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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Brasil: um país sem infância

Brasil: um país sem infância
por Ludmila Outtes e Lene Correia


"Empresários, comerciantes e até políticos chegam a lucrar com o trabalho infantil. Isso se multiplica a cada dia por trás da mídia alienante que esconde os fatos. Assim, os dados do IBGE são transformados em algo superficial e numérico, pois, a triste realidade da vida desses meninos e meninas é muito mais que números. Mas, o que fazer para mudar essa situação catastrófica? Programas como o “Brasil carinhoso” podem amenizar a situação. Porém, é preciso mais que uma parca tentativa de distribuição de renda. A resposta é simples, embora seja algo que, o capitalismo não tem interesse algum em colocar em prática: Igualdade social irrestrita; educação de qualidade para todos, sem exceção e respeito ao ser humano antes de tudo."
 
Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), reconheceu a data de 12 de junho como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, cuja iniciativa, em parceria com instituições governamentais brasileiras, tem propagado o ideal de fim do trabalho infantil. Vários programas governamentais de benefício foram então criados, a exemplo do mais recente “Brasil Carinhoso”, na tentativa de reduzir o trabalho infantil e incentivar as crianças a frequentarem a escola. Porém, o que se observa na realidade é o oposto.

O número de crianças entre 10 e 13 anos que trabalham aumentou, do ano de 2000 para 2010, de 699 mil para 710 mil, segundo dados oficiais do IBGE divulgados no final do ano passado. O acréscimo, de 1,5% em números absolutos, só demonstra a fragilidade existente nas políticas populistas dirigidas pela presidência da república, ditas de cunho social.

Além do dano à saúde causado pelas condições de trabalho, muitas vezes desumana, o trabalho infantil ainda é responsável pelo prejuízo da educação, causando inclusive o afastamento da criança da escola. Dos 710 mil ocupados de 10 a 13 anos, 90% realizam jornada dupla, trabalhando e estudando, enquanto 70,5 mil deles não estudam.

A situação atual reflete a política capitalista dos empregadores, que buscam a mão de obra infantil por ser mais barata e pela criança “reclamar menos”, segundo fala de um pesquisador da Organização das Nações Unidas (ONU). A busca cada vez maior por lucro leva os empregadores a deixar de lado questões sociais e humanitárias, reforçando as desigualdades, seja no campo ou na cidade.

Empresários, comerciantes e até políticos chegam a lucrar com o trabalho infantil. Isso se multiplica a cada dia por trás da mídia alienante que esconde os fatos. Assim, os dados do IBGE são transformados em algo superficial e numérico, pois, a triste realidade da vida desses meninos e meninas é muito mais que números. Mas, o que fazer para mudar essa situação catastrófica? Programas como o “Brasil carinhoso” podem amenizar a situação. Porém, é preciso mais que uma parca tentativa de distribuição de renda. A resposta é simples, embora seja algo que, o capitalismo não tem interesse algum em colocar em prática: Igualdade social irrestrita; educação de qualidade para todos, sem exceção e respeito ao ser humano antes de tudo. E quando isso será possível? Quando o socialismo invadir o mundo. E não está longe. Só assim a verdadeira educação transformará vidas e as pessoas serão respeitadas e terão seu valor para a sociedade, pois serão o que são e não o que têm ou podem dar de lucro.

 




Ludmila Outtes e Lene Correia, Recife
Fontes: IBGE; Sites:brasil.gov.br; OIT(Organização Internacional do Trabalho)
 
 
Fonte: Jornal A Verdade em www.averdade.org.br
 
 
 
 

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