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Mostrando postagens com o rótulo Indios

O Governo Temer, os ruralistas e a resistência dos indígenas

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O Governo Temer, os ruralistas e a resistência dos indígenas Por Luiz Bernardo Pericás . "Os indígenas brasileiros, assim, não têm nada a comemorar com o governo golpista de Michel Temer. Pelo contrário. Mas eles certamente se manterão firmes e altivos em sua resistência histórica. Inclusive contra o usurpador de plantão e seus asseclas. É dever de todos nós apoiar a sua causa." A população indígena brasileira tem motivos para se preocupar com o governo interino encabeçado por Michel Temer e sua quadrilha. As demandas históricas dos povos originários não recebem a devida atenção das autoridades nem visibilidade da imprensa e suas causas são, frequentemente, relegadas a um segundo plano na esfera do Estado. O resultado: perseguição crescente às suas comunidades, assassinatos, abandono ou descaso em relação à infraestrutura básica e perda de território. Entre os principais inimigos dos índios se destaca a bancada ruralista no Congresso, que aprovou na comissão es...

Brasil : A Funai pede socorro

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A Funai pede socorro El País / Pública "Por outro lado, a situação coloca em risco também os povos indígenas. “São caçadores, madeireiros, todo mundo entra nas nossas terras… Você vai ver como as coisas estão na CTLs e só está a pessoa, não tem equipamento de trabalho, e o responsável pela unidade não tem nem gasolina para o transporte. Como ele vai fazer a vigilância? Ele vai sofrer emboscada, não tem como”, argumenta Rosimeire Maria Teles, do povo Arapaso, do Amazonas. Segundo ela, os funcionários não têm telefones funcionando para fazer denúncias à sede do órgão. “A gente percebe muito a fragilidade da Funai”, diz. “Participando do movimento indígena, eu vi também como essa fragilidade dificulta para a gente conseguir articular as políticas com a Funai. O papel da CTL é organizar as demandas com a gente, tentar fazer esse trabalho, mas eles não têm como dar suporte nessas condições”, conclui. “Lá na terra indígena São Marcos [MT], a gente está sofrendo essa inva...

Cimi protocola denúncias contra ataques químicos em Tey’i Juçu e intimidações aos Kanela do Araguaia

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Cimi protocola denúncias contra ataques químicos em Tey’i Juçu e intimidações aos Kanela do Araguaia por Conselho Indigenista Missionário ( Cimi ) No caso do tekoha – lugar onde se é – Tey’i Juçu, as famílias Guarani e Kaiowá que vivem no território denunciam os ataques químicos realizados contra a comunidade ao longo de 2015, e que" se intensificaram entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016. Os ataques têm sido realizados com aviões, que despejam agrotóxicos sobre a comunidade e as nascentes de onde os indígenas coletam água para beber. E, junho de 2015, três ataques com veneno já haviam sido notificados pela comunidade que resiste em Tey’i Juçu.   Entre os dias 20 de dezembro de 2015 e 12 de janeiro de 2016, pelo menos outros quatro ataques são denunciados pelos Guarani e Kaiowá, sendo que em diversas ocasiões os ataques com veneno são acompanhados pela presença de pistoleiro e outras formas de violência contra os indígenas. Segundo as famílias da tekohá, muita...

Brasil: O silêncio da mídia em torno do assassinato brutal de um bebê indígena

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O silêncio da mídia em torno do assassinato brutal de um bebê indígena por Fernanda Canofre, Global Voices "Se fosse meu filho, ou de qualquer mulher branca de classe média, assassinado nessas circunstâncias, haveria manchetes, haveria especialistas analisando a violência, haveria choro e haveria solidariedade. E talvez houvesse até velas e flores no chão da estação rodoviária, como nas vítimas de terrorismo em Paris. Mas Vitor era um índio. Um bebê, mas indígena. Pequeno, mas indígena. Vítima, mas indígena. Assassinado, mas indígena. Perfurado, mas indígena. Esse “mas” é o assassino oculto. Esse “mas” é serial killer." "Quem continua morrendo de assassinato no Brasil, em sua maioria, são os negros, os pobres e os índios. […] Estamos nus. E nossa imagem é horrenda. Ela suja de sangue o pequeno corpo de Vitor por quem tão poucos choraram." Na tarde de 30 de Dezembro, uma mulher da tribo  Caingangue  amamentava o seu filho de dois anos, sentada num passe...

