Pesquisa Mafarrico

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Portugal - BOMBING EM TODA A PARTE!


BOMBING EM TODA A PARTE!
 POR MIGUEL TIAGO
"A notícia de que um qualquer director mandou destruir as cópias de uma revista porque um trabalho de investigação do seu instituto teria cometido a ousadia imensa de colocar frases como "nos bolsos deles, os teus sacrifícios", a perseguição policial e judicial a muitos jovens (principalmente comunistas) que pintam as paredes com as mais diversas frases de protesto ou mero bombing, a tentativa de marginalização da estética urbana independente e a sagração da poluição visual gerada pelo marketing das marcas como uma espécie de indicador de liberdade, a ridicularização do protesto, são apenas sinais das alterações quantitativas e qualitativas que o Estado híbrido (que nem é formalmente fascista, nem na realidade social-democrata) atravessa."


Quanto maior for a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, contra os portugueses e aqueles que cá vivem, e quanto maior for o desvio de recursos públicos para as mãos dos banqueiros e agiotas, maior será a necessidade de intensificar o carácter repressivo do Estado.

Quando Álvaro Cunhal dizia que a base fundamental dos nossos direitos culturais, sociais e políticos é a economia e os nossos direitos económicos, mostrava com clareza a interpenetração e interdependência entre essas vertentes da vivência colectiva, apontando que no desenvolvimento de uma, se desenvolvem as restantes, como no definhamento de uma definham as outras. A alteração quantitativa no plano da economia provoca alterações qualitativas na vida, nos diversos planos.

A intensificação do papel repressivo do Estado, ainda que à margem da lei escrita, responde no essencial ao desenvolvimento temporal que gera o aumento da expressividade da política de concentração e recuperação monopolista. Não porque essa política seja nova, mas porque a cada dia que passa, maior a sua intensidade e maior a avidez dos monstros que a dominam. A cultura, a expressão livre e criativa, o protesto, são um patamar fundamental da ruptura e da revolta, por sua vez momentos incontornáveis para gerar a organização necessária para definir o programa e concretizar a revolução socialista.

A notícia de que um qualquer director mandou destruir as cópias de uma revista porque um trabalho de investigação do seu instituto teria cometido a ousadia imensa de colocar frases como "nos bolsos deles, os teus sacrifícios", a perseguição policial e judicial a muitos jovens (principalmente comunistas) que pintam as paredes com as mais diversas frases de protesto ou mero bombing, a tentativa de marginalização da estética urbana independente e a sagração da poluição visual gerada pelo marketing das marcas como uma espécie de indicador de liberdade, a ridicularização do protesto, são apenas sinais das alterações quantitativas e qualitativas que o Estado híbrido (que nem é formalmente fascista, nem na realidade social-democrata) atravessa.

Que venha o ódio

Que venha o ódio
Por Márcio Barreto
" é por essas e outras que contra os parasitas econômicos liberais burgueses e seus asseclas fascistas na pequena-burguesia, que sobrevivem explorando a força de trabalho de outros, como autênticos senhores de escravos e nobres, que o ódio e a guerra de classe tem que ser instigadas e posto em prática , pois, como demonstrou o preconceito e o racismo nessas eleições, só assim eles podem perder seus privilégios, como os já citados escravagistas e aristocratas, por isso, como sempre, digo, progresso e democracia é a aniquilação completa das polícias, forças armadas, imprensa burra, judiciário e legislativo corruptos. "


Verdades revolucionárias

Passada a grande ocupação de espaço na mídia das eleições manipuladas e consequentemente nos debates públicos nacionais , vemos muitas pessoas do campo político vencedor adotando um discurso conciliador para com seus opositores, para fechar as supostas feridas deixadas por um discurso extremista estimulado por setores mais retrógrados da mídia de massa. 

Ora bolas na sociedade de classes, desde o inicio da civilização, houve divisões inconciliáveis entre trabalhadores e seus senhores, atualmente no Brasil dependente não poderia ser diferente e esse ódio visceral das direitas estava apenas adormecido por décadas de transição moderada da Ditadura colonial e fascista aberta, para um sistema liberal excludente e corrupto, que nunca permitiu a real participação popular nas decisões políticas. 

Bastou os pelegos do PT acenarem com alguma concessão de direitos bem moderada(bota moderada nisso),já que o aperto dos cintos em outras direções anula grande parte das concessões, como de resto apregoa o modelo neoliberal vigente, para que a caixa de pandora dos ressentimentos políticos direitistas estourassem. Se um governo comedido, sem rupturas como o dos petistas já é alvo duma fúria inquisitória digna dos tempos de Tomás de Torquemada, imaginem um governo polar autêntico que tente dar cabo da propriedade privada. 

A histeria moralista contra a corrupção é totalmente falsa, pois, a roubalheira generalizada dos governos do PSDB/PFL e outros, fazem os petistas parecerem monges budistas e, no entanto, esse argumento está sempre em voga. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

México - Vivos os levaram, vivos os queremos!

Vivos os queremos!
por António Santos

"Com a simples exigência popular «Vivos os levaram, vivos os queremos», milhares de pessoas têm inundado as ruas mexicanas do Iucatão à Sonora, enquanto que do Estado chega apenas a mentira e o silêncio, alternados pelo insulto e pela repressão.

À medida que se sucedem as descobertas de valas comuns, preenchidas com corpos mutilados e carbonizados, vai caindo a cortina que ocultava a profunda simbiose entre o Estado, o poder económico e o narcotráfico: primeiro com a fuga do presidente da Câmara Municipal de Iguala, depois com a demissão do governador do Estado de Guerrero no passado dia 24, vai-se tornando claro que os criminosos agiam comandados por poderosos interesses políticos e económicos. "

"Na sequência da presente crise estrutural do capitalismo, o México tem atravessado um processo de reajustamento econômico destinado a compensar os prejuízos do capital e a redução das suas taxas de lucro sacrificando direitos básicos dos trabalhadores e reduzindo os seus salários. Porque esse processo não pode ser concluído por meios exclusivamente pacíficos, o grande capital mexicano tem-se servido de tácticas mafiosas, do para-militarismo e do narcotráfico para aplacar a resistência e silenciar os trabalhadores."
No passado dia 26 de Setembro, após uma manifestação contra o modelo de contratação de professores, 57 estudantes de ensino da Escola Rural de Ayotzinapa, em Iguala, no México, foram atacados pelas forças policiais em parceria com um grupo narcotraficante local, os Guerreros Unidos. O ataque ceifou a vida de seis estudantes. Outros catorze conseguiram escapar. Aos restantes 43 esperava um destino mais sombrio que está a indignar a pátria de Emiliano Zapata e a pôr em causa o sistema político vigente. Um mês volvido sobre o desaparecimento desses 43 estudantes no Estado de Guerrero, o drama não parece ter fim à vista.

Com a simples exigência popular «Vivos os levaram, vivos os queremos», milhares de pessoas têm inundado as ruas mexicanas do Iucatão à Sonora, enquanto que do Estado chega apenas a mentira e o silêncio, alternados pelo insulto e pela repressão. 

À medida que se sucedem as descobertas de valas comuns, preenchidas com corpos mutilados e carbonizados, vai caindo a cortina que ocultava a profunda simbiose entre o Estado, o poder económico e o narcotráfico: primeiro com a fuga do presidente da Câmara Municipal de Iguala, depois com a demissão do governador do Estado de Guerrero no passado dia 24, vai-se tornando claro que os criminosos agiam comandados por poderosos interesses políticos e económicos. 

