Reino Unido: a pobreza aumentando nas terras da Rainha


Pobreza aumenta no Reino Unido



Um recente estudo publicado no Reino Unido calcula que até 2014 haverá no país mais 900 mil pessoas a viver na pobreza absoluta, em consequência dos drásticos cortes nas prestações sociais decididos pelo governo de David Cameron.

O Institute of Fiscal Studies (IFS), entidade promotora do estudo, afirma designadamente que o número de crianças pobres aumentará em 300 mil, de adultos sem filhos em situação de pobreza em 400 mil, e de adultos com filhos em 200 mil.

Os dados do IFS indicavam a existência de 2,5 milhões de crianças e de 5,3 milhões de adultos pobres em 2008-2009, ou seja, com rendimentos abaixo de 60 por cento da mediana.

Este estudo contradiz as garantias dadas pelo primeiro-ministro britânico de que os cortes nas despesas socais não irão aumentar a pobreza infantil, e põe em causa o objectivo de reduzir em cinco por cento o número de crianças pobres até ao fim da década.

Refira-se que, embora os indicadores da pobreza infantil tenham caído nos últimos 15 anos em resultado de programas sociais, as desigualdades sociais conheceram um sensível agravamento, devido à injustiça crescente na distribuição da riqueza.

Assim, se em 1975 os salários representavam 65 por cento do Produto Interno Bruto britânico, esta parte diminuiu para 53 por cento em 2007. Deste modo, em 2007-2008, dez por cento da população mais abastada tinha rendimentos 100 vezes superiores aos dez por cento mais pobres.


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