Grande Depressão Económica e Guerra Imperialista



Grande Depressão Económica e Guerra Imperialista
por Enrique Muñoz Gamarra*


O mundo debate-se num grande e incontrolável turbilhão de crise económica, crise política e crise militar. São os efeitos da Grande Depressão Económica iniciada em 2008. A sobreprodução e os volumosos capitais especulativos ou fictícios (1.500 biliões de dólares, quando o PIB mundial é de apenas 60-65 biliões de dólares) são muito graves. Isto é expresso exteriormente na guerra económica, na corrida armamentista, nas tensões militares e num rápido processo de empobrecimento das massas trabalhadoras do mundo. Mas, no mais fundo de tudo isto, há um grande movimento de estruturas que irradiam dos centros de poder económico dos EUA e avançam num sentido oscilante e de colisão dirigidas com especial força contra os poderes económicas que começaram a brotar e a fortalecer-se na China, Rússia e Índia, imersas numa situação de sucção do poder económico europeu (fora da União Europeia), em cujas mãos há pelo menos 400 a 500 biliões de dólares como capital especulativo. É realmente uma reestruturação dos poderes internacionais, alimentados pelo aprofundamento da grande crise económica, no meio da expansão da China e do esgotamento das forças ocidentais.

 
Isto é muito evidente, por exemplo, no Médio Oriente e, em geral, na região do Mediterrâneo. Diz-se que ali teria estado em preparação (ou está em preparação) um novo poder económico – em oposição ao grande poder económico norte-americano, principalmente ligado ao gás e ao petróleo –, onde o Irão, a Rússia e a China desempenhariam um grande papel. Claro, não é para menos, é a maior área de reservas mundiais de petróleo. Por isso algumas notas, ainda que meio confusas, utilizam os seguintes termos:


"A Turquia está atualmente envolvida num complexo impulso para desenvolver um ‘ductistão'1 regional, não só ao longo de um eixo leste-oeste, mas também norte-sul; isto significa que tem de desenvolver uma complexa rede de relações com não menos de nove países – entre eles, Rússia, Azerbeijão, Geórgia, Arménia, Irão, Líbano e Egito. Antes da Praça Tahrir, já estavam em curso negociações sérias que diziam respeito a um ‘ductistão' árabe alargado que vincularia o Cairo, Amã, Damasco, Beirute e Bagdad... É certo que o gigante energético russo Gazprom não deixará de participar na ação... a China já está em cena, pronta para comprar a qualquer um."2


 Interessante nota, que, de alguma forma, nos ajuda a explicar uma das razões da violência que, ultimamente, tem sacudido esta região.

 
Vejamos o seguinte:


Antes de tudo, a Grande Depressão Económica de 2008 está cada vez mais grave:

Os factos inquestionáveis são:

 
Primeiro:


a desaceleração e estagnação económicas nos principais países imperialistas são muito graves. Os Estados Unidos e a Europa estão nesta situação. Agora, com a sua chegada à China, todo o sistema é fortemente afetada. Por exemplo, sabe-se que a China está em desaceleração nos últimos trimestres3. Os últimos dados que me chegaram, referem: "O valor acrescentado da produção industrial e dos investimentos na China cresceu 8,9% face ao ano anterior, em agosto, o que representa uma desaceleração face aos 9,2% de julho e é a menor taxa desde maio de 2009"4. Uma consequência disto é que, em 2011, o seu consumo de energia foi reduzido em 2%5. Além disso, há artigos a indicar que, na China, haveriam cidades-fantasmas, o que seria indicação clara de uma próxima "bolha imobiliária"6.
Segundo:


acentua-se a guerra económica com protecionismo e operações contra alguns bancos.
As medidas protecionistas e antidumping são muito comuns nos Estados Unidos e na China, principais potências económicas em grande luta. Isso estende-se a mercadorias como os alimentos (ovos, etc.) até mercadorias de alta tecnologia.
 
É um conflito no qual as bandeiras geopolíticas deixam de existir - por exemplo, há um conflito entre as multinacionais norte-americanas, japonesas e coreanas. Um deles é entre a Apple (norte-americana) e a Samsung (sul-coreana). Em geral, as multinacionais norte-americanas são muito predatórias.
Também os grupos de poder chineses estão confrontados com os da União Europeia e do Japão – neste caso, por causa da questão do aço inoxidável de alto desempenho sem soldadura7.

