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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minas e Armadilhas dos Cavaleiros do Apocalipse

Minas e Armadilhas dos Cavaleiros do Apocalipse

por Jorge Messias

Jornal Avante




«O jesuíta sujeito à obediência revela ao seu superior tudo o que se passa na sua alma … Para obedecerem, os jesuítas assumem a responsabilidade de se revelarem completamente aos seus superiores» (Constituições, «A obediência na vida da Companhia de Jesus»).


«A tolerância tem três limites: as ameaças ao bem comum e os que atentam contra a sociedade; os que, a coberto da religião são súbditos de outros estados; e os ateus que não respeitam as promessas feitas, os contratos e os juramentos que unem as sociedades humanas» (Carta sobre a tolerância, Inácio de Loiola).


«Não é a miséria mas sim a luta que faz ateu o trabalhador. Apagam-se, desde logo, as razões para não lutar: o apego ao conforto, o medo do sacrifício e o receio do castigo. Poderá essa classe temer o inferno, se o conhece já? A classe trabalhadora nada tem a perder na luta, a não ser as suas grilhetas» (Os marxistas e a religião, Michel Verret).



No actual panorama económico e político mundial pouco importa ser-se optimista ou pessimista. O fundamental é continuar a luta e cada um de nós conseguir sair dela mais lúcido e mais forte. É por isso que o cidadão deve ser intransigente na defesa dos seus direitos e o cristão exija não assistir passivamente à degradação dos valores sociais e morais da comunidade. Nesse equilíbrio de posições pode assentar a construção de uma natural posição comum.




O terreno está no entanto intensamente armadilhado. Porque, enganar é uma velha técnica que o poder da tirania procura sempre renovar. Isto salta aos olhos se repararmos que através dos milénios as sociedades secretas passaram de formações fraternas nos clãs a componentes das igrejas organizadas, conservadoras e fundamentalistas; e que a Maçonaria se limitou a invocar os direitos do homem enquanto que, simultaneamente, se transformava em cadinho do grande capital do neoliberalismo, dos bancos e offshores e dos governos que, precisamente, têm procurado esmagar com as suas políticas os direitos da humanidade. São milhares e milhares as seitas que procuram dividir as massas com demagogias para melhor as poderem vencer e explorar. Que minam os caminhos da verdadeira liberdade.


Dos iluminati pouco ou nada se diz. Nem neles se fala como «cabeças de proa» decisivas da Nova Ordem Mundial, das ligações à Máfia e ao terrorismo ou como traves-mestras do ensino católico e jesuíta. É voz corrente dizer-se que é absurdo pensar que os iluminatti ou as SSC– Sociedades Secretas Cristãs, mantêm estreito relacionamento com organizações aparentemente estranhas mas realmente afins, suas congéneres, como a Al-Qaeda, a Ordem dos Assassinos, a Caveira e Ossos, a sociedade pró-nazi Thule, o Clube de Bilderberg e a Trilateral, a Távola Redonda, a Ordem da Jarreteira, etc. Mas essas relações ocultas têm sido investigadas e as suspeitas confirmadas, como foi o caso do Banco Ambrosiano e da Loja P.2. Em resumo: por detrás de todos os mecanismos de direcção do Novo Capitalismo funciona um poder secreto que dispõe de um governo oculto, planificou uma nova ordem mundial e visa produzir o caos universal para depois criar uma Nova Era talhada à medida do seu próprio projecto.


É um plano de loucos? Será de loucos... se não soubermos travá-la a tempo! A verdade, porém, é que ela reúne um fabuloso potencial de destruição. Lembremos apenas dois ou três traços principais do projecto que pretende colocar a mais avançada tecnologia de guerra ao serviço dos interesses dos monopólios, de uma só Igreja e de um único império universal.


Actualmente, 70% de toda a riqueza mundial é detida pelos bancos e pelos multimilionários. A Nova Ordem Mundial espera conquistar o restantes 30% e incorporar a totalidade no património dos ricos. Os pobres viverão da caridade dos seus senhores.


Depois, a sociedade capitalista em que vivemos está mal dimensionada. Há muito dinheiro que se perde por se dispersar por pequenas e médias fortunas. É preciso domesticar as classes médias e incorporar os seus capitais em poucos e gigantescos bancos multinacionais.


Em terceiro lugar, há estados e religiões a mais. Uma só Igreja num só Estado universal: é neste sentido que as políticas devem caminhar... A sociedade global, se vencer as grandes dificuldades que enfrenta, será uma simples etapa no percurso da Nova Era dos iluminatti. Mesmo que este grande sonho do cifrão implique nova Guerra Mundial.


Voltaremos ao assunto.



Fonte: Jornal Avante



O Mafarrico Vermelho

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