Pesquisa Mafarrico

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sábado, 10 de agosto de 2013

EUA: Nós somos a alta tecnologia da espionagem global

Nós somos a alta tecnologia da espionagem global
Por Eduardo Febbro, de Paris
 
  

Todas as fantasias dos adeptos das teorias conspiratórias que imaginavam os EUA espionando cada canto do planeta com satélites e dispositivos ultra tecnológicos viraram fumaça em um par de dias. A alta tecnologia da espionagem global somos nós mesmos, não satélites espiões, nem raios invisíveis. Nós entregamos nossos correios, nossos segredos, as fotos e os nomes de nossos filhos e irmãos, de nossos amigos, envoltos em um papel de presente transparente. Especialistas em tecnologias da informação concordam: é imperativo mudar nossa cultura na rede.

Só nos resta o espelho do nosso próprio desencanto. E certa tristeza humana e “geopolítica” ao constatar que, frente ao grande espião universal norte-americano vestido com a roupagem da democracia, os europeus não só deram mostras de uma espantosa covardia frente aos Estados Unidos, como também que, toda sua potência econômica, todo seu espaço comunitário, todo seu Banco Central e seu euro, não serviram sequer para criar um contrapeso numérico ao lado do alucinante poderio norte-americano.

O jornalista investigativo e especialista em internet e em novas tecnologias da informação,
Jaques Henno, autor de dois livros sobre espionagem (“Todos fichados” e “Sillicon Valley, o Vale dos Predadores), comenta: “Nós, enquanto europeus, estamos na periferia do império norte-americano. Enviamos informações a ele porque não fomos capazes de criar o equivalente do Google, Apple ou Facebook para conservar na Europa essas informações”. Kavé Salamantian, professor de informática e telecomunicações na Universidade de Lancaster, expressa certa amargura quando diz: “A NSA nos enganou. Era previsível que nos espionasse. Fomos enganados pelas empresas privadas, Google, Facebook, Apple, Microsoft. Elas nos espionam de uma forma muito simples: utilizam as informações que nós proporcionamos e a confiança que tivemos nas empresas que oferecem serviços informáticos. Esses atores se tornaram parte tão cotidiana de nossa vida que nos esquecemos das informações essenciais que disponibilizamos”.
  
A espionagem organizada a partir do dispositivo Prisma revelado pelo ex-membro da NSA norte-americana, Edward Snowden, é de uma simplicidade infantil. Stéphane Bortzmeyer, especialista em segurança informática e arquiteto de sistemas e redes, explica que Prisma “é só uma parte da espionagem norte-americana. A ideia consiste em se conectar com os grandes serviços de intercâmbio, as grandes redes sociais que estão nos Estados Unidos, ou seja, entre outros, Google e Facebook. O grande interesse de atuar neste nível consiste em ter acesso a uma informação que já está estruturada e tratada”.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O mito da Caridade cristã

O Papa, o Edir Macedo da Igreja Universal e o Valdomiro da Igreja  Mundial.
O mito da Caridade cristã
por Jorge Messias
"Agora, a derrocada capitalista é geral. Os povos caminham para a miséria e nada pode disfarçar esta horrível realidade. Por isso o Vaticano, em estado de desespero, tenta o impossível: em plena era do conhecimento e já incapaz de ocultar completamente a realidade, procura manter o mito central do seu passado histórico ultraconservador: fingir ser aquilo que não é. Assim entronca esta síntese no tema central que nos tem vindo a ocupar – o lugar da hierarquia religiosa nas técnicas da fome e da produção da miséria, da desigualdade social e da redução drástica das liberdades democráticas – inscritas no agrobusiness. "

«O aumento do preço dos alimentos deve-se, sobretudo, à especulação do capital financeiro de pensões e fundos de alto risco. Após o estoiro da bolha especulativa do sector imobiliário americano, a cotação dos produtos agrícolas tornou-se referência obrigatória nos principais mercados do mundo... Em 2007, por exemplo, os contratos especulativos da Bolsa de Chicago corresponderam a totais de 7 biliões de toneladas de milho, 4 biliões de soja e 3 biliões de trigo quando, nas colheitas realmente conseguidas nesse ano, se apuraram apenas 780 milhões, 220 milhões e 606 milhões de mercadorias. Só o mercado futuro da soja chegou a negociar nesse período, 22 hipotéticas searas» (Karen C. Karen, «Biodiesel e segurança alimentar»).


