Pesquisa Mafarrico

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

EUA: O fascismo cristão está cada vez mais forte



EUA: O fascismo cristão está cada vez mais forte


por Chris Hedges (*)





Dezenas de milhões de cidadãos estadunidenses, reunidos em um movimento difuso e rebelde conhecido como a direita cristã, começam a desmantelar o rigor científico e intelectual do Iluminismo. Eles estão a criar um Estado teocrático, baseado na lei bíblica, e buscam aniquilar a todos aqueles que definem como inimigos. Esse movimento, que vai cada vez mais se aproximando ao fascismo tradicional, procura forçar um mundo recalcitrante à submissão ante uma América imperial. Ele defende a erradicação dos “desviantes sociais”, a começar pelos homossexuais, e avança sobre os imigrantes, os humanistas seculares, feministas, judeus, muçulmanos e aqueles que rejeitam como "cristãos nominais", como são denominados os fiéis que não aceitam a sua interpretação pervertida e herética da Bíblia. Os que se opõem a este movimento de massas são condenados por constituírem uma ameaça à saúde e higiene do país e da família. Todos devem ser expurgados.

Os seguidores das religiões desviantes, do judaísmo ao islamismo, deverão ser convertidos ou reprimidos. Os meios de comunicação desviantes, as escolas públicas desviantes, a desviante indústria do entretenimento, os desviantes governos e judiciários seculares e humanistas e as igrejas desviantes serão enquadradas, ou fechadas. Haverá uma promoção implacável de "valores cristãos", que já ocorre nas cadeias de rádios e televisões cristãs e nas escolas cristãs, com informações e fatos sendo substituídos por formas abertas de doutrinação. A marcha em direção a essa terrível distopia já começou. Isso está acontecendo nas ruas do Arizona, nos canais de notícias a cabo, nos comícios do Tea Party, nas escolas públicas texanas, entre membros de milícias e no interior de um Partido Republicano que está sendo açambarcado por estes lunáticos.

Elizabeth Dilling, que escreveu "The Red Network" (A Rede Vermelha) e foi simpatizante do nazismo, é leitura recomendada por apresentadores de TV trash-talk como Glenn Beck. Thomas Jefferson, que favoreceu a separação entre igreja e estado, é ignorado nas escolas cristãs e em breve será ignorado nos livros das escolas públicas do Texas. A direita cristã passou a saudar a contribuição "significativa" da Confederação sulista [que reunia os estados separatistas durante a Guerra Civil]. O senador Joseph McCarthy, que comandou a caça às bruxas anticomunista na década de 1950, foi reabilitado, e o conflito entre Israel e a Palestina é definido como parte da luta mundial contra o terror islâmico. Leis semelhantes às recém-aprovadas Jim Crow [conjunto de leis que definiam a segregação racial nos EUA] do Arizona estão em discussão em 17 outros estados do país.

A ascensão do fascismo cristão, que temos ignorado por nossa conta e risco, é alimentada por uma classe dirigente liberal[1
] ineficaz e falida, que tem se mostrado incapaz de reverter o desemprego crescente, proteger-nos dos especuladores da Wall Street, ou salvar a nossa desafortunada classe trabalhadora das retomadas de casas hipotecadas, da falência pessoal e da miséria. A classe dirigente revelou-se inútil na luta contra o maior desastre ambiental da nossa história, incapaz de encerrar caras e inúteis guerras imperiais ou de parar a pilhagem do país por suas empresas. A covardia dessa classe dirigente e os valores que ela representa acabaram por se tornar injuriados e odiados.

Os democratas se recusaram a revogar as graves violações ao direito internacional e nacional transformadas em lei pela administração Bush. Isto significa que, quando o fascismo cristão ascender ao poder, terá à disposição as ferramentas legais para espionar, capturar, negar habeas corpus e torturar ou assassinar cidadãos estadunidenses, como faz o governo Obama.

As pessoas que vivem no mundo real muitas vezes imaginam que essa massa de descontentes é constituída por bufões e imbecis. Eles não levam a sério aqueles que, como Beck, cultivam seus desejos primitivos de vingança, nova glória e de renovação moral. Os críticos do movimento continuam a empregar as ferramentas da razão, da pesquisa e dos fatos para contestar os absurdos propagados pelos criacionistas, que crêem que boiarão pelados no céu quando Jesus retornar à Terra. O pensamento mágico, a interpretação flagrantemente distorcida da Bíblia, as contradições abundantes em seu conjunto de crenças e a pseudociência ridícula são, no entanto, impermeáveis à razão. Não podemos convencer aqueles que se engajam nesse movimento a despertar. Nós é que estamos a dormir.

Aqueles que abraçam este movimento veem a vida como uma batalha épica contra as forças do mal e do satanismo. O mundo é em preto-e-branco. Eles precisam ver-se, mesmo que imaginariamente, como vítimas cercadas por bandos sombrios e sinistros empenhados na sua destruição. Eles precisam crer que conhecem a vontade de Deus e podem cumpri-la, principalmente através da violência. Eles precisam santificar sua raiva, uma raiva que está no cerne da ideologia. Eles buscam a dominação cultural e política total. Eles estão usando o espaço que a sociedade lhes oferece para destruí-la. Estes movimentos trabalham dentro das regras estritas do Estado secular porque não têm escolha. A intolerância que promovem é suavizada em público por seus operadores mais sagazes. Uma vez que reúnam energia suficiente, e eles estão a trabalhar duramente para obtê-la, tal cooperação desaparecerá. Em seus templos, fica evidente a ideia de construção de uma nação cristã baseada em controle total sobre os indivíduos e na recusa a permitir que qualquer dissidência se manifeste explicitamente. Estes pastores criaram, dentro de suas igrejas, pequenos feudos despóticos, e buscam replicar essas pequenas tiranias em uma escala maior.

Muitas dessas dezenas de milhões de pessoas que hoje se encontram na direita cristã vivem no limite da pobreza. A Bíblia, interpretada por pastores cuja conexão direta com Deus os coloca à prova de questionamentos, é o seu manual para a vida diária. A rigidez e simplicidade de suas crenças são armas potentes na luta contra seus próprios demônios e no combate diário pela sobrevivência. O mundo real, no qual Satanás, os milagres, o destino, os anjos e a magia não existem, golpeia-os como a troncos de árvore em um rio. Leva seus empregos e destroi o seu futuro. Este mundo apodreceu as suas comunidades e inundou as suas vidas com álcool, drogas, violência física, privação e desespero. E então eles descobriram que Deus tem um plano para eles. Deus vai salvá-los. Deus intervirá em suas vidas para promovê-los e protegê-los. A distância emocional que separa o mundo real do mundo da fantasia cristã é imensa. E as forças seculares e racionais, aquelas que falam a língua dos fatos e dados, são odiadas e temidas, em última instância, porque puxam os fiéis de volta para a “cultura da morte” que quase os destruiu.

