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Brasil : Aliança para a morte

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Aliança para a morte Por Paulo Schueler* A visita do secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, ao Brasil, no último dia 24, merece especial atenção. Não apenas pelo espantoso teor de camaradagem com o governo brasileiro em seu discurso oficial e em suas declarações à imprensa, mas principalmente por poder representar o "desatar de nós" dos interesses comerciais que dificultam o escancaramento dos verdadeiros interesses de longo prazo da burguesia brasileira na América Latina. Suas declarações de que "o Brasil é um poder global, uma força positiva para a estabilidade não só nas Américas, mas no mundo" e de que, com as restrições orçamentárias dos EUA, a melhor forma de lidar com a conjuntura é "desenvolver parcerias, alianças, dividir informações" deve ter agradado aos mercadores da morte verde-amarelos.

Salazar e Franco, os fascistas Ibéricos - «O nosso século é fascista»

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Portugal e Espanha : «O nosso século é fascista» por Manuel Loff "Deve ler-se (e reler) o último capítulo de O Nosso Século é Fascista. São só 30 páginas, onde Manuel Loff deixa transparecer um aviso inquietante às gerações próximo/futuras do chamado mundo livre sob tutela americana: a Nova Ordem Global Demo-Capitalista, cada dia que passa, cada ano que finda, mais se assemelha à (velha) Nova Ordem Nazi-Fascista, do século XX " O título, entre aspas, é aquele que o historiador Manuel Loff escolheu para capa da edição do seu monumental e conclusivo trabalho de investigação sobre o eurofascismo, em geral, e, em especial, sobre os fascismos ibéricos, salazarismo e franquismo. A frase traduz a assumida convicção político/ideológica dos dois ditadores peninsulares, Salazar e Franco, veemente afirmada/saudada no período áureo das vitórias militares do nazifascismo germânico; a «época fascista» como o autor designa os anos de 1936 até ao fim da II Guerra Mundial, em 194...

Brasil: Estado máximo, só para os bancos

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A gestão do capitalismo no governo da srª Dilma  Estado máximo, só para os bancos por Maria Lucia Fattorelli [*] Em meio a insistentes ataques da grande mídia à "corrupção" de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança… E muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas,...

Colômbia: Sem mais cartas na manga, Santos!

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Sem mais cartas na manga, Santos! Timoleón Jiménez Comandante do Estado-Maior Central das FARC-EP Montanhas da Colômbia (resumo) Não se equivoquem. Um processo de paz com as FARC não pode ser secreto nem às costas do país, há de ser num cenário em que o povo colombiano possa voltar a denunciar e conseguir, por fim, justiça por tanta barbaridade sofrida. Cada vez que os de baixo pronunciamos as palavras democracia, justiça ou equidade social, se irritam furiosamente os poderosos capitalistas que assimilam o crescimento de suas fortunas às custas dos demais cidadãos. Tudo já está definido, repetem, presunçosos e zombeteiros. Isso, precisamente, é o que discutimos.

O Que Devemos a Lénine

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Revisitando Álvaro Cunhal - parte III O Que Devemos a Lénine Assinalando os 142 anos do nascimento de Lénine (22 de Abril de 1870), O Mafarrico publica um artigo do grande comunista português  Álvaro Cunhal e recorda textos de Lénine alusivos a Portugal.     Por Álvaro Cunhal (Publicado no Pravda, Abril 1970) Quando, em 28 de Maio de 1926, um golpe militar reaccionário pôs fim à República parlamentar em Portugal, o Partido Comunista Português, fundado cinco anos antes, era um pequeno partido, com reduzida influência. Desde então, ao longo dos 43 anos de ditadura fascista, a repressão caiu com particular ferocidade sobre os comunistas. Como se explica então que todos os partidos democráticos existentes em 1926 tenham soçobrado sob a repressão e o Partido Comunista, nas mais difíceis condições, se tenha tornado um influente partido e indiscutivelmente a maior força política da Oposição antifascista? O facto explica-se porque o PCP, partido da ú...

Horror no Iraque : A barbárie Americana

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Consequência das armas de destruição massiva Horror no Iraque       "As armas de destruição massiva usadas pelos EUA no Iraque durante a guerra de invasão e ocupação provocam consequências devastadoras entre a população civil e pesam com horror sobre as novas gerações." De acordo com informações apuradas pela rede IraqSolidaridad , disponíveis no rebelion.org , algumas dessas consequências são tangíveis na martirizada cidade de Fallujah, nomeadamente as respeitantes ao aumento dos casos de crianças que nascem com malformações congénitas atribuíveis à exposição da população local a bombas termobáricas, a fósforo branco ou a projécteis contendo urânio empobrecido (cujos efeitos se prolongam, em média, por 4,5 milhões de anos).     Apesar de ser muito difícil contabilizar com rigor o número total de afectados – já que «as famílias enterram os recém-nascidos [com malformações] em segredo logo que estes morrem», explicou o doutor Nadim...

A nacionalização

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A nacionalização Por Jorge Cadima "O que provoca tamanha indignação é a perda de uma teta para espremer" "A razão de tanta indignação perante a renacionalização parcial da empresa petrolífera argentina (criada em 1923 como empresa estatal) nada tem a que ver com «acordos rasgados». Os trabalhadores portugueses sabem-no bem. Os troikeiros que choram lágrimas de crocodilo pelo «incumprimento de acordos» todos os dias rasgam acordos e contratos que garantem salários, pensões, serviços públicos. O que provoca tamanha indignação é a perda de uma teta para espremer."