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Portugal à venda: privatizações, dependência, resistência e corrupção

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Portugal à venda: privatizações, dependência, resistência e corrupção por Carlos Serrano Ferreira "O atual governo conseguiu "avançar" inclusive para "soluções inovadoras" como a privatização da própria cidadania, permitindo que os ricos possam ter acesso facilitado em troca de "investimentos", em geral mera compra de imóveis, a partir do Visto Gold." " O atual governo português, como outros governos neoliberais, enxerga como saída para a crise pública a privatização e o desmonte do Estado. Curiosamente, diga-se de passagem, são os mesmos que engendraram a crise da dívida pública ao transferir recursos estatais aos bancos, que criaram o fosso sem fundo em que se encontra o Estado português. O salvamento desses bancos, que lucraram bilhões com as bolhas especulativas, de forma privada, é a prova do domínio financeiro da economia e da política. E, a testemunha também de uma lógica terrível: os lucros são privados, os prejuíz...

– Venezuela e Colômbia, dois processos associados na estratégia regional do Império

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O machado da guerra, o anzol da paz e os crápulas transparentes por Jorge Beinstein "Os Estados Unidos desenvolvem actualmente uma guerra global cujo fracasso significaria o fim do Império. A lógica da reprodução do parasitismo norte-americano leva a super-potência a uma multiplicação de ofensivas à escala planetária, destinadas a quebrar os obstáculos que travam seu projecto de super-exploração devastadora dos recursos naturais e humanos do conjunto da periferia. Os dirigentes do Império consideram que essa pilhagem desaceleraria a decadência em curso, impediria o colapso do dólar, baixaria drasticamente os custos de mercadorias e salários coloniais, engordando os lucros das suas empresas, mantendo seus mercados internos cada vez mais concentrados.   A América Latina e o Caribe constituem um espaço decisivo do referido projecto, sua recolonização integral é uma peça chave da uma ofensiva planetária cuja implementação na região abrange um amplo leque de operações con...

Ucrânia : Fascismo à solta

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Guerra na Ucrânia Fascismo à solta "A nomeação, segunda-feira, 6, do nazi-fascista Dmitry Yaroch para conselheiro das forças armadas é um claro e preocupante sinal do carácter e planos do poder instalado pelo imperialismo na Ucrânia. O líder do Pravy Sector, força paramilitar que serviu de unidade de choque no derrube do presidente e governo ucranianos, em Fevereiro de 2014, nunca escondeu o propósito de afogar em sangue a insurreição antigolpista no Leste do país e esmagar as populações russófonas." "agrava-se a perseguição aos comunistas e ao comunismo no país" "Já esta segunda-feira, o ministro da Justiça Pavel Petrenko reiterou que, antes do próximo dia 9 de Maio, quando se assinala o 70.º aniversário da vitória sobre o nazi-fascismo, o parlamento ucraniano aprovará um pacote legislativo para banir os símbolos e a ideologia comunista." A junta golpista de Kiev está a agudizar a campanha anticomunista e reúne forças para uma nova...

Caos

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Caos por Jorge Cadima "Como na Líbia, Iraque ou Síria, o objectivo – depois do fracasso das intervenções directas dos EUA – é outro: gerar o caos para, face à inexistência de estados soberanos capazes de afirmar a independência, abrir caminho à pilhagem imperialista. Os bandos terroristas fundamentalistas patrocinados pela Arábia Saudita contribuem para esse objectivo. Os sauditas têm sido fiéis serventuários do imperialismo e em 2011 tropas suas esmagaram a revolta popular no vizinho Bahrain" "Mostrando que não há limites para a demência, outro conhecido colunista do NYT, Thomas Friedman, publicara dias antes (18.3.15) a seguinte prosa: «Não devíamos estar a armar o ISIS? [...] Porque estamos pela terceira vez desde o 11 de Setembro a combater uma guerra favorável ao Irão? Em 2002 destruímos o principal rival sunita do Irão no Afeganistão (o regime talibã). Em 2003 destruímos o principal rival sunita do Irão no mundo árabe (Saddam Hussein). [...] Porque s...

A questão do Estado questão central de cada revolução

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A questão do Estado questão central de cada revolução  por Álvaro Cunhal "Segundo a teoria leninista, o Estado numa sociedade dividida em classes antagônicas é sempre uma ditadura. A expressão «ditadura» sublinha que o Estado não está acima das classes, não é um instrumento de conciliação das classes nem um árbitro entre elas, antes é a «organização da violência», é um «poder especial de repressão», é um organismo de dominação de umas classes sobre outras. Em resumo: numa sociedade dividida em classes antagônicas, Estado é sinônimo de Ditadura." A 30 quilómetros a Noroeste de Leningrado, Razliv é hoje um lugar histórico. Aí, num sítio ermo, se pode ver a reconstituição da cabana onde Lénine viveu clandestinamente em Agosto de 1917. Aí se pode ver também o cepo de uma árvore, que Lénine utilizava como mesa para escrever.  O Verão de 1917 foi um momento de viragem decisiva na revolução russa. Terminara a dualidade de poderes, situação original criada pela revoluç...

O objectivo imediato da invasão de Al Saud ao Iêmen e a sua meta final

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O objectivo imediato da invasão de Al Saud ao Iêmen e a sua meta final por Pablo Jofré Leal A Arabia Saudita, sem qualquer autorização ou mandato de organismos internacionais, ataca um país soberano e a comunidade internacional não reage. A Casa Al Saud assassina civis, destrói cidades e o Conselho de Segurança mantêm-se mudo. Esta é uma imagem dos dois pesos, da moral dúplice de uma comunidade internacional que se move ao ritmo dos poderosos interesses da tríade directamente responsável: o imperialismo e a aliança sionista-wahabita. A agressão contra o povo iemenita, liderada pela Arabia Saudita, tem um objectivo imediato: destruir o Movimento Popular Ansarolah, e tem como meta final, que tem começado pouco a pouco a revelar-se, contender contra a crescente influência do Irão no Médio Oriente. Esse ascendente sobre sociedades do Médio Oriente foi ganho pelo apoio efectivo que o Irão dá à luta contra os movimentos terroristas de raiz takfirí, que assola...

O tempo dos ciganos - Uma semana com os romenos de Lisboa

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O tempo dos ciganos - Uma semana com os romenos de Lisboa por António Santos "No entanto, a maioria dos problemas actuais começou com a queda do muro de Berlim. A execução do líder socialista romeno Nicolae Ceaucescu e da sua mulher, transmitida em directo pela televisão pública, inaugurou a "revolução democrática" que conduziu a Romênia até aos nossos dias e rumo à União Europeia. Nessa altura, os novos governantes acusaram os Ceaucescu de serem ciganos e promoveram o derrube do comunismo como uma luta contra a preguiça dos ciganos.   A Romênia atual é um Estado fundado no racismo. Segundo a ENAR, a Rede Europeia Contra o Racismo, e também de acordo com o Painel Anti-racista da ONU, o racismo na Romênia é transversal a toda a sociedade e afecta especialmente os ciganos, cuja discriminação e segregação geram um ciclo vicioso de pobreza, exclusão e criminalidade." Maria mora numa parte de Lisboa que poucos lisboetas sabem que existe. Todos os...