça de um ataque militar dos EUA-Israel ao Irão baseia-se em vários factores incluindo: (1) a história militar recente de ambos os países na região; (2) pronunciamentos públicos de líderes políticos estado-unidenses e israelenses; (3) ataques recentes e em curso ao Líbano e à Síria, aliados importantes do Irão; (4) ataques armados e assassínios de cientistas e responsáveis de segurança iranianos por grupos terroristas e/ou afectos sob controle dos EUA ou da Mossad; (5) o fracasso das sanções económicas e da coacção diplomática; (6) escalada de histeria e exigências extremas ao Irão para por fim ao enriquecimento de urânio de uso legal e civil; (7) "exercícios" militares provocatórios nas fronteiras do Irão e jogos de guerra destinados a intimidar e a um ensaio geral para um ataque antecipativo; (8) pressão poderosa de grupos pró guerra tanto em Washington como em Tel Aviv incluindo os principais partidos políticos israelenses e a poderosa AIPAC nos EUA; (9) e finalmente o National Defense Authorization Act de 2012 (um orwelliano decreto de emergência de Obama, de 16/Março/2012).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O caminho para a paz e os seus inimigos

O caminho para a paz e os seus inimigos
Por Pedro Guerreiro


EUA e seus «amigos» tudo fazem para sabotar qualquer iniciativa de paz



Aqueles que planearam e anseiam por fazer na Síria o que fizeram na Líbia têm vindo a ver, até ao momento, os seus criminosos intentos gorados.

A coberto de uma resolução do Conselho de Segurança, que consideram «histórica», os EUA e a NATO, com o apoio dos seus aliados, bombardearam durante sete meses a Líbia, uma agressão que representou uma brutal violação dos mais elementares direitos humanos e do povo líbio, provocando dezenas de milhares de mortos e feridos, a destruição de um país e o assassinato do seu chefe de Estado.


Aspectos da experiência da luta de classes na Grécia e na Europa

Aspectos da experiência da luta de classes na Grécia e na Europa

Contribuição de Giorgos Marinos, membro do Buró Político do CC do KKE e deputado nacional, ao seminário internacional do Partido Comunista Brasileiro com tema “Capitalismo: a ofensiva imperialista e a luta pelo socialismo”


O Partido Comunista da Grécia expressa seu agradecimento ao Partido Comunista Brasileiro e felicita para os eventos importantes que organizou. Nosso partido saúda calorosamente as lutas dos comunistas brasileiros que oferecem importantes exemplos de sacrifício, de heroísmo, de resistência e encabeçam a organização da luta da classe operária e do campesinato pobre, o desenvolvimento da luta de classe na confrontação com a burguesia, o Estado burguês e os mecanismos de repressão.



Os comunistas tiram sua força dos valores revolucionários e é por isso que não se ajoelharam perante as diversas perseguições, o encarceramento, os assassinatos que foram levados a cabo pelo adversário, com o intuito de impedir a luta pela libertação dos grilhões da exploração capitalista. Esta experiência oferece ensinamentos para responder às novas condições, tendo claro que a democracia burguesa foi e continua sendo a ditadura dos monopólios e que a solução virá do desenvolvimento da luta de classes até o final.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os iluminatti e os banqueiros monges

Os iluminatti e os banqueiros monges
por Jorge Messias
 
Jornal Avante
 
 
  «Na escrita da História trepam erros, verdades que envelhecem, ordena-se ou amontoa-se desirmanados os documentos, os valores, os símbolos, as ferramentas, o conhecimento alargado, as explicações técnicas, as utopias, os mitos. Uns, de corpo inteiro; outros, esfacelados ou sem membros. Uns, horrendos e outros de olhos angélicos» (A. Borges Coelho, Historiador).

«A primeira geração não nos pertencerá. A segunda, quase nos pertencerá. A terceira, sem qualquer dúvida, pertencer-nos-á. Sabemos que o nosso desejo é estabelecer um Império Mundial. Criaremos uma Nova Ordem Mundial através da dissolução de todos os governos democráticos e liberais, a fim de estabelecermos um governo absoluto único sob a égide do papa de Roma, tal como na Era das Trevas»

(de textos traduzidos para o Inglês e expostos no British Museum, de Londres).