Há contradições selvagens neste sistema de crenças. A independência pessoal é exaltada ao lado de uma subserviência abjeta aos líderes que afirmam falar por Deus. O movimento diz que defende a santidade de vida e defende a pena de morte, o militarismo, a “guerra justa” e o genocídio. Ele fala de amor e promove o medo da condenação e o ódio. Há uma dissonância cognitiva aterrorizante em cada palavra que proferem.

O movimento é, para muitos, um salva-vidas emocional. É tudo o que os une. Mas a ideologia, que rege e ordena suas vidas, é impiedosa. Aqueles que dela se desviam, como "apóstatas" que deixam as organizações da igreja, são marcados como heréticos e submetidos a pequenas inquisições, que surgem como conseqüência natural de movimentos messiânicos. Se o fascismo cristão vier a conquistar os poderes republicanos, as pequenas inquisições pouco a pouco se tornarão grandes.

O culto da masculinidade permeia o movimento. Os crentes são levados a pensar que o feminismo e homossexualidade tornaram o homem estadunidense física e espiritualmente impotente. Jesus, para a direita cristã, é um vigoroso homem de ação, que expulsa demônios, luta contra o Anticristo, ataca hipócritas e castiga os corruptos. Este culto da masculinidade, com sua glorificação da violência, é profundamente atraente para aqueles que se sentem impotentes e humilhados. Ele transmite a raiva que levou muitas pessoas para os braços do movimento. Ele os incita a chicotear aqueles que, dizem, procuram destruí-los. A paranóia sobre o mundo exterior é alimentada através de bizarras teorias da conspiração, muitas delas defendidas em livros como o de Pat Robertson, “The New World Order", uma tirada xenófoba que inclui ataques contra os liberais e as instituições democráticas.

A obsessão com a violência permeia os romances populares como o escrito por Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. Em seu apocalíptico “Glorious Appearing” (Glorioso Aparecimento) , baseado na interpretação própria de LaHaye das profecias bíblicas sobre o Segundo Advento, Cristo volta e estripa a carne de milhões de não-crentes com o som de sua voz. Há descrições longas de horror e sangue, de como “as palavras do Senhor haviam superaquecido seu sangue, fazendo com que estourassem suas veias e pele. Olhos se desintegraram. Línguas derreteram. A carne se dissolveu.” A série Left Behind (Deixados para Trás), à qual pertence este romance, é a mais vendida para adultos no país.

A violência deve ser usada para purificar o mundo. Os fascistas cristãos são chamados a um permanente estado de guerra. “Qualquer ensinamento de paz antes do retorno [de Cristo] é uma heresia...” diz o televangelista James Robinson.

Os desastres naturais, ataques terroristas, a instabilidade em Israel e até mesmo as guerras no Iraque e no Afeganistão são vistos como indícios gloriosos. Os fiéis insistem que a guerra no Iraque está prevista no nono capítulo do Apocalipse, onde quatro anjos “que estão presos no grande rio Eufrates serão libertados, para matar a terça parte dos homens.” A marcha é inevitável e irreversível e exige que todos estejam prontos para lutar, matar e talvez morrer. A guerra mundial, até mesmo nuclear, não é para ser temida, mas sim celebrada como precursora do Segundo Advento. À frente dos exércitos vingadores virá um bravo e violento Messias que condenará centenas de milhões de apóstatas a uma morte terrível e horripilante.

A direita cristã, enquanto abraça o primitivismo, procura legitimar suas mitologias absurdas nos marcos do direito e da ciência. Seus membros o fazem, a despeito de suas idéias retrógradas, porque se constituem em movimento totalitário distintamente moderno. Eles tratam de cooptar os pilares do Iluminismo, a fim de aboli-lo. O criacionismo, ou o “projeto inteligente”, assim como a eugenia para os nazistas ou a “ciência” soviética de Stalin, deve ser introduzido no mainstream como uma disciplina científica válida – daí, portanto, a reescrita dos livros didáticos. A direita cristã defende-se no jargão jurídico-científico da modernidade. Fatos e opiniões, a partir do momento em que são utilizados “cientificamente” para apoiar o irracional, tornam-se intercambiáveis. A realidade não é mais baseada na coleta de fatos e provas, e sim, baseada em ideologia. Fatos são alterados. Mentiras se tornam verdades. Hannah Arendt chamou a isso “relativismo niilista”, embora uma definição mais adequada pudesse ser “insanidade coletiva”.

A direita cristã tem, assim, o seu próprio corpo de “cientistas” criacionistas que usam a linguagem da ciência para promover a anticiência. Ela lutou, com sucesso, para ter seus livros criacionistas vendidos em livrarias como a do parque nacional do Grand Canyon e ensinados nas escolas públicas de estados como Texas, Louisiana e Arkansas. O criacionismo molda a visão de centenas de milhares de estudantes nas escolas e faculdades cristãs. Esta pseudociência alega ter provado que todas as espécies animais, ou pelo menos seus progenitores, couberam na arca de Noé. Contesta as pesquisas sobre a AIDS e a prevenção da gravidez. Ela corrompe e desacredita as disciplinas de biologia, astronomia, geologia, paleontologia e física.

No momento em que os criacionistas podem argumentar em pé de igualdade com geólogos, afirmando que o Grand Canyon não foi criado há 6.000.000.000 de anos, e sim há 6.000 pela grande enchente que ergueu a arca de Noé, estamos perdidos. A aceitação da mitologia como uma alternativa legítima à realidade é um duro golpe para o Estado racional e secular. A destruição dos sistemas de crença racional e empiricamente fundamentados é essencial para a criação de todas as ideologias totalitárias. A certeza, para aqueles que não podem lidar com as incertezas da vida, é um dos apelos mais poderosos do movimento. A desapaixonada curiosidade intelectual, com suas correções constantes e sua eterna procura de provas, é uma ameaça às certezas. Por isso, a incerteza deve ser abolida.

“O que convence as massas não são fatos”, Arendt escreveu nas “Origens do Totalitarismo”, “nem sequer a invenção dos mesmos, mas apenas a coerência do sistema de que presumivelmente fazem parte. A repetição, com sua importância um pouco exagerada devido à crença difundida na capacidade inferior das massas de compreender e lembrar, é importante porque as convence de que há uma consistência ao longo do tempo”.

Santo Agostinho definiu a graça do amor como Volo ut sis – Desejo que sejas. Há – escreveu – uma afirmação do mistério do outro nas relações baseadas no amor, uma afirmação de diferenças inexplicáveis e insondáveis. As relações baseadas no amor reconhecem que os outros têm o direito à existência. Essas relações aceitam a sacralidade da diferença. Esta aceitação significa que nenhum indivíduo ou sistema de crenças apreende ou defende uma verdade absoluta. Todos se esforçam, cada um à sua maneira, uns fora dos sistemas religiosos e outros dentro deles, para interpretar o mistério e a transcendência.

