O fascismo em Kiev: Sobre terminologia

O fascismo em Kiev: Sobre terminologia
[*] colonelcassad.eng (original em russo)

Traduzido do inglês pelo pessoal da Vila Vudu

"Como se pode ver, os oponentes da Junta de Kiev são abertamente aterrorizados, o que inclui exterminação física, intimidação, sequestros com captura de reféns, prisões ilegais, detenções, tortura e outros elementos do terrorismo. Um pequeno grupo de pessoas que chegou ao poder por meio de golpe autoriza e supervisiona esse terror. Essa ditadura em Kiev é estreitamente reacionária e representa as formas mais radicais do nacionalismo e do fascismo integralistas ucranianos, os quais, como se vê nas declarações feitas por Yarosh, não ocultam as próprias tendências imperialistas, em primeiro lugar à custa da Federação Russa capitalista."

Mais uma vez, sobre a essência da Junta de Kiev, que é algo que alguns de nós ainda tendem a negar.

Tomemos a definição clássica de fascismo, de Georgi Dimitrov, considerada a mais clara definição de fascismo, do ponto de vista da teoria comunista na URSS.
Fascismo é declarada ditadura terrorista dos elementos mais reacionários, mais chauvinistas, mais imperialistas do capital financeiro (...). O fascismo não é nem o governo sem classes, nem o governo da pequena burguesia ou do lumpen-proletariat sobre o capital financeiro. Fascismo é o governo do próprio capital financeiro, ele mesmo. É um massacre organizado da classe trabalhadora e da fatia revolucionária do campesinato e da inteligência. O fascismo, na sua política externa, é a forma mais brutal de chovinismo, que cultiva ódio zoológico contra outros povos.
Dentre várias outras definições, é a que considero mais correta e à qual recorro, pessoalmente, sempre que tenho de avaliar o grau de fascismo de um regime.

Examinemos as correspondências entre diferentes traços da Junta de Kiev e essa definição.

Como se pode ver, os oponentes da Junta de Kiev são abertamente aterrorizados, o que inclui exterminação física, intimidação, sequestros com captura de reféns, prisões ilegais, detenções, tortura e outros elementos do terrorismo. Um pequeno grupo de pessoas que chegou ao poder por meio de golpe autoriza e supervisiona esse terror. Essa ditadura em Kiev é estreitamente reacionária e representa as formas mais radicais do nacionalismo e do fascismo integralistas ucranianos, os quais, como se vê nas declarações feitas por Yarosh, não ocultam as próprias tendências imperialistas, em primeiro lugar à custa da Federação Russa capitalista.

A Ucrânia é governada pelos representantes de um grande capital financeiro. Bilionários competem contra bilionários pela presidência do país. Os candidatos mais prováveis são Poroshenko, o bilionário, e Tymoshenko, a milionária. O bilionário Kolomoisky é grande poder na Ucrânia. Os bilionários Taruta e Akhmetov foram enviados para pacificar a rebelião no Donbass. Em outras palavras, pode-se ver uma clara implementação do governo por representantes de grande capital financeiro. Poroshenko não será talvez capitalista das finanças, e dos maiores? E Kolomoisky, não seria, talvez grande capitalista das finanças? Por tudo isso, negar a essência dos principais beneficiários do golpe em Kiev sugere, ou evidente incompreensão do que é o capitalismo, ou desejo de defender os detonados modelões capitalistas.

O governo da Ucrânia está sendo implementado mediante opressão das massas ignorantes e inconscientes, de proletários, e mediante terrorismo declarado contra a parte da classe trabalhadora, da inteligência, da pequena burguesia que manifesta opiniões contra a ditadura fascista e o monopólio do grande capital implantado dentro do governo. O grande capital converteu-se, ele mesmo, na Ucrânia, em regime e governo; e os esquadrões fascistas tornaram-se instrumentos para construir o sistema fascista de governo, que sempre é construído em ditaduras de terroristas.

Não é muito difícil reconhecer que o fascismo ucraniano cultiva ódio contra outros povos seja na sua política interna, seja na sua política externa – primeiramente contra os russos; e também contra os poloneses, em menor grau. Há ali também considerável antissemitismo. A russofobia é atualmente a pedra de toque na ideologia do regime de Kiev, que prega abertamente a opressão e o extermínio de pessoas por causa de sua etnia, cultura e idioma.

Como se vê, pois, a situação na Ucrânia confere 100% com a definição clássica de Dimitrov. O que se vê no regime da Junta de Kiev, na Ucrânia, é exatamente fascismo, na sua forma mais pura e clássica.




Esta imagem é uma conhecida fotocolagem “Large Dimitrov, small Goering”
[Grande Dimitrov, pequeno Goering]
















[*] Este blog é uma tradução fiel para Inglês colonelcassad − blog russo incrível sobre a guerra na Ucrânia. A guerra na Ucrânia é o resultado de uma insurreição armada contra o regime fascista em Kiev e as tentativas posteriores do regime para suprimi-lo. Se você não entender por que o regime atual na Ucrânia é fascista, então por favor leia este artigo primeiro. O conteúdo das traduções publicadas neste site pode ser repassado. Seria ótimo se você pudesse adicionar um link para o artigo fonte de onde você pegou o texto se você repassar este artigo.



Veja  vídeo 

Refugiados de Ucrania: el dolor y la furia (Especial)









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