E no entanto as manifestações de massas não esvaziaram as ruas, nem mesmo depois da captura do chefe dos Guerreros Unidos, da promessa de reformas políticas pelos partidos guardiões da ordem estabelecida nem de o presidente do México Enrique Peña Nieto ter jurado que não dormirá enquanto não se fizer justiça. Mais do que justamente desconfiados do governo, os manifestantes vêm demonstrando que a violência estrutural que já matou mais de 100 000 pessoas desde 2007 carece de uma solução não menos estrutural: exige mudanças profundas no poder político e na economia.

Onde está o "comunismo" do PT?

Manifestação anticomunista da classe média fascista Paulistana.
Onde está o "comunismo" do PT?
Por Matheus Boni
"Então, eu gostaria muito de saber onde diabos essa gente enxerga "comunismo", porque eu, quem sabe por problemas de vista ou de cognição, consigo enxergar apenas um social-liberalismo que nem consegue romper com os resquícios coloniais e escravistas do capitalismo brasileiro." 
"Políticas de subsídio ao consumo popular, como o Bolsa-Família, aumento gradual do salário mínimo com aposentadorias vinculadas, Minha Casa Minha Vida e popularização do crédito, existem há muitos anos em países que os coxinhas não ousam qualificar de "socialistas", como Estados Unidos e França. Neste momento de crise e decadência, é o auxílio-alimentação universal do governo federal estadunidense que salva milhões de seus cidadãos da fome. "
"Fantástica alquimia política dos coxinhas ( partidários do PSDB do Aécio) transforma um "reformismo fraco" social-liberal em uma revolução comunista ou bolivariana."


Acho graça de quem fala de "PT comunista". Em 12 anos de governo "comunista" não tivemos uma única nacionalização. Pelo contrário, tivemos concessões, parcerias público privadas e terceirizações, ou seja, diversas formas de privatização de diversos serviços públicos federais: aeroportos, portos, rodovias, ferrovias e poços de petróleo. Sem contar as privatizações de escolas, hospitais, prisões, centros culturais, etc, pelos governos estaduais e municipais. A internacionalização da economia brasileira continua avançando. Fosse por esse critério, Getúlio Vargas e Ernesto Geisel seriam muito mais "comunistas" que Lula e Dilma.

Não houve redistribuição sistemática das terras, menos ainda coletivização, apenas assentamento de famílias e algum auxílio à agricultura familiar que são uma migalha se comparado aos incentivos federais ao agronegócio. Na agricultura brasileira ainda predominam o latifúndio e a monocultura, e a agricultura familiar ainda é marginalizada. Índios e quilombolas lutam muito para conseguir a demarcação de suas terras comunitárias, enquanto representantes do agronegócio se integram à coalizão governista, fazendo o governo Dilma assentar menos que o de Collor. 

Políticas de subsídio ao consumo popular, como o Bolsa-Família, aumento gradual do salário mínimo com aposentadorias vinculadas, Minha Casa Minha Vida e popularização do crédito, existem há muitos anos em países que os coxinhas não ousam qualificar de "socialistas", como Estados Unidos e França. Neste momento de crise e decadência, é o auxílio-alimentação universal do governo federal estadunidense que salva milhões de seus cidadãos da fome. 

O "bolsa-banqueiro" continua remunerando os bancos privados brasileiros e estrangeiros, que batem records consecutivos de lucros. As empreiteiras que financiam campanhas eleitorais ganham em troca contratos privilegiados e superfaturados para a execução de obras públicas. Já o cooperativismo econômico continua absolutamente marginalizado, e há apenas uma fábrica ocupada por trabalhadores em funcionamento, a Flaskô. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

OS PAPAS CÚMPLICES DO NAZISMO VÃO PARA O CÉU

OS PAPAS CÚMPLICES DO NAZISMO VÃO PARA O CÉU
por Tabanca de Ganturé


"O Papa Paulo VI, agora beatificado, foi o promotor da beatificação do seu antecessor Pio XII, este o artífice principal católico da ascensão de Hitler, primeiro dentro do regime de Weimar, depois na sua consolidação desde que assumiu o poder, em 1933, e, posteriormente, na "lavagem" política da ação nazi em toda a Europa. "  
"O processo de beatificação foi iniciado em Maio de 1993, e, a demora, no interior da Cúria Papal, para chegar a esse reconhecimento deve-se, essencialmente, à controvérsia que o seu passado pró-nazi provocou entre alguns dos apologistas mores do catolicismo."  
"Uma realidade indesmentível: relação continuada e em plena sintonia entre os dois grandes Estados nazi-fascistas - primeiro, Itália e, depois, a Alemanha, que fomentaram o caminho de implantação daqueles regimes capitalistas assassinos e a Cúria papal romana, prosseguindo, exatamente, os mesmo objectivos a acumulação de Capital e a sua disseminação pelo planeta. Desde os Estados Unidos à Rússia, passando pela China de hoje. "

1 - O falecido Papa Paulo VI foi beatificado, no passado dia 19, no Vaticano, numa cerimónia pública da Igreja de Roma, depois de ter merecido a aprovação do actual Papa Francisco, cinco dias depois dos principais hierarcas da estrutura - cardeais e bispos -, apelidada Congregação para a Causa dos Santos, terem considerado como válido *um milagre* atribuido à intercessão do morto.

Paulo VI foi o nome titular do cargo que o hierarca da Igreja Católica Apostólica Roma adquiriu, quando os seus pares, os cardeais com direito a voto, o escolherem para exercer aquele cargo religioso, político e até militar, em 1963.

Na realidade, ele foi registado como Giovanni Battista Enrico Maria Montini. 

Pertenceu à chamada baixa nobreza italiana.

(Alguns dos títulos, normalmente os mais pomposos, que o chefe da Igreja Católica Romana utiliza foram retirados, em aproximação, essencialmente, dos titlônimos imperiais romanos: Sumo Pontífice (Pontifex Maximus), Soberano do Estado da Cidade Vaticano (Soperanus sui iuris civitatis vaticanae), embora este seja recente, pois foi criado com o Tratado de Latrão em 1929, Sucessor do Principe dos Apóstolos (Successor principis apostolorum), outros adaptados às funções enquadradas ao longos dos séculos, quando a primazia do catolicismo ganhou essencialmente um lugar proeminente na Europa medieval e renascentista como Bispo de Roma, (Episcopus Romanus), Vigário de Jesus cristo (Vicarius Jesu Christi), Primaz da Itália (Primatus Italiae), Arcebispo Metropolitano da Província Romana (Archiepiscopus metropolitanus provinciae romanae) e Servo dos Servos de Deus (servus servorum Dei). Retirados do Anuário do Vaticano de 2009.

O processo de beatificação foi iniciado em Maio de 1993, e, a demora, no interior da Cúria Papal, para chegar a esse reconhecimento deve-se, essencialmente, à controvérsia que o seu passado pró-nazi provocou entre alguns dos apologistas mores do catolicismo.

(No ritual católico oficial romano, essa beatificação é o reconhecimento que a aquela instituição religiosa atribui ao Papa morto - faleceu em 1978 - como estando no paraíso, em estado de beatitude e pode interceder por aquele que lhe recorrem em oração. 

É, pois, em termos mais simples, um venerável espiritual. 

