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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

França, terror e islamofobia

França, terror e islamofobia
por Narciso Isa Conde

"Assim, o Estado francês do século XXI proclamou seu suposto horror pelo terror e seu hipotético amor pela liberdade. Enquanto isso, embarca na guerra mundial de “quarta geração” contra os países periféricos do sistema e na fascistização do domínio do imperialismo ocidental comandado pelos EUA. Tudo em nome da suposta superioridade da civilização branca e cristã que eles encarnam.

A essa estratégia serve o desprezo às demais civilizações e o racismo praticado dentro e fora de suas civilizações e o racismo praticado dentro e fora de suas fronteiras, muito especialmente a islamofobia e sua construção ideológica em torno do fanatismo religioso como causa do terror, que inclui um capítulo especial contra o “terrorismo islâmico” em seus meios de difusão."

O Estado francês destinou oito mil soldados para fazer a guerra na denominada periferia terceiro-mundista, subordinando-se aos EUA e assumindo um importante papel nos bombardeios da OTAN contra cidades, povoados e estruturas, que procuram levar o caos a essas sociedades e tentar controlar territórios repletos de petróleo, gás, lítio, titânio, urânio, cobalto, ouro, água… ou situados em pontos de alto valor geopolítico planetário e rotas de tráficos diversos.

Cinco mil deles estão na África e outros na Ásia Central e Oriente Médio, ressaltando o papel francês na destruição do Estado líbio e junto à OTAN na Síria, prévia participação no plano imperial para depredar o IRAQUE e o AFEGANISTÃO.

Assim, o Estado francês do século XXI proclamou seu suposto horror pelo terror e seu hipotético amor pela liberdade. Enquanto isso, embarca na guerra mundial de “quarta geração” contra os países periféricos do sistema e na fascistização do domínio do imperialismo ocidental comandado pelos EUA. Tudo em nome da suposta superioridade da civilização branca e cristã que eles encarnam.

A essa estratégia serve o desprezo às demais civilizações e o racismo praticado dentro e fora de suas civilizações e o racismo praticado dentro e fora de suas fronteiras, muito especialmente a islamofobia e sua construção ideológica em torno do fanatismo religioso como causa do terror, que inclui um capítulo especial contra o “terrorismo islâmico” em seus meios de difusão.

A satanização do islamismo está sendo potencializada manipulando a cruel agressão a CHARLIE HEBDO, entidade vítima de uma sorte de neofascismo interessado em castigar bufões populistas a serviço da corte imperial e, assim, potencializar o nazi-racismo para agravar a superexploração da emigração de origem muçulmana. Assim, aumenta-se a cruzada belicista e o saqueio destrutivo, executados pelos Estados europeus ocidentais nos países de cultura islâmica, como contrapartida a suas graves dificuldades derivadas da recessão e das divisões que atrapalham sua aliança continental.

Neste caso, a suspeita de uma montagem perversa cresce ao revelar-se que os irmãos SAID KOUACHI – capturados e executados depois de serem sumariamente apontados como responsáveis do mesmo – foram previamente recrutados pela polícia francesa para penetrar no jihadismo.

A versão de sua identificação por, supostamente, deixar abandonado um documento de identidade no lugar dos eventos, se parece muito com a história da localização do sequestrador de um dos aviões das Torres Gêmeas; ato brutal usado para justificar a guerra global e infinita que continua em marcha ascendente.




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