O momento político atual e a surdez do governo Dilma

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O momento político atual e a surdez do governo Dilma por (Comissão Pastoral da Terra) "A Diretoria e a Coordenação Executiva Nacional da CPT, ao mesmo tempo em que denunciam as tentativas da quebra da normalidade democrática, lamentam a falta de sensibilidade do governo Dilma no atendimento às reivindicações populares. Nunca um governo, desde o final dos anos de chumbo da ditadura militar, foi tão surdo às demandas populares, no campo e nas cidades, quanto o governo Dilma. Foi o governo que menos reconheceu terras indígenas e territórios quilombolas e o que menos fez assentamentos de sem terra. As decantadas políticas sociais, decadentes sob os cortes do ajuste econômico que mais uma vez favorece os que têm poder, já não conseguem aludir a uma imagem “popular” do governo. A surdez da Presidência se tornou quase uma afronta aos homens e mulheres do campo com a nomeação para o Ministério da Agricultura da senadora Kátia Abreu, que sempre se mostrou inimiga dos movimentos...

DILMA, CARDOZO E ADAMS: OS MAIORES RESPONSÁVEIS PELO GENOCÍDIO DE POVOS INDÍGENAS EM CURSO NO BRASIL

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DILMA, CARDOZO E ADAMS: OS MAIORES RESPONSÁVEIS PELO GENOCÍDIO DE POVOS INDÍGENAS EM CURSO NO BRASIL ARTICULAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL – APIB "Neste mesmo sentido, outra justificativa sugerida por Cardozo, em recente entrevista no programa Bom dia Ministro, é que não adiantaria o governo demarcar as nossas terras “sem negociação” com os fazendeiros, porque o Supremo Tribunal Federal (STF) anularia seus atos administrativos. Todos sabemos, no entanto, que é o ministro Luis Inácio Adams, da Advocacia Geral da União (AGU), homem de confiança da presidente Dilma, que tem atuado organicamente, ao menos desde o ano de 2012, lado a lado com representantes da bancada ruralista e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), junto aos ministros do STF, para consagrar a tese absurda do Marco Temporal e estender para todas as terras indígenas do Brasil a aplicação das Condicionantes estabelecidas pelo Supremo para o caso específico da Raposa Serra do Sol." O ministro d...

Brasil - Povos Indígenas : Ameaças, invasões e escárnio: ri-se o Satanás da decisão do juiz Fábio Kaiut

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Ameaças, invasões e escárnio: ri-se o Satanás da decisão do juiz Fábio Kaiut  por Cimi Regional Mato Grosso do Su l "Para lideranças de diferentes localidades, as investidas são claras, são uma reação dos ruralistas locais, impulsionadas pelas decisões Judiciais, em represália ao incansável desejo indígena de retomar seus territórios tradicionais sem encontrar fronteiras que os impeçam de fazer as denúncias daquilo que sofrem. Morrem de tiro, de fome, de suicídio, de atropelamentos. Dizem quem são as pessoas que os vêm matando, encaram de frente seus algozes." Mais uma decisão judicial contraria os direitos dos povos indígenas e sua dignidade. Dessa vez o caso espanta pela decisão de um magistrado frente ao vasto acervo de provas. O juiz Federal Fábio Kaiut Nunes, da 1ª Vara da Justiça Federal de Dourados, e conforme informações oficiais integrante do Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª região, negou o direito a danos morais coletivos para comunidades Guarani e...

Vale deixa legado de destruição ambiental, cultural e social em três continentes

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Vale deixa legado de destruição ambiental, cultural e social em três continentes por Marcela Belchior -   Adital "Segundo o relatório, a empresa atua em nível global para "transformar recursos naturais em catalisadores de lucros, continuamente crescentes, para os acionistas, desconsiderando os direitos e expectativas dos trabalhadores, comunidades, populações tradicionais e gerações futuras a uma vida digna”. A Associação dos Atingidos aponta na atuação da Vale uma atitude arrogante, acumulação global, sustentabilidade para os lucros e não para as pessoas, além de um legado de severa destruição ambiental, cultural e social. " "Lucrar acima de tudo e todos, extraindo o máximo de recursos naturais, com os menores custos possíveis, a partir da desobstrução de qualquer entrave: legislação trabalhista e ambiental e direitos humanos”. É assim que a Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale interpreta a atual participação da empresa multinacional brasile...

O Brasil tem latifúndios: 70 mil deles

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O Brasil tem latifúndios: 70 mil deles por - Marcelo Pellegrini -  Carta Capital   "As estatísticas contrariam a afirmação de Kátia Abreu, de que o "latifúndio não existe mais" no Brasil, e derrubam o argumento apresentado por ela em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, de que não há necessidade de o Brasil realizar uma reforma agrária ampla, mas apenas "pontual". "Se comparadas aos dados oficiais do governo, as declarações da nova ministra não fazem sentido", afirma Edmundo Rodrigues, da Comissão Pastoral da Terra. "No Brasil, os latifúndios não apenas continuam existindo como crescem e concentram cada vez mais terras", afirma o ativista." Ao contrário do que diz a ministra da Agricultura, as propriedades improdutivas não só existem como estão crescendo. As grandes propriedades rurais improdutivas, consideradas por definição como latifúndio, não apenas existem no Brasil, ao contrário do que afirmou na segunda-feira ...