Brasil - ‘Há muito pouco que se esperar do próximo governo’

‘Há muito pouco que se esperar do próximo governo’
por GABRIEL BRITO E VALÉRIA NADER


"O resultado deste domingo foi muito marcante, a ponto de fazer necessário mobilizar todas as forças de esquerda para impedir a vitória de uma direita que dessa vez se apresentou de maneira muito mais explícita, com uma roupagem conservadora não apenas socialmente, mas também economicamente. Tivemos o perfil de uma direita organizada de forma muito dura, homofóbica, com toda a característica de um anticomunismo primário, que grassou no Brasil há muito tempo, de forma peculiar."

"Em primeiro lugar, durante a campanha, praticamente todos os candidatos do que considero alas direita e esquerda do capital – uma coisa é ser socialista e se propor transformador, revolucionário, outra é orbitar em torno do capital, como o PT – admitiram que fariam ajustes, mais ou menos rápidos, mais ou menos intensos."

Enquanto o país vai se recompondo da febre eleitoral que transformou a disputa entre Dilma e Aécio numa rinha na qual os grandes e urgentes temas nacionais brilharam pela ausência, começa-se a tecer análises do que vem pela frente. Enquanto os movimentos progressistas alimentam a esperança de um mandato mais à esquerda de Dilma, o mercado e seus porta-vozes também já marcam suas posições e exigências.

“O resultado deste domingo foi muito marcante, a ponto de fazer necessário mobilizar todas as forças de esquerda para impedir a vitória de uma direita que dessa vez se apresentou de maneira muito mais explícita, com uma roupagem conservadora não apenas socialmente, mas também economicamente”, disse a historiadora e professora da Universidade Federal Fluminense Virginia Fontes, em entrevista ao Correio.

Para ela, o clima não ajuda em nada a clarear o que está em jogo e quais as tendências da chamada “realpolitik”. Em sua visão, o fanatismo de ocasião, de lado a lado, “gerou uma mobilização de variadas forças de esquerda, o que obscurece o fato de que o governo anterior da Dilma não realizou políticas de esquerda e a expectativa, agora, é de que tampouco realize, de modo a atribuir maior protagonismo às forças populares”.

Apesar do pessimismo, que também se ancora na configuração de um congresso repleto de ranços conservadores, até extremados, Virginia pensa que o próximo período reserva campo aberto para diversas lutas, independentemente de uma maior unidade das forças e pautas à esquerda do debate público.

“Não vejo ambiente propício para as lutas. Acredito que os movimentos terão de retomar sua agenda de forma muito firme, exatamente por conta desse cenário bastante adverso. Se não o fizerem de maneira firme, correm risco de serem atropelados pelos movimentos de massa, que devem vir, apesar de não ser possível prever precisamente”, analisou.

A entrevista completa com Virginia Fontes pode ser lida a seguir.

O Trabalho da Mulher na Agricultura no Regime Capitalista

Mulher trabalhadora no Congo
O Trabalho da Mulher na Agricultura no Regime Capitalista
V. I. Lênin ( 31 de Julho de 1913 )


"na agricultura a trabalhadora — proletária e camponesa deve despender muito mais forças, suar sangue, extenuar-se, à custa de sua saúde e da saúde de seus filhos, para ficar talvez em pé de igualdade com o trabalhador masculino da grande produção capitalista.
Significa que, no capitalismo, a pequena produção só se mantém extraindo da trabalhadora uma quantidade de trabalho maior do que a que dela se extrai na grande produção capitalista .(. . .)"


(. . .) Tomemos os dados referentes ao trabalho das mulheres na agricultura, na Áustria e na Alemanha. Para a Rússia não existem ainda dados completos, porque o governo não deseja proceder a um recenseamento de todas as empresas agrícolas, em bases científicas.

Na Áustria, o recenseamento de 1902 revelou que em 9.070.682 pessoas ocupadas na agricultura, havia 4.422.981 mulheres, ou sejam, 48,7 por cento. Na Alemanha, onde o desenvolvimento do capitalismo atingiu um nível consideravelmente mais alto, resulta que as mulheres constituem a maioria, exatamente 54,8 por cento dos trabalhadores ocupados na agricultura. Quanto mais o capitalismo se desenvolve na agricultura, mais se difunde o trabalho das mulheres, o que vale dizer, pioram as condições de vida das massas trabalhadoras. Na indústria alemã, as mulheres constituem 25 por cento dos operários, na agricultura mais do dobra. Isso significa que a indústria atrai a mão-de-obra melhor e deixa para a agricultura a mão-de-obra mais débil.

Nos países capitalistas desenvolvidos, a agricultura já se tornou uma ocupação predominantemente feminina.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Mais de 76 milhões de crianças vivem na pobreza em países ricos

Mais de 76 milhões de crianças vivem na pobreza em países ricos


"Em mais da metade dos países ricos, uma em cada cinco crianças vive em situação de pobreza, e na Grécia o índice triplicou desde a crise do neoliberalismo em 2008. De acordo com o relatório, as famílias gregas retrocederam 14 anos de progresso nos piores momentos da crise, enquanto Espanha, Irlanda e Luxemburgo, por exemplo, não ficaram muito atrás: 10 anos de retrocesso seus povos tiveram que pagar pela insaciável sede de lucros dos grandes capitalistas internacionais."

"O estudo indica que desde 2010 a maioria dos países desenvolvidos vêm mudando bruscamente suas políticas de estímulos por cortes nos gastos, causando um impacto negativo sobre as crianças, especialmente na região do Mediterrâneo."


A crise capitalista mundial aumentou a pobreza infantil em mais da metade dos países desenvolvidos, especialmente na Islândia, Grécia, Estado espanhol e México.

Relatório do centro de pesquisas da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e a Adolescência) divulgado nesta terça-feira (28) revela que, desde a crise capitalista de 2008, 2,6 milhões a mais de crianças estão abaixo da linha da pobreza nas nações "desenvolvidas". O número total nesses países chega à 76,5 milhões de crianças pobres.

De 2008 à 2012 os níveis de pobreza infantil aumentaram em 23 dos 41 países incluídos na lista, como na Islândia (20,4%), Grécia (17,5%), Letônia (14,6%), Irlanda (10,6%) e Estado espanhol (8,1%).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

A Geopolítica da Terceira Guerra Mundial

A Geopolítica da Terceira Guerra Mundial

De scg.com

Tadução Anna Malm* - Correspondente de Pátria Latina na Europa


"Alianças estão sendo solidificadas e uma guerra está a caminho vindo de muitas frentes. Se as provocações e as guerras por procuração continuarem assim , será somente uma questão de tempo antes que os principais atores venham a se confrontar diretamente, o que é a receita para um desastre total.

Tudo isso lhe parece loucura? Tem razão. Os atuais dirigentes no cenário internacional não podem ser qualificados senão como loucos, enquanto o público vai como sonâmbulo direto para uma confrontação definitiva com a tragédia. Se você quiser alterar o curso dos acontecimentos, o melhor será acordar esse público sonâmbulo. Tem-se depois também aqui, que mesmo as mais poderosas armas de guerra serão neutralizadas, se você conseguir encontrar a mente do homem atrás do gatilho.

Mas, como acordar essas massas? Não espere por ninguém para lhe explicar isso. Seja criativo. Pense nos seus filhos e netos e atue no mundo, porque a vida deles está, em sistema de urgência, dependendo de você mesmo."
A verdadeira razão da Rússia e da Síria estarem sendo atacadas exatamente agora.