«O terceiro sector tem a função de minimizar os impactos da oposição às reformas neoliberais. Quando os regimes neoliberais, em fase de instalação, transferiram ricos patrimónios do Estado para o sector privado, as ONG não se aliaram aos sindicatos. Mas quando os governos neoliberais centrais devastaram as comunidades e estimularam a dívida externa, promovendo a pauperização, nem por isso as ONG deixaram de receber do Estado crescente financiamento para os seus projectos alternativos» (James Petras, «Neoliberalismo...»).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

HIROSHIMA


HIROSHIMA
por Albano Nunes


"Não impediu o avanço do campo dos países socialistas, avanço que ulteriores derrotas não podem fazer esquecer, e que chegou a estender-se a um terço da população mundial e a alcançar realizações de dimensão histórica. Não conseguiu sequer impedir que a União Soviética, devastada e sangrada por mais de 20 milhões de mortes, se reerguesse a um ritmo vertiginoso e se dotasse ela também da arma atómica, feito de alcance histórico a juntar a tantos outros, que obrigou os EUA a encolher as garras agressivas e abriu espaço ao avanço universal da luta libertadora dos trabalhadores e dos povos."


Ao lançar a bomba atómica sobre as populações das cidades japonesas de Hiroshima, a 6 de Agosto de 1945, e de Nagasaki, três dias depois, o imperialismo norte-americano cometeu um dos maiores crimes que a história regista. Trata-se de uma tragédia que não pode cair no esquecimento. Particularmente quando, perante a crise estrutural profunda em que o capitalismo se debate, vivemos tempos em que avança velozmente o militarismo, se agudizam as contradições entre as grandes potências, se manifesta de modo cada vez mais inquietante a natureza agressiva do imperialismo.

Mas será que, como é frequentemente considerado mesmo entre combatentes da paz, se tratou «apenas» de um «crime de guerra gratuito» dado que, como está historicamente estabelecido, o Japão já estava militarmente derrotado? Pensamos que não. Tratou-se sim de um crime friamente calculado e dirigido, não contra o militarismo japonês, mas contra as forças anti-fascistas e progressistas de todo o mundo para afirmar os EUA, então o único país detentor da arma atómica, como potência hegemónica no plano mundial. Essa a principal razão da entrada dos EUA na II Guerra Mundial ao lado da URSS. Estava declarada a «guerra fria» mesmo antes de formalmente anunciada por Churchill no seu célebre discurso de Fulton em 6 de Março do ano seguinte.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

França : O saldo da privatização


Air France anuncia nova vaga de despedimentos
O saldo da privatização




"Feitas as contas, desde que os privados se apoderaram da empresa mais de 16 mil postos de trabalho foram ou estão em vias de serem extintos em nome da rentabilidade. O pessoal de terra foi o mais afectado, mas as reduções atingiram também o pessoal de cabine e os pilotos. "

 A administração da Air France anunciou, dia 31 de Julho, uma nova vaga de despedimentos que atingirá entre 2500 e 2600 trabalhadores já a partir de Setembro.

Desde a fusão com a holandesa KLM, em 2003, e após a privatização total da companhia em 2004, a Air France tem conduzido uma política de rapina dos direitos laborais e sociais dos trabalhadores.

Externalização de serviços, redução de efetivos, congelamento de salários e de admissões e cortes nas regalias sociais têm sido as principais medidas aplicadas pela empresa para reduzir custos e recuperar a rentabilidade.

A hemorragia de pessoal começou em 2004 com a não substituição de trabalhadores.

Só por esta via foram destruídos até ao presente 6430 postos de trabalho a que se somaram mais 1800 rescisões «voluntárias» efectuadas em 2010.

Depois, em 2012, foi apresentado o plano «Transform 2015», cujo objectivo era realizar poupanças de dois mil milhões de euros, de modo a reduzir a dívida da companhia para 4,5 mil milhões de euros, até ao final de 2014, e aumentar a sua rentabilidade em 20 por cento.

Num ano e meio, o «Transform» foi responsável pela supressão de 5600 postos de trabalho. Mas a administração não está satisfeita e acaba de anunciar pelo menos mais 2500 despedimento até ao final do ano.

Feitas as contas, desde que os privados se apoderaram da empresa mais de 16 mil postos de trabalho foram ou estão em vias de serem extintos em nome da rentabilidade. O pessoal de terra foi o mais afectado, mas as reduções atingiram também o pessoal de cabine e os pilotos.

Fifa, CBF e PT: formação de quadrilha!

