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O KKE considera que sem questionar o poder do capital, a luta não terá perspectiva nem resultados. Por isso apela ao derrube do sistema capitalista, à tomada do poder pelos trabalhadores e ao controlo dos meios de produção, em benefício do povo.

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Grécia arde em chamas «A tristeza dos gregos mistura-se com a revolta» Entrevista com João Ferreira, deputado do PCP ao Parlamento Jornal Avante Na passada semana, dias 23 e 24, João Ferreira esteve na Grécia integrado numa delegação do Grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), a convite do Partido Comunista da Grécia (KKE). Ao Avante!, o deputado dá conta da situação no país e do espírito de indignação e revolta das massas populares.    Avante! – Que impressões trazes desse país mergulhado numa profunda crise económica e social? João Ferreira – A Grécia e o seu povo foram empurrados por um caminho desgraçado, até à situação insustentável em que hoje se encontram. Ninguém o ignora. Apesar disso, com uma violência inaudita, a classe dominante grega e as potências da União Europeia insistem na imposição, a todo o custo, desse mesmo caminho. Entre o povo grego, a tristeza mistura-se com a revolta.  

Governo brinca com os desempregados, abusa dos dinheiros públicos para dar às empresas privadas

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Governo brinca com os desempregados, abusa dos dinheiros públicos para dar às empresas privadas Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Faro, Comício «Rejeitar o Pacto de Agressão» O Algarve vive hoje uma situação muito difícil e uma boa parte da sua população uma situação dramática. Desemprego como já não há memória. Destruição crescente das suas actividades que são o suporte da vida das populações, nomeadamente trabalhadores, agricultores, pescadores, pequenos e médios empresários, particularmente ligados ao comércio, à restauração, à actividade turística. Drástico agravamento da situação social com o ataque aos rendimentos do trabalho, às reformas e prestações sociais, com o regresso dos salários em atraso e o aumento brutal do custo de vida. O Algarve está sofrer as consequências de anos de políticas de direita e das suas erradas opções do passado e do presente. Mas a sofrer igualmente com as violentas medidas de austeridade do falso programa de ajuda fin...

FARC - A luta continua

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A LUTA CONTINUA por Miguel Urbano Rodrigues ODiario.info O comunicado das FARC sobre a renúncia aos sequestros motivou uma chuva de comentários, interpretando a decisão como prólogo do fim da guerrilha. O andamento da história vai desmentir tais profecias. O comandante Timoleon Jimenez, seu actual comandante-chefe, já informou que a organização revolucionária continuará a sua luta por uma Colômbia livre, democrática e independente.

"Trabalhadores de todos os países, Uni-vos!".

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Acerca das manifestações de solidariedade com o povo grego Partido Comunista da Grécia - KKE Ultimamente, têm sido efectuadas em muitos países do mundo manifestações com slogans abrangentes de "solidariedade com a Grécia" e de que "todos nós somos gregos”. A solidariedade popular e da classe trabalhadora são armas poderosas na luta dos povos. Mas os trabalhadores devem livrar-se de quaisquer tentativas para enganá-los. Qual Grécia precisa de solidariedade? A Grécia dos capitalistas, os quais procuram obter novos empréstimos da UE e do FMI a fim de fortalecer a lucratividade do seu capital, para reforçar a sua posição contra o povo, ou a Grécia da classe trabalhadora e de outros estratos populares, a qual está a sofrer devido às consequências da crise capitalista, pela qual não tem responsabilidade?

Minas e Armadilhas dos Cavaleiros do Apocalipse

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Minas e Armadilhas dos Cavaleiros do Apocalipse por Jorge Messias Jornal Avante «O jesuíta sujeito à obediência revela ao seu superior tudo o que se passa na sua alma … Para obedecerem, os jesuítas assumem a responsabilidade de se revelarem completamente aos seus superiores» (Constituições, «A obediência na vida da Companhia de Jesus»). «A tolerância tem três limites: as ameaças ao bem comum e os que atentam contra a sociedade; os que, a coberto da religião são súbditos de outros estados; e os ateus que não respeitam as promessas feitas, os contratos e os juramentos que unem as sociedades humanas» (Carta sobre a tolerância, Inácio de Loiola). «Não é a miséria mas sim a luta que faz ateu o trabalhador. Apagam-se, desde logo, as razões para não lutar: o apego ao conforto, o medo do sacrifício e o receio do castigo. Poderá essa classe temer o inferno, se o conhece já? A classe trabalhadora nada tem a perder na luta, a não ser as suas grilhetas» (Os marxistas e a religião, Mich...

Dez anos depois

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Dez anos depois por FARC-EP Dez anos atrás chegaram ao fim as conversações de paz em El Caguán. O governo de Andrés Pastraña decidiu fechar as portas do diálogo e apostar na guerra total contra nós. Fomos acusados de todas as perversidades do mundo. Hordas imensas de soldados mercenários treinados por assessores estrangeiros foram enviadas para nos esmagar. Helicópteros militares e aviões de todos os tipos partiram com a finalidade de nos reduzir a cinzas. As FARC-EP, três anos depois de haver inaugurado os diálogos, continuavam insistindo na discussão da Agenda Comum combinada, na remoção das causas que originavam o conflito armado. O Governo, em troca, queria tão somente escutar a rendição e a entrega, ostentava um enorme incremento do gasto militar e se esmerava por nos fazer entender o que nos esperava se recusássemos a última oportunidade que nos concedia para nos submetermos.

A "crise do capitalismo global" – Crise de quem? Quem lucra?

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A "crise do capitalismo global" – Crise de quem? Quem lucra? por James Petras [*] Desde o Financial Times até à extrema-esquerda, toneladas de tinta têm sido gastas a escrever acerca de alguma variante da "Crise do capitalismo global". Se bem que os autores divirjam quanto às causas, consequências e curas, de acordo com as suas luzes ideológicas, há um acordo comum em que "as crises" ameaçam acabar o sistema capitalista tal como o conhecemos. Não há dúvida de que, entre 2008 e 2009, o sistema capitalista na Europa e nos Estados Unidos sofreu um choque severo que abalou os fundamentos do seu sistema financeiro e ameaçou levar à bancarrota seus "sectores principais". Contudo, argumentarei que as "crises do capitalismo" foram transformadas em "crises do trabalho". O capital financeiro, o principal detonador do crash e da crise, recuperou-se, a classe capitalista como um todo foi fortalecida e, acima de tudo, ela utilizo...