Contrariamente ao que as pessoas acreditam a conduta dos países na arena internacional quase nunca é motivada por considerações morais, mas por uma mistura de dinheiro e geopolítica. Sendo assim, logo que os portavozes das elites começarem a demonizar algum país a primeira pergunta que deveria vir a mente deveria ser:- Porque estão fazendo isso exatamente agora? - Qual é a finalidade real disso tudo?

México - O genocídio de Iguala: terrorismo de Estado, corresponsabilidade da socialdemocracia.

A fachada democrática do poder dos monopólios se desdobra em terrorismo de Estado
por Pável Blanco Cabrera, 
Primeiro Secretário do Partido Comunista de México

"Hoje, a repressão estatal se multiplica e sai do seletivo para o massivo, insistindo na imobilização/ desmobilização. Já não se utiliza apenas a decapitação, mas se busca semear o terror, a confusão e a paralisação dentro de organizações dinâmicas na luta de classes. O ataque às escolas normais, onde se formam os professores, dura mais de 20 anos, e combina a privatização da educação pública com a liquidação destes celeiros de quadros populares, que são as escolas normais, e que contribuem em milhares de mulheres e homens que participam na luta do povo trabalhador, que engrossam as fileiras do magistério independente, que se assumem como organizadores natos nas comunidades do país." 
"O terrorismo de Estado ativou os mecanismos repressivos que incluem suas forças formais (Exército, forças de segurança, polícias federais, estaduais e municipais) auxiliadas por forças paramilitares (pistoleiros), como ocorreu durante os regimes fascistas na Europa e como ocorre na Colômbia. Estes são dois exemplos, os assassinatos políticos em Coyuca de Benítez e em Iguala, nos mostram que não se trata de exceções, mas de um esquema operativo onde forças legais e ilegais atuam conjuntamente para salvaguardar os interesses dos monopólios e golpear as forças classistas, e são um aviso da tendência que teremos de enfrentar."

Nos dias 26 e 27 de setembro, em Iguala, Guerrero, ocorreu uma brutal repressão contra estudantes da Escuela Normal de Ayotzinapa, em que atuaram conjuntamente policiais e pistoleiros, em estreita coordenação, e na qual se encontram envolvidos os governos do município de Iguala, do Estado de Guerrero e o governo federal. 

No ataque inicial foram assassinadas seis pessoas: algumas, normalistas, e outras, passageiros de um ônibus de uma equipe esportista, por parecerem estudantes. O saldo final foi de quase uma dezena de feridos, 25 detidos e 47 desaparecidos. É muito provável que seus corpos sejam os encontrados em fossas, com sinais de execução extrajudicial e terríveis marcas de tortura. Trata-se de um genocídio de responsabilidade do Estado mexicano e, por isso, é necessário apontar as responsabilidades para que esta afirmação não vire uma abstração.

sábado, 25 de outubro de 2014

Os mitos do sistema alimentar


Os mitos do sistema alimentar
por Esther Vivas

"Mais comida não significa poder comer. Porquê? Os alimentos no sistema agroalimentar converteram-se numa mercadoria. A cadeia que une o campo à mesa está nas mãos de umas poucas empresas do agro-negócio e dos supermercados que converteram o direito à alimentação num privilégio. Em consequência, ou tens dinheiro para pagar o preço cada dia mais caro da comida ou o acesso àquilo que dá de comer (terra, água, sementes) ou não comes. Não temos um problema de falta de produção ou superpopulação, mas de democracia, de acesso aos alimentos."

"Afirmam que a comida nunca tinha sido tão segura. Mas então, como se explicam os escândalos alimentares que nos abanam dia sim dia sim? Desde as vacas loucas, passando pelo frango com dioxinas até aos produtos com carne de cavalo onde se supunha que só havia vaca. Não temos nem ideia do que colocamos nas nossas bocas.

Ao mesmo tempo, as doenças ligadas ao que comemos continuam a aumentar. As "doenças ocidentais”, como a obesidade, a diabetes, os problemas cardiovasculares e o cancro resultado de uma "dieta ocidental”, altamente processada, com muita carne, gordura e açúcar são, tristemente, a melhor prova. Somos o que comemos. As consequências de uma agricultura e de uma alimentação "viciada” em agro-tóxicos, transgênicos e aditivos vários são claras."
O atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos assenta numa série de mitos que são mentira.

Dizem-nos que o sistema agrícola e alimentar é o melhor dos possíveis. Um modelo altamente produtivo que permite dar de comer a todo o mundo, muito eficiente, que oferece uma grande variedade de alimentos, que facilita o trabalho aos agricultores e o melhor… que nunca antes tínhamos comido de uma maneira tão segura. A sério?

No entanto, quando analisamos em detalhe, e com números na mão, a cada uma destas afirmações vemos que são falsas. Quem as diz pensa que pelas repetir muitas vezes nós vamos engoli-las. A verdade é que o atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos assenta numa série de mitos que são mentira.

Acabar com a fome

Um dos ‘mantras’ mais repetidos é que a agricultura industrial e intensiva, com a sua alta produtividade, pode acabar com a fome. De facto, na atualidade, segundo dados de Jean Ziegler que foi relator especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, há comida no mundo para 12.000 milhões de pessoas, e no planeta somos 7.000 milhões. Não deveria haver ninguém sem comer. A realidade, porém, é bem diferente: um em cada oito habitantes no mundo, quase mil milhões, passa fome. Comida há, e muita, mas não acaba nos nossos estômagos… só no daqueles que se podem permitir a isso.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Capitalismo e discriminação entre trabalhadores

Capitalismo e discriminação entre trabalhadores
por Prabhat Patnaik 

"o capitalismo parece sempre ter mantido uma "subclasse" entre os trabalhadores (a qual não é sinônima com o "lumpen proletariado"). A notação de um "capitalismo de competição livre" onde a mobilidade do trabalho equaliza a taxa de salário real para tempo de trabalho homogêneo, muito embora esta taxa de salário real seja mantida próxima a um nível de subsistência historicamente determinado devido à existência de um exército de reserva do trabalho, é um "ideal" que nunca foi realizado sob o capitalismo realmente existente. E, segundo, o capitalismo, portanto, actua para segmentar romper a classe trabalhadoras de dois modos bastante distintos: um pela promoção da competição entre trabalhadores mesmo dentro de um regime de "capitalismo de livre competição" que Marx analisou em profundidade; o outro é pela ruptura da classe trabalhadora numa "subclasse" de trabalhadores discriminados e o resto. O movimento da classe trabalhadora na prática tem tido de ajustar-se a estas duas formas de segmentação na sua longa história para erguer um desafio à hegemonia do capitalismo."

Há um paradoxo peculiar no centro do capitalismo. Como é um sistema que institui a mobilidade livre dos trabalhadores entre sectores, as taxas de salário real deveriam ser equalizadas entre ocupações que não fossem demasiado diferentes uma das outras em termos de penosidade, periculosidade ou desconforto, ou exigências de qualificação, ou intensidade de esforço, etc. Por outras palavras, empregos mais árduos, mais perigosos e mais desagradáveis deveriam ser mais bem pagos em comparação com aqueles menos árduos, menos perigosos ou menos desagradáveis, tudo o mais constante (isto é, por unidade de tempo de trabalho homogêneo). Mas na realidade sob o capitalismo, os empregos mais árduos e mais desagradáveis são sempre os de pagamentos mais baixos. O exemplo óbvio é o dos empregos servis, os quais recebem os pagamentos mais baixos muito embora sejam muito mais árduos e desagradáveis. Este é o paradoxo. 

