[EUA] O controle da informação
[EUA] O controle da informação
Rebelión - Néstor García Iturbe,
Tradução do Diário Liberdade
"Tudo parece indicar que a prova que realizei há muitos anos sobre o controle da informação nos Estados Unidos, se fizesse atualmente chegaria aos mesmos resultados. É muito fácil: ligue o televisor na hora do noticiário, conecte em um dos canais existentes, estão mostrando uma notícia, muda para o próximo canal, a mesma notícia, muda para cada um dos outros canais e continuará vendo tal notícia; quando começar a segunda notícia, repita o procedimento e voltará a acontecer a mesma coisa. Regularmente as cinco principais notícias são as mesmas em todos os canais, apesar da grande quantidade de canais de televisão existentes.A imprensa nos Estados Unidos se converteu em porta-voz da classe dominante."
Poucos dias atrás estive interagindo com um grupo de dez estudantes estadunidenses de diferentes estados. Todos eram jovens de um nível relativamente alto.
De acordo com o que pude observar, praticamente todos tinham meios portáteis de comunicação (tablets, ipods, telefones celulares de vários modelos, computadores com wi-fi e seguramente outros mais sofisticados. Tinham os meios para receber informação, mas não tinham a informação.
Levando tudo isso em consideração, reafirmei o que já conhecia, o controle da informação que as grandes corporações têm em suas mãos nos Estados Unidos. O mito da "Freedom of the press" ("Liberdade de imprensa") tantas vezes invocado e muitas vezes pisoteado. Lembrei de um documentário sobre o assunto transmitido recentemente pela Telesur, em que se falava e se explicava como a famosa liberdade de imprensa não existe realmente nos Estados Unidos e como dois ou três consórcios controlam toda a imprensa, tanto a escrita, como a que se difunde por outros meios.
O problema não é ter uma grande quantidade de meios informativos que aparentemente difundem o que acontece nos Estados Unidos e no mundo, o problema real é o que se difunde, o que se passa para o povo, que somente reflete o que pode beneficiar e interessar aos grandes interesses econômicos que dominam tais meios informativos.
Compreendo que os visitantes não conheçam tudo o que é relacionado com os Cinco Heróis [cubanos, presos nos EUA]. Já foi mencionada em várias oportunidades a censura da imprensa ianque sobre os mesmos e como tem se distorcido tudo o que é relacionado com o propósito de sua atividade nos Estados Unidos. Não entendo que agora se interem de que Alan Gross [contratista a serviço de Washington] está detido em Cuba e das atividades que o mesmo realizava. O silêncio na imprensa estadunidense sobre Alan Gross é mal presságio, é como se não existisse, é um problema que os Estados Unidos não reconhecem como tal e sobre o qual não pensam em realizar nenhum tipo de esforço para solucioná-lo. Esta informação está sob controle.
Outros aspectos relacionados a Cuba, era lógico que viessem a conhecer como resultado da visita que realizam, pois já estão há quase uma semana na ilha, mas é bom apontar que apenas um deles conhecia sobre a situação em Guantánamo e que ainda existe no lugar a prisão que alguns achavam que Obama havia fechado há algum tempo.
Tudo parece indicar que a prova que realizei há muitos anos sobre o controle da informação nos Estados Unidos, se fizesse atualmente chegaria aos mesmos resultados. É muito fácil: ligue o televisor na hora do noticiário, conecte em um dos canais existentes, estão mostrando uma notícia, muda para o próximo canal, a mesma notícia, muda para cada um dos outros canais e continuará vendo tal notícia; quando começar a segunda notícia, repita o procedimento e voltará a acontecer a mesma coisa. Regularmente as cinco principais notícias são as mesmas em todos os canais, apesar da grande quantidade de canais de televisão existentes.
A imprensa nos Estados Unidos se converteu em porta-voz da classe dominante.
Fonte em : diárioLiberdade http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/402-comunicacom/51289-eua-o-controle-da-informa%C3%A7%C3%A3o.html
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