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sábado, 20 de abril de 2013

Obama, o matador

Obama, o matador
por Fausto Arruda 

Obama levando morte aos povos do mundo. Mas, as vêzes.........

encontram severa resistência dos povos agredidos, e aí, os imperialistas tomam no cu...... 


Ao receber o Nobel da paz, logo após sua posse como porta-voz do imperialismo ianque, Barack Obama, como todos os chefes do império que o antecederam, usou a palavra 'paz' com o sinal invertido, ou seja, fez em seu discurso a apologia da guerra e, mais que isso, reivindicou para o USA o conceito de guerra justa.

O USA, juntamente com sua parceira Inglaterra, são historicamente as nações mais belicistas do mundo. Belicismo este a serviço da pilhagem, da espoliação, exploração e dominação de nações e regiões inteiras da face da Terra. Praticantes da guerra de agressão, estes países jamais poderiam se outorgar o direito de reivindicar a si o conceito de guerra justa, direito sagrado dos grupos, classes, povos e nações agredidas, espoliados e explorados.


Obama incrementa a guerra

Em sua recente visita ao Oriente Médio, com a esfarrapada desculpa de retomar as conversações de paz entre o sionismo e os palestinos, Obama desatou um nó que impossibilitava abreviar o desfecho de uma ofensiva com vistas à invasão da Síria: a ruptura entre Israel e Turquia após o ataque sionista ao barco turco, em 2010, com ajuda humanitária aos palestinos.

Sob a cortina de fumaça das conversações de paz entre judeus e palestinos, a diplomacia ianque costurou a reaproximação entre Israel e Turquia visando formar um eixo de ataque no qual estes países promovam sob a bandeira da Otan um ataque sanduíche sobre a Síria, capaz de destruir toda a resistência de Assad.

Para seus planos de dominação de um ampliado Oriente Médio, que iria desde o norte da África até o Irã, a queda da Síria abriria caminho para uma futura invasão do Irã, objetivo perseguido pelo USA e Israel e, também, pela própria Turquia. Obama pressionou Israel a pedir desculpas pelo ataque ao barco turco e a indenizar as famílias das vítimas, no que foi atendido. E, sem chamar atenção, num gesto aparentemente desproposital, pegou o telefone e ligou para Erdogan, o gerente turco, e passou para que Netanyahu "humildemente" formalizasse o pedido de desculpas. Feito isso, estava concluído o objetivo principal da viagem.

Com esta iniciativa, Obama não tem mais como sustentar a menor veleidade de se passar por um defensor da paz como tem apregoado em seus discursos.
 
Matador por "delivery"

Na verdade, sua prática desde o primeiro mandato tem sido, inclusive, de contradizer os discursos de campanha quando, por exemplo, prometia fechar os centros de tortura de Guantánamo e de Abu Ghraib, como também retirar suas tropas do Iraque e do Afeganistão. Ao retirar parte dos efetivos do exército os substituiu por mercenários, além de passar a usar em larga escala os drones – aviões não tripulados – para fazer ataques em série, atingindo os seus pretensos alvos e um sem número de populações civis.

Os drones são usados pelo USA para fazer trabalho de espionagem e aniquilamentos seletivos em qualquer lugar do mundo, a partir de bases militares no território ianque e, possivelmente, na Arábia Saudita. O uso de tais aparelhos tem sido contestado por juristas e entidades defensoras de direitos humanos por contrariarem as convenções de guerra internacionalmente consagradas, além de desrespeitarem a soberania dos países como Iemem, Etiópia, Paquistão, isto para não falar de Iraque, Afeganistão, Líbia e Síria, locais onde o USA direta ou indiretamente faz a guerra.

O uso de tais aparelhos, iniciado na administração Bush filho, foi ampliado exponencialmente por Obama e, segundo observadores, já eliminou cerca de 2.600 supostos "terroristas" escolhidos a dedo por informantes infiltrados nestas regiões. Acontece que o brinquedo, inicialmente apontado como extremamente "cirúrgico" pelos seus fabricantes e usuários, provoca uma tremenda destruição ao redor de seus alvos que atinge uma escala de dez civis para cada alvo, dito militar, eliminado.

Obama, portanto se arvora o direito de decidir sobre a morte de seus alvos militares, aos quais não possibilita a menor chance de defesa e sequer cogita fazer capturas com vida ou mesmo feridos, como defendem aqueles que modernamente procuram elaborar normas para a guerra. Quanto aos civis assassinados, o matador se resume a enviar pedidos de desculpas às famílias das vítimas com promessas de apuração as quais nunca se sabe o resultado.

A substituição de efetivos militares por aparelhos não tripulados tende a ser aplicada em larga escala pelo matador ianque, uma vez que com isso consegue reduzir em alguns milhões de dólares os gastos militares além de iludir o povo estadunidense que a cada guerra vê seus filhos retornarem em sacos pretos ou, na melhor das hipóteses, viciados em drogas ou em estado demencial.

A verdadeira guerra justa

O assassinato em massa desencadeado por Barack Obama não arrefece os ânimos daqueles que, em seus países, lutam para expulsar o invasor ianque através da justa guerra de libertação nacional ou daqueles que desenvolvem guerras populares. Estas, sim, por serem verdadeiramente guerras justas, multiplicam seus combatentes a cada mártir que cai. Enquanto persistir a dominação imperialista eles não darão um minuto sequer de tranquilidade ao inimigo.


Fonte: A Nova Democracia em http://www.anovademocracia.com.br
 
 


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