O QUE OS POVOS INDÍGENAS PODEM ESPERAR?

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O QUE OS POVOS INDÍGENAS PODEM ESPERAR? por Yuri Vasconcelos* "Portanto, os Povos Indígenas não podem esperar nada da institucionalidade burguesa para esse próximo período. Os graves problemas vivenciados pelas comunidades indígenas não serão resolvidos pela manutenção e desenvolvimento do mercado e da economia capitalista, uma vez que esse modo de produção possui, em sua essência, a lógica do lucro, a mercantilização da terra, a degradação ambiental, a homogeneização da cultura e a exploração do homem pelo homem." A questão indígena no Brasil continua a ser um debate secundarizado ou mesmo abandonado pelas políticas públicas. Depois de séculos de extermínio sistemático e vários anos sendo considerados, legalmente, como seres inferiorizados e forçados a uma política integracionista e homogeneizadora, as políticas neoliberais na atualidade aprofundam o descaso do Estado brasileiro com as populações indígenas. Passadas as eleições 2014, as comunidades indígenas ...

Kaiowás mais uma vez sob ameaça do nazismo do agronegócio

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Kaiowás mais uma vez sob ameaça do nazismo do agronegócio por EcoAgência   "Desde 2007, já foram mais de dez assassinatos de indígenas em processos de retomadas de terras tradicionais. Além disso, as cerca de 500 famílias Kaiowá sofrem diariamente com ameaças, intimidações, pulverização proposital por agrotóxicos e fome. A presença de grupos armados na região e o cerco a que são submetidos os Guarani-Kaiowá renderam ao território outro apelido negativo: “Faixa de Gaza Indígena”, numa comparação da estratégia dos latifundiários com a política genocida do Estado nazista de Israel." As 500 famílias que compõem a comunidade indígena de Kurussu Ambá, localizada a 420 quilômetros de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, estão sendo mantidas sob ameaça constante de despejo pela Justiça e confinados num verdadeiro campo de concentração pelas milícias dos latifundiários, em mais um capítulo do genocídio do povo Guarani-Kaiowá pelo agronegócio. Os indígenas for...

Brasil - Escalada de violência no campo

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Escalada de violência no campo por Mário Lúcio de Paula - AND No dia 12 de agosto, no sudeste do Pará, Maria Paciência dos Santos, 59, foi atropelada por um caminhoneiro que avançou sobre uma manifestação de 1.500 camponeses na BR-155. No dia seguinte, em um assentamento na Gleba Macaco, município de União do Sul, a cerca de 700 km de Cuiabá – MT, a camponesa Maria Lúcia do Nascimento foi assassinada a tiros. Em 16 de agosto, também no estado de Mato Grosso, o presidente da Associação de Produtores Rurais Nova União (Aspronu), Josias Paulino de Castro, e sua companheira Ireni da Silva Castro, foram executados por disparos de pistola 9mm em uma estrada rural no Distrito de Guariba, em Colniza, a pouco mais de mil km de distância da capital. Esses quatro assassinatos de ativistas e lideranças camponesas em apenas uma semana marcaram esse período recente de escalada da violência contra o movimento camponês, povos indígenas e remanescentes de quilombolas em luta pela terra e re...

Estado e sociedade genocidas

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Estado e sociedade genocidas por Fausto Arruda   "É dever de todos progressistas, verdadeiros democratas e revolucionários apoiarem de forma mais decidida ainda a luta dos irmãos povos indígenas."   "Ainda no período colonial começa uma prática que vai perdurar durante o Império e também por boa parte da nossa história republicana, cuja tônica estava em confinar os índios em pequenas extensões de terras, não raro limitadas ao entorno de suas aldeias, e sem qualquer preocupação com a manutenção das condições necessárias à sua reprodução sociocultural. É esta prática que podemos chamar de dizimação assistida. Os aldeamentos foram entregues à igreja e depois, ao estilo ianque, vieram o Serviço de Proteção ao Índio e a Funai na sequência de tutelas sobre os povos indígenas. Esta política, associada à praxe de transformar todos os demais espaços em terras devolutas sobre as quais se permitia a titulação concedida e tolerância à grilagem a latifundiários, vai gerar ...