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domingo, 14 de dezembro de 2014

Obama, cinco anos de crimes com o Nobel da Paz nas mãos

Obama, cinco anos de crimes com o Nobel da Paz nas mãos
Fonte:  RT  -  [Tradução do Diário Liberdade]




"Ultimamente, a retórica agressiva contra a Rússia é cada vez mais frequente nos discursos de Obama. Assim, o presidente dos EUA tenta apresentar a Rússia como "um dos maiores perigos que afronta a comunidade internacional". Ao mesmo tempo, a OTAN se aproxima cada vez mais das fronteira com a Rússia. "É a OTAN e não a Rússia quem tem bases militares por todo o planeta", indicou o presidente russo Vladimir Putin em uma recente entrevista. A tática de Obama de pressionar a Rússia por meio de sanções econômicas tampouco parece ser muito amistosa."
Cinco anos atrás o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi presenteado com o Prêmio Nobel da Paz. Desde então, os EUA bombardearam sete países, armaram o Estado Islâmico e provocaram conflitos militares em vários países.

Em dezembro de 2009, apenas dois meses após se converter em nobel da paz, Obama ordenou reforçar a presença dos EUA no Afeganistão com 30 mil soldados. Ainda que desde 1942 os EUA não tenha declarado nenhuma guerra, isso não o impediu de atacar e invadir outros países. Durante a presidência de Obama, as forças dos EUA bombardearam os territórios de Afeganistão, Líbia, Somália, Paquistão, Iêmem, Iraque e Síria.

Primavera Árabe

Washington orquestrou a Primavera Árabe na Líbia e na Síria, segundo vários especialistas. O politólogo francês Thierry Meyssan revelou o importante papel do senador John McCain durante o início da primavera árabe, assim como sua relação com uma milícia do Estado Islâmico. Meyssan sugere que McCain não é o líder da oposição política nos EUA, mas um alto funcionário que trabalha para o Governo desse país. Segundo o historiador estadunidense Robert W. Merry, os EUA criaram com suas próprias mãos a oportunidade para que o inimigo real – islamistas radicais empenhados em atacar o Ocidente – obtivesse tanto poder.

Líbia

Os EUA, sob o mandato de Obama, conseguiu deixar seu rastro de destruição na Líbia, onde a partir de março de 2011 participou de uma operação militar para derrubar o ex-líder líbio Muammar Gadafi. Como resultado, o mandatário líbio foi assassinado sob falácias democráticas, o que marcou o começo de um período de instabilidade e de luta armada pelo poder na Líbia e desembocou na desintegração efetiva do país e no crescimento do islamismo e do tribalismo.

Iraque e Síria

Em cumprimento de suas promessas eleitorais, em outubro de 2011 Obama anunciou a retirada das tropas estadunidenses do Iraque. No entanto, as tentativas de Obama de derrubar o líder sírio Bashar al-Assad, para o qual os EUA armaram a oposição síria e possibilitaram a ampliação e o fortalecimento do Estado Islâmico, acreditam especialistas. Agora este grupo radical aterroriza não só a população da Síria, mas também a do Iraque. Em agosto, Obama autorizou os ataques aéreos contra as posições do EI no Iraque e em setembro os EUA começaram a bombardear a Síria sem o consentimento das autoridades deste Estado soberano. Com isso, a estratégia de Obama para lutar contra o EI não ajuda a acabar com os radicais. O Estado Islâmico segue esmagando o Exército iraquiano, executa uma campanha de propaganda ativa nas redes sociais e obtém milhões de dólares da venda do petróleo das jazidas ocupadas.

Ucrânia

"A situação na Ucrânia é o resultado das tentativas de Washington e Bruxelas de deter a crescente influência de Moscou", acreditam os especialistas. Durante os protestos no Maidan, os países ocidentais reforçaram sua retórica em apoio à oposição ucraniana com o objetivo de derrubar o governo democraticamente eleito de Viktor Yanukovich, opinam os analistas. Antes e depois das eleições presidenciais na Ucrânia, Obama deu seu apoio moral ao presidente atual do país, Petro Poroshenko. Além disso, o líder estadunidense aprovou o envio de armas letais a Kiev para empregá-las na ofensiva contra o leste do país, segundo uma série de documentos do Departamento de Estado dos EUA, filtrados recentemente.

"Os EUA atualmente apoiam uma aventura criminosa mortal das autoridades de Kiev que pouco têm a ver com a unificação do país", afirmou o cientista estadunidense Steven Cohen em uma entrevista à RT. Também apontou que Barack Obama colocou os EUA a bordo de uma guerra com a Rússia.

Rússia e OTAN

Ultimamente, a retórica agressiva contra a Rússia é cada vez mais frequente nos discursos de Obama. Assim, o presidente dos EUA tenta apresentar a Rússia como "um dos maiores perigos que afronta a comunidade internacional". Ao mesmo tempo, a OTAN se aproxima cada vez mais das fronteira com a Rússia. "É a OTAN e não a Rússia quem tem bases militares por todo o planeta", indicou o presidente russo Vladimir Putin em uma recente entrevista. A tática de Obama de pressionar a Rússia por meio de sanções econômicas tampouco parece ser muito amistosa.

Segundo vários especialistas, os EUA continuam financiando o setor militar de Israel e se opõe a que este seja julgado pelos crimes de guerra cometidos na última ofensiva contra os palestinos em Gaza. Os Estados Unidos estão tratando de impor suas regras na política exterior da China no que se refere às disputas territoriais do país asiático com seus vizinhos e aumenta sua presença militar na região. Inclusive na luta contra o vírus Ebola na África, Obama mandou soldados reservistas e não empresas construtoras ou engenheiros.




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