 
Um conflito de grande dimensão é o que se trava entre a China e a União Europeia pelos painéis solares. De facto, a China teve um vertiginoso aumento na capacidade de produção deste produto, que passou de quase zero, em 2004, até cobrir, atualmente, a quase totalidade da procura global. "A China vendeu painéis e componentes solares aos países da UE, no ano passado, no valor de 21 mil milhões de euros (26.500 milhões de dólares). O bloco europeu é o principal mercado para a indústria solar chinesa".8. O conflito é gerado porque o grupo industrial europeu liderado pela Alemanha sente que o desprezam nos seus próprios mercados e acusa a outra parte de dumping e por isso os denunciaram. Sobre esta questão, as empresas chinesas tinham avisado: "As empresas solares chinesas advertiram, em julho (2012), a possibilidade de uma guerra comercial, pedindo ao governo chinês que agisse contra a investigação (que a UE tinha iniciado) "9.

Devemos também observar aqui as recusas da União Europeia em suspender as sanções contra a China, por causa dos protestos na Praça Tiananmen, em 1989, que afetam, no cerne, a venda de armas e, por acréscimo, a entrada de altas tecnologias neste país e, claro, a recusa em reconhecer a sua condição de "economia de mercado".
 
Então, as medidas protecionistas e imposições tarifárias são muito fortes em ambos os lados: no Ocidente e no Oriente.
 
Por outro lado, alguns artigos indicam que os 20 maiores bancos da Europa tiveram quedas muito graves nos seus rendimentos em juros líquidos, rendimentos por quotas e por investimentos operacionais10.
 
Enquanto isso, os Estados Unidos lançaram uma verdadeira cruzada contra alguns bancos europeus (britânicos, italianos, escoceses, etc.) por, supostamente, realizarem negócios com alguns países "canalhas", com quem os EUA estão em conflito – por exemplo, o Standard Chartered Bank (SCB) foi acusado de realizar 60 000 transações (e, em geral, diz-se, operações de quase uma década), com entidades iranianas e em montantes que ultrapassam os 250.000 milhões de dólares e que o Departamento de Serviços Financeiros de Nova York multou em 340 milhões de dólares, "o número é o mais alto já alguma vez pago por uma instituição financeira a um regulador, por um caso de lavagem de dinheiro, informou o The Wall Street Journal"11.
 
Também a maior instituição financeira britânica, o HSBC, foi acusada de lavagem de dinheiro e negócios com perigosos traficantes e de angariar fundos para grupos terroristas. As notícias dizem o seguinte: "Um relatório de 340 páginas da Subcomissão Permanente de Investigação do Senado norte-americano revelou na semana passada (finais de julho de 2012), que o maior banco britânico orientou dinheiro para terroristas, traficantes de droga e líderes de gangues de todo o mundo."12


 

Investigam também o Royal Bank da Escócia. A Reserva Federal dos EUA e o Departamento de Justiça realizam esta investigação13.

 
Da mesma forma, há investigações sobre as atividades financeiras do banco Unicredit, o maior banco de Itália, por presumíveis negócios com o Irão14.
 
Sobre este assunto, a China exigiu aos Estados Unidos, em 1 de agosto de 2012, que anulassem as sanções que haviam imposto, em 31 de julho de 2012, ao banco chinês Kunlun, acusado de fazer negócios com o Irão15.
Sem esquecer que uma das razões para o fracasso da União Europeia é, precisamente, a imposição dos predatórios grupos do poder económico norte-americano aos seus pares europeus, de 40% das suas hipotecas tóxicas.
 
Desde então, os grupos do poder económico norte-americano não só estão numa dura luta com os grupos do poder económico na China, mas também com os seus homólogos europeus; mas não se dão conta de que, no final do circuito produtivo ou de montagem que se concretiza na China, cerca de 55 centavos de cada dólar imerso em cada produto que vai para o mercado internacional, com a legenda "Made in China" vai engordar diretamente os seus próprios cofres – e, ainda assim, reparem, há descalabro económico nos Estados Unidos 16. Esta é apenas uma amostra real e inquestionável de que este país se tornou um país parasita, que vive à custa dos restantes países e, ainda assim, se atreve a acusar a China de ser a causadora dos seus problemas económicos.

 
Terceiro:


o empobrecimento das massas trabalhadoras no mundo é persistente:
O desemprego está cada vez mais elevado. As notícias a este respeito indicam, por exemplo, que na área do euro há 18 milhões de pessoas desempregadas e, em toda a União Europeia, 25 milhões.
 
Há também uma tendência de crescimento da miséria e da fome no mundo. Adiantam-se algumas provas:
O mercado dos cereais é um mercado altista; por exemplo, o preço do milho subiu desde junho deste ano (2012) em 50% por tonelada.
  
Pelo menos 1.000 milhões de pessoas no planeta têm insegurança alimentar – e isto não o diz um comunista, di-lo a ONU 17. 
Na Espanha foi batido o recorde de despejos habitacionais – de acordo com dados oficiais do Conselho Geral do Poder Judiciário, 46.500 no primeiro trimestre de 2012. E a coisa mais assustadora é que na Alemanha se preparam os debates para aumentar a idade da reforma até aos oitenta anos. Claro que é muito grave a situação das massas trabalhadoras:
Ainda na Espanha, ao grito de "Se não há pão para o pobre não há paz para o rico!", os trabalhadores de Mérida expropriaram alimentos para sobreviver18.
Também na Sardenha, ao sul da Itália, o líder de um dos sindicatos operários em luta teve de cortar os pulsos na frente das câmaras de televisão para chamar a atenção do público.
E nos Estados Unidos cresce cada vez mais a relação das pessoas que vivem dos vales-refeição.
Isto é muito lamentável e uma questão que antes só podia observar-se nos países da América Latina.

