Postagens

Origem e declínio do capitalismo

Imagem
Origem e declínio do capitalismo     por Jorge Beinstein [*] "Debaixo das revoluções culturais e produtivas da modernidade, do progresso no seu sentido mais amplo, podemos encontrar pistas que nos conduzem ao actual processo de auto-destruição sistémica global. A dissociação homem-natureza, fundamento das revoluções técnicas da modernidade, converte-se finalmente em degradação ambiental planetária. A exploração imperialista da periferia, interacção desenvolvimento-subdesenvolvimento como motor histórico da expansão global de forças produtivas tende agora ao extermínio de sociedade e recursos naturais, as finanças impulsionadoras de mercados e investimentos industriais transforma-se em devoradora de tecidos produtivos e capacidades de consumo, etc."   Retorno à origem Em certos rituais funerários de tempos remotos os mortos eram colocados em posição fetal. Encontraram-se por exemplo restos de homens do neandertal sepultados dessa maneira com a cabeça a ...

«Terroristas»

Imagem
«Terroristas» por Filipe Diniz   «O pior de tudo: é trazer a prisão dentro de si consciente disso ou não.» Nazim Hikmet - Grande poeta Turco   "A NATO/OTAN atualizou o seu conceito estratégico integrando o universo da comunicação electrónica na lista dos cenários de guerra. O «Prism» da NSA e da CIA mostra como um tal cenário é, fundamentalmente, o da dominação absoluta construída sobre uma intimidação social global para a qual a palavra «terrorismo» hoje justifica tudo." O primeiro-ministro turco, Erdogan, tratou de «terroristas» os milhares e milhares de manifestantes que, em diversas cidades do seu país, vêm mantendo nas ruas um vigoroso combate contra as políticas do seu governo. Políticas antidemocráticas e reaccionárias no plano interno, acção concertada com o imperialismo e o sionismo no plano externo, nomeadamente na operação de agressão contra a Síria.

A Turquia mudará?

Imagem
A Turquia mudará? por Ângelo Alves "Fruto do regime político e eleitoral vigente, não há um único partido no Parlamento que esteja em condições de dar genuína expressão política ao movimento das ruas. Resistir e construir pela base uma real unidade e alternativa políticas que liberte a Turquia do imperialismo é a grande tarefa que aquele povo e as suas forças revolucionárias e progressistas têm pela frente e a condição para que a Turquia mude de facto."   Ao momento da redacção deste artigo recebemos as notícias de uma nova onda de repressão da musculada polícia turca na Praça Taksim em Istambul. Foi este o sinal que Recep Erdogan, o primeiro-ministro do governo do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP – direita neoliberal de origem islâmica) deu aos manifestantes e ao povo turco 12 dias após o início dos protestos e na véspera de um anunciado encontro do Governo com alguns manifestantes. Não sabemos qual a resultante deste braço de ferro entre o governo ...

Depois do «fim da História»

Imagem
Depois do «fim da História» por Filipe Diniz     "O «fim da história» seria o fim da luta de classes. Mas nestes 11 anos a luta de classes não apenas se agudizou, como se trava com dureza em todas as esferas da vida das sociedades: no trabalho, na economia, na educação e no ensino, na cultura, na reconfiguração dos estados, nas agressões imperialistas contra os povos. Ofensiva da grande burguesia tentando fazer tábua rasa de direitos dos trabalhadores e dos povos conquistados ao longo de mais de dois séculos. Resistência heróica de trabalhadores e povos que não cedem nas suas conquistas, e em algumas circunstâncias conseguem mesmo fazê-las avançar."

Pacto de Agressão – o actual capítulo da política de direita

Imagem
Pacto de Agressão – o actual capítulo da política de direita Bernardino Soares   "O verdadeiro programa sempre foi o aumento da exploração de quem trabalha, o desmantelamento das funções sociais do Estado e dos direitos que asseguram, a pilhagem dos recursos e das empresas nacionais ou a periferização da nossa economia. Um programa que encaixa nas determinações dos grandes grupos económicos e do directório de potências da União Europeia, com a captura da soberania nacional, o condicionamento e a destruição da nossa capacidade produtiva e a pauperização geral da sociedade portuguesa, sobretudo por via do aumento da exploração do trabalho. O programa de agressão não tem também nada de transitório. Ele visa perpetuar as diminuições de direitos, salários, pensões e reformas, garantir o controlo privado dos sectores-chave da economia e concentrar ainda mais a riqueza. O pós-troika é isso mesmo: tornar definitivo o que foi apresentado como uma resposta de emergência por caus...

Austeridade, desemprego maciço e emigração na UE

Imagem
Austeridade, desemprego maciço e emigração na UE – Irlanda e País Basco por James Petras "A Irlanda será recordada pelos seus postais ilustrados e isenções fiscais temporárias. Contudo, ainda há esperança se os republicanos de esquerda do Sein Fein, os socialistas, os comunistas e os activistas anti-imperialistas se juntarem aos desempregados e aos trabalhadores mal pagos e formarem novas redes de base. Em determinada altura as portas giratórias dos políticos irlandeses que entram e saem dos cargos podem acabar por parar. Os jovens desempregados, educados e irritados podem decidir ficar em casa, defender o seu terreno e virar as suas energias na direcção de uma rebelião popular." Muitos milhares de milhões de euros estão a ser sugados às nações vassalo-devedoras da Europa – Espanha, Grécia, Portugal e Irlanda – e a ser transferidos para os bancos credores, para os especuladores financeiros e para vigaristas sediados na City de Londres, em Wall Street, em Geneb...

Libertar Portugal

Imagem
Libertar Portugal «Pôr fim ao pacto de agressão e aos seus resultados dramáticos para o povo e para o País». por João Ferreira   "Ao contrário do que alguns dizem, não é nem a Constituição, nem os portugueses – que o Governo manda emigrar, que estão a mais no País. Quem está a mais é este Governo ilegítimo e a política que executa. Quem está a mais é a maioria parlamentar que o sustenta e um Presidente que se assume como seu patrocinador. A demissão do Governo e a realização de eleições antecipadas constituem-se, assim, como um primeiro e imprescindível passo para resgatar o País do desastre." Dois anos decorridos sobre a decisão de amarrar o País ao programa dito de ajustamento, assinado com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, Portugal e os portugueses foram arrastados para o desastre económico e social. A evolução da situação nacional reflecte os efeitos dramáticos do que a vida confirmou ser um autêntico pacto de agressão ao País e ao seu povo...