Fifa, CBF e PT: formação de quadrilha!
por Hugo R C Souza 
"Nem mesmo o argumento picareta, mas oficial, que as "autoridades" costumam usar como justificativa para o financiamento das festas dos ricos, ou seja, o de que a gastança "aquece" a economia local e gera dividendos com o aumento do turismo, do consumo, etc, nem mesmo essa lengalenga se sustentou. Segundo dados da própria Embratur, a abertura da Copa das Confederações em Brasília gerou cerca de R$ 22 milhões em rendimentos para o Distrito Federal, apenas metade do que foi gasto com o evento, sendo que a maioria do faturamento extra foi para o bolso de patrões, como os proprietários de grandes hotéis. "

Como é do conhecimento de todos, o time formado por jogadores de futebol escolhidos e amestrados pela corrupta CBF venceu em junho o torneio Copa das Confederações, organizado pela não menos corrupta Fifa em dobradinha com o gerenciamento petista vende-pátria pela própria natureza.

Não obstante, não faltaram incitações a um vil ufanismo por parte das "autoridades" e do monopólio da imprensa em torno justamente da reunião de toda esta canalha em autêntica formação de quadrilha para desviar recursos públicos que, em vez de serem usados para melhorar as condições de vida da população, foram gastos na promoção do circo fascista, repassados a empreiteiras, torrados na imensa logística da festa dos endinheirados, manejados de maneira infame para atender as exigências da Fifa e das companhias transnacionais que patrocinaram o evento.

Só com as reformas e "adequações" às exigências da Fifa dos seis estádios utilizados para os jogos da Copa das Confederações, os gastos ultrapassaram a marca dos R$ 4,5 bilhões.

Isso sem contar a sangria de dinheiro público empregado em tudo mais que foi mobilizado, movido ou erguido para o "evento teste para a Copa do Mundo". Um levantamento feito pela seção de esportes do portal UOL mostrou que cada um dos 16 jogos da Copa das Confederações custou em média cerca de R$ 16 milhões aos cofres públicos do país, contabilizando o uso de recursos federais, estaduais e municipais. Só o sorteio dos dois grupos de quatro seleções que disputaram o campeonato custou R$ 6,4 milhões, pagos pela prefeitura de São Paulo, cidade que sequer recebeu jogos do torneio.

A CIA e o controle do clima

A CIA e o controle do clima
por Silvia Ribeiro
 
 
 
A CIA, que, em documentos anteriores, qualificou a mudança climática e o controle do clima como fatores de importância geopolítica estratégica e de segurança nacional. Apesar disso, os republicanos votaram pelo desaparecimento do departamento de mudança climática da CIA, o que, segundo a Agência, motivou-a a financiar essa iniciativa. As razões poderiam ir além, já que o controle do clima é um projeto militar de longa data nesse país, que realizou experimentos desde a guerra do Vietnam, provocando chuva durante meses seguidos, para prejudicar os cultivos e caminhos dos vietnamitas.
 

A CIA estadunidense está financiando um estudo de geoengenharia (manipulação climática) que durará 21 meses, com um custo inicial de 630 mil dólares. O estudo está sendo realizado pela Academia Nacional de Ciências, com participação da NASA e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (cf. Revista Mother Jones, 17/7/2013).

O interesse da CIA pelo clima não é novo; porém, essa participação é significativa devido às implicações bélicas da possibilidade de manipular e à pressão exercida pelos proponentes da geoengenharia nesse país, para avançar em experimentação dessas técnicas, apesar de existir uma moratória nas Nações Unidas contra sua aplicação.

O projeto analisará diferentes propostas de geoengenharia, como manejo da radiação solar e remoção de dióxido de carbono da atmosfera; também estudarão os efeitos da semeadura de nuvens e outras formas de manipular o tempo atmosférico para provocar chuva, secas e controlar furacões. Segundo informação oficial, farão uma avaliação técnica dos impactos dessas tecnologias do ponto de vista ambiental, econômico e de segurança nacional.

Esses últimos, são os aspectos que preocupam a CIA, que, em documentos anteriores, qualificou a mudança climática e o controle do clima como fatores de importância geopolítica estratégica e de segurança nacional. Apesar disso, os republicanos votaram pelo desaparecimento do departamento de mudança climática da CIA, o que, segundo a Agência, motivou-a a financiar essa iniciativa. As razões poderiam ir além, já que o controle do clima é um projeto militar de longa data nesse país, que realizou experimentos desde a guerra do Vietnam, provocando chuva durante meses seguidos, para prejudicar os cultivos e caminhos dos vietnamitas. Nesse sentido, em 1996, a Força Aérea Estadunidense publicou um documento intitulado Weather as a Force Multiplier: Owning the Weather in 2025 (O tempo como multiplicador da Força: possuindo o tempo em 2025), cujo título reflete claramente suas intenções.