A sacralidade do outro é um anátema para os cristãos de direita, que não reconhecem a legitimidade de outras formas de ser e de pensar. Caso se reconheça que outros sistemas de crenças, inclusive o ateísmo, têm uma validade moral, a infalibilidade da doutrina do movimento, que constitui o seu principal apelo, é destruída. Não pode haver formas alternativas de pensar ou de ser. Todas as alternativas devem ser esmagadas.

Debates teológicos, ideológicos e políticos são inúteis com a direita cristã. Ela não responde a um diálogo. É impermeável ao pensamento racional e à discussão. As tentativas ingênuas de aplacar um movimento voltado à nossa destruição, através de provas de que nós, também, temos "valores", só reforça a sua legitimidade e a nossa própria fraqueza. Se não temos o direito de ser, se nossa existência não é legítima aos olhos de Deus, não pode haver diálogo. A esta altura, trata-se de uma luta pela sobrevivência.

As pessoas arregimentadas para o fascismo cristão lutam desesperadamente para sobreviver em um ambiente cada vez mais hostil aos seus olhos. Nós falhamos e estamos em dívida para com eles e não o contrário: esta é sua resposta. As perdas financeiras, o enfrentamento da violência doméstica e sexual, a luta contra os vícios, a pobreza e o desespero que muitas delas têm de suportar são trágicas, dolorosas e reais. Elas têm direito à sua raiva e alienação. Mas elas também estão sendo usadas e manipuladas por forças que buscam desmantelar o que resta da nossa democracia e eliminar o pluralismo que um dia foi um marco da nossa sociedade.

A faísca que poderá atear as chamas deste movimento pode estar adormecida nas mãos de uma pequena célula terrorista islâmica. Pode estar nas mãos de gananciosos especuladores de Wall Street que jogam com dinheiro do contribuinte no elaborado sistema global do capitalismo de cassino. O próximo ataque catastrófico, ou o colapso econômico seguinte, podem ser o nosso incêndio do Reichstag
[2]. Pode vir a ser a desculpa empregada por essas forças totalitárias, este fascismo cristão, para extinguir o que resta da nossa sociedade aberta.

Não nos deixemos ficar humildemente aos portões da cidade, esperando que os bárbaros apareçam. Eles já estão chegando. Eles estão indo tranquilamente para sua Belém. Deitemos fora nossa complacência e nosso cinismo. Desafiemos abertamente o establishment liberal, que não irá nos salvar, para exigir e lutar por reparações econômicas para a nossa classe trabalhadora. Vamos reintegrar esses despossuídos em nossa economia. Vamos dar-lhes uma esperança real para o futuro. O tempo está se esgotando. Se não agirmos, os fascistas estadunidenses, empunhando cruzes cristãs, agitando bandeiras nacionais e orquestrando corais do Juramento à Bandeira[3], usarão essa raiva para nos destruir a todos.

(*) Chris Hedges é formado na escola teológica de Harvard e foi, por quase vinte anos, correspondente estrangeiro para o New York Times. É autor de vários livros, entre estes
War Is A Force That Gives Us Meaning, What Every Person Should Know About War, e American Fascists: The Christian Right and the War on America. Seu livro mais recente é Empire of Illusion: The End of Literacy and the Triumph of Spectacle.

Notas:


[1] Nos EUA, o termo “liberal” corresponde à definição dada, aqui, a “social-democrata”.
[2] Episódio que precipitou a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha.
[3] Em inglês, Pledge of Allegiance. Trata-se da cerimônia de juramento de fidelidade ao país e à bandeira dos EUA.

TEXTO ORIGINAL EM www.rebelion.org

Original em inglês em http://www.truthdig.com/report/item/the_christian_fascists_are_growing_stronger_20100607/



Texto enviado por Luiz Lima(Esk)

Como desejaria estar errado


Como desejaria estar errado

REFLEXÕES DE FIDEL


QUANDO estas linhas se publiquem no jornal Granma, amanhã, sexta-feira, o dia 26 de julho, data na qual sempre lembramos com orgulho a honra de ter resistido os embates do império, ficará distante, apesar de que somente restam 32 dias.


Aqueles que determinam cada passo do pior inimigo da humanidade — o imperialismo dos EUA, uma mistura de mesquinhos interesses materiais, desprezo e subestimação as demais pessoas que habitam o planeta — o calcularam tudo com precisão matemática.


Na reflexão de 16 de junho escrevi: "Entre jogo e jogo da Copa Mundial de Futebol, as notícias diabólicas vão deslizando aos poucos, de forma tal que ninguém se ocupe delas".

O famoso evento esportivo entrou nos seus momentos mais emocionantes. Durante 14 dias os times integrados pelos melhores futebolistas de 32 países competiram para avançar rumo a fase de oitavas de final; depois vêm sucessivamente as fases de quartas de final, semifinais e o final do evento.


O fanatismo esportivo cresce incessantemente, cativando centenas e talvez milhares de milhões de pessoas em todo o planeta.


Haveria que se perguntar quantos, no entanto, conhecem que desde 20 de junho navios militares norte-americanos, inclusive o porta-aviões Harry S. Truman, escoltado por um ou mais submarinos nucleares e outros navios de guerra com mísseis e canhões mais potentes que o dos velhos navios de guerra utilizados na última guerra mundial entre 1939 e 1945, navegavam rumo as costas iranianas através do canal de Suez. Juntamente com as forças navais ianques avançavam navios militares israelenses, com armamento igualmente sofisticado, para inspecionar quanta embarcação parta para exportar e importar produtos comerciais que o funcionamento da economia iraniana requer.


O Conselho de Segurança da ONU, por proposta dos EUA, com o apoio da Grã-Bretanha, França e Alemanha, aprovou uma poderosa resolução que não foi vetada por nenhum dos cinco países que ostentam esse direito.


Outra resolução mais forte foi aprovada por acordo do Senado dos Estados Unidos.Com posterioridade, uma terceira resolução mais poderosa ainda, foi aprovada pelos países da Comunidade Europeia. Tudo isto aconteceu antes de 20 de junho, o que motivou uma viagem urgente do presidente francês, Nicolas Sarkozy à Rússia, segundo notícias, para entrevistar-se com o chefe de Estado desse poderoso país, Dimitri Medvédev, com a esperança de negociar com o Irã e evitar o pior.


Agora se trata de calcular quando as forças navais dos EUA e de Israel se desdobrarão frente às costas do Irã, para unir-se aos porta-aviões e demais navios militares norte-americanos que estão à espreita nessa região.