Alguns podem pensar que empregos servis exigem menos qualificações, isto é, que o trabalho em tais empregos e o trabalho em outros empregos não pode ser incluído na mesma categoria de "tempo de trabalho homogêneo", ou, mais geralmente, que todas estas comparações que aparentemente relacionam tempo de trabalho homogêneo estão realmente a examinar empregos que envolvem diferenças de qualificação, de modo que a existência de diferenças salariais, uma vez que refletem diferenças de qualificação, não constituem paradoxo de modo algum. 

Mas este argumento e indefensável por duas razões. Primeiro, mesmo o que é considerado "trabalho servil" exige qualificações não menores do que vários outros empregos com salários mais altos. E, segundo, mesmo assumindo que outros trabalho exija "qualificações" enquanto o trabalho servil não, estas "qualificações" em muitos casos são adquiridas na própria prática ("on the job"), caso em que a taxa salarial de um novo estreante em tais empregos não deveria ser mais alta do que no trabalho servil; mas isto também é não verdadeiro. 

EUA são o maior estado terrorista do planeta

EUA são o maior estado terrorista do planeta
por Noam Chomsky
" Na cultura política ocidental dá-se por natural e adequado que o Líder do Mundo Livre governa um estado-bandido terrorista e pode proclamar abertamente sua eminente liderança na prática de tais crimes. E dá-se por perfeitamente natural e adequado que o professor de Direito Constitucional e laureado com o Prêmio Nobel da Paz que tem as rédeas do poder só se deva preocupar com praticar com mais eficácia, o mesmo velho terrorismo de sempre."


Imaginem que o Pravda publicasse na primeira página os resultados de um estudo feito pela KGB que tivesse avaliado os resultados de todas as grandes operações terroristas que o Kremlin tivesse comandado ao redor do mundo, como parte do esforço para descobrir o que levou cada 'ação' dessas ao sucesso ou ao fracasso, e estudo que, no final, concluísse que, desgraçadamente, atos terroristas raramente 'dão certo' e de tal modo tendem a 'dar errado' que, hoje, seria muito mais recomendável [o Kremlin recomendando!] repensar a política e as vias políticas, em vez de fazer terrorismo.

Imaginem também que o artigo citasse o presidente Putin, o qual dissesse que havia encomendado esse estudo à KGB para descobrir casos de “financiamento e apoio com armas e munição a insurgentes ativos dentro de país estrangeiro e que tivessem realmente dado certo. E a KGB [Putin falando] não conseguiu encontrar grande coisa.” E que, por isso [Putin] relutava um pouco em repetir novos esforços terroristas.

Se – embora seja quase inimaginável – artigo desse tipo aparecesse publicado na imprensa, se ouviriam muitos gritos de ultraje e indignação que clamariam aos céus; e a Rússia seria amargamente criticada, condenada (e até coisa pior!) não só pelo terrível currículo como terrorista ativíssimo, afinal abertamente confessado, mas, também, por a classe política russa não mostrar nenhuma preocupação e nenhuma indignação, exceto pelo fato de o terrorismo de estado russo funcionar muito mal, e para ordenar que as práticas terroristas fossem aprimoradas.

Tudo isso é muito difícil de imaginar. Artigo desse tipo nunca seria publicado. O problema é que o tal artigo existe e foi publicado. De diferente, só um pequeno detalhe: apareceu publicado no New York Times – e é quase exatamente o tal artigo impossível.

Dia 14/10, a matéria de primeira página do New York Times tratava de um estudo feito pela CIA em que a Agência examina as principais ações terroristas comandadas pela Casa Branca em todo o mundo, num esforço para conhecer os fatores que levaram cada ação terrorista ao sucesso ou ao fracasso; e a CIAconcluiu que, que, desgraçadamente, atos terroristas raramente ‘dão certo’ e de tal modo tendem a ‘dar errado’ que, hoje, seria indispensável repensar a política e as vias políticas, em vez de fazer terrorismo. 

Encontro Comunista Europeu 2014: por um movimento comunista europeu forte, contra as uniões imperialistas, pela derrocada do capitalismo

PC da Grécia: Encontro Comunista Europeu 2014: por um movimento comunista europeu forte, contra as uniões imperialistas, pela derrocada do capitalismo

"É claro que as manifestações dos fenômenos diferem de um país para outro. Assim, se em nosso país grandes setores de trabalhadores vivem o desemprego e a deterioração significativa de seu nível de vida. Na Ucrânia, já se leva a cabo um derramamento de sangue. As diferentes manifestações das consequências do capitalismo de um país para outro estão relacionadas com o desenvolvimento capitalista desigual. No entanto, em toda a Europa, em seus quatro cantos, quem se beneficia é um punhado de capitalistas. Com ou sem memorando, está sendo implantada a agenda antipopular, estão se aprofundando os problemas trabalhistas e sociais. Não se trata simplesmente de uma divisão entre os “países ricos” e os “países pobres” da Europa (em detrimento desses últimos), mas de uma divisão impregnada pela profunda divisão classista: inclusive nos países mais pobres da Europa existe riqueza acumulada nas mãos de poucos, que levam uma vida particularmente provocadora em comparação ao resto da população. Da mesma forma, nos países mais ricos existe grande pobreza. Os trabalhadores, independentemente se vivem nos “países pobres” ou nos “países ricos”, têm interesses comuns na derrocada do capital, ainda mais que o capitalismo hoje ameaça os povos com novos derramamentos de sangue."
No dia 02 de outubro, em Bruxelas, por iniciativa do KKE, celebrou-se o Encontro Comunista Europeu sob o tema: “Europa 100 anos da Primeira Guerra Mundial: crise, fascismo, guerra. A luta dos partidos comunistas e operários pela Europa do socialismo, da paz, da justiça social”.

No encontro, estiveram presentes os seguintes 32 partidos comunistas e operários de vários países da Europa:

Partido Comunista Albanês, Partido do Trabalho da Bélgica, Partido dos Comunistas Búlgaros, Novo Partido Comunista da Bretanha, União dos Comunistas Revolucionários da França, Polo de Renascimento Comunista da França, Partido Comunista Alemão, Partido Comunista Unificado da Geórgia, Partido Comunista da Dinamarca, Partido Comunista da Grécia, Partido dos Trabalhadores da Irlanda, Partido Comunista dos Povos da Espanha, Partido Comunista da Itália, Novo Partido Comunista da Holanda, Partido Progressista do Povo Trabalhador (AKEL-Chipre), Partido Socialista da Letônia, Partido Popular Socialista da Lituânia, Partido Comunista de Luxemburgo, Partido Comunista da Noruega, Partido Operário da Hungria, União dos Comunistas da Ucrânia, Partido Comunista da Polônia, Partido Comunista Português, Partido Comunista da Romênia, Partido Comunista da Federação Russa, Partido Comunista Operário da Rússia, Partido Comunista da União Soviética, Novo Partido Comunista da Iugoslávia, Partido Comunista da Suécia, Partido Comunista da Boêmia e Morávia, Partido Comunista da Turquia.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vietnã, 50 anos: a narrativa inventada (repetida)