E, como era de esperar, no fundo de toda esta situação está a implosão do sistema dólar:

Este é o fundo do que alguns analistas têm vindo a comentar como "Algo realmente estranho parece acontecer. Em todo o mundo estão a agir como se antecipassem um colapso financeiro iminente"19. Como sustentámos em vários artigos anteriores, o dólar como moeda de reserva internacional está fortemente afetado. Há numerosos indícios sobre isto. De entre eles, podemos assinalar os seguintes: a China tem desenvolvido uma série de alternativas, como planos pilotos e emissão de obrigações em yuans. Os países BRICS, como o Brasil e a Rússia, têm planos neste sentido. Da mesma forma, o Irão, a Síria e a Venezuela. Também estão aqui envolvidos alguns bancos internacionais, como o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento, que emitiram obrigações e títulos em yuans. Sem nos esquecermos do Citigroup, HSBC, JP Morgan e BBVA20. Há mesmo rumores muito fortes que indicam que a OPEP estaria a ver a possibilidade de fixar o preço do petróleo usando um cabaz de moedas, em vez da exclusividade do dólar.

Então, a partir daqui, o FED norte-americano começa a ficar em tensão muito forte contra o ouro, o euro e o yuan chinês. Primeiro, o ouro teve uma queda muito significativa no final do ano passado (2011) e o início do presente, como resultado das manipulações que exerceram as autoridades norte-americanas; mas, dados mais recentes indicam que existe uma forte procura, particularmente impressionante da parte da China, que olha este metal como suporte seguro para a ascensão do yuan a moeda de reserva internacional.
No que respeita ao euro, já conhecemos os imensos riscos de falência em que está agora envolvida a base da iminente implosão da União Europeia, ainda mais agravada pela ofensiva em larga escala que Wall Street e a City londrina desencadeiam contra esta moeda.
Entretanto, o yuan chinês resiste, desde há bastante tempo, às pressões de Washington, que exigem a sua revalorização. Uma questão desesperante que complica a situação económica dos EUA, pois, estes também querem um dólar barato para melhorar o seu défice comercial. Alguns dados que foram omitidos sobre estes atritos entre o dólar e o yuan vieram dos Estados Unidos, concretamente do Senado, onde a 04 de outubro de 2011 foi discutido um projeto de lei que penalizava as moedas "subavaliadas" e incitava as multinacionais norte-americanas à imposição de tarifas.
 
E, portanto, a partir daqui é previsível uma maior fricção, económica e logo militar, entre ambos os países, em que, seguramente, os Estados Unidos perderão, senão vejamos a seguinte notícia:

"A política atual de Washington é manter a supremacia militar na Ásia, mas uma corrida armamentista com a China poderia fazer com que a Guerra-fria nos parecesse um pormenor. A economia da União Soviética representava apenas um quarto da dos Estados Unidos quando se verificou aquela corrida armamentista. Se os Estados Unidos entrassem num sério processo desses com a China, os norte-americanos poderiam dizer adeus à Medicare, à segurança social e à maior parte daquilo em que o governo dos Estados Unidos gasta o seu dinheiro"21.

 
Não esqueçamos que a China, apesar do abrandamento atual, é uma potência económica em crescimento. Os seus capitais começaram a penetrar nos mercados europeu e norte-americano. As suas reservas internacionais ultrapassam agora os três biliões de dólares. Os seus bancos"… são os mais rentáveis do mundo, concentrando já um terço dos lucros bancários globais"22. E, antes ainda, em 2010, a China consumiu 40% dos metais básicos do planeta (alumínio, cobre, chumbo, estanho e níquel)23.
 