O pior é que, igual que os Estados Unidos, Israel, seu gendarme no Oriente Médio, possui modernos aviões de ataque e sofisticadas armas nucleares fornecidas pelos EUA, que o tornou na sexta potência nuclear do planeta por seu poder de fogo, entre as oito reconhecidas como tais, que incluem à Índia e o Paquistão.


O Xá do Irã foi derrocado pelo aiatolá Ruhollah Jomeini em 1979 sem empregar uma arma. Depois, os Estados Unidos impuseram-lhe a guerra àquela nação com o emprego de armas químicas, cujos componentes forneceu ao Iraque juntamente com a informação requerida pelas suas unidades de combate e que foram empregues por estas contra os Guardiães da Revolução. Cuba o conhece porque nesse então era, como temos explicado outras vezes, presidente do Movimento de Países Não-Alinhados. Sabemos muito bem os estragos que causou na sua população. Mahmud Ahmadineyad, atualmente chefe de Estado no Irã, foi chefe do sexto exército dos Guardiães da Revolução e chefe dos Corpos dos Guardiães nas províncias ocidentais do país, que levaram o peso principal daquela guerra.


Hoje, em 2010, tanto os EUA quanto Israel, depois de 31 anos, subestimam o milhão de homens das Forças Armadas do Irã e sua capacidade de combate por terra, e às forças de ar, mar, e terra dos Guardiães da Revolução.


A estas, se acrescentam os 20 milhões de homens e mulheres, entre 12 e 60 anos, selecionados e treinados sistematicamente por suas diversas instituições armadas entre os 70 milhões de pessoas que habitam o país.


O governo dos EUA elaborou um plano para organizar um movimento político que, apoiando-se no consumismo capitalista, dividisse os iranianos e derrubasse o regime.Tal esperança é atualmente inócua. Resulta risível pensar que com os navios de guerra estadunidenses, unidos aos israelenses, despertem as simpatias de um só cidadão iraniano.

Pensava inicialmente, ao analisar a atual situação, que a contenda começaria pela península da Coreia, e ali estaria o detonador da segunda guerra coreana que, a sua vez, daria lugar de imediato à segunda guerra que os Estados Unidos lhe imporiam ao Irã.


Agora, a realidade muda as coisas no avesso: a do Irã desatará de imediato a da Coreia.

A direção da Coreia do Norte, que foi acusada do afundamento do "Cheonan", e sabe perfeitamente que foi afundado por uma mina que os serviços de inteligência ianque conseguiram colocar no casco desse navio, não esperará um segundo para atuar enquanto no Irã se inicie o ataque.


É justo que os fanáticos do futebol desfrutem das competições da Copa do Mundo. Somente cumpro o dever de exortar o nosso povo pensando, sobretudo em nossa juventude, cheia de vida e esperanças, e especialmente nas nossas maravilhosas crianças, para que os fatos não nos surpreendam absolutamente desprevenidos.


Dói-me pensar em tantos sonhos concebidos pelos seres humanos e nas assombrosas criações das quais têm sido capazes em só uns poucos milhares de anos.Quando os sonhos mais revolucionários se estão cumprindo e a Pátria se recupera firmemente, como desejaria estar errado!


Fidel Castro Ruz

24 de junho de 2010


sábado, 19 de junho de 2010

Grandes fortunas aumentam no mundo


Ricos mais ricos

Um relatório anual sobre a riqueza privada no mundo vem mais uma vez demonstrar que a crise não toca a todos. Bem pelo contrário, até tem ajudado a aumentar as grandes fortunas.
Enquanto o desemprego continua a alastrar, sendo acompanhado de uma ofensiva sem precedentes contra os salários, pensões e direitos sociais, as grandes fortunas (activos sob gestão) progridem alegremente em todo o mundo, onde se contabilizaram 11,2 milhões de multimilionários em 2009, ou seja, mais 14 por cento do que no ano anterior.


Segundo o estudo publicado dia 10 pelo Boston Consulting Group (BCG), a riqueza em mãos privadas atingiu no ano passado 111 biliões e 500 mil milhões de dólares (92 biliões 174 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 11,5 por cento em relação a 2008, que havia sido marcado por uma quebra de dez por cento.


Deste modo, as grandes fortunas recuperaram rapidamente dos efeitos da crise financeira, tendo voltado aos níveis de 2007. O crescimento mais espectacular foi observado na região Ásia Pacífico (excluindo o Japão), onde as fortunas pessoais aumentaram 22 por cento para um total de três biliões e 100 mil milhões de dólares. Seguiram-se os Estados Unidos, com um aumento de 15 por cento e um total de 35 biliões e 100 mil milhões de dólares. O continente europeu manteve-se como a região com maior concentração de riqueza, num total de 37 biliões e 100 mil milhões de dólares, montante que, segundo o BCG, ultrapassa o nível anterior à crise.

E os afortunados não têm que recear pelo futuro, já que os autores do estudo garantem que a acumulação de riqueza irá continuar a progredir até 2014 a um ritmo médio de seis por cento ao ano, isto é, menos do que no ano passado, mas acima da taxa média (4,8%) registada entre 2004 e 2009.


O restrito clube dos multimilionários aumentou 14 por cento em 2009, sobretudo graças às novas fortunas asiáticas, elevando-se para um total de 11,2 milhões de indivíduos, que apesar de constituírem apenas menos de um por cento da população mundial são detentores de 38 por cento da riqueza global, ou seja, mais dois por cento do que no ano anterior.


Mas se se restringir o círculo às fortunas superiores a cinco milhões de dólares verifica-se que estão nas mãos de apenas 0,1 por cento da população mundial, embora representem 21 por cento dos activos do planeta, ou seja, mais dois por cento do que em 2008.


De tudo isto resulta com clareza que não é por falta de capitais que o mundo ocidental mergulhou na sua mais profunda crise, mas sim porque quem os detém procura remunerações que a esfera produtiva não pode oferecer devido à redução da procura solvente provocada por décadas de asfixia do poder de compra dos trabalhadores.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sintomas mórbidos de um fascismo de novo tipo.


Sintomas mórbidos de um fascismo de novo tipo.

Por: Humberto Carvalho
Membro do CC do PCB

“Ojo bolche, Taquara te vigila”
(“Abre os olhos bolchevique, Taquara te vigia”,
slogan de uma organização de extrema
direita que se via pintado em muros,
antes da ditadura militar, no Uruguai)


A crise capitalista tende a sair do campo econômico e a se transformar em crise política, pela invisibilidade de alternativas dos agentes políticos do capital em indicar mudanças de rumo.

Embora “a História não se repita, a não ser como farsa”, é inevitável a comparação desta crise com a de 29 e os anos de depressão que se seguiram.

Na crise de 29, nos EUA, houve sinalização de mudanças com a adesão de F. D. Roosevelt às idéias keynesianas que evitaram a transformação da crise econômica, naquele país, numa crise política.