Vietnã, 50 anos: a narrativa inventada (repetida)
por Marjorie Cohn, Truthout Marjorie Cohn | US Government Sanitizes Vietnam War History


Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu


"Um dos mais vergonhosos legados da Guerra do Vietnã foi o uso, pelos militares norte-americanos, de uma arma química de destruição em massa, o mortal agente desfolhante “Agente Laranja”, dioxina. Os militares norte-americanos borrifaram toneladas daquele agente químico mortal sobre grande parte da terra agricultável do Vietnã. Estimados 3 milhões de vietnamitas sofrem até hoje o efeito daqueles desfolhantes químicos. Dezenas de milhares de soldados dos EUA também foram afetados. A dioxina causou má formações fetais e em nascituros em centenas de milhares de crianças, no Vietnã e nos EUA. Hoje, ainda segue afetando a segunda e terceira gerações nascidas de pessoas que foram expostas ao Agente Laranja há décadas. 
Casos de cânceres, diabetes, spina bífida e outros defeitos congênitos podem ser rastreados até a exposição direta ao Agente Laranja. E as armas químicas de destruição em massa destruíram grandes áreas do meio ambiente natural do Vietnã. O solo em vários “pontos quentes” próximos a ex-bases militares dos EUA continua contaminado até hoje."

Controlar a narrativa é ferramenta chave para propagandistas que sabem que o modo como a opinião pública compreenda um conflito externo tem efeito direto e decisivo sobre o comportamento de apoio ou de oposição ao governo. Então o governo dos EUA sempre cuidou de sanear a Guerra do Vietnã. Mas essa não é questão do passado histórico: tem efeito direto sobre o presente.

Por muitos anos os norte-americanos, depois da Guerra do Vietnã, nos beneficiamos da “síndrome do Vietnã”, segundo a qual presidentes dos EUA sempre hesitariam muito antes de lançar ataques substanciais contra outros países, porque temiam oposição forte, semelhante ao poderoso movimento que ajudou a pôr fim à guerra no Vietnã. Mas em 1991, no final da Guerra do Golfo, George H.W. Bush declarou “Por Deus! Afinal nos livramos da síndrome do Vietnã, de uma vez por todas!”.

Com as guerras de George W. Bush contra o Iraque e o Afeganistão, e as guerras de drones de Barack Obama contra sete países de maioria muçulmana, e a escalada que ordenou nas guerras contra Iraque e Síria, aparentemente já andamos bem para trás, para antes da síndrome do Vietnã. Plantando desinformação no campo da opinião pública, o governo dos EUA construiu apoios para ele mesmo para suas novas guerras: exatamente como fez antes da Guerra do Vietnã.

Agora, o Pentágono planeja as comemorações do 50º aniversário da Guerra do Vietnã, lançando um programa de US$ 30 milhões para re-escrever e "sanear" a história daquela guerra. A partir de uma fantasiosa e super interativa página na Internet, o esforço visa a ensinar às crianças de escola uma história inventada daquela guerra. O programa visa a honrar nossos soldados que lutaram no Vietnã. Mas não se vê naquela página [paga com dinheiro público] nem sinal de que houve um potente movimento antiguerra, no coração do qual estava o movimento dos próprios soldados que estavam no Vietnã, o GI movement.

Os Sindicatos e a Ditadura do Proletariado

Os Sindicatos e a Ditadura do Proletariado1
por Georgi Mikhailovich Dimitrov*

"A maior parte destes sindicatos estava tão profundamente enredada no mar do oportunismo, tão afastada da concepção da sua missão histórica de classe, que permaneceu surda a tudo isso, não vendo mais do que os magros proveitos que teria podido obter pela vitória da política de conquista das classes burguesas nos seus próprios países, ainda que isso não tenha sido apenas obtido pelo preço da exterminação em massa das classes operárias e pela exploração e opressão do proletariado de outros países e sobretudo das colónias."

Os sindicatos operários viram a luz do dia e desenvolveram-se durante os anos do desenvolvimento do capitalismo, como organizações para a defesa dos interesses operários, na própria produção e no quadro do sistema capitalista. 

De início, englobando apenas os operários qualificados, os sindicatos exerceram, no decurso do seu desenvolvimento, uma tão forte influência sobre as massas operárias, nos países capitalistas avançados, que se tornaram nos seus respectivos países um factor poderoso da produção capitalista. 

Renegados e perseguidos com animosidade desde o seu aparecimento, foram reconhecidos em seguida pela própria burguesia e pelos seus ideólogos como organizações indispensáveis para o bom desenvolvimento da produção, para a manutenção da paz e da estabilidade indispensáveis a esta produção e para as relações trabalho-capital, num sistema capitalista mantido e consolidado. 

Por intermédio da influente burocracia sindical 2, limitada e muitas vezes venal, assim como por concessões e vantagens insignificantes, feitas aos operários, os capitalistas conseguiram colocar, sob a direcção imediata da sua política de exploração, os grandes e poderosos sindicatos operários, assinando com eles contratos colectivos a longo prazo; também lhes ofereceram garantias para longos anos de trabalho normal nas empresas, se se desviassem das frequentes e espontâneas greves, tão prejudiciais para eles, capitalistas.

Os factos tomaram tal dimensão que, muito tempo depois da guerra imperialista, a maior parte dos sindicatos operários, sobretudo em Inglaterra e na Alemanha, tinham perdido completamente o aspecto e o conteúdo de organizações proletárias de classe e tinham-se transformado num instrumento para a manutenção da quietude dos capitalistas na produção, assim como para garantir as fontes dos seus recursos fabulosos.

Durante a guerra, como resultado lógico deste estado de coisas, os países capitalistas mais desenvolvidos – tanto os que se encontram sob a influência dos social reformadores burgueses (Alemanha e Áustria) como as organizações profissionais anarco-sindicalistas (França) – puseram-se completamente ao lado dos seus mestres imperialistas, trouxeram o seu mais activo auxílio à sua política imperialista de conquista, ofereceram ao mundo o espetáculo infame da exterminação recíproca, durante quatro anos, destas mesmas massas proletárias, cujos representantes proclamam insistentemente, nos congressos e conferências internacionais, «a solidariedade internacional do proletariado do globo terrestre».

domingo, 19 de outubro de 2014

Solidariedade a Mauro Iasi (PCB): Abaixo o racismo, o racialismo e o fascismo!

Solidariedade a Mauro Iasi (PCB): Abaixo o racismo, o racialismo e o fascismo!
Declaração do Movimento Negro Socialista - MNS

"A degeneração tão combatida na prática do racismo como instrumento de divisão e opressão é expressão viva dos movimentos que reduziram as reivindicações mais sentidas da população negra e da juventude ao discurso da 'raça e irmandade' com altos financiamentos privados. Afinal, os negros como maior estrato da classe trabalhadora desse país não querem reduzir suas reivindicações às migalhas que caem da mesa da exploração capitalista como faz a grande maioria dos movimentos negros. A luta contra o racismo é antes de tudo um combate revolucionário.


A capitulação dos movimentos negros é a armadilha dos capitalistas para a promoção do ódio racial, e para superá-la precisamos dedicar-nos a aprender e reconduzir nossas ações políticas utilizando como base as lições históricas da luta de classes e as contradições impostas pelo capitalismo. E não há como cumprir tal tarefa negando a análise científica do marxismo, pois a reprodução do racismo e das políticas racialistas é necessária para sustentar a exploração capitalista. E capitular aos interesses dos capitalistas é negar os interesses dos trabalhadores, mulheres e jovens negros.


