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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Social-democracia - Notas sobre um percurso desonroso

Social-democracia - Notas sobre um percurso desonroso
por Albano Nunes


Faz ainda algum sentido falar em «social-democracia»?

Se sim, o que é a «social-democracia»hoje?

Como caracterizá-la de um ponto de vista de classe?

Que lugar ocupa no xadrez político internacional?

Como se posiciona em relação aos grandes problemas do nosso tempo?

No quadro da política de alianças da classe operária como encarar a «social-democracia»?



Estas são questões a que um partido revolucionário tem de dar resposta para determinar com rigor a sua posição no combate ideológico e também eventuais convergências e alianças, por mais limitadas e conjunturais que possam ser. Resposta que é tanto mais necessária quando o mundo está confrontado com a ameaça de uma regressão de dimensão civilizacional em que a social-democracia está profundamente comprometida e se impõe unir na resistência e na luta todas as forças que, pela sua situação social e prática política, se integram de facto na ampla frente anti-monopolista e anti-imperialista que, só ela, poderá inverter o rumo destruidor que o capitalismo está a impor à Humanidade.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Gaza sob fogo sionista

Palestina martirizada
Gaza sob fogo sionista
 
Dezasseis palestinianos, dos os quais cinco crianças, morreram em resultado dos cerca de 40 ataques israelitas realizados no espaço de uma semana contra a Faixa de Gaza. O número de feridos, de acordo com fontes médicas locais, ascende a 73, entre os quais se encontram mulheres e menores de idade.

As investidas dos militares sionistas na Faixa de Gaza ocorreram quando se cumprem cinco anos de bloqueio férreo ao território, forma de castigo colectivo que sacrifica brutalmente os seus 1,6 milhões de habitantes.

Impedidos de entrar ou sair do território desde Junho de 2007, os palestinianos sobrevivem enfrentando a extrema carência de combustíveis, alimentos, medicamentos ou materiais de construção, cada vez mais necessários face às destruições causadas por Israel.

O desemprego aumentou brutalmente devido ao encerramento ou laboração a menos de metade da sua capacidade de 83 por cento das fábricas. A pobreza extrema atinge pelo menos 42 por cento dos habitantes de Gaza, e 70 por cento da população depende da ajuda externa de emergência.

Tráfico & Corrupção - Doença genética do capitalismo

Tráfico & Corrupção - Doença genética do capitalismo
por Nuno Franco



Sobre tráfico e corrupção muito se fala e pouco se clarifica. Situaremos o problema na esfera ideológica e na ilustração do concreto. No sistema do capitalismo real, o tráfico e a corrupção são elementos estruturantes; no sistema do socialismo real, são elementos acidentais. Não é um mero contraditório semântico e muito menos um resquício de ingenuidade ou um preconceito transformado em filosofia: a experiência histórica revela o problema e confronta o dilema. Bastará sinalizar quatro países como observatório: EUA, Portugal, URSS, Cuba.

Nos Estados Unidos, um dos super-veículos das virtudes do capital, o tráfico de influências e a corrupção granjearam estatuto legal e gabinete no Congresso. Sentaram-se à cabeceira da Mesa do Plano e do Orçamento. Passaram à categoria de lobby. Conquistaram espaço de diálogo junto do Legislador e nas cercanias do Executivo.

Em Portugal, o lobby esconde-se sob nomes grotescos como sucateiro ou pós-modernos como parceria público-privada. Mas é possível estabelecer uma barreira sanitária. Na União Soviética, o tráfico de favores e a corrupção existiam mas não determinavam as relações estatais-empresariais nem a diplomacia económica. Não por obra e graça do homem novo. A democratização do ensino e a didáctica cívica não seriam dissuasores bastantes. A ordem económico-financeira de natureza socialista é o factor condicionante. No socialismo real, os benefícios à margem da lei, em geral, não transcendem o abuso corrente, o nepotismo, a promoção sem mérito, o acesso a mordomias.