Na Alemanha, ao contrário, não houve sinalização de mudanças e o quadro se degenerou, com a eleição de Hitler, em 1933, iniciando-se o nazismo.

Na Itália, devido à crise que já existia no país, antes da crise geral de 29, numa espécie de antecipação ao “crash” da bolsa de Nova Iorque, já em 22, Mussolini assumia o poder como uma maneira de por um fim às perturbações sociais decorrentes da crise italiana, iniciando-se o domínio fascista.

Hoje em dia, nos EUA, os setores conservadores, como o representado por Bush, apontam descaradamente a guerra como uma bandeira de um novo impulso da economia a partir do ciclo destruição-reconstrução e da realização de maciços investimentos no complexo industrial-militar com indução e subvenções estatais. Mas, esses setores sofreram um sério revés eleitoral, para setores ditos mais “liberais”, como o representado por Barack Obama que, entretanto, não abandonou o uso da força para impor a vontade imperialista.

Se Obama não sinalizar mudanças internamente, como, por exemplo, as introduzidas por F. Delano Roosevelt na Grande Depressão, tudo indica que a crise econômica, nos EUA, se transformará em crise política, dando espaço para um “neofascismo”. A esse respeito, diga-se que o problema do desemprego, um dos grandes chamarizes das eleições americanas, foi analisado pelo professor Edward Luttwak, pesquisador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais da Universidade George Washington. O estudo foi traduzido no Brasil pela revista Novos Estudos do CEBRAP, em novembro de 1994. O professor Luttwak focaliza o caso dos EEUU e considera não ter sido este problema respondido satisfatoriamente nem pelos republicanos nem pela esquerda moderada abrindo, portanto, um espaço provavelmente a ser ocupado por uma espécie de partido fascista melhorado. Sintomaticamente, o título do artigo é: "Por que o Fascismo é a Onda do Futuro".

Na Europa, vários partidos racistas, apontando falsamente que o problema do desemprego é a presença de imigrantes africanos e asiáticos, repetem a idéia de um bode expiatório, nos moldes nazi-fascistas. Inclusive, esses partidos alcançam expressivos resultados eleitorais, especialmente em eleições regionais e locais.

Juan Diego Garcia, da Argenpress, no lúcido artigo “El renascer del fascismo” (“O renascer do fascismo” que vai, aqui, traduzido do espanhol) aponta o Tea Party, nos EUA, como um exemplo dessa “onda do futuro”:

“O ‘Tea Party’ (Partido do Chá) nos Estados Unidos constitui a expressão do fundamentalismo cristão, com sua carga de xenofobia, racismo exacerbado e tradicionalismo (sem esquecer seu discurso da defesa do livre mercado), um programa que recolhe as duas grandes vertentes do pensamento burguês atual, a neoliberal (no campo econômico) e a conservadora ( no âmbito da moral pública e da vida cotidiana). A estratégia desse movimento de extrema direita não exclui nenhum dos conhecidos métodos do terror: pressões, intimidações, manipulações e ameaças de morte, numa atmosfera de cumplicidade suspeita e de impunidade garantida que traz à memória os anos negros da KKK ou o da caça às bruxas do macarthismo.”

O mesmo autor apresenta as características desse fascismo de novo tipo:


“O novo fascismo tem suas formas próprias e sua linguagem particular mas coincide basicamente com o anterior, incluindo o inevitável ‘bode expiatório’. Agora, ademais de judeus, comunistas e ciganos, trata-se de muçulmanos, negros, latino-americanos e imigrantes pobres em geral. Como na dura atmosfera da Grande Crise que precedeu ao fascismo, hoje se produz uma grande concentração no ramo do poder executivo em detrimento do suposto equilíbrio dos poderes, convertendo os parlamentos e o poder judiciário em simples instrumentos dóceis do executivo que, por sua vez, resulta prisioneiro de grandes conglomerados de interesses (encabeçados pelo capital financeiro e especulativo); também se produz a negação do jogo político tão caro ao ideário democrático burguês, substituído por instâncias opacas que funcionam sem nenhum controle democrático, como ocorre com os governos de fato. As decisões-chaves são tomadas prioritariamente nos centros econômicos e nas instituições financeiras, em detrimento dos parlamentos ou dos conselhos de ministros. O poder legislativo se limita a dar legalidade às propostas oriundas do executivo que, por sua vez, atua segundos as ‘sugestões’ de grupos de interesses privados nacionais e estrangeiros. O recorte sistemático do espaço político,a invasão crescente da privacidade e o manejo de conflitos com táticas de ‘guerra urbana’ como ocorreu recentemente na Dinamarca e na Grécia transformam o direito de protesto num risco,em contraste com a tolerância com a atuação dos bandos de rua do novo fascismo. Em síntese, há um panorama de conflito bélico interior e exterior com presságios nada tranqüilizantes.”
(Fonte http://www.argenpress.info/2010/04/el-renacer-del-fascismo.html).

Vejamos os sintomas politicamente doentios que indicam o diagnóstico de um fascismo de novo tipo, de um “neofascismo”.

O fortalecimento de partidos como o Likud, em Israel, que protagoniza eventos típicos de barbárie fascista como a intervenção militar na Faixa de Gaza e o contínuo genocídio do povo palestino, periclitando a paz em todo o Oriente Médio, com o beneplácito do mundo “ocidental e cristão”.

A intervenção militar americana no Haiti, desrespeitando a já duvidosa “missão de paz” da ONU, num momento em que os haitianos mais necessitavam de ajuda humanitária para reconstruir o país, vitima de uma catástrofe.

A verdadeira guerra aos imigrantes, declarada pelos EUA, com o estabelecimento de considerável número de forças armadas na fronteira com o México, onde foi construído um “muro da vergonha” e através de leis persecutórias e incriminadoras de imigrantes.

O golpe de estado em Honduras que se manteve, apesar das pressões internas e externas, e onde continua a dura repressão à oposição.

A ameaçadora reativação da IVª Frota americana com um poderio bélico maior que a soma de todas as forças armadas dos países latino-americanos.

O estabelecimento de bases militares dos EUA na América do Sul, numa clara ameaça à paz na região, com o silêncio subserviente da maioria dos governos liberais ou social democratas.

A construção de um aeroporto militar norte-americano, na cidade de Mariscal Estigarribia, no Paraguai, que possibilita o controle da região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Bolívia). Nessa região se assenta a maior reserva mundial de água doce, o Aqüífero Guarani, indicando que futuras guerras do imperialismo se darão pelo domínio da água no mundo.

O recente acordo militar Brasil-EUA com a criação de uma central de inteligência, sob o pretexto de combate ao narcotráfico, capaz de “controlar” a vida dos brasileiros.