O militante, e candidato pelo PCB à presidência da República, Mauro Iasi foi agredido ferozmente ao manifestar críticas a Barack Obama na última quarta-feira (15/10/2014) em debate realizado na conferência da UERJ, intitulada: "Marxismo, Panafricanismo e Racismo nos movimentos sociais do mundo". O seminário "Fela Kuti (A educação e os movimentos sociais)" foi organizado em articulação interna na universidade e contou com a presença dos debatedores Carlos Moore, Maurício Campos e Mauro Iasi.

Moore defendeu o governo de Obama e o considerou como "avanço para a comunidade negra" e apostando na confusão reduziu a discussão política ao declarar que "preferia ver a América Latina com vários Obamas do que dominada por marxista racista".

Na plateia, feministas e defensoras da 'irmandade negra' aos gritos xingavam Mauro Iasi de racista e afirmavam que Marx era racista. Assim que o mediador posicionou-se dizendo que o governo de Obama mata milhares e que o sistema capitalista mata todos os dias, também foi agredido verbalmente e xingado de traidor a serviço "do branco opressor" e forçado a se retirar do local do "debate"!

O Reich tropical: a onda fascista no Brasil

Silas Malafaia - o rosto do fascismo cristão no Brasil
O Reich tropical: a onda fascista no Brasil


"O fascismo brasileiro é mais complexo do que o italiano ou o nazismo alemão. Ele é mais difícil de identificar, possui um ódio mais pulverizado direcionado uma massa ampla e difusa. É animado por uma mídia suja, uma polícia violenta, um movimento religioso fanático e uma elite sui generis que, na teoria, defende o liberalismo, mas na prática age para defender privilégios."

"Dando apoio ideológico a esse circo de horrores, angariando milhões de leitores com o sensacionalismo vulgar disfarçado de conteúdo, colunistas das piores – mas igualmente poderosas – revistas do Brasil aplaudem muitos desses eventos e estimulam a disseminação da mentira, ao inferir que, se nada for feito, a ditadura comunista irá imperar sob o reinado de pobres e gays. Controlando os aparatos hegemônicos da mídia e disseminando mentiras, os grupos dominantes elegeram a mais conservadora bancada de sua história – ato que não poderia ter sido plenamente realizado sem a eclosão incontrolável de ofensas criminosas aos nordestinos. Finalmente, mas não menos importante, o recente caso da suspeita de ebola desvelou crimes de racismo, xenofobia e intolerância humana de uma vez só."

O germe do ódio está às soltas no Brasil pronto para linchar física e moralmente todo aquele que não for branco, heterossexual, rico e cheio de bens de consumo

A história do início do século 21 parece repetir a do século 20. De um lado, insurgências populares eclodem aqui e acolá. De outro, há o claro crescimento da extrema direita conservadora. Mas há uma diferença significativa, e profundamente preocupante, entre o passado e o presente. Desencantada de sua história e imersa em pequenos conflitos que causam grandes desgastes, a esquerda hoje está muito mais fraca do que há cem anos*.

O desequilíbrio entre uma esquerda enfraquecida e uma direita que detém o monopólio do capital financeiro e informacional, sem sombra de dúvidas, pesa para um único lado.

sábado, 18 de outubro de 2014

Aécio, o exterminador do futuro dos Brasileiros

Aécio, o exterminador do futuro dos Brasileiros, afinal, a modernidade tucana é coisa muito velha!


É habitual que nos filmes venham personagens do futuro para salvar a humanidade ou uma comunidade específica. No Brasil, como noutros países chamados periféricos, vieram ideias do passado para destruir o presente e frustar o nosso futuro.

Uma delas, a privataria tucana foi vendida ao povo Brasileiro com o argumento que sempre se ouve para as privatizações, é que as empresas são mais “eficientes”, porque são o modo pelo qual o “livre mercado” operaria para atender as necessidades do povo, o que é uma enorme mentira. 

"Um dos mitos da privatização: A privatização teria sido “inventada” por duas grandes democracias, EUA e Grã-Bretanha, nos anos 1980s.  É falso. A privatização, como a reencontramos no mundo nos anos 1980s e 1990s, foi instrumento muito usado, antes, pelos regimes fascistas. 

Um fato sobre a privatização: Antes de Reagan e Tatcher [e dos governos da privataria do PSDB-DEM no Brasil de FHC- AÉCIO, a privatização foi objetivo muito empenhadamente buscado pelas elites fascistas – e desde os primeiros passos do fascismo. 

Uma explicação para o fato: As elites controlam a riqueza privada. Com a privatização, as mesmas elites ganham controle também sobre o que, antes da privatização, era riqueza pública. A privatização, além do mais, dá a políticos corruptos (representantes da elite corrupta e corrompedora) uma oportunidade para reaver, em benefício próprio e dos que os apadrinham, o que pagam de impostos [as elites sempre odeiam impostos; haja vista a campanha anti-impostos que vivem a fazer, notadamente pelos veículos da imprensa-empresa (privada), com certeza, pelo menos, no Brasil-2014 ; a privatização assegura meios para comprar, diretamente, patrimônio público. Não é surpresa, pois, que todos os governos fascistas tenham sido ativos privateiros. "

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O FMI, a burguesia sem príncipe e os órfãos de Junho

O FMI, a burguesia sem príncipe e os órfãos de Junho
ESCRITO POR LUIS FERNANDO NOVOA GARZON


"A dinâmica de crescimento, autista e díspar, promovida pelo chamado projeto “neodesenvolvimentista”, com escassos espaços de nivelamento e solidarização, só poderia confluir para um fulgurante fascismo social, que expressa as frustrações e os desejos reprimidos de uma burguesia com vocação segregacionista, expansionista e imperialista.

Urgente, pois, formar frentes anticapitalistas e antifascistas e atacar em primeiro plano os corvos (travestidos de tucanos) dos capitais mundializados - capitais “brasileiros” incluídos. Mas não nos esqueçamos de, na sequência, ajustar contas com aqueles que alimentaram os corvos, com os que se entretiveram com eles e compartilharam suas ambições e métodos ao ponto de tentarem usurpar seu lugar."


Logo após a apuração do resultado das eleições presidenciais no Brasil, circulou o relatório de acompanhamento da economia global do Fundo Monetário Internacional (FMI) de outubro de 2014, que rebaixa a projeção de crescimento anual do Brasil para 0,3%, colocando-o na mesma linha de tiro em que foram postas a Rússia, a Argentina e a Venezuela. O bloco de poder capitalista no Brasil é tão imediatista e circunstancial que sua unidade mínima depende sempre de ganhos extraordinários de capital. Com o agravamento da crise e a variação do fluxo de entrada e saída de investimentos, é requerida uma reestruturação regulatória compatível. Vozes dominantes no país e no planeta repetem em coro: “maior crescimento somente com maior liberalização econômica”. Por isso a reiteração da perspectiva de baixo crescimento corresponde a uma avalização internacional para ataques especulativos contra esses países.

Cretinismo parlamentar e democracia oligárquica

Cretinismo parlamentar e democracia oligárquica

por Daniel Vaz de Carvalho



"O cretinismo parlamentar consistia numa espécie de delírio que acometia as suas vítimas, as quais acreditavam que todo o mundo, o seu passado e o seu futuro se governavam por uma maioria de votos ditada por aquela assembleia (…) e tudo o que se passava fora daquelas quatro paredes muito pouco ou nada significavam ao lado dos debates importantes". 