Mas, no fundamental, há fortes contradições interimperialistas:
 
O principal:
 
Estados Unidos em relação à Rússia: é persistente o confronto russo-norte-americano, entre outras questões, em relação ao sistema de defesa antimíssil no território europeu e às intromissões norte-americanas na Ásia Central e no Cáucaso.
Os Estados Unidos em relação à China: isto é muito grave por causa da questão do Mar do sul da China e o controlo das rotas estratégicas do petróleo, entre elas a do Estreito de Malaca, e por causa de Taiwan. No caso concreto de Taiwan, enquanto a China e este país conseguem importantes acordos de integração, os militaristas norte-americanos prosseguem a sua política hostil de provocar confrontação entre eles. As notícias a este respeito dizem o seguinte: "Nos últimos 30 anos, os Estados Unidos venderam mais de 7 000 mísseis de todo o tipo a Taiwan"24.
E o secundário:
 
A China contra o Japão. A confrontação dá-se por causa das Ilhas Diaoyu (em chinês) e Senkako (em japonês). São ilhas da China segundo Pequim, mas, lamentavelmente ocupadas pelo Japão na primeira guerra sino-japonesa (1894-1895) e depois da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial foram anexadas à zona Ryukyu controlada pelos Estados Unidos, depois de um tratado ilegal entre Tóquio e Washington, em 1951. Em resumo, este é um conflito atiçado pelos militaristas norte-americanos que agora estão a aumentar a tensão na região Ásia-Pacífico25.
Existem também fortes rivalidades entre o Japão e a Coreia do Sul. É uma disputa pelas ilhas Takeshima, situadas entre os dois países e agora em poder da Coreia do Sul, que o Japão reclama como suas. O conflito aqueceu quando, na segunda semana de agosto, chegou a estas ilhas o presidente sul-coreano, Lee Myung Bak26.
É uma questão primordial saber que a contradição interimperialista mais importante da atualidade é a que se verifica entre os EUA-Inglaterra (NATO) e a Rússia-China (OCS). Isto agora é mais vincado. Vejamos:
 
 
Em principio há um aumento significativo dos orçamentos de guerra nos principais países imperialistas que leva, de uma forma quase iniludível, a uma intensa corrida aos armamentos:

Esta é uma tendência e caraterística essencial da presente conjuntura. As notícias a este respeito dizem assim: "O volume das armas vendidas pelos Estados Unidos ao estrangeiro triplicaram em 2011, segundo o relatório apresentado pelo serviço de investigação do Congresso dos Estados Unidos, uma entidade independente, e as suas vendas alcançaram os 66.300 milhões de dólares, três vezes mais em comparação com 2010, nas quais a venda de armas ascendeu a 21.400 milhões de dólares. As exportações atingiram quase três quartos do mercado mundial, calculado em 85.000 milhões de dólares, em que a Rússia se destaca como o segundo maior vendedor com 4.800 milhões de dólares (tremenda diferença! "27

 

Mas há mais. As maiores vendas destinaram-se aos países do Golfo Pérsico, no fundamental, à Arábia Saudita, com quem os Estados Unidos subscreveram o maior acordo militar de todos os tempos em matéria de venda de armamentos, no valor de 33.400 milhões de dólares e donde sopram hoje os ventos de guerra de forma muito grave. Realmente incrível esta situação!
 
No caso russo:
 

há aqui uma intensa atividade de recuperação de posições perdidas. Os seus sistemas defensivos estão em processo de reforço. Então, logicamente, os seus orçamentos de guerra aumentaram.
 
E no caso da China:

Em princípio, sabe-se que a indústria naval da China é a maior do mundo. As suas capacidades de transporte e volumes de carga cresceram enormemente. Vejamos o que diz a imprensa: "De acordo com os dados publicados ontem (3 de agosto de 2012) pelo Ministério dos Transportes da China, a atividade de carga e descarga nos portos do país superou os 10.000 milhões de toneladas em 2011, o que significa um aumento de 12,4% ao ano, e que o torna o primeiro do mundo. O volume do movimento de contentores alcançou os 164 milhões de TEU (uma unidade de vinte pés)"28 (27).
Ainda que oficialmente se diga que os orçamentos militares atingem apenas 10% do orçamento militar dos Estados Unidos, a China começou a preocupar-se com os seus equipamentos de guerra, que agora estão cada vez mais avançados: submarinos avançados (submarinos estratégicos classe JIN, JL-2, etc.), aviões de combate ultramodernos, mísseis de longo alcance, etc.
 
As suas posições no Mar do Sul da China têm estado a avançar. O último dado que tenho à mão assinala que se estabeleceu, no local onde agora existem fortes provocações norte-americanas via Filipinas, como uma cunha, uma guarnição numa remota ilha a uns 350 quilómetros da cidade de Sansha, província a sul da China (sobre isto temos de acentuar que as ilhas em conflito no Mar do sul da China são na realidade rochedos desabitados e esquecidos durante decénios, ainda que, diz-se, provavelmente ricos em petróleo). Possivelmente por isto, a instalação da guarnição encoleriza terrivelmente os militaristas norte-americanos 29 (28).