Os constantes ataques aos mais elementares direitos humanos na Colômbia, onde se matam, diariamente, lideranças sindicais e oposicionistas e se combate, por todos os meios, legais e ilícitos, os chamados “crimes de consciência”.

Os recentes acontecimentos na Tailândia, onde se pôs fim aos protestos públicos através de uma grande mobilização e ação das forças armadas daquele país que destruiu o bairro onde se concentravam os chamados “camisas vermelhas”, com matança indiscriminada de pessoas.

Na Grécia, diante da resistência heróica às medidas propostas pelo governo, arquitetadas pela UE e FMI, o que restará para a direita a não ser a ditadura, ou pior, para impor as “medidas de austeridade”?

Os defensores do desacreditado neoliberalismo vinculados a movimentos de extrema direita, como se viu claramente no último “Fórum da Liberdade”, em Porto Alegre, a exemplo do “anarco-capitalista” David Friedman acompanhado de representantes do Movimento Endireita Brasil.

A deliberada confusão entre o direito de resistência – que é reconhecido até na Declaração de Independência dos EUA - com terrorismo, feita por todos os que querem estabelecer um clima de pânico para tirar proveito político.

A adoção de um “Memorando Anticomunista” pelo Parlamento Europeu, dando início a uma forte campanha não só ideológica, mas de repressão aos comunistas e simpatizantes.

As recentes proibições do uso de símbolos comunistas e da criminalização da ideologia e de partidos comunistas, com deturpação da História na equiparação do comunismo ao nazi-fascismo, em países como a Polônia, a Hungria, a Romênia, a Estônia, a Letônia, a Lituânia e a Moldávia.

A repressão violenta a manifestações de professores, servidores públicos e trabalhadores, em alguns Estados do Brasil, os esforços despendidos, inclusive por instituições que deveriam se apresentar como “neutras” (as manifestações de alguns Ministros do STF e de representantes do Ministério Público de alguns Estados), na tentativa de criminalizar movimentos sociais como o MST, são exemplos, também, desse fascismo de novo tipo.

-- Original em – http://www.pcb.org.br/

sábado, 12 de junho de 2010

VIVA CUBA SOCIALISTA !


VIVA CUBA SOCIALISTA !


Cuba é um país livre, soberano e revolucionário e que sofre por parte da mídia burguesa e do imperialismo estadunidense um brutal assedio embasado na mentira e na manipulação das informações. O conjunto de vídeos cujos endereços estão abaixo transcritos, mostra a outra face de Cuba, a verdadeira, que é democrática, respeitosa com seu povo e solidária com outros povos oprimidos do mundo.

Cuba revolucionariamente traçou seu destino e não precisa dos ensinamentos dos regimes capitalistas do mundo, que pregam moral (para os outros) e são corrompidos e decadentes por dentro. Cuba quer apenas que a deixam em paz seguir seu caminho, construindo e aperfeiçoando o socialismo.

Os vídeos abordam vários assuntos como: a) eleições e democracia; b) debates públicos sobre os caminhos da revolução: c) entrevistas com personalidades; d) análise sobre situação mundial; e) informes sobre o movimento cultural; f) vídeos-clip e musica pop; g) informações sobre avanços da área médica; h) resistências ao assédio do imperialismo e muito mais.

Para quem quiser se informar sobre Cuba de forma alternativa e sem o ranço ideológico propagado pela mídia controlada pela burguesia, essa é um boa pedida. E depois façam comparações com o que acontece nos países capitalistas.

Não há uma só forma de edificar sociedades modernas; há várias – só que algumas são mais justas e igualitárias do que outras, demonstrando assim como a humanidade é criativa em suas invenções. E Cuba, apesar de não ser perfeita, mostra com erros e acertos apenas uma das maneiras de edificar tais sociedades.

Jacob David Blinder

e-mail enviado a lista Eskuerra

agradecimentos ao Sr. Virgilio Ponce que enviou esse e-mail e na qual com satisfação reproduzo.


Os vídeos foram gerados por CUBA INFORMACIÓN-

Elecciones en Cuba, desde dentro y con todo detalle - Parte 1 Los medios afirman que las elecciones en Cuba no son legítimas. Pero... ¿el pueblo cubano opinará lo mismo? En este video no ha sido suprimida ninguna entrevista grabada.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15412&Itemid=86
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Elecciones en Cuba, desde dentro y con todo detalle - Parte 2 Conteo de votos, válidos, nulos y en blanco. Cubainformació n grabó en Holguin el proceso de las elecciones municipales del 25 de abril de 2010. En este video no ha sido suprimida ninguna entrevista grabada.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15413&Itemid=86
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Cuba: Revolución socialista, joven y sin cortes 16 de abril de 2010. Acto por el carácter socialista de la Revolución y por la victoria en Playa Girón. Los medios afirman que la juventud cubana rechaza este tipo de actos.Cubainformació n ofrece su grabación íntegra de entrevistas.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15486&Itemid=86
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Y muchos más videos:

Algunas novedades en video de Cubainformació n TV. 3.500 videos en



Noticias sin bloqueo
Cinco años de la solicitud de extradición Luis Posada Carriles (BAJA RESOLUCIÓN)El abogado José Pertierra, representante legal del gobierno de Venezuela, comenta para Cubadebate acerca de la solicitud de extradición del terrorista Luis Posada Carriles que ha hecho la nación bolivariana, pedido que en junio cumple 5 años. Estados Unidos no ha respondido a esa solicitud. Luis Posada Carriles, reclamado por tribunales venezolanos por la voladura de un avión civil que causó la muerte a sus 73 pasajeros, esta libre en Miami.
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Buena Fe canta en Caracas en concierto de solidaridad con Palestina (BAJA RESOLUCIÓN)El Teatro Teresa Carreño de Caracas fue escenario de un concierto de solidaridad con Palestina. Junto a los artistas venezolanos se presentó el duo cubano Buena Fe.
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Los medios de información ocultan la grave situación en Grecia (BAJA RESOLUCIÓN) Tanto en Grecia como en el resto de Europa se pretende ocultar las respuestas populares para evitar el efecto dominó. El silencio, la manipulación, la mentira y la represión policial son las armas que el capitalismo utiliza para contener la justa ira de los pueblos. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15462&Itemid=86
Cuba: Revolución socialista, joven y sin cortes 16 de abril de 2010. Acto por el carácter socialista de la Revolución y por la victoria en Playa Girón. Los medios afirman que la juventud cubana rechaza este tipo de actos.Cubainformació n ofrece su grabación íntegra de entrevistas.Participa en You Tube en el debate sobre este video e inserta tus comentarios
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Resistencias
Honduras: Semilla de libertad (BAJA RESOLUCIÓN)Documental de Alba Tv, cuenta la historia de la resistencia popular en Honduras que se ha levantado tras el Golpe de Estado que derrocó al gobierno legítimo de Manuel Zelaya, el 28 de junio de 2008.
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Declaraciones de los activistas horas antes del ataque israelí (BAJA RESOLUCIÓN) Video en el que se muestran interesantes testimonios de diversos activistas que viajaban en el Mavi Marmara antes de que llegase la noche y el ataque del ejército israelí.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15430&Itemid=86
El Sueño Americano (BAJA RESOLUCIÓN) Irónico pero esclarecedor monólogo del fallecido cómico estadounidense George Carlin sobre el "sueño americano" y el sistema socio-político- económico imperante. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15437&Itemid=86

