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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Onde está o "comunismo" do PT?

Manifestação anticomunista da classe média fascista Paulistana.
Onde está o "comunismo" do PT?
Por Matheus Boni
"Então, eu gostaria muito de saber onde diabos essa gente enxerga "comunismo", porque eu, quem sabe por problemas de vista ou de cognição, consigo enxergar apenas um social-liberalismo que nem consegue romper com os resquícios coloniais e escravistas do capitalismo brasileiro." 
"Políticas de subsídio ao consumo popular, como o Bolsa-Família, aumento gradual do salário mínimo com aposentadorias vinculadas, Minha Casa Minha Vida e popularização do crédito, existem há muitos anos em países que os coxinhas não ousam qualificar de "socialistas", como Estados Unidos e França. Neste momento de crise e decadência, é o auxílio-alimentação universal do governo federal estadunidense que salva milhões de seus cidadãos da fome. "
"Fantástica alquimia política dos coxinhas ( partidários do PSDB do Aécio) transforma um "reformismo fraco" social-liberal em uma revolução comunista ou bolivariana."


Acho graça de quem fala de "PT comunista". Em 12 anos de governo "comunista" não tivemos uma única nacionalização. Pelo contrário, tivemos concessões, parcerias público privadas e terceirizações, ou seja, diversas formas de privatização de diversos serviços públicos federais: aeroportos, portos, rodovias, ferrovias e poços de petróleo. Sem contar as privatizações de escolas, hospitais, prisões, centros culturais, etc, pelos governos estaduais e municipais. A internacionalização da economia brasileira continua avançando. Fosse por esse critério, Getúlio Vargas e Ernesto Geisel seriam muito mais "comunistas" que Lula e Dilma.

Não houve redistribuição sistemática das terras, menos ainda coletivização, apenas assentamento de famílias e algum auxílio à agricultura familiar que são uma migalha se comparado aos incentivos federais ao agronegócio. Na agricultura brasileira ainda predominam o latifúndio e a monocultura, e a agricultura familiar ainda é marginalizada. Índios e quilombolas lutam muito para conseguir a demarcação de suas terras comunitárias, enquanto representantes do agronegócio se integram à coalizão governista, fazendo o governo Dilma assentar menos que o de Collor. 

Políticas de subsídio ao consumo popular, como o Bolsa-Família, aumento gradual do salário mínimo com aposentadorias vinculadas, Minha Casa Minha Vida e popularização do crédito, existem há muitos anos em países que os coxinhas não ousam qualificar de "socialistas", como Estados Unidos e França. Neste momento de crise e decadência, é o auxílio-alimentação universal do governo federal estadunidense que salva milhões de seus cidadãos da fome. 

O "bolsa-banqueiro" continua remunerando os bancos privados brasileiros e estrangeiros, que batem records consecutivos de lucros. As empreiteiras que financiam campanhas eleitorais ganham em troca contratos privilegiados e superfaturados para a execução de obras públicas. Já o cooperativismo econômico continua absolutamente marginalizado, e há apenas uma fábrica ocupada por trabalhadores em funcionamento, a Flaskô. 

Então, eu gostaria muito de saber onde diabos essa gente enxerga "comunismo", porque eu, quem sabe por problemas de vista ou de cognição, consigo enxergar apenas um social-liberalismo que nem consegue romper com os resquícios coloniais e escravistas do capitalismo brasileiro.


Por Matheus Boni 







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