 
Também há uma luta muito importante pelo controlo das armas nucleares e dos "Sistemas de Defesa Antimíssil":
 
Em princípio, a corrida armamentista entre os países imperialistas tem sido permanente e, consequentemente, as suas armas, chamem-se elas convencionais ou não convencionais (estratégicas), têm tido um intenso desenvolvimento, sobretudo nos Estados Unidos. Depois de ter acumulado uma impressionante quantidade de armas nucleares, agora estão metidos até ao pescoço na questão dos mísseis. O objetivo é fortificar-se para evitar o bombardeamento nuclear. Será que os militaristas norte-americanos estão a planear a guerra nuclear? Realmente é uma loucura. Os militaristas norte-americanos estão nessa situação. Diz-se que existe escudo antimísseis, quer dizer, proliferação de armas nucleares e mísseis, no Japão, Coreia do Sul, Israel, Europa, todos, com certeza, provenientes dos Estados Unidos. Agora isto seria intensificado no Golfo Pérsico. Logicamente, a resposta da Rússia e da China não se fez esperar. Vejamos isto:

Rússia:


A última informação que tenho em meu poder refere que a Rússia estaria a testar um novo míssil para superar o escudo dos Estados Unidos. "Na Rússia está a ser desenhado um míssil com combustível líquido para substituir o modelo balístico pesado existente, o R-36M, conhecido como "satã"… Todos os planos de mísseis desenvolvidos na Rússia nos anos mais recentes – o Bulavá, recentemente incorporado na Marinha russa, o Topol-M e o Yars – utilizam combustível sólido…"30. Não esqueçamos a capacidade de dissuasão do exército russo contra as provocações dos militaristas dos Estados Unidos no Mediterrâneo quando, nos primeiros dias do mês de junho de 2012, lançou mísseis balísticos que se deslocaram pelo Médio Oriente como OVNIS. Com efeito, a informação a este respeito dizia o seguinte: "depois de se ter assegurado de que pode contar com o apoio da China, Moscovo acaba de fazer disparos de advertência dirigidos a Washington"31.
 
China:

Também a última informação de que disponho sobre o avanço dos mísseis na China diz o seguinte: "O porta-voz do ministério da defesa da China, Geng Yansheng, confirmou na última 5ª feira (30.08.12), que o Exército Popular de Libertação (EPL) realizou alguns testes com mísseis no território nacional… a imprensa nacional e internacional informou que a Força de Artilharia Nº 2 do EPL realizou com êxito vários lançamentos de teste de mísseis balísticos, entre eles o intercontinental DF-41, capaz de alcançar qualquer local nos Estados Unidos, depois de penetrar no seu sistema de defesa anti-mísseis. O porta-voz não revelou de que tipo são os mísseis ensaiados nem confirmou a veracidade das reportagens"32. Nem mais, nem menos. A China é muito cautelosa na informação sobre os avanços militares.
Índia:

As informações a este respeito dizem o seguinte:"A Índia testou com êxito o míssil PRITHAVI-II que tem um alcance de 350 quilómetros e capacidade para transportar ogivas nucleares até 500 quilos"33.
Não esqueçamos que o primeiro míssil balístico do mundo foi o FAU-2, construído pelos nazis e utilizado contra a população civil de Londres34.
Então as frentes de guerra tornam-se cada vez mais nítidas.
Primeiro:

a NATO tenta ganhar a Geórgia e o Azerbeijão no Cáucaso, superestratégicas pela sua localização no Mar Cáspio e muito perto da Rússia. Também a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e outras autoridades deste país estiveram muito ativas no sul da China a atrair os dirigentes da Birmânia. Igualmente no Estreito de Malaca, deslocando vasos de guerra.



 

Segundo:


a resposta da OCS (Organização de Cooperação de Xangai) não se fez esperar: a Ucrânia pediu a sua incorporação na OCS como observadora, assim o disse o Presidente deste país, Víctor Yanukovych35. Também há informações que indicam que a China estaria a considerar financiar a construção de um canal através do istmo de KRA, na Tailândia, no valor de 20.000 milhões de dólares, que permita evitar o Estreito de Malaca, quase totalmente controlado pelos militaristas norte-americanos36. Mesmo assim, é muito importante para a China a base naval no porto de GWADAR no Paquistão que, entre outras, lhe permite aceder a informação do Golfo Pérsico, através dos seus postos de escuta eletrónica instalados neste porto37. Então, de facto, a luta é muito forte.
 
E, no meio desta situação, a conjuntura presente está marcada pelo seguinte:
Primeiro: levantaram novamente o assunto Wikileaks para intoxicar o mundo:

Com efeito, para os militaristas norte-americanos, Julian Assange e o Wikileaks continuam a ser muito importantes. Certamente houve e há até agora uma forte intoxicação informativa mundial sobre esta personagem e a sua página web.