La nueva América
Rotunda condena de Chávez al atentado israelí (BAJA RESOLUCIÓN) Chávez condena al Estado genocida y terrorista de Israel, denuncia la doble moral del gobierno de Obama y acusa a Israel de financiar a la contrarrevolució n venezolana.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15432&Itemid=86 Mundo posible
Amal o la otra frontera de Gaza (BAJA RESOLUCIÓN)Documental, producido por Zazpi T'erdi y dirigido por Antzine Biain, sobre el Convoy "Esperanza" que salió a primeros de mayo de 2009 rumbo a Gaza con 39 vehículos llenos de medicamentos y ropa. El Convoy estaba formado por 150 personas de distintas nacionalidades y pretendía entrar a Gaza por la frontera egipcia, que actualmente también permanece cerrada.
http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15517&Itemid=86
Jornada por Los Cinco en Estocolmo (BAJA RESOLUCIÓN) El Comité por la Libertad de Los Cinco realizó recientemente una caminata con lienzos y pancartas por las calles de Estocolmo.
http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15485&Itemid=86
El hambre, un problema pendiente en el mundo (BAJA RESOLUCIÓN) El número de hambrientos en el mundo supera los veinte mil millones de personas de todos los continentes. Declaraciones de Marcio Porto, representante en Cuba de la FAO. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15484&Itemid=86 Multitudinaria protesta en Barcelona por el ataque sionista a la flotilla pacifista (BAJA RESOLUCIÓN) Una multitudinaria manifestación recorrió este sábado el centro de Barcelona para rechazar el ataque terrorista israelí a la flotilla solidaria que iba a suministrar ayuda humanitaria a la franja de Gaza. http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15483&Itemid=86

Aventuras de un premio Nobel en África. (BAJA RESOLUCIÓN) Basado en las investigaciones del periodista Thierry Meyssan, quien expone la corrupción del Comité Nobel y los lazos que existen entre su presidente, Thorbjorn Jagland, y los colaboradores de Obama.http://www.cubainformacion.tv/index.php?option=com_content&task=view&id=15459&Itemid=86 Sahara y el muro del que nadie quiere hablar (BAJA RESOLUCIÓN) El muro, plagado de minas antipersona desde principio a fin, divide el Sahara Occidental en dos partes, una, en poder de Marruecos, donde se encuentran todas las riquezas del país (banco pesquero, minas de fosfatos, reservas de hidrocarburos. ..), y otra, en manos del Frente Polisario, donde sólo hay desierto.
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Dos nuevos espacios en Cubainformació n TV
Ahora, puedes acceder a los noticieros diarios de Cubavisión y Telesur, por Cubainformació n TV - Otros canales de TV:
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Conoce ahora el nuevo espacio de Cubainformació n TV "Mesa de radio", grabado en un nuevo estudio y con nuevo formato televisivo multicámara:
http://www.cubainfo%20rmacion.tv/%20index.php?

Cubainformació n: una brecha en el bloqueo mediático




sábado, 5 de junho de 2010

A colaboração sionista dos fundadores de Israel com o Nazismo e com o fascismo italiano.






A colaboração sionista dos fundadores de Israel com o Nazismo e com o fascismo italiano.


As medidas cada vez mais drásticas e generalizadas que as autoridades nazis tomaram contra os judeus, e mesmo a decisão última do genocídio, só puderam ser aplicadas na prática porque os judeus foram sucessivamente divididos em dois grupos, um poupado e o outro sacrificado, e os que por uma vez haviam sido beneficiados eram depois cindidos em dois grupos, e assim de novo, até que nenhum restasse. Mas a principal destas divisões, a única constante, sem a qual as outras teriam sido improcedentes e que as sustentou a todas, foi a divisão entre a massa dos judeus e uma elite sionista que colaborou com as autoridades nazis, em todos os estádios do processo, até ao fim.

Para divulgação - uma extraordinária análise historiográfica de João Bernardo sobre as práticas fascistas-nazistas do movimento sionista no período 1920 - 1940 e de como elementos políticos fundamentais na organização do Estado de Israel, elementos que ainda configuram a atual agenda do nacionalismo israelense frente ao nacionalismo palestino, estiveram associados àquelas práticas colaboracionistas com o nazismo e o fascismo italiano.

Leiam o artigo publicado no jornal Passapalavra. info - não há nada similar em rigor de análise na historiografia de língua portuguesa e duvido que possa existir algo similar em alcance e profundidade de argumentos em francês, alemão ou inglês. Se quiserem ampliar a perspectiva que João Bernardo desenvolve neste artigo que aqui lhes indico, leiam dele esse que é um dos maiores estudos mundiais do fascismo já elaborados pela cultura historiografia contemporânea, refiro-me ao livro: Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta. Porto: Afrontamento, 2003 (959 páginas).

O link do artigo no jornal Passapalavra é:

http://passapalavra .info/?p= 24723

E leiam o jornal Passapalavra. .

Escrito por e-mail:
João Alberto da Costa Pinto
Faculdade de História da UFG
Campus II - Goiânia / Goiás

O Estado de Israel é a origem do ódio



O Estado de Israel é a origem do ódio



Li essa manhã um indignado artigo escrito pelo jornalista Sérgio Malbergier, intitulado “Ódio a Israel ameaça palestinos”. O autor aborda o repúdio internacional contra o ataque israelense à frota humanitária que se dirigia a Faixa de Gaza. “Como judeu, descendente de avós que perderam pais e irmãos no Holocausto nazista, é de embrulhar o estômago ver a guerra mundial contra Israel”, afirma o colunista da Folha.com.


Temos pontos em comum. Também sou judeu. Meus avós, como os dele, igualmente perderam irmãos e parentes na Europa ocupada pelo nazismo. Mas considero inaceitável e indigno que o Holocausto sirva de álibi para que o Estado de Israel comporte-se com o povo palestino com a mesma arrogância e a mesma crueldade que vitimaram os judeus.


Onde Malbergier consegue ver “guerra mundial contra Israel”? Protestos e moções são comparáveis aos tiros que receberam os passageiros das embarcações pacifistas? A tímida resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas tem alguma equivalência com o terrorismo de Estado que se manifesta nas atitudes do governo israelense?


