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terça-feira, 4 de agosto de 2009

A teoria do subimperialismo brasileiro: notas para uma (re)discussão contemporânea




A teoria do subimperialismo brasileiro: notas para uma (re)discussão contemporânea ( texto original em La Rosa Blindada)
Fábio Bueno1
Raphael Seabra2


As diferentes estratégias da hegemonia norte-americana na América Latina definem a possibilidade de uma hegemonia regional brasileira. Nas décadas de 1960 e 1970, os EUA adotaram a diretriz de contenção da “ameaça comunista” por meio da disseminação da Doutrina de Segurança Nacional e do combate aos supostos inimigos internos vinculados a tal “ameaça”, apoiando uma seqüência de golpes militares pelo continente.
Segundo Marini, isso possibilitou uma ofensiva brasileira sobre a América do Sul e África no intuito de assegurar zonas de influência e mercados, inaugurando a chamada política externa de cooperação antagônica, cujo cerne seria a coexistência entre uma ativa e estreita colaboração com os EUA na implementação da estratégia geopolítica de estabilização da América Latina com freqüentes choques pontuais com os EUA, não para questionar a estratégia norte-americana, mas para conseguir barganhar maiores vantagens e espaços para o Brasil.


Teoricamente, a formulação de cooperação antagônica tem como elemento central a presença de experiências políticas nacionais que buscam maior autonomia em relação aos EUA (desde o socialismo cubano e do Chile de Allende, peronismo argentino, até o recente bolivarianismo venezuelano, etc.) e que abririam espaço para o ativo apoio brasileiro à estratégia dos EUA na contenção dessas experiências........



Um comentário:

  1. Bom texto para o debate e a análise do papel desempenhado e a desempenhar pelo Brasil na América Latina.
    Em segmentos de esquerda, a pretexto do crescimento e da elevação à condição de potência regional, um nacionalismo brasileiro sub-imperialista pode na verdade medrar. Daí o interesse em debater o tema.
    Um abraço.

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