  
Já falámos alguma coisa sobre isto em notas anteriores. Dissemos então o seguinte: "O trabalho de Assange, num momento de grande agressividade do militarismo norte-americano, particularmente na Síria e no Irão e, sobretudo, depois do suspeito desaparecimento do blog de Josafat S. Comin, torna-se uma grave provocação para as posições anti-imperialistas que começam a fazer elevar o seu protesto no mundo. No essencial é reprovável a sua audiência a proeminentes personagens anticomunistas como são neste caso: Slavoj Zizek (filósofo esloveno anticomunista), David Horowitz (superardente ultradireitista), Moncef Marzouki (Presidente provisório da Tunísia, envolvido até ao tutano com os movimentos paramilitares fascistas da Al Qaeda que assolam este país) alguns personagens diretamente envolvidos com a Al-Qaeda, diz-se, ex-presos de Guantánamo e, ultimamente, a "dirigentes" anticomunistas do movimento "Ocupa", dos Estados Unidos." ("Conjuntura de guerra e grave risco de rutura do equilíbrio estratégico mundial". Consultar a minha página Web).
 
Não quero insistir mais nisto, porque a questão está muito clara; exatamente, quero mencionar apenas o último golpe que se refere à sua última "fuga de informação", desta vez dirigida contra a Síria, na realidade espionagem, grande espionagem diria eu, apresentada com pompa e circunstância em 5 de julho de 2012 numa conferência de imprensa em Londres pela sua porta-voz, Sara Harrison, em que, conforme disse "…revela ao mundo inteiro os segredos mais bem guardados do planeta: quase 2,5 milhões de e-mails internos do regime sírio de Bashar-el-Assad que revelam todas as suas atividades reservadas, entre 2006 e 2012. Publico.es (como não?!) oferece a partir de hoje (7 de julho de 2012) os resultados dessa investigação jornalística (?) em exclusivo mundial para os leitores de língua espanhola…
 

" E continua: "Em concreto, do detalhado exame desses e-mails, Publico.es obteve provas (vejam bem semelhantes provas!), de que o gigante italiano da indústria militar, Finmecanica – oitavo fornecedor de armas do Pentágono – continuou a entregar (fala como se isto fosse um pecado mortal) à Síria equipamentos de alta tecnologia do avançado sistema de telecomunicações TETRA, incluindo durante este ano de 2012, … com o objetivo de coordenar as suas ações armadas… (Que servem conforme esta visão para) os bombardeamentos sistemáticos do exército e as matanças de civis cometidas por grupos paramilitares estreitamente coordenados com as forças armadas"38. Então a pergunta é: quem beneficia com toda esta "fuga de informação"? A resposta é clara, claríssima, ao militarismo norte-americano. Nada mais!
 
Segundo: o principal da conjuntura continua a ser as provocações dos militaristas norte-americanos contra a Síria:

O militarismo norte-americano é persistente nisto. Sabe perfeitamente que a Síria é uma fronteira de facto entre o ocidente e o oriente. Uma linha vermelha que simplesmente não se pode ultrapassar. Por isso, está a exercer aí uma forte pressão.
No princípio, a ofensiva mediática é muito intensa. E, vejam bem, há manipulação informativa, mas, paradoxal e estranhamente, os meios de comunicação ocidentais, essas transnacionais que fazem estas manipulações, não têm correspondentes de guerra neste país. Incrível.
Por outro lado, os seus bandos paramilitares continuam a encarniçar-se contra este povo, inclusive com operações sanguinárias. A este respeito, as informações dizem o seguinte: "Os terroristas voltaram a escandalizar o povo sírio arrastando sem compaixão o cadáver do coronel da polícia, Ali Nasser…" (Um facto que ocorreu em finais do mês de julho de 2012)39. O terror é confessadamente utilizado para quebrar o moral das resistências e impor as suas posições fascistas nesta região.
 
 
Também começam a acentuar-se as ações criminosas dos seus esquadrões da morte (unidades especiais) orientadas agora para os assassinatos seletivos dos principais dirigentes dos países em conflito. Neste momento, isto seria uma das prioridades do Pentágono contra o presidente sírio, Bashar-el-Assad. Também estaria previsto contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin. As informações dizem o seguinte: "Com a célula desmantelada em Odessa (Ucrânia) já são sete as presumíveis conspirações contra Vladimir Putin que a imprensa e as entidades oficiais de diversos países denunciaram desde 2000, ano em que o político assumiu pela primeira vez a presidência da Rússia"40.

 
Se esta análise fosse mais aprofundada, então haveria que recordar também que um dos objetivos dos aviões sem piloto (Drones) é precisamente este, sem esquecer, obviamente, o uso de mísseis ativados a partir de helicópteros para assassinar um único indivíduo, operado pelos militaristas norte-americanos nos conflitos: Palestina, Afeganistão, Iraque, etc., etc., etc.
Mas a solidariedade anti-imperialista com a Síria começa a crescer no mundo. É cada vez mais importante na Europa, América Latina, etc. O importante é que a avaliação da guerra de resistência na Síria contra as pretensões de ocupação por parte dos militaristas norte-americanos não seja rebaixado a um nível pueril de guerra entre etnias, como quer o Pentágono, mas elevado à sua devida condição, de facto, de guerra imperialista e de resistência anti-imperialista. E isto está em total concordância com o novo ascenso das lutas de massas no mundo.
 
