Clima doentio em França – COMO CORTAR RENTE A FASCIZAÇÃO que se acentua?

Clima doentio no país – COMO CORTAR RENTE A FASCIZAÇÃO que se acentua?
por Pólo do Renascimento Comunista em França (PRCF)


"A verdadeira resposta de fundo à fascização – que tantos «marxistas-leninistas» de fachada ainda insistem suicidariamente em negar – não consiste, porém, em fazer um bloco atrás da social-democracia, ainda menos em prestar apoio político ao atual governo social-maastrichtiano de destruição da nação republicana (lei III da descentralização, referendos regionais planeados em cascata, etc.). Pelo contrário, é porque a social-democracia faz a política da direita, do MEDEF [Mouvement des entreprises de France (NT)], da Europa supranacional, das guerras imperialistas e neocoloniais do Mali à Síria, que ela abre uma enorme avenida à ultradireita e à UM’Pen em formação."
 
 
Desenvolve-se no país um clima doentio. Alimenta-se de escândalos político-financeiros, da política de rotura social e nacional dos euro-federalistas Hollandréou e Zapat-Ayrault, do aumento do desemprego e das desigualdades, mas também da ação concertada da UMP [União por um Movimento Popular (NT)], da FN [Frente Nacional (NT)] e de uma parte da hierarquia católica (que não se deve confundir com a massa dos cristãos) para preparar «um maio de 68 ao contrário» em bases pseudo-societais». Grupos pretensamente católicos», de facto integristas, e fascistas declarados reanimam-se e entregam-se impunemente a violências graves. Perante eles, o homem abertamente de direita que é Manuel Valls, mostra-se mais preocupado em apanhar pessoas indocumentadas e em criminalizar as lutas operárias que em conter seriamente os desordeiros fascistas.
 
O PRCF apela aos comunistas a que estejam vigilantes em relação aos movimentos antirrepublicanos dos exaltados do sarko-lepenismo à procura de vingança. Qualquer atentado contra as liberdades democráticas, mesmo quando ameaça a livre expressão de feministas ou democratas burgueses perseguidos enquanto tal, qualquer «saída» xenófoba ou homófoba, qualquer ofensa pública da direita contra os assalariados da função pública enquanto tal ou contra os alegados «assistidos» (quer dizer, aos desempregados de longa duração) deve ser vigorosamente denunciada, excluindo todo o sectarismo.
 
Ao contrário, o PRCF não deve ser o único a denunciar os ataques sujos da falsa esquerda, do tipo de Michel Onfray, que visam criminalizar a história do PCF, que foi a ponta de lança da Resistência armada e que se vê hoje criminalizado por este pseudo-historiador, mascarado de filósofo barato e verdadeiro provocador. Pedimos a todos os democratas que divulguem a resposta indignada que Léon Landini, antigo funcionário da FTP-MOI, [Franc-tireurs et Partisans – Main-d’oeuvre Immigrée (NT)]. Grande mutilado de guerra, vítima de K. Barbie, deu a Onfray e aos que, do alto da sua liberdade de expressão de sentido único, conquistada pelo sangue dos comunistas, ousam acusar o Partido dos Fuzilados de colaboração e até de antissemitismo: pois aqueles que misturam os fascistas com os seus inimigos mais resolutos, os comunistas, não têm outro objetivo senão diabolizar as forças anticapitalistas, banalizando a extrema-direita: mais do que nunca, o anticomunismo, incluindo o pretenso anticomunismo «de esquerda», pavimenta a estrada do fascismo!

A verdadeira resposta de fundo à fascização – que tantos «marxistas-leninistas» de fachada ainda insistem suicidariamente em negar – não consiste, porém, em fazer um bloco atrás da social-democracia, ainda menos em prestar apoio político ao atual governo social-maastrichtiano de destruição da nação republicana (lei III da descentralização, referendos regionais planeados em cascata, etc.). Pelo contrário, é porque a social-democracia faz a política da direita, do MEDEF [Mouvement des entreprises de France (NT)], da Europa supranacional, das guerras imperialistas e neocoloniais do Mali à Síria, que ela abre uma enorme avenida à ultradireita e à UM’Pen em formação.

