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sábado, 13 de julho de 2013

O Secretário-geral da FSM,camarada George Mavrikos discursa no Plenário da 102.ª Convenção Internacional do Trabalho

OIT, Genebra: o Secretário-geral da FSM,camarada George Mavrikos discursa no Plenário da 102.ª Convenção Internacional do Trabalho
 
"No Bangladesh, as políticas criminosas das multinacionais e dos empresários locais continuam a matar trabalhadores; na Turquia, a violência estatal e o ataque contra os trabalhadores estão a aumentar; na Costa Rica, as greves no setor público são proibidas; no Panamá, as greves são proibidas para os trabalhadores do Canal; o Chile é um exemplo dos muitos países que estão, ainda hoje, a violar convenções fundamentais ratificadas há 14 anos; no Cazaquistão, nos países do Golfo e na Guatemala quase não existe liberdade de associação; na Colômbia, os metalúrgicos e mineiros são constantemente atacados; Os trabalhadores da multinacional Glencore estiveram em greve durante 98 dias e a multinacional trata-os como delinquentes; a MICHELIN encerra fábricas em Cali e Chusacá. Mas, sem ter em conta tudo isto, a OIT excluiu a Colômbia da lista negra. A classe operária europeia está a ser empurrada para a pobreza com as políticas implementadas pela União Europeia e os governos, a favor dos patrões. Os trabalhadores e os povos da África vivem em condições péssimas, enquanto os seus recursos naturais são diariamente roubados pelas multinacionais."


Senhoras e senhores

As condições de vida e de trabalho dos trabalhadores são hoje mais difíceis do que na última Conferência da OIT.

Altíssimas taxas de desemprego, redução de salários e pensões, privatizações em todos os setores economia, políticas criminosas dos patrões em relação à falta de segurança nos locais de trabalho, violência estatal e agressividade imperialista são predominantes.

É caraterístico que, enquanto a riqueza produzida aumenta e os mercados estão cheios de produtos de todo o tipo e enquanto os lucros das multinacionais e da maioria dos patrões se mantêm extremamente altos, os direitos dos trabalhadores são eliminados. Essas são as características da profunda crise do sistema capitalista.

Ao mesmo tempo, isso mostra que o capital está a aproveitar a crise para aumentar seus lucros à custa das massas populares.

A situação da classe operária em todos os continentes está a piorar:

No Bangladesh, as políticas criminosas das multinacionais e dos empresários locais continuam a matar trabalhadores; na Turquia, a violência estatal e o ataque contra os trabalhadores estão a aumentar; na Costa Rica, as greves no setor público são proibidas; no Panamá, as greves são proibidas para os trabalhadores do Canal; o Chile é um exemplo dos muitos países que estão, ainda hoje, a violar convenções fundamentais ratificadas há 14 anos; no Cazaquistão, nos países do Golfo e na Guatemala quase não existe liberdade de associação; na Colômbia, os metalúrgicos e mineiros são constantemente atacados; Os trabalhadores da multinacional Glencore estiveram em greve durante 98 dias e a multinacional trata-os como delinquentes; a MICHELIN encerra fábricas em Cali e Chusacá. Mas, sem ter em conta tudo isto, a OIT excluiu a Colômbia da lista negra. A classe operária europeia está a ser empurrada para a pobreza com as políticas implementadas pela União Europeia e os governos, a favor dos patrões. Os trabalhadores e os povos da África vivem em condições péssimas, enquanto os seus recursos naturais são diariamente roubados pelas multinacionais.

O direito a oito horas de trabalho estável e seguro, o direito à negociação coletiva setorial e nacional, o direito à greve, o direito à segurança social e a pensões, o direito à educação e à saúde públicas estão no epicentro do ataque lançado pelo FMI, Banco Mundial, União Europeia e governos que os apoiam.

A Federação Sindical Mundial, que representa atualmente 86 milhões de membros em 126 países, não parará de defender estes direitos. Continuaremos a organizar atividades internacionais e jornadas de ação, a denunciar mundialmente essas políticas e a organizarmo-nos no terreno para as bloquear, bem como a apelar aos nossos filiados e amigos para estarem na vanguarda da luta pelos direitos dos trabalhadores.

Lamentavelmente, o papel da OIT e dos seus escritórios regionais não estão a trabalhar nessa direção. Ao contrário, os escritórios regionais da OIT, em vários continentes, como na América Central e no Médio Oriente, seguem uma política de discriminação contra uma parte dos trabalhadores e o favorecimento de outra parte. Criam dificuldades e obstáculos para muitos sindicalistas. Isto tem de parar. O papel dos escritórios regionais da OIT é tratar todos os trabalhadores e os seus representantes da mesma forma. Exigimos que acabem as discriminações contra os amigos e filiados da FSM. Exigimos uma representação proporcional.

A Federação Sindical Mundial continuará a chamar o movimento sindical internacional para lutas conjuntas contra a exploração e a barbárie capitalista. Pelo segundo ano, em 3 de outubro de 2013, apelamos a todas as organizações sindicais para que avancem militantemente com manifestações, greves, concentrações e outras ações pelo direito a alimentação, água potável, saúde, livros e habitação para todos, conforme as necessidades atuais do povo.

Ao mesmo tempo, apelamos a todos os sindicatos militantes, com espírito internacionalista e solidário, para estarem ao lado do povo palestino na sua luta por uma pátria independente. Para defenderem o direito do povo da Líbia, do Iraque, da Síria, do Mali, da Venezuela, das Honduras e do Paraguai a decidirem por si próprios o seu presente e o seu futuro e não a NATO ou os imperialistas. Para exigirem o fim do bloqueio dos Estados Unidos e dos seus aliados contra o povo cubano.

Ao fazer uso da palavra aqui, na OIT, é nosso dever expressar mais uma vez o respeito e o reconhecimento da FSM para com a classe operária da Grécia, que resiste com importantes lutas de classe, mostra sua desobediência e combate as políticas bárbaras e antipopulares.

Condenamos o governo da Grécia, que demitiu, do dia para a noite, 2.260 trabalhadores da Televisão e Rádio públicos gregos e, com uma decisão ditatorial, fechou essas estações. Os trabalhadores e os dois milhões de desempregados na Grécia têm de saber que não estão sozinhos. Nós estamos ao seu lado.


Obrigado



Fonte: Pelo Socialismo




Mafarrico Vermelho


 

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