Sem esquecer que na Líbia a resistência armada cresce a cada dia que passa:

Tal como no Afeganistão e no Iraque, a resistência na Líbia é cada vez mais forte. A comunicação social ocidental esconde esta situação. E, a este respeito, o último comunicado da Jamahiriya Líbia é muito claro e diz o seguinte:
"A resistência verde ataca na concorrida rua Gamal abdel Nasser, no centro da cidade, depois de ter atacado há 15 dias o Ministério do Interior e uma escola dos serviços secretos dos bandidos do CNT-NATO, conseguindo eliminar dois comandantes do CNT-NATO. Recorde-se que 14 bandidos que faziam as vezes de comandantes militares, atual e anteriormente, foram assassinados em Benghazi este ano. Trípoli: Ocorrem fortes explosões e combates em várias zonas de Trípoli, especialmente no caminho para o aeroporto, tendo sido eliminados vários traidores. Zamiya: Esta manhã a resistência atacou e eliminou 7 traidores "rebeldes" e feriu 13. Luta Contínua; além disso, um xeque local, Hinakari Abdelbara, chegou para conversações de paz, mas foi assassinado por um franco-atirador traidor …"41. É realmente impressionante a luta do heróico povo líbio!
 
Então, o conflito esta aí à vista de todos:

O grupo de poder de Washington, que controla ao milímetro o sinistro aparelho político militar daquele país, é extremamente belicoso, à semelhança do grupo de poder nazi que Hitler dirigiu nos anos 30 do século passado. Tem como principal aliado a Inglaterra, que o apoia em todas as circunstâncias, e isto atinge inclusivamente países que antes se caracterizavam pela sua neutralidade, como a Suíça e a Suécia, que agora acabaram por ceder às suas chantagens, neste caso com a cobertura da NATO.
 
E a tarefa dos povos é:
 
Em primeiro lugar cuidar de Cuba, RPDC 42 e Síria, que são verdadeiras linhas vermelhas que os militaristas norte-americanos não podem ultrapassar. Igualmente, devem ser inquestionáveis os apoios aos movimentos de resistência na Líbia, Afeganistão e Iraque. Também a solidariedade internacional com as lutas armadas que os povos desenvolvem na Ásia (Índia), África e América Latina. E o repúdio total por todos os grupos paramilitares fascistas que agora se ativaram em quase todas as regiões do planeta, incluindo na Rússia e na China. Sem esquecer, evidentemente, o apoio militante às lutas que os povos da Europa prosseguem em defesa dos seus direitos. Muito importantes os avanços do PCPE (espanhol) e do KKE (grego). E tudo isto perfeitamente enquadrado com o início de um novo ascenso das lutas de massas no mundo. Tomar nota disto é muito importante para não perder as perspectivas. 
 
 


 

 
Enrique Muñoz Gamarra é um sociólogo, investigador e analista político peruano. É especialista em assuntos internacionais. Hoje em dia trabalha de forma independente. O seu sítio na rede é:  www.enriquemunozgamarra.org.
 



Notas:

1 Duct + istán: canal (ou conduta) + país, isto é, país de canais. [NT]

2 "Os grandes riscos nos gasodutos árabes". Autor: Pepe Escobar. Artigo publicado em 30 de abril de 2011, em: www.rebelion.org.

3 "A expansão da China está em risco se Pequim não toma medidas." Artigo publicado em 16 de agosto de 2012, em: Rebelión. 

4 "O crescimento da produção industrial e investimento na China desaceleraram em agosto". Artigo publicado em 09 de setembro de 2012, em: spanish.news.cn.

5 "A China reduziu 2% o seu consumo de energia em 2011". Notícia publicada em 17 de agosto de 2012, em: Spanish.china.org.cn. 

6 "A bolha imobiliária na China e as suas cidades-fantasmas". Autor: Robin Banerji & Patrick Jockon. Artigo publicado em 19 de agosto de 2012. 

7 "A China alarga a investigação antidumping a tubos de aço importados da UE e do Japão". Artigo publicado em 31 de agosto de 2012, em: Pueblo en Línea.

8 "A investigação sobre produtos fotovoltaicos poderia provocar uma guerra comercial entre a UE e a China". Artigo publicado em 07 de setembro de 2012, em: spanish.china.org.cn.

9 Ibidem. 

10 "Os Bancos europeus sob pressão substancial: Deustsche Bank". Artigo publicado em 14 de agosto de 2012, em: Spanish.news.cn.

11 "Os EUA acusam um dos maiores bancos britânicos de transações ilegais com o Irão". Artigo publicado em 7 de agosto de 2012 em: Rusia Today. 