«Em todo o mundo, 80% dos capitais financeiros das 43 300 maiores empresas são controlados por um grupo de 737 multinacionais. Mais: dessas 737 entidades, um reduzido grupo de 50 possui 40% da massa financeira detida por todas as multinacionais que existem no sistema capitalista mundial»

(Instituto Federal de Tecnologia, Zurique, «The network of global corporate control»).

Nos tempos que decorrem, as guerra de agressão podem desenvolver-se nos moldes militares tradicionais, podem ter um figurino económico, ou podem consistir numa combinação entre o militar, o subversivo, o económico-financeiro e o político-religioso. É por isso muito interessante a referência que o relatório dos investigadores suíços faz à cadeia de comando das transnacionais que dominam os mercados e são conduzidas por uma elite financeira (ou iluminatti) assente em cinco gigantescos grupos bancários (Barklays, J.P.Morgan, Citibank, Bank of America e Goldman Sachs) e em poderosos truts seguradores transnacionais, tais como a Merril Linch, a Morgan Stanley, a Société Generale, a Banque Populaire, etc.

Os assassinos sionistas de Israel intensificaram as “práticas racistas e agressivas” contra o povo palestino ao longo do mês passado



Em março, trinta palestinos foram mortos por Israel e 300 presos

Middle East Monitor

Fonte: Uruknet





Uma organização de direitos humanos informou que as forças de ocupação israelitas intensificaram as “práticas racistas e agressivas” contra o povo palestino ao longo do mês passado, durante os quais Israel realizou dezenas de operações e incursões militares nos territórios palestinos ocupados. “Trinta palestinos foram mortos por Israel em março”, disse a Fundação Internacional de Solidariedade para os Direitos Humanos, “a maioria deles na sitiada Faixa de Gaza”.

 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É NO MÍNIMO DE MUITO MAU GOSTO....(Sobre as declarações do Sr. Ratzinger.....)

É NO MÍNIMO DE MUITO MAU GOSTO....
(Sobre as declarações do Sr. Ratzinger.....)


por Catarina Casanova




1. É no mínimo de muito mau gosto que o Sr. Ratzinger – fotografado durante a II Grande Guerra Mundial com a farpela nazi da juventude hitleriana – a propósito da sua visita oficial ao México (e a caminho de Cuba), tenha vindo a público fazer declarações sobre a desactualidade do marxismo leninismo enquanto proposta transformadora da sociedade.

 É de muito mau gosto porque, quanto mais não seja, foi também e sobretudo, o tal “marxismo leninismo”, que libertou a Europa das garras hitlerianas do fascismo. Por muito que queiram branquear a história, foi o Exército Vermelho que pela primeira vez, na II Grande Guerra Mundial, derrotou o exército nazi-fascista. Foi o Exército Vermelho que correu com os nazis até Berlim e também por isso dispensa discursos de fascistas, “simpatizantes” da juventude hitleriana que NUNCA tiveram coragem de se opor à besta fascista – ao contrário de milhões de comunistas que deram as suas vidas mas NUNCA se dobraram perante o fascismo. O Sr. Ratzinger, infelizmente, não pode dizer o mesmo.
 

OS SOLDADOS PSICOPATAS DOS EUA: A barbárie sistêmica da ocupação do Afeganistão

Soldado psicopata dos EUA exibindo seu troféu - um civil afegão assassinado
A barbárie sistêmica da ocupação do Afeganistão

Ross Caputi
Fonte: Uruknet, Tradução de F. Macias





Haverá moralmente uma diferença significativa entre homicídio, como o massacre de Panjwai, e dano colateral? Perguntem aos civis afegãos.


A morte de civis inocentes não é nada de novo no Afeganistão, mas estas 16 vítimas, nove das quais crianças, foram alegadamente assassinadas por um soldado sem escrúpulos, em vez de os assassinos habituais – ataques com drones, ataques aéreos e balas perdidas. Este incidente provocou a raiva entre os Afegãos e de modo idêntico aos ocidentais. Mas porque é que os ocidentais não ficam igualmente indignados quando os ataques com drones matam famílias inteiras?