“EXIGIMOS O FIM DA PRECARIEDADE E DO DESEMPREGO! EXIGIMOS TRABALHO COM DIREITOS!”

“EXIGIMOS O FIM DA PRECARIEDADE E DO DESEMPREGO! EXIGIMOS TRABALHO COM DIREITOS!”

  

Hoje, encontram-se em situação de desemprego, inactividade e desemprego cerca de 1.200.000 trabalhadores, sendo que, de acordo com os dados oficiais, estavam registados, no final do mês de Janeiro, 815 mil mil trabalhadores, 35,1% de jovens até aos 25 anos, sendo que mais de 40% destes trabalhadores caem em situação de desemprego por via da “não renovação” dos seus contratos de trabalho.


Comunicado de Imprensa n.º 022/2012 - CGTP-IN


“EXIGIMOS O FIM DA PRECARIEDADE E DO DESEMPREGO! EXIGIMOS TRABALHO COM DIREITOS!”


Hoje, encontram-se em situação de desemprego, inactividade e desemprego cerca de 1.200.000 trabalhadores, sendo que, de acordo com os dados oficiais, estavam registados, no final do mês de Janeiro, 815 mil mil trabalhadores, 35,1% de jovens até aos 25 anos, sendo que mais de 40% destes trabalhadores caem em situação de desemprego por via da “não renovação” dos seus contratos de trabalho.

Os últimos dados acerca do desemprego, demonstram como são actuais as reivindicações dos trabalhadores em geral e dos jovens em particular que continuam a luta pelo trabalho estável e com direitos, demonstrando a sua forte rejeição a políticas que apenas têm servido os interesses dos patrões e que fazem com que a taxa de desemprego oficial, em Janeiro de 2012, atinja já os 14,8% no nosso país.

Mais de 470 mil jovens até aos 35 anos têm vínculos de trabalho precários, representando 59% dos trabalhadores nesta situação. A contratação de trabalhadores com vínculo precário para a ocupação de postos de trabalho permanentes, continua a ser a maior causa da instabilidade e a causa maior dos problemas que se relacionam com o desemprego, sobretudo entre os jovens.

A destruição do aparelho produtivo nacional e os cortes nos investimentos públicos necessários levam a uma situação em que a recessão económica se faz sentir, cada vez mais, no emprego com a perda, no último trimestre, de mais de 118 mil postos de trabalho, 2/3 deles ocupados por jovens até aos 35 anos.

Após a aplicação de várias medidas que facilitam os despedimentos e a contratação precária, a situação dos trabalhadores, sobretudo dos mais jovens, agrava-se e o acesso ao subsídio de desemprego é cada vez mais dificultado, sendo que, menos de 1/3 do total de desempregados, recebe subsídio de desemprego, ficando de fora a larga maioria sem qualquer tipo de protecção social.

As medidas de combate ao desemprego entre os jovens, sem terem em conta toda a situação de destruição dos direitos dos trabalhadores, associadas à recessão económica a que estas escolhas políticas têm conduzido, não são adequadas nem conduzirão a um combate eficaz da grave situação que enfrentamos hoje em dia. Não podemos estar de acordo que se generalize e promova a contratação a prazo através do uso de dinheiros públicos, com o pagamento de parte do salário pelo estado, considerando-se esta forma de propaganda um verdadeiro combate ao desemprego.

Perante os alarmantes números do desemprego, que levam a que milhares de jovens não tenham condições económico-financeiras que lhes permitam a autonomia para desenvolverem a sua vida, a participação na Greve Geral, convocada para o dia 22 de Março e na Manifestação de Jovens trabalhadores, a realizar no dia 31 de Março, defendendo o trabalho com direitos, assume particular importância para os jovens trabalhadores.


A Luta dos jovens trabalhadores, pelo trabalho com direitos, pelo aumento real dos salários, contra o aumento e a desregulamentação dos horários de trabalho, é a solução fundamental para o combate ao desemprego, ao reclamar a revogação das medidas contidas no programa de agressão que aumentam a exploração e tornam piores as condições de vida e de trabalho dos mais jovens e, simultaneamente, exigindo que o Governo retire as Propostas de Lei que visam alterar o Código do Trabalho e a Legislação laboral na Administração Pública.

O envolvimento na Greve Geral, a mobilização de mais amigos e companheiros de trabalho, independentemente dos seus vínculos contratuais, e de todos os que se encontram em situação de desemprego, para a participação nas acções de rua e na Manifestação de jovens trabalhadores no dia 31 de Março é essencial e imprescindível.

A Interjovem/CGTP-IN

O Movimento de Trabalhadores Desempregados


Fonte: CGTP-IN


O Mafarrico Vermelho

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