12 "A história do HSBC: a maior lavandaria de dinheiro do mundo". Artigo publicado em 2 de agosto de 2012.

13 "O Banco da Escócia vai pagar pelos seus contratos com o Irão". Artigo publicado em 22 de agosto de 2012, em: Rusia Today. 

14 "Os Estados Unidos não largam a banca europeia à procura de laços com o Irão". Artigo publicado em 27 de agosto de 2012, em: Rusia Today. 

15 "A China pede aos EUA para cancelar as sanções ao banco chinês acusado de fazer negócios com o Irão". Artigo publicado em 2 de agosto de 2012, em: spanish.china.org.cn.

16 "Políticas protecionistas dos EUA com a China prejudicam os seus próprios interesses: Meios". Notícia publicada em 18 de agosto de 2012, em: spanish.china.org.cn.

17 "Ativistas alertam para uma nova crise mundial" Autor: Haider Rizvi. Artigo publicado em 19 de agosto de 2012, em: Rebelión.

18 "Desempregados de Mérida acorrem ao CARREFOUR para expropriar alimentos". Artigo publicado em 24 de agosto de 2012, em: Diario Octubre. 

19 "EUA: algo de muito grave está para acontecer." Autor: Michael Zinder. Artigo publicado em 14 de agosto de 2012, em: Pravda (Estado espanhol).

20 "O dólar não é mais o mesmo senhor". Autor: Hedelberto López Blanch. Artigo publicado em 21 de fevereiro de 2011, em:
www.rebelion.org

21 "Deveríamos estar preocupados por que a China vai superar os Estados Unidos?". Notícia publicada em 29 de abril de 2011, em: spanish.china.org.cn. 

22 "Uma crise bancária também na China?". Artigo publicado em 30 de agosto de 2012 em: Crisis siglo XXI. 

23 "A China deixa de crescer e os preços das matérias-primas batem em retirada em todo o mundo". Autor: Malanie Stern. Artigo publicado em 24 de agosto de 2012, em: Crisis siglo XXI.

24 "Quanto tempo mais os EUA continuarão a vender armas a Taiwan?" Autor: Hua Yiwen. Artigo publicado em 17 de agosto de 2012, em: Pueblo en Línea.

25 "Ativistas japoneses desembarcam nas ilhas Diaoyu". Artigo publicado em 19 de agosto de 2012, em: spanish.news.cn. 

26 "O Japão propõe à Coreia do Sul levar a disputa territorial a tribunal internacional". Artigo publicado em 17 agosto de 2012, em: Xinhua. 

27 "78% das armas vêm dos EUA". Artigo publicado em 27 de agosto de 2012, em: Rusia Today. 

28 "A China consolida a sua posição de armador no mundo". Notícia publicada em 4 de agosto de 2012, em: sapanis.news.cn.

29 "China: EUA criticam a China por causa do Mar do Sul". Notícia publicada em 05 de agosto de 2012, em: Al Jazeera .

30 "A Rússia projeta um novo míssil para superar o escudo dos EUA, em 2018.". Notícia publicada em 3 de setembro de 2012, em: Rusia Today. 

31 "Tiros de advertência russos". Autor: Thierry Meyssan. Artigo publicado em 10 de junho de 2012, em: Rede Voltaire. 

32"Os testes de mísseis da China não visam qualquer país específico". Notícia publicada em 31 de agosto de 2012, em: Agência Xinhua.

33 "Índia testa míssil nuclear." Artigo publicado 25 de agosto de 2012, em: Cubadebate.

34 "O terror aéreo contra a população é uma invenção cínica do século XX". Autor: Serguei Varshaychik. Artigo publicado em 28 de agosto de 2012, em: Ria Novosti.

35 "A Ucrânia quer-se juntar à Organização de Cooperação de Xangai." Artigo publicado em 29 de agosto de 2012, em: Global Research. 

36 "Geopolítica de Obama na China: O Pentágono, os objetivos da China." Autor: William Engdahl. Artigo publicado em 24 de agosto de 2012, em: Global Research.

37 IBID 

38 "WikiLeaks põe a nu o correio eletrónico interno do regime sírio". Autor: Carlos Enrique Bayo. Artigo publicado em 7 de julho de 2012, em: Rebelión. 

39 "A humanidade deve ajudar a Síria a parar os massacres que cometem os bandidos salo-fascistas. Notícia publicada em 2 de agosto de 2012, em: Al-mukawama-Resistencia.

40 "Tribunal da Ucrânia emite julgamento final em favor da extradição do acusado de planejar ataques contra Putin". Notícia publicada em 14 de agosto de 2012, em: Ria Novosti.

41 "Relatório da Jamahiriya Líbia (02/09/2012)". Artigo publicado em 03 de setembro de 2012, em: Líbia fala.

42 República Popular e Democrática da Coreia. [NT] 


 







 




 

 

 
 





 

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