Marx, Revolução e Contrarrevolução na Alemanha


Et leur bulletin dans les urnes Et le mépris dans un placard! Ils ont voté et puis, après? (…) Le jour de gloire est arrivé! 

Canção de Léo Ferré

"Nos países ocidentais a democracia está atacada por uma casta, na realidade entramos num regime oligárquico. Nesta forma de fazer política o poder está reservado a um pequeno grupo de pessoas que formam uma classe dominante." J. Saramago fez notar que "a democracia parece ser tão intrinsecamente boa que nela se pode fazer de forma não democrática, tudo o que não é democrático. (…) A democracia é apenas uma fachada que mantém as aparências."

O crescente poder do dinheiro no sistema político é evidenciado por Stiglitz: "o sistema é mais semelhante a "um dólar um voto" que "uma pessoa um voto" Escreveu Aldous Huxley: "Oligarcas plutocráticos aspiram a governar sob a capa das instituições democráticas impessoalmente e sem responsabilidades. Explorar a democracia viram eles é mais fácil e rendoso que opor-se a ela. Deixem que muitos votem, mas conforme lhes disserem os poucos opulentos que são donos dos jornais"

"A "ciência económica" adotada não passa de uma metafísica, ou pior, uma superstição, com seus anátemas, destinada a subordinar os povos e o funcionamento das economias nacionais aos interesses de uma minoria transacionais e seus bilionários. Sob o lema da "modernidade" foi imposto um drástico retrocesso das condições sociais, caminhando-se para níveis do século XIX sob a tutela da UE. O oportunismo da social-democracia começou por defender: o "movimento é tudo", agora "o retrocesso é tudo". A direita promove-o com o sofisma de ser contra o "imobilismo"! "

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ucrânia levanta-se contra a NATO, os neoliberais e os oligarcas

Ucrânia levanta-se contra a NATO, os neoliberais e os oligarcas
por Boris Kagarlitsky , entrevistado por Feyzi Ismai


"Pouco depois de Donetsk, e a seguir Lugansk, se terem declarado repúblicas, surgiu uma grande discussão sobre o seu futuro. Por um lado, elas surgiram dado o apoio maciço dos operários mas, por outro lado, não podem sobreviver sem a cooperação de Moscovo e do governo russo. As elites russas estão a usar todas as oportunidades para influenciar, manipular e subverter essas forças. 
No interior das repúblicas, também há tendências contraditórias. A exigência geral é para o bem-estar, a instituição duma república popular social – não uma república socialista, mas social – o que significa que um estado social deve ser incorporado nas estruturas institucionais do sistema. Há muitas exigências de nacionalizações e, por exemplo, foram suspensas as "reformas" na saúde com vista à sua comercialização (privatização).

São estas as reivindicações dos combatentes no terreno. Simultaneamente, as repúblicas são instáveis e ineficazes e a sua legitimidade também é questionada (pelo poder oligárquico a nível mundial, no seio das elites russas e no Ocidente, claro). Portanto, há um conflito político permanente dentro dessas repúblicas. "


Quais são as origens da crise na Ucrânia e porque o conflito irrompeu nos últimos meses? 

As origens da crise na Ucrânia são triplas. A primeira coisa é que a Ucrânia foi concebida pelos estrategas de Moscovo como um elemento numa complexa economia planificada. Os territórios que formam a Ucrânia foram agrupados, não por quaisquer razões históricas, culturais ou étnicas, mas para organizar um planeamento complexo – queriam ligar as áreas industriais do leste com os portos do sul, como Odessa e a Crimeia, ao ocidente agrícola. Era essa a lógica. Quando essa lógica foi destruída com o fim da União Soviética, este território enquanto unidade integrada começou a desintegrar-se e perdeu a sua razão de ser. 

O fim da União Soviética também permitiu que florescessem divisões culturais, o que é a segunda causa da crise. As diferenças na língua, por exemplo, tornaram-se muito mais importantes do que anteriormente. Mas as políticas nacionalistas para impor uma única língua ucraniana foram absurdas porque há muito mais ucranianos a falar russo do que ucraniano – cerca de um terço são de etnia russa e outro terço identifica-se como ucranianos de língua russa. 

Há muita gente que fala as duas línguas, mas o russo está muito mais difundido do que o ucraniano, e até estava em ascensão no período pós-independência. Isto porque o mercado mundial favorece a língua dominante, a língua dos negócios, do comércio e da produção. O sistema de mercado reforçou as contradições existentes no interior da sociedade e criou as condições prévias para mais conflitos culturais. Mas os media liberais apresentam esses conflitos como puramente culturais embora, na verdade, as razões subjacentes estejam relacionadas com a economia e as instituições. 

“Impedir a entrega do Governo do Brasil aos bancos e ao fascismo!”.

Manifesto do PCR para o 2º turno das eleições: “Impedir a entrega do Governo do Brasil aos bancos e ao fascismo!”

por Partido Comunista Revolucionário (PCR) - União da Juventude Rebelião (UJR)

"Com um governo do PSDB, perderão os trabalhadores que lutam por melhores salários, os sem-terra na luta pela reforma agrária, os sem-teto que buscam o acesso à moradia, a juventude que anseia emprego digno e educação de qualidade, as mulheres que almejam igualdade de direitos. Perderá o povo que luta e sonha com um país melhor.

Por tudo isso, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) convoca o povo brasileiro a dizer não ao candidato do imperialismo e dos bancos, derrotar a direita e avançar na luta popular. Dia 26 é dia de votar no Brasil votando em Dilma."
Os ricos (a classe dos capitalistas) e os trabalhadores conscientes de todo o mundo estão neste instante com os olhos voltados para o Brasil em função das eleições do próximo dia 26 de outubro, quando será escolhido(a) o(a) próximo(a) presidente do Brasil. É grande a expectativa por qual rumo seguirá o governo nos próximos anos, pela importância econômica e política que o país ocupa na América Latina e no mundo. Para os países imperialistas, este é um momento chave para que o Brasil volte a ser governado por um criado do grande capital, como aconteceu no período de FHC-PSDB (1995-2002).

Aécio é o candidato dos bancos e do imperialismo

De fato, no governo de FHC, o PSDB patrocinou o maior escândalo de entreguismo e corrupção da história do país: a entrega quase de graça, sob o nome de privatização, das grandes estatais nacionais e ainda a criação do programa de ajuda aos banqueiros (PROER), que custaram aos cofres da nação R$ 119,3 bilhões.

Todo o discurso contra a corrupção na Petrobras, portanto, não é para moralizar a gestão pública. Na verdade, querem enfraquecer a defesa deste patrimônio histórico e entregá-lo à sanha dos capitalistas, como fizeram com a Vale do Rio Doce, a Companhia Siderúrgica Nacional, os bancos estaduais ou mesmo as telecomunicações.

A grande “mudança” proposta por Aécio, representa a retomada do arrocho salarial e o aumento dos juros, para garantir ainda mais lucros para as grandes empresas e bancos, como fica claro com a indicação do banqueiro Armínio Fraga para ministro da Fazenda, o mesmo que, ao analisar as causas do baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), declarou: “a causa é a alta do salário mínimo e juros baixos”.