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sexta-feira, 27 de março de 2015

Cidadão sob ataque do estado policial lituano e o mundo sob o ataque de Washington

Cidadão sob ataque do estado policial lituano e o mundo sob o ataque de Washington
por Paul Craig Roberts

" crescente impulso rumo à guerra com a Rússia. A imprensa presstituta [1] por toda a Europa, especialmente nos estados bálticos e na Polônia, trabalha arduamente para criar no povo o medo de uma invasão russa. O medo orquestrado proporciona-lhes então a base para os governos fantoches mendigarem tropas e tanques e mísseis junto a Washington – o complexo militar e de segurança dos EUA que, contando seus lucros, agradece.

Mas o que a Rússia vê é uma ameaça, não uma oportunidade de fazer dinheiro para o complexo militar e de segurança e para subornos aos corruptos governos lituano e polaco, os quais assemelham-se cada vez ao governo neo-nazi com que Washington dotou a Ucrânia. "


De acordo com notícias publicadas e conforme este apelo de Kristoferis Voishka o governo pró americano instalado na Lituânia está a perseguir lituanos que discordam da propaganda anti-russa que está a levar os fantoches da NATO de Washington à guerra com aquela potência. Ao contrário do seu governo fantoche, os lituanos entendem que uma guerra com a Rússia significa que a Lituânia seria totalmente destruída, um resultado que em nada incomodaria Washington, assim como Washington permanece imperturbável quando suas forças aniquilam festas de casamentos, funerais e jogos de bola de crianças. 

O que é a Lituânia? Para Washington é um nada. 

Kristoferis Voiska dirige um sítio web alternativo na Lituânia. Não há muito ele entrevistou-me e a entrevista foi publicada em ambos os jornais lituanos e no seu programa de notícias na Internet sob a forma de vídeo. Achei-o sincero e bem informado. Adverti-o que entrevistar-me poderia trazer-lhe transtornos, mas já estava ciente disso. 

Tenho dito muitas vezes que os americanos são o povo mais mal informado do planeta. 

Ele está inconsciente do crescente impulso rumo à guerra com a Rússia. A imprensa presstituta [1] por toda a Europa, especialmente nos estados bálticos e na Polônia, trabalha arduamente para criar no povo o medo de uma invasão russa. O medo orquestrado proporciona-lhes então a base para os governos fantoches mendigarem tropas e tanques e mísseis junto a Washington – o complexo militar e de segurança dos EUA que, contando seus lucros, agradece. 

Mas o que a Rússia vê é uma ameaça, não uma oportunidade de fazer dinheiro para o complexo militar e de segurança e para subornos aos corruptos governos lituano e polaco, os quais assemelham-se cada vez ao governo neo-nazi com que Washington dotou a Ucrânia. 

A situação é perigosa, como continuo a dizer, uma mensagem que alguns são demasiado fracos para aceitar. 

Se quiser mostrar apoio a Kristoferis e aos media independentes na Lituânia, envie-lhes emails: tautiniai.socialistai@yandex.ru

Daqui a uma semana terei 76 anos. Nasci em 1939 quando a II Guerra Mundial estava a desenrolar-se como consequência directa do Tratado de Versalhes que rompeu todas as promessas que o presidente Woodrow Wilson fez à Alemanha em troca do fim da I Guerra Mundial. 

Recordo, como uma criança da Guerra-fria, de ensaios de ataque nuclear em escolas primárias durante os quais nos agachávamos sob nossas carteiras escolares. Éramos marcados com etiquetas com o nosso tipo de sangue tal como as etiquetas em dilacerados soldados dos EUA mortos nos filmes de guerra por alemães e japs (uma palavra que já não é permissível) e enviados de volta para família do GI morto. 

Para nós aquilo era mais romântico do que assustador. Gostávamos de usar as etiquetas. Não tenho ideia do que aconteceu à minha. Elas devem ser boas para coleccionadores nesta altura. 

Vi muitas coisas. Quando garotos brincavam de guerra – naqueles dias podia-se ter armas de brinquedo sem ser alvejado pela polícia que nos protege – gostávamos das vitórias da América na Guerra Mundial. Entendíamos, graças a nossos pais e avós, que o Exército Vermelho venceu a guerra contra a Alemanha, mas nós americanos batemos os cruéis japs. 

Aquilo era suficiente. Sabíamos que os EUA eram duros. 

Eu tinha 14 anos quando irrompeu a Guerra da Coreia. Esperávamos vencer, naturalmente, e nossas expectativas, pensávamos, demonstraram-se correctas quando as aterragens dos anfíbios do general MacArthur laminaram o exército norte-coreano. Mas o que MacArthur e Washington haviam passado por alto é que a China e a União Soviética não estavam prestes a aceitar uma vitória estado-unidense. 

Antes que os americanos pudessem aplaudir, o Exército Chinês do Terceiro Mundo entrou em cena e empurrou o conquistador do Japão de volta para a ponta da Coreia do Sul. Foi uma derrota humilhante para as armas americanas. Na sua disputa com o presidente Truman acerca da condução da guerra, MacArthur, o mais famoso general da América, foi removido do comando. 

Washington aceitou a derrota na Coreia e mais uma vez no Vietname, onde uma força estado-unidense de 500 mil homens, consistente de Exército, Fuzileiros Navais e Forças Especiais foi derrotada por um exército guerrilheiro do Terceiro Mundo. 

A estas derrotas podemos acrescentar o Afeganistão e o Iraque. Após 14 anos de matanças, o Taliban controla a maior parte do país. Jihadistas talharam um novo estado a partir de partes da Síria e do Iraque. O Médio Oriente fede a derrota americana. Assim como a Coreia. Assim como o Vietname. 

Apesar destes factos, americanos despreocupados e seus ensandecidos governantes em Washington imaginam que os EUA são uma Potência Única, a única super-potência do mundo contra a qual nenhum país pode levantar-se. Arrogância, ignorância e orgulho estão a levar os EUA a um conflito com a Rússia e a China, cada uma das quais pode destruir os EUA com facilidade. E a Europa também. E o estúpido compra-e-paga governo japonês, uma não-entidade total, uma desgraça para o povo japonês, uma colecção de bem pagos fantoches americanos. 

Como documentou Andrew Cockburn os militares estado-unidenses estão perdidos em abstracções e já não são mais capazes de conduzir guerra convencional . Qualquer exército americano ou da NATO enviado para atacar a Rússia será destruído quase instantaneamente. Washington não pode aceitar a perda de prestígio da derrota e iria à guerra nuclear. A vida sobre a terra acabaria. 

A única conclusão que análise bem informada confirma é que Washigton é a maior ameaça à vida sobre a terra. Washington é uma ameaça maior do que o aquecimento global . Washington é uma ameaça maior do que o esgotamento de fontes de energia mineral. Washington é uma ameaça maior do que o aumento da pobreza no mundo e nos EUA devido à sua política de enriquecer os poucos a expensas dos muitos. 

A única conclusão possível é que, a menos que Washington entre em colapso devido ao seu castelo de cartas económico ou seja abandonado pelos seus estados fantoches da NATO, destruirá a vida sobre a terra. 

Washington é o maior mal que o mundo alguma vez já enfrentou. Não há nada de bom em Washington. Só maldade.


[1] Presstituta: contracção de press + prostituta. 



O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/...


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .



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