Face ao Partido Maastrichiano Único, composto pela UMP, pelo Centro e pelo PS, que destrói as conquistas sociais e que ataca, em nome da Europa federal, a estrutura laico-republicana da França e o próprio princípio da soberania nacional herdada da Revolução francesa, é urgente…
Que os militantes verdadeiramente comunistas se unam, qualquer que seja a sua atual escolha de organização; e, para isso, seja difundido e assinado em massa o texto unitário do apelo comunista de apoio às lutas operárias: reagrupemo-nos e estejamos solidários com a luta da Prestalis, da Florange, da Petroplus, da GoodYear, da Aulnay, etc.

Que os sindicalistas de classe se unam ! Tenhamos a coragem, em todo o lado, de sacudir o desesperante atentismo das direcções confederais euro-formatadas; os fascistas só se fortalecem com o recuo do sindicalismo de classe que se prolonga há vinte anos em nome do «sindicalismo unido» a reboque das direções AMARELAS da CES e da CFDT; independentemente da organização a que pertençamos, quebremos as grilhetas da Confederação Europeia de Sindicatos, essa correia de transmissão do MEDEF europeu!

Que os patriotas republicanos e antifascistas se unam numa larga Frente de Resistência Antifascista, Popular e Patriótica (FRAPP!) que una a bandeira tricolor da Revolução francesa à bandeira da Comuna de Paris. Preparemos em conjunto um programa de luta inspirado nos princípios do CNR [Conselho nacional da Resistência (NT)], um programa de independência nacional, de repressão dos grupos fascistas e racistas, de progresso social, de nacionalização pura e simples (sem indemnizações aos accionistas «estratégicos») da banca e das grandes indústrias, de reconstrução planificada do «produzir em França». Como apontava o programa do CNR, ponhamos o «mundo do trabalho no centro da vida política», pois deixar o país nas mãos dos capitalistas equivale a aceitar a morte rápida da República francesa!

TUDO ISSO PASSA PELA REIVINDICAÇÃO, NÃO PELA MENTIRA DA «EUROPA SOCIAL» ou do mítico «EURO AOS SERVIÇO DOS POVOS» que nos vendem os dirigentes da Frente de esquerda e do PCF-PEE, cada vez mais desfasados, mas por uma luta decidida para SAIR DO EURO, da UE, da NATO, pela via progressista, na perspectiva claramente colocada da rotura com o domínio do grande capital e, no que diz respeito aos comunistas, na unidade à porta das fábricas, na opção revolucionária e socialista sem a qual não haverá nenhuma saída duradouramente progressista para o nosso povo.

ABAIXO a UM’Pen em formação, BARRAGEM CATEGÓRICA DOS PATIFES E DOS COP’PEN da «união azul-marinho»!

Recusemos também a SAGRADA UNIÃO dita ANTIFASCISTA atrás do PS e dos seus satélites.

Com as nossas lutas, com o renascimento de um verdadeiro partido comunista, quebremos as tenazes da UMPS e da UM’Pen sobre o país!

E, para isso, propomos a única alternativa potencialmente maioritária que é: VOLTAR AO COMBATE DE CLASSE e construção de convergências para todos os que, contra o PS e a UM’Pen, querem retomar o caminho da REPÚBLICA SOCIAL, SOBERANA E FRATERNA. A oposição da bandeira vermelha à bandeira tricolor, praticada pela falsa esquerda e pela ultradireita, conduz o país ao caos. Unidade do combate da classe anticapitalista, do combate antifascista e do combate verdadeiramente patriótico!



Pólo do Renascimento Comunista em França (PRCF)


Fonte: Pelo Socialismo


Mafarrico Vermelho

 

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