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sábado, 18 de julho de 2015

O Partido Comunista da Grécia tinha razão

James Petras: “O Partido Comunista da Grécia tinha razão”

"O Partido Comunista da Grécia, desde o começo dizia que Syriza era um traidor, um partido disposto a colaborar com a UE, a OTAN, etc, e tinham razão".

"Dissemos muitas vezes que não se pode funcionar nas organizações controladas pelos poderes imperialistas", disse o sociólogo em referência à União Europeia (UE)."

"Este pacote neoliberal supõe cortes às pensões, privatizações em massa e aumento do IVA. "A Grécia entrega toda a sua soberania, supõe a colonização da Grécia", denúncia Petras durante a sua intervenção radial."

"Petras - "tenho quase 58 anos de militância e nunca vi uma traição tão profunda a um povo inteiro".


Durante uma entrevista na Rádio Centenário do Uruguai, o professor e sociólogo norte-americano James Petras, analisou a grave situação social gerada no país heleno fruto do último acordo entre o Governo de Alexis Tsipras e a Troika, conformada pelo Banco Central Europeu (BCE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia (CE).

A assinatura deste novo memorando tem como consequência a imposição de novos recortes sociais, feito com que entra em contradição direta com as promessas de campanha realizadas pelo partido de Governo, Syriza, que assegurou que terminaria com as medidas neoliberales que açoitam à classe trabalhadora.

Este pacote neoliberal supõe cortes às pensões, privatizações em massa e aumento do IVA. "A Grécia entrega toda a sua soberania, supõe a colonização da Grécia", denúncia Petras durante a sua intervenção radial.

"Dissemos muitas vezes que não se pode funcionar nas organizações controladas pelos poderes imperialistas", disse o sociólogo em referência à União Europeia (UE).

Com respeito à decisão de Alexis Tsipras de aceitar as condições da Troika, o professor disse: "tenho quase 58 anos de militância e nunca vi uma traição tão profunda a um povo inteiro".

Petras assegurou que sim há alternativas e advogou por abandonar a UE, não pagar a dívida e desenvolver uma política independente, bem como nacionalizar a banca e socializar a economia.

"O Partido Comunista da Grécia, desde o começo dizia que Syriza era um traidor, um partido disposto a colaborar com a UE, a OTAN, etc, e tinham razão", sentenciou Petras.




Grécia - LibreRed - [Tradução do Diário Liberdade]



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