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Sobre o “mensalão”, o lulismo e a ingratidão das elites

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José Dirceu-PT e Roberto Jeferson-PTB réus no "mensalão". Sobre o “mensalão”, o lulismo e a ingratidão das elites Escrito por Justino de Sousa Junior    "A esquerda governista deveria ter tido mais escrúpulo (tinha obrigação de ter pelo menos um pouco mais do que o senhor Ricúpero) na hora de escolher seus parceiros; antes de se aliar a Roberto Jeferson, Sarney, Calheiros, Barbalho etc. etc. etc., terminando com Maluf; antes de proteger o ministro Meireles, acusado de crime contra o sistema financeiro; antes, sobretudo, de reproduzir o modus operandi da política burguesa. A esquerda governista perdeu definitivamente o selo da probidade ao se aliar a figuras absolutamente questionáveis do cenário político brasileiro, ao silenciar quanto à história de seus partidos, seus métodos e práticas políticas, ao defendê-los e protegê-los de críticas e/ou investigações." "O discurso da vitimização faz algum sentido, mas ele mente ao tentar opor a perspectiva go...

Da seriedade e da «solidariedade»

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Da seriedade e da «solidariedade» por João Ferreira "São as duas caras da social-democracia. Na Europa, como em Portugal. Por cá, António José Seguro afirmou que o Tratado Orçamental, que votou favoravelmente na Assembleia da República, teria como contrapartida certa e segura (Hollande, na altura, assim o prometia) o reforço do orçamento da UE. Num momento em que o PS se procura descolar do Governo com quem co-subscreve o programa da troika, é bom lembrar que este Tratado – para o qual Cavaco, já por diversas vezes, chamou a atenção, dizendo que à conta dele, no futuro, mesmo que mudem os governos, não mudará a política – este Tratado, dizia-se, prevê simplesmente isto: no pós-troika continuarão em vigor as políticas da troika, ou seja, austeridade eterna. É bom lembrar que PS, PSD e CDS aprovaram este Tratado e a sua transposição para a ordem jurídica nacional, nomeadamente na Lei de Enquadramento Orçamental, onde se estabelece que o pagamento da dívida aos credor...

Pátria, lugar de exílio

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Pátria, lugar de exílio   por César Príncipe     "Os jornais, as rádios e as televisões (nas mãos de grupos multimédia, ancorados à finança e balizados pelo consenso rotativista) são chiens de garde dos senhores de turno. Ostentam os guiões do patronato que mais ordena e da agiotagem que mais conta, fornecem argumentário para a resig(nação) e a capitulação. Na emergência, a pátria deles é a patroika, instância de ocupantes e colaboracionistas, da Comandita das Três Siglas e do Clube dos Miguéis de Vasconcelos. Bom aluno euro-americano, o complexo mediático abraça a doutrina do alinhamento e da circularidade e da capsulagem do adverso. Para iludir a questão informativa e opinativa, multiplica os apresentadores da normalidade e aparentadores de diversidade e selecciona trupes de maldizer de superfície. A gramática reaccionária tomou conta de páginas e antenas. A vulgata política e a publicidade comercial confundem-se. Morfologicamente. Ideologicamente. Prog...

O covil dos ladrões

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O covil dos ladrões por Jorge Messias   "Nesta linha de leitura, será útil lembrar o que foi declarado pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, em Maio de 2011 e no Brasil, uma nação que podemos olhar como num espelho e na qual incubam os projectos assassinos do agronegócio. Tratava-se, a dada altura, de caracterizar o que era o trabalhador escravo, nos tempos antigos e nos tempos modernos. «No século XIX» – refere-se no trabalho "Nova Escravidão na Economia Global" – «falava-se na abolição do escravo como uma libertação da terra, do capital, de formas de trabalho que já não serviam os interesses da acumulação do capital. Hoje, a economia não revela dificuldades em conviver com a escravidão. No século XXI, a ideia de expansão do trabalho é análoga à do tempo da escravidão e volta a exprimir-se através da precarização absoluta do trabalho e como fruto do neoliberalismo. E o novo escravo, tal como o antigo, é descartável». " «As Fundações e os go...

Portugal: Preparar o país face a uma saída do Euro

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Preparar o país face a uma saída do Euro por Vasco Cardoso     "O Euro é, e sempre foi, um projeto do grande capital europeu, das transnacionais europeias e do diretório de potências comandado pela Alemanha e um instrumento central da concorrência e rivalidade interimperialistas. O grande capital nacional, integrado em posição subalterna com aquele, assumiu o projecto como seu e os partidos que o representam politicamente – PS, PSD e CDS – impuseram-no ao país. O Euro e os constrangimentos associados à UEM – que começaram muito antes da entrada em vigor da moeda – serviram especialmente bem os interesses da banca, nacional e estrangeira, e dos grandes grupos monopolistas, mas foram e são contrários aos interesses dos trabalhadores e do povo português, bem como dos trabalhadores e dos povos da Europa."       A agudização da crise económica, social e política que atinge o país tornou mais evidentes muitos dos alertas e denúncias que o PCP fez...

Brasil : Mais de 53 mil pessoas são assassinadas por ano e as vítimas tornaram-se cada vez mais jovens

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Morte prematura de jovens custa R$ 79 bilhões por ano por Adital   "A mortalidade violenta de jovens (entre 15 e 29 anos) no Brasil é um problema que veio se agravando nas últimas décadas, sobretudo no que diz respeito à letalidade ocasionada por homicídios e por acidentes de transporte. No que se refere aos homicídios, a piora se deu em dois planos. Não apenas a letalidade aumentou ano a ano, mas as vítimas tornaram se gradativamente mais jovens. Com efeito, enquanto o máximo da taxa de homicídios por 100 mil habitantes cresceu 154% entre 1980 e 2010, quando passou de 27,7 para 70,6, a idade em que se alcançou essa taxa máxima de homicídio variou de 25 para 21 anos." Mais de 53 mil pessoas são assassinadas por ano e as vítimas tornaram-se cada vez mais jovens. O perfil desses jovens, vítimas dos vários tipos de mortes violentas, é em sua maioria homens, pardos, com 4 a 7 anos de estudo, mortos nas vias públicas, por armas de fogo. Esse é um dos dados que consta n...

Elas, marcadas para morrer

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  Elas, marcadas para morrer por Ismael Machado*   "Para explorar as riquezas, o governo construiu estradas, como a Transamazônica, a BR-222, a BR-158, mas construiu também hidrelétricas, como Tucuruí, e estimulou e financiou a implantação de grandes projetos para explorar as riquezas ali existentes, como o Projeto Ferro Carajás. "Ao mesmo tempo incentivou a vinda de grandes empresas e pecuaristas do Centro-Sul do Brasil para investir na criação de gado bovino. Não só concedeu terras, mas créditos subsidiados pela política de incentivos fiscais da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Esses grupos econômicos, especialmente aqueles que investiram na implantação da pecuária extensiva passaram a expulsar, de forma muito violenta, os povos indígenas e diversos pequenos agricultores que há muito tempo ocupavam da região”, enfatiza o dossiê da CPT." A partir de hoje, a Adital reproduz às sextas-feiras matéria especial da Agência Pública sobr...