O problema talvez não seja de estômago embrulhado, mas de vista embaçada. Quem sabe o dr. Greg House possa diagnosticar a cegueira que acomete meu patrício. Afinal, como deveriam reagir os homens e mulheres de bem a mais esse ataque covarde? Batendo palmas? Aceitando as mentiras de Netanyahu?


Mas Malbergier não se contenta em justificar os crimes sionistas com o escudo do Holocausto. Recorre à surrada fórmula do antissemitismo: “Não é possível distinguir o Estado judeu dos judeus. Odiando-se um, odeia-se os outros.”


Arvora-se o autor a falar em nome de todos os judeus? Não em meu nome. Tampouco no de incontáveis judeus que deram suas vidas pelas boas causas da humanidade e jamais aceitariam ver sua biografia misturada a defesa de um Estado comprometido até a medula com a opressão de outro povo.


Se Israel está se convertendo em uma nação pária, que Malbergier procure a responsabilidade por essa situação entre os malfeitos do sionismo, pois foi essa corrente que construiu o Estado de Israel à sua imagem e semelhança.


Governo após governo, desde 1948, o Estado de Israel viola resoluções internacionais e dedica-se a expandir suas fronteiras muito além da partilha da Palestina aprovada pelas Nações Unidas em 1947.


O primeiro dos atentados terroristas, realizado em abril de 1948, foi o massacre da aldeia de Deir Yassin, nas proximidades de Jerusalém, quando mais de duzentos palestinos desarmados foram trucidados por forças sionistas paramilitares. Dali por diante essa foi a marca do comportamento de sucessivas administrações israelenses.


Ao ódio colonizador do Estado sionista, os palestinos responderam com o ódio dos desvalidos. Muitos de seus atos são injustificáveis e condenáveis, pois o terror contra a população civil é crime contra a humanidade. Mas o ovo da serpente, onde tudo começou, está na recusa de Israel em aceitar o direito à independência e à soberania do povo palestino.

A escalada da violência só irá terminar quando esse direito estiver assegurado. O Estado de Israel atravessou décadas na ilegalidade porque sempre contou com a salvaguarda da Casa Branca para seus atos de pirataria. Apenas se sentará com seriedade na mesa de negociações se essa proteção acabar.


O temor de muitos judeus que defendem o Estado de Israel é que, dessa vez, seu país de reverência tenha ido além da conta. Diante do risco, ainda pequeno, de que a era da impunidade chegue ao fim, apontam seu dedo acusatório e ameaçador contra as vítimas.


Breno Altman é jornalista e diretor editorial do sítio Opera Mundi

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Crime “Excessivo”




O Crime
“Excessivo”
(Editorial de L´Humanité)



Patrick Le Hyaric*





Em Gaza já se tinha visto a desumanidade de que era capaz o governo israelense. Sabia-se o seu desprezo total pelos princípios do direito internacional. Pressentia-se a sua vontade de esmagar pela fome e pela sede o povo de Gaza mantendo à sua volta um bloqueio escandaloso. Apesar disso não se podia imaginar que os dirigentes deste Estado fossem capazes da atacar com comandos, de madrugada, uma flotilha de seis barcos fretada por organizações não governamentais com fins humanitários, de matar pessoas a sangue-frio e ferir outras pessoas que iam a bordo.


Esta «coligação da flotilha da liberdade» composta por pessoas oriundas de uma quinzena de países, de opiniões e credos diversos, tinha apenas um objectivo: levar comida, água, medicamentos e materiais de construção à população de Gaza.


Com este bárbaro e sangrento acto, os dirigentes israelenses mostram claramente que querem que o bloqueio a Gaza seja total. Dito de outro modo, querem exterminar este povo sem nada nas mãos. As palavras não são demasiado fortes. Todas as chancelarias do Mundo, a ONU, a União Europeia, a quase totalidade das instituições se dizem chocadas, indignadas com estes novos crimes do exército israelense, com estas manifestas violações do direito internacional. Não bastam palavras! São precisos actos. Até agora o vai-vem dos dirigentes do mundo entre Bruxelas, Washington e Telavive não serviu de grande coisa senão para estender um véu de ilusões sobre as pretensas iniciativas de paz enquanto escondem a impunidade total dos dirigentes israelenses, que continuam a colonizar, a ocupar, a privar da liberdade o povo palestino e a sujeitá-lo a um regime de apartheid. Há alguns dias, Israel foi admitido na OCDE como se nada se passasse. É por os dirigentes israelenses se sentirem protegidos que eles se podem permitir tais atrocidades.


O momento não é mais o do palavreado que aventa permanentemente esta impunidade. Os governos, a ONU e a União Europeia devem reagir firmemente. Impõe-se um inquérito internacional sob a égide da ONU e uma reunião do Conselho de Segurança que deve condenar, claramente e sem meias tintas, estes actos de barbárie e tirar daí todas as consequências. Que, finalmente, os Estados e a ONU executem as recomendações do relatório Goldstone, que a União Europeia suspenda imediatamente o acordo de associação Israel-União Europeia, que cessem as vendas de armas dos Estados Unidos e da União Europeia e os investimentos em Israel enquanto não for levantado o bloqueio contra Gaza, enquanto prosseguir a colonização-ocupação, enquanto não forem libertados os prisioneiros políticos palestinos.


Decididamente, excessivo, é excessivo! Depois do que acaba de suceder, as instituições e os governos que se contentarem com palavras de admoestação sem continuidade tornar-se-ão cúmplices destes crimes abomináveis. Os Estados Unidos e a União Europeia, como outros grandes países, tem os meios para fazerem cessar uma situação que já durou demasiado tempo.


A mobilização pela justiça, pela democracia, pela segurança, pela paz e para que povo palestino tenha finalmente acesso aos seus direitos devem ser ainda mais amplificada.


* Director do L´Humanité


Este Editorial foi publicado no jornal francês L’Humanité de dia 1 de Junho de 2010.


Tradução de José Paulo Gascão


original em português em http://www.odiario.info/?p=1622

terça-feira, 1 de junho de 2010

INFÃMIA DO ESTADO NAZI-SIONISTA






NOVA INFÃMIA DO ESTADO NAZI-SIONISTA





O assassinato de 19 inocentes que iam levar socorro à população sitiada de Gaza é mais um crime do estado nazi-sionista.


O regime do apartheid imposto pelo estado sionista ao martirizado povo palestino é um crime continuado no tempo. A impunidade com que o estado sionista comete as suas infâmias só acontece devido ao beneplácito dos governos ocidentais.

Os crimes destes sionistas hitlerianos verificam-se porque contam com o apoio do imperialismo americano e do sub-imperialismo europeu.

É um dever dos cidadãos dignos do mundo todo levantar um brado de protesto contra tais atentados de lesa humanidade.

Assine a petição do Tribunal BRussells


